In Love Again
11 PVO BELLA - DISSIMULANDO
Notas iniciais
– Eu sou um vampiro, Bella. — estremecí e Damon acariciou meu rosto congelado. Eu prendia a respiração tentando lembrar em que ponto a realidade se transformou em alucinação, eu não me lembrava de ter dormindo. Talvez apenas fiquei louca — Sinto muito.
Ele e Stefan pareciam ter uma conversar particular sem palavras, Stefan acenou e Damon se voltou para mim novamente. Tudo estava muito louco e o medo me tomou.
Damon tomou meu rosto em suas mãos se inclinando para nossos olhos ficarem na mesma altura. Eu sabia que algo importante estava prestes a acontecer, minha mente estava tão confusa e acho que pela primeira vez fiquei com medo ao estar do seu lado. De repente sua expressão mudou para selvagem, e eu estava presa em seus olhos como se cabos de aço me amarrassem nele me obrigando a não quebrar o contato, a pupila dilatada parecendo querer penetrar em minha mente.
– Pronto. — ele disse a voz fria e sem emoção.
– O importante é que ela não se lembra de nada, não é Damon? — Stefan perguntou e Damon acentiu. "Ela" era eu? Então era isso o que ele estava tentando fazer? Tentando entrar na minha mente?
– Ela parece estar confusa Damon. — Elena disse e eu senti seu olhar lendo minha expressão.
– Ela acabou de passar por uma lavagem cerebral e você não quer que ela fique confusa? — Damon respondeu alterado. Então era isso? Ele "apagou" a minha memória, ou ele acha que apagou. Só me resta saber o quanto e parece que o mais seguro agora é ele achar que funcionou.
– Me desculpe Damon. — ela disse vindo para o meu lado e pegando minha mão que ardeu com o seu toque. — Vou fazer um curativo em sua mão querida.
Abaixei o olhos afim de examinar a situação, fingindo me supreender com o sangue impregnado em minha mão e a ferida lancinante.
– Acho que tenho tantos cortes que nem me lembro como os ganhei... esse deve ser só mais um. — eu disse depois rí, seguindo a Elena escada acima.
Ela parecia insegura sobre o que falar e juro que ví uma gotícula de suor se formando rente a raiz de seu cabelo antes dela secar com as costas da mão.
— Eu acho que em algum lugar por aqui deve ter uma caixa de primeiros socorros.
— Não se preocupe. Eu acho que ví algumas ataduras no banheiro do Damon. — eu disse e sem pedir licença abri a porta do quarto dele e passei direto para o banheiro.
As ataduras estavam exatamente onde eu tinha visto. Abri a torneira vendo a água descer forte e initerruptamente pensando se arderia se eu colocasse a mão alí... apertei o corte com força como se pudesse obrigar o sangue a voltar para minha mão. Embolei uma atadura e segurei com força na minha mão. Começava a sentir o cheiro de sangue, respirei fundo pela boca e tentei me concentrar em outra coisa. O som da água correndo e os murmúrios que viam do andar de baixo que me intrigaram um pouco fazendo-me pensar o que eles estavam falando, e de repente me ví deitada no chão com o ouvido colado no piso frio tentando ouvir melhor alguma coisa lá embaixo. Nada. Rí de como eu estava parecendo ridícula alí, só me faltava um copo de vidro...
***
O corte já estava suficientemente limpo então resolvi enrolar a atadura antes que eu desmaiasse no banheiro com o cheiro de sangue. Abri a porta e me assustei com o Damon deitado na sua cama olhando para o teto.
— Melhor? — perguntou sem deviar os olhos do que quer que estivesse vendo.
— Sim, sim. Acho que agora vou para casa. — eu disse praticamente correndo em direção a porta que estava entreaberta.
— Bella, seu carro não está aqui. — ele disse ainda sem me olhar.
— Merda! — murmurei mordendo a lígua e juro que pude ouvi-lo rir.
Eu estava fazendo o máximo para não pensar, para isolar tudo o que tinha acontecido no canto mais obscuro da minha mente mas ficava cada vez mais difícil, eu olhava para o seu rosto e as lembranças querendo voltar.
— Eu pego um táxi. — disse empurrando a porta com um leve pontapé.
— Eu posso te levar Bella.
— Obrigado Damon, mas eu prefiro ir sozinha pra pensar... — me interrompi sabendo que eu tinha falado demais.
— Pensar no que? — agora ele estava mais alerta, também percebendo a minha falha.
— Pensar em como vou explicar isso pra Dona Renée. — levantei a mão enrrolada.
Ele examinou meu rosto por alguns segundos e depois assentiu, expirei aliviada.
Damon insistiu tanto que acabei por ceder, no caminho ele parecia tentar se aproximar de mim ou dizer algo, não sei, mas o clima não estava muito legal, toda vez que ele me olhava eu virava para o outro lado, desse jeito ele acabaria descobrindo, até me surpreendo de ter chegado até aqui, nunca fui muito boa em mentir...
Fale com o autor