In Love And In War
49 Capítulo 49
As coisas foram um pouco paradas no resto do dia. CJ ainda estava um pouco confuso com tudo o que aconteceu, mas como você explica para uma criança que não é culpa dele que a mãe morreu no parto?
Sempre que falamos sobre esse assunto a culpa me consome. Sei que fiz tudo o que podia, mas não deixava de me perguntar o que teria acontecido se eu tivesse feito o parto antes. Não que essas perguntas ajudassem em qualquer coisa.— Aconteceu alguma coisa? – Rick perguntou se sentando ao meu lado na escada de onde eu assistia os meninos brincando. – Está pensativa.— Muitas coisas na cabeça. – encostei a cabeça no ombro dele. – O que as meninas fizeram com você?— Elas me levaram para ver os preparativos para o festival. Disse que está quase tudo pronto— Elas estão animadas. – beijei a bochecha dele. – Eu estou com um pouco de ciúmes. Judith e Grace estão muito ligadas a você.— Carl e Antony são sua sombra. Direitos iguais — Antony quer apenas meu colo e leite. Ele já está falando sobre passar o dia com você e Carl. Alguma coisa sobre passar um tempo de homem. Ele tem três anos e está falando sobre tempo de homem.Rick riu e beijou minha mão enquanto olhava para os nossos filhos. Carl estava jogando bola com CJ e Antony. Beth estava sentada com Grace, Judith e Lizzie e elas estavam arrumando o cabo uma da outra enquanto conversavam. — Beth está bem? Ela parece mais apegada há CJ do que o normal.— Não foi fácil com Sofia. CJ começou a fazer perguntas. Ele perguntou se a culpa foi dele. O que você fala para uma criança quando ela te perguntar isso? Eu sei que teria feito a mesma escolha no lugar dela, você se lembra como meu parto foi difícil, mas não é tão fácil explicar para uma criança isso.— Você não pode salvar o mundo. Não sozinha.— Não estou tentando. Apenas me frusta não saber o que dizer para o que fazer para ajudar. Carl e Beth são tão jovens. E de certo modo a juventude deles foram roubadas. Carl matou tão cedo. Viu. Morte tão cedo. Eu não sei como ele ainda é um menino tão bom.— Por mais que eu queria que ele fosse um menino, ele já é um homem, querida.— Ele ainda é meu bebê. Ainda me lembro de quando você me apresentou para ele. Lembro que ele se escondeu no quarto e me ignorou por alguns dias. Você tentou fazer com ele falasse comigo durante o feriado todo.— Mas você resolveu tudo quando fez doces para ele. Nunca vi Carl comer tanto doce em um dia — Você sabe o que dizem. Você conquista um homem pelo o estômago. Nesse caso, o menino.Rick riu e abraçou Judith quando ela pulou no colo dele — Estou bonita? – ela perguntou passando a mão nos cabelos.— Linda. – ele sorriu para ela antes de apontar para as outras que estavam terminando seus penteados. – Quem está melhor? — Grace. Ela está parecida com a mamãe. – Judith abriu um sorriso enorme. Eu estudei Grace por um estante. Ela realmente estava parecida comigo. Com os cabelos e olhos castanhos. Era engraçado como mesmo sem ter meu sangue ela era mais parecida comigo do que Judith.— Ela vai tentar fazer um penteado como o meu? — Sim. Mas acho que não vai ficar tão bem. Ele não tem os seus cachos.— Ela tem o cabelo vaca lambida do seu pai. – concordei sorrindo para ela.— Ei.— Estou falando a verdade. Meu cabelo não é liso é ondulado. Dependendo do dia até mesmo cacheado. O seu é liso.— Por que vaca lambida?— Porque quando uma vaca lambe seu cabelo fica grudado de um lado. – Rick disse cutucando do a barriga ela a fazendo rir.— Eu amo vocês, mas seus cabelos são tão lisos que é difícil manter um penteado.— Eu sou linda como sou. – Judith disse levantando o nariz a fez de se afastar.— O drama dela é do seu lado. – Rick me culpou.— Eu não sou tão dramática assim. – me defendi. – Apenas um pouco.— Claro, querida.Rolei os olhos e empurrei ele para longe. Rick riu antes de passar o braço pelo meu ombro e me puxar para ele. Grace se levantou quando Lizzie terminou com o cabelo dela. Ela correu até a gente para mostra os cachos que Lizzie tinha feito. Ficou lindo, mas eu sabia que não demoraria para ficar completamente liso de novo.— Falei com Daryl hoje.— Mesmo?— Sim. Ele disse que terminamos a estrada. A encruzilhada está feita. Vou amanhã ver como ficou e levar a placa.— Quer que eu vá com você? – olhei para ele — Não, amor. Eu posso fazer isso. – ele sorriu para mim. – Carl vai comigo. Ele quer passar um tempo junto. Acho que ele quer agradece o fato de ter concordado em deixar ele ir para Hittop. — Eu não quero ele tão longe. Sei que é inevitável, mas ele é meu bebê. Eu me sinto como se eu estivesse perdendo três filhos de uma vez — Olha pelo o lado bom, querida. Você ainda tem quatro.— Lizzie está de mudança. Ela vai morar com Mike — Não me lembre disso. Ainda não sei porque eu concordei com isso. – ele colocou a cabeça no meu pescoço. – Não é justo você me convencer a deixar ela fazer essas coisas.— Ela já é grande o suficiente para decidir o que faz da vida. Por mais que eu preferisse que eles continuassem crianças para sempre.
— Podemos fazer outra cela e trancar eles lá.— Você sabe tão bem quanto eu que não podemos fazer isso.— Eu odeio quando você está certa.— Não. Você me ama.— Amo.Ficamos em silêncio enquanto olhávamos para a frente. Ficamos bastante tempo ali, antes de irmos para a cozinha fazer o almoço. Rick e eu conversamos e brincamos enquanto preparávamos a comida. Rick riu enquanto jogava água em mim. Os meninos entraram pouco tempo depois e se prepararam para comer. O almoço foi feito em meio a conversa e brincadeiras. Sabia que logo não teríamos uma mesa tão cheia.
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