Notas iniciais
OIE GENTS (desviando de pedradas)
Sim eu sei, demorei quase duas semanas D: mas cês não tem ideia do quanto essa minha rotina nova ta me matando.
Se eu pudesse sobreviver de Fanfics ... SE eu pudesse ...
Bom ... capítulo bem grandinho aí pra compensar os outros curtos demais, dedico pro Leo Kun, leitor novo super fofo que comentou todos quando leu, um exemplo de leitor *-*
Quanto ao capítulo ... Eu estava insegura demais, quase chorando de nervosismo, foi aí que eu decidi seguir o conselho da minha Senpai Laila, escrevi uma coisa que eu amei, como se eu não fosse mostrar pra ninguem, aquilo estava apenas ao meu agrado, como se eu fosse guardar apenas para mim, e depois que terminasse, postaria, ela diz que essa é a formula para as boas fanfic, e eu vou provar dela hoje xD
Realmente não sei se vocês vão gostar, não sei de nada, ele acabou refletindo meio que tudo o que eu tava sentindo quando escrevi.
Peço desculpas desde ja HAHA.
Vão ler pimpolhos, xô!

O mundo parecia girar em sua volta.

Sanji não era do tipo o qual costumava chegar completamente bêbado em casa, em cima de uma poça de vomito, cantarolando canções alegres e brigando com seus pais, talvez o moço se achasse civilizado demais para isso, e é claro... Homens bêbados não agradam as damas.

Mas aquela noite fora uma exceção peculiar, havia certo alguém verde que havia mudado completamente sua rotina de um tempo pra cá, mesmo Roronoa Zoro não sendo do tipo o qual Sanji costuma admirar.

Mesmo odiando todos os costumes daquele espadachim, ele admitia que naquela noite, precisava dele mais do que nunca, não apenas por não ter condições de dirigir um carro para casa, mas por garantir que ele não beijaria mais qualquer mulher por aí.

Geralmente quando se bebe demais, acabamos por não medir as conseqüências de nenhum de nossos atos, falando coisas que não devem, sem se importar com o efeito que podem causar, ou o álcool pode servir até mesmo para colocar pra fora o que está guardado em nós por tanto tempo, foi mais ou menos o caso do cozinheiro.

- AAAAAAARGH MARIMO IDIOTA –

- ei, ero-cook, não me culpe por ter bebido demais –

- a culpa foi sua – o loiro sentenciou — se não fosse essa aposta pra ... pra ... –

- pra provar que você não agüenta álcool como eu agüento –

- seu estúpido –

E assim eles foram até o carro, discutindo como um casal de velhos rabugentos que pareciam ser, em busca de colocar a culpa em alguém, nunca chegando a um acordo sensato.

Entrando no tão familiar carro do espadachim, automóvel que o trazia péssimas lembranças, eles se dirigem para casa normalmente, com Sanji desta vez no banco do carona, porém sem estar discutindo a cada metro rodado pelo carro, ele parecia um tanto calmo demais comparado ao normal.

Zoro chegara a ficar incrédulo como ele estava ficando cada vez mais amável.

Talvez ele tenha passado para seu “segundo nível de bêbado”, uma vez que havia trazido uma garrafa consigo para ir bebendo no carro.

- veja Zoro-san, estamos na situação totalmente oposta da ultima vez – ele disse rindo um pouco

- A diferença é que da ultima vez eu não estava tão embebedado a ponto de começar a te tratar estranhamente bem –

- Ah, cala a boca, Zoro-san, você nuuuuuuunca fica bêbado, mesmo que tome quinhentas garrafas –

Era incrível como ele estava mudado, desde os tempos em que o Roronoa apenas o observava de longe, nunca imaginaria Sanji com uma garrafa em mãos, falando tudo o que lhe vem na cabeça.

- claro que fico, é só... Meio raro –

- mas você não estava bêbado quando tentou me seduzir – ele quase gritava enquanto revezava sua boca entre um cigarro e o bico de uma garrafa.

- O QUE? – isso pareceu constranger o espadachim, que chegou a frear bruscamente contra um sinaleiro prestes a fechar.

- isso mesmo seu merda! E depois jogou a culpa no álcool, disse que não era pra ter feito esse estrago no meu coraçãozinho –

- você ta praticamente vomitando merda, cozinheiro tarado – Zoro já estava um tanto irritado quando pronunciou tal frase.

O mais interessante é que Sanji, mesmo encharcado a uísque, Vicodin, Gim, Vodca, Rohypnol, Klonopin, saquê e mais uma lista de substâncias alcoólicas impossíveis de serem listadas neste pequeno parágrafo narrativo, conseguia se manter mais apto a achar o caminho para casa do que o moreno de madeixas verdes.

- Fala sério, Zoro-kun, em que lugar dessa cidade nós estamos, SE É QUE AINDA ESTAMOS NA MESMA CIDADE – ele gritava começando a se irritar.

- não se preocupe, eu só peguei um caminho mais longo pra você esfriar a cabeça, quem sabe –

- pelo menos não estamos no meio do nada, não é mesmo, Zoro-chan? Se não eu estaria com uma vontade insana de te trucidar – disse o loiro, não em tom de ameaça, mas sim como se estivesse falando algo fofo, o que intrigou o Roronoa por bons minutos.

- sei muito bem onde estou –

O espadachim então continuou dirigindo até chegar às áreas mais remotas da cidade, não fazendo a mínima idéia de onde estava, porém não querendo admitir ao loiro que cantarolava palavras desconexas ao seu lado, ele estava realmente estranho, a essas horas estaria esbravejando xingamentos para todos os lados, porém parecia até feliz, o que deu a Zoro a chance de se aproveitar disso.

- Sanji ... –

- queee foi Zoro-cwhan? –

- eu estou perdido, não faço a mínima idéia de onde estamos – ele admitiu sinceramente.

- tudo bem, eu te perdôo – o loiro disse passando uma de suas mãos no corpo do maior, traçando um caminho do ombro até seu peitoral forte, aquilo não era apenas um apalpamento de consolo, era um terrível e tentador toque sexual.

“AARGH, ESSE TARADO” Zoro pensava, enquanto tentava não mostrar suas bochechas coradas, agradecia aos deuses sua pele morena que o ajudava a esconder isso, junto com o escurinho do carro.

- o que está fazendo, cozinheiro pervertido? –

- o que eu tive vontade de fazer naquela noite em que te fiz uma sopa – respondeu ele descaradamente, Zoro se sentia uma boneca em suas mãos, estava finalmente tomando de seu próprio veneno, por muitas vezes deixara o cozinheiro nesta situação, agora via o porquê dele se irritar tanto quando o Roronoa o deixava vergonhoso.

- O Sanji normal com certeza nunca faria isso – ele comentou para si mesmo em tom baixo, sendo ouvido pelo menor, para sua infelicidade.

- e o que o Sanji certinho faria? – falou o loiro em tom desafiante.

- falaria para parar e pedir informação de como voltar para nossa casa, falaria não, mandaria! –

- então já que você é tão submisso ao Sanji normal, faça isso, ele está mandando agora –

- queria mesmo é saber onde ele está agora – o moreno das madeixas verdes falou estacionando um carro em uma pequena lanchonete bar freqüentado por alguns boêmios, pelo menos não é um motel com uma velha tarada de atendente – fica aí bebum, eu já volto –

- sem chance, vou junto –

- se fosse o sobrancelhas de bigode em seu estado normal eu talvez deixasse, fica aí, seu merda – ordenou Zoro, o que foi a mesma coisa de dizer para o loiro “siga-me”

Desceram do carro tentando manter a calma em uma situação como aquelas, entrou no bar sendo devorado pelos olhos de algumas mulheres oferecidas na mesa do canto, chegando ao balcão para ser atendido por um barman um tanto grotesco.

- qual vai ser, jovem? –

- nada não, só quero uma informação mesmo –

- e pro seu namorado? –

Aquilo estava se tornando o inferno, apenas agora Zoro percebera que Sanji estava logo atrás dele com os braços completamente pendurados em seus ombros, como se o abrasasse de mal jeito, ainda exalando o forte cheiro de nicotina, aquilo o fez corar na hora, estava sem coragem até mesmo de encarar o barman outra vez, ele não parecia ser do tipo liberal.

- duas garrafas de Hennessy, por favor – Sanji pediu.

- é pra já, jovem –

- QUE É ISSO HEIN? – o Roronoa esbravejou tentando não deixar sua irritação chamar atenção daquele povo sinistro.

- Hennessy e você são os únicos espíritos do mal os quais eu estou interessado – ele dizia tais palavras tão descaradamente enquanto piscava para alguma meretriz qualquer, parece que mesmo bêbado ele não havia perdido a tara por mulheres.

- você é o pior crápula que eu já conheci — Zoro falou irritado enquanto o observava sorrir de modo sincero, nem mesmo nestes momentos ele não deixava de admirar seu sorriso.

Tendo pegado a informação necessária e pagado as duas garrafas com bebida de alto teor alcoólico, eles saem em direção ao carro novamente, desta vez para definitivamente se dirigirem para casa, ainda com Sanji fazendo gracejos para as vadias na noite.

- quer parar com isso e entrar logo? – disse o moreno das madeixas verdes, abrindo a porta para o menor como um convite para entrar.

Por alguma razão desconhecida, o loiro tropeça no meio fio e prestes a cair, é salvo pelo espadachim, mais uma vez, caindo em seus braços como uma cena de conto de fadas.

Seus rostos ficam perigosamente próximos, como nos velhos tempos, sentido suas respirações quentes e aceleradas roçarem a pele de ambos em meio a brisa fria da noite.

- não se preocupe Zoro-cwhan, elas não têm chance comigo, afinal, somos namorados –

Aquilo fora o limite, ele não estava apenas insuportável, mas estava também conseguindo acabar com todos os momentos bons entre eles.

Zoro por sua fez ficou estático, sem reação, não sabia mais como replicar essas respostas sem noção vindas do menor, tinha vontade de falar o que o “Sanji normal” pensaria se o visse nesta situação, principalmente nesta em que cada vez mais ele se aproximava de do rosto do maior, lhe colocando a mão em sua nuca, semicerrando seus olhos, enquanto de modo sensual lambe toda a extensão de seus lábios atraentes, como se estivesse se preparando para um beijo ardente.

- só porque está anoitecido vocês acham que podem sair fazendo isso em local publico? – falou uma voz vinda do outro lado da calçada

Uma velinha com uma bolsa que parecia carregar quilos de titânio para bater em tarados na rua esbravejava enquanto observava a cena romântica a qual Zoro fora induzido, e simplesmente não conseguia impedi-la de acontecer

- ele está completamente bêbado, a culpa não é minha, senhora – ele disse tentando disfarçar sua vergonha, desviando-se do contato com Sanji.

- é apenas o amor, jovem senhorita – disse o loiro erguendo as duas garrafas ao ar, enquanto é forçado a entrar no carro, que saiu rapidamente daquele estacionamento com certa urgência.

- sabe o caminho para casa agora? –

- sei, e mesmo que não soubesse, seria capaz até de roubar um GPS pra achar, vamos te levar pra casa de uma vez, sobrancelhas de bigode bebum –

Pode até parecer um paradoxo, mas desta vez o Roronoa achou o caminho da casa de Sanji sem problema algum, estava concentrado até demais em levar o loiro para sua residência em segurança, pois estava em dívida com o mesmo, precisava retribuir a carona, mas não era apenas isso o que Sanji queria que o moreno das madeixas verdes retribuísse.

Estacionando em frente a casa de Zeff, que no momento se encontrava ausente, pois era de seu costume trabalhar até muito tarde em seu restaurante aos fins de semana, ele entrega o cozinheiro mais novo, ao menos tenta entregar.

- são e salvo em casa – concluiu ele com certo tom de alívio em sua voz.

- ainda não – o loiro falou com um tom sério até demais para um bêbado alegre – me ajuda a caminhar até la dentro –

- ta de brincadeira comigo, né? –

- eu tive até que fazer comida pra você da ultima vez, curar seus ferimentos e te dar banho, e você está se recusando a me ajudar a caminhar uns 3 metros até o sofá da porra da minha casa? – ao que parecia o verdadeiro Sanji estava voltando aos poucos, ou ele estava passando para seu terceiro estágio de embebedado, o qual parecia ser um tanto perigoso, ainda mais se tratando do dono de chutes malignos.

Percebendo que era inútil discutir, Zoro levanta-se do lugar, saí do carro e dando a volta, abre a porta para Sanji, como uma donzela, o ajudando a caminhar o máximo que podia, até largá-lo no sofá de sua casa, ou pelo menos tentar.

Em um movimento rápido, parecendo recuperar sua coordenação motora, Sanji empurra o maior fazendo-o cair no sofá, caindo em seu colo logo em seguida, provocando aquela proximidade tão tentadora entre seus rostos, com cada perna sua envolta na cintura do espadachim.

- estamos na sua casa –

- e daí? Desde quando você se importa com o lugar? –

- desde que você mora com seu pai – retrucou

- Zeff não é meu pai, e ele trabalha até altas horas no Baratie as sextas feiras, temos tempo de sobra – ele sussurrou no ouvido do maior de forma sensual, já não resistindo a roçar seus lábios na pele morena daquele homem.

- tempo de sobra pra que? – Zoro indagou com uma inocência incomum

- pra você me dar um banho –

Aquilo congelou completamente o moreno das madeixas verdes, ele não entendia o porquê de estar tão vulnerável a Sanji esta noite em especial, ele parecia muito mais dominador do que o usual.

Calma e lentamente, ele deixava o ar quente de sua boca percorrer a extensão da curvatura do pescoço do maior, se deliciando com cada molécula daquele seu cheiro vicioso, fechando seus olhos para absorver todas aquelas sensações e sentimentos que aquele aroma afrodisíaco lhe proporcionava, apenas em um primeiro estágio, passando para o segundo, aonde a pele, juntamente a fragrância ali exalada, pediam pelo toque de seus lábios molhados e com gosto de álcool. E ali ele percorreu seu caminho, deixando os rastros de saliva por aquela região, enquanto suas mãos pareciam começar a criar vida própria e apalpar seu peito forte e másculo, enquanto degustava lentamente de sua pele.

Zoro já perdia a noção do perigo ali naquele estado, o loiro é especialista em deixá-lo com a guarda baixa, a sensação de seus lábios em sua pele era simplesmente uma das melhores coisas que já provara. Tão viciosa como heroína: uma vez experimentado, jamais esquecerá, e sempre mais procurará.

O moreno de cabelos esverdeados poderia jurar que queria o parar, e mandá-lo dormir para acordar lhe odiando logo de manhã, como sempre fazia, mas estava tudo apagado, tudo parecia conspirar para que ficasse ali, apreciando aqueles toques envolventes, não conseguia reagir a nada, nem queria, e já pouco se importava se Zeff chegaria a qualquer momento, mas por algum motivo desconhecido, queria confiar no que o loiro lhe dissera.

Entrelaçando seus braços no pescoço do maior, encarando-o com serenidade no olhar, ele parece parar o tempo para observar os orbes escuros do espadachim, toda sua ansiedade, todo seu nervosismo presos ali, enquanto fitava as safiras azuis do menor, parecendo um mar calmo, eles não ostentavam nenhuma inquietação, pareciam muito certos do que iam fazer.

- você está fora de si, ero-cook –

- e daí? – respondeu indiferente.

- e daí que você vai acordar me odiando, me apedrejando, colocando a culpa em mim –

- eu não quero pensar em nada agora – interrompeu-o ainda com seu olhar sereno.

Aquele escurinho da casa, com o farfalhar do orvalho da noite fazendo sua melodia junto a brisa fria da qual se abrigavam criava um clima perfeito para tudo acontecer.

Com os orbes agora presos nos lábios do Roronoa, ele se aproxima dos mesmos para iniciar uma lenta e saborosa sessão de movimentos vagarosos naqueles lábios os quais tanto almejara que agora pertenciam apenas a ele, movia sensualmente sua língua para dentro da boca do maior com uma dança de movimentos absurdamente bem trabalhados, levando ambos a cada vez mais acelerarem seus movimentos, deixando tudo mais intenso, mais profundo, cada vez mais o beijo ficava mais urgente.

Em movimentos quase que involuntários, as mãos de Zoro começam a percorrer a cintura do menor, apalpando-a para chegar cada vez mais perto de seu corpo, queria sentir o calor que proporcionava, queria senti-la roçar em sua pele o mais rápido possível, porém sabia que deveria ser paciente... Na verdade, ele não sabia nem se realmente deveria fazer isso.

Mesmo que relutasse, seu corpo parecia lutar com todas as forças para tudo continuar. Tudo parecia conspirar para que eles se tornassem apenas um aquela noite, outra vez, desta vez não induzidos por frutinhas estranhas, mas sim pelo álcool.

Seus longos dedos agora começaram a percorrer sua pele por baixo da camisa, causando alguns gemidos abafados por parte do loiro que ainda tinha sua boca presa á do espadachim, mexendo seus lábios nos dele com cada vez mais urgência, mais luxuria.

Induzindo-o a deitar-se sobre o sofá, o espadachim de posiciona em cima do mesmo, separando o contato de seus lábios, parando pro alguns segundos para observar seus lábios avermelhados, que pareciam implorar por mais toques dos seus.

Quase soltando um protesto pela perda do calor do corpo do maior, Sanji estava prestes a reclamar algo quando é interrompido pelo Roronoa.

- você perdeu –

- o que? – ele indagou, parecendo um pouco confuso.

- a nossa aposta, você perdeu –

O loiro começara a rir de forma irônica, não conseguia acreditar que Zoro havia escolhido justo aquele momento para jogar sua vitória na escória do cozinheiro.

- quem está perdendo pra mim aqui é você –

Em um movimento inesperado, o loiro levanta-se do sofá aonde estavam, puxando Zoro pela gola de sua camisa até uma das paredes da sala, preensando seu corpo contra o dele, já ousando invadir sua intimidade com as mãos rapidas e habilidosas, logo os toques naquela região sensível, mesmo que por cima dos tecidos, faziam o maior soltar alguns gemidos em resposta ao prazer que estava sendo-lhe proporcionado, como um recado do cozinheiro dizendo que de nada adiantaria em relutar mais.

O Roronoa apreciava todos aqueles toques enquanto era atraído a beijar sua pele alva, enquanto recebia as carícias intimas por parte do menor. O cheiro forte de nicotina e álcool impregnados a sua pele já não eram mais incômodos, pelo contrário, todos estes aromas, misturados ao perfume natural que a pele do loiro exalava se tornaram um vicio para o moreno das madeixas verdes, sentia-se extasiado apenas de ter contato de seus lábios com o tecido que cobria seus delicados e definidos músculos.

Os toques de seus longos dedos, trabalhando precisamente em deixar arranhões carinhosos em suas costas estavam viciosos, uma vez que Sanji pegava cada vez mais pesado em seus movimentos de suas mãos misteriosamente habilidosas para com o membro do espadachim, que a aquela altura do campeonato, já se encontrava totalmente rijo, implorando por alívio de ser livrado dos tecidos que o cobriam.

Mais uma vez, cessando seus movimentos de forma misteriosa, o cozinheiro passa a fitar aquela camisa branca, levando suas mãos para abrir cada botão com sutileza e vagarosamente, ele quase matava o Roronoa de ansiedade, o qual já estava pronto para soltar um protesto contra a separação repentina do calor de seus corpos.

Ele realmente parecia querer provocá-lo.

Por longos segundos, o loiro encarou aquele peitoral bem definido em seus músculos, com a usual cicatriz transversal, um dia achara que a mesma era algo grotesco e feio, agora a achava excitante ao toque, e o encorajava cada vez mais a tocar toda aquela extensão com os lábios, coisa a qual não hesitou em fazer.

Ele poderia estar fora de si, mas com certeza nunca se esqueceria que brincar com os mamilos do maior, morde-los e apertá-los seria tão prazeroso a sua língua e a seus dedos, o quão apetitosa era a pele morena de Zoro, ele estava certo de que nunca provaria de algo igual.

Tão agradável quanto o toque eram os sons emitidos pelo espadachim em resposta a aquelas provocações, saboroso aos ouvidos do menor, que estava adorando sentir e ouvir a reação que aquilo causava.

Retirando sua camisa por completo em um ímpeto, o loiro, ainda não desgrudando os lábios de sua pele morena, faz o famoso caminho do pecado, descendo até sua barriga, até chegar a seu membro pulsante, ainda por baixo de suas calças, não por muito tempo.

Livrando sua ereção daqueles tecidos que a cobriam, ele ouve um gemido rouco e másculo por parte do maior, em resposta ao alivio, enquanto fita seu membro como se fosse algo comestível, a assim se fez, sem relutar em chupar toda aquela extensão por inteiro, iniciando-a com um movimento vagaroso, passando seus lábios, degustando de cada pedaço daquela pele tão sensível, tão provocativa.

Por algum motivo – que poderia ser o álcool – aquela sensação na boca de Sanji era cada vez mais excitante para si, em cada movimento, em cada lambida ele sentia-se mais apto a proporcionar cada vez mais prazer ao maior, que parecia estar indo ao delírio com tais carícias.

Ele acabara de descobrir que amava ver Zoro tão vulnerável a seus toques.

Quanto ao espadachim, o mesmo se encontrava sentindo-se no paraíso, não hesitava em prender seus dedos nas madeixas loiras do menor para lhe influenciar ao ato, de leve a empurrando para ir cada vez mais fundo, quase que em um ímpeto de impedi-lo que parasse.

A fricção de seus lábios contra aquela pele sensível era viciosa a ponto de sentir suas pernas enfraquecerem, seus olhos ficarem semi serrados, e produzir sons os quais jamais pensaria ser capaz emitir, até mesmo no momento de seu clímax, chegando ao que seria apenas o primeiro longo orgasmo daquela noite.

Derramando-se dentro da boca do cozinheiro, parte de seu liquido branco escorre por seus lábios avermelhados, fazendo de Sanji uma imagem angelical em um ato impuro, a coisa mais atraente vista pelo Roronoa até hoje.

Com suas pernas já bambas por conta de todo aquele prazer, Zoro escorrega suas costas nuas pela parede, até cair no sofá outra vez, deitado, respirando ofegante, levando alguns segundos para perceber que fora na verdade empurrado por Sanji, e que o mesmo agora se encontrava estrategicamente posicionado entre suas pernas com um de seus olhares mais provocativos e enigmáticos possíveis. Era totalmente improvável o que iria fazer, porém se as suspeitas do moreno das madeixas verdes se confirmassem, aí seria motivo para ficar mais nervoso ainda, estava sendo manipulado por Sanji, não fazia bem para o seu orgulho, porém não queria admitir que esta gostando.

Fitando seus orbes azuis, o qual ostentava toda aquela luxuria em sua incógnita, o loiro abre vagarosamente os botões de sua própria camisa, sendo encarado pelo maior em cada pedaço de seus músculos, que por mais que não fossem os mais bem definidos, eram totalmente atraentes aos olhares do Roronoa.

Jogando sua camisa em qualquer lugar da sala, ainda sem desgrudar seus olhos dos orbes escuros do espadachim de modo desafiador, ele desabotoa ainda mais lentamente os botões de sua calça, e ao mesmo tempo em que libera sua própria ereção dos tecidos, lambe sensualmente todos os seus dedos, ainda com o gosto do liquido branco do maior em sua boca, para passar em todo seu membro ali rígido, deixando Zoro ainda mais ansioso pelo que viria por acontecer.

O moreno das madeixas esverdeadas odiava ser algo passivo em qualquer coisa, e a partir do momento em que Sanji penetrou em sua entrada lentamente, o espadachim jurou dar o troco com a mesma moeda, mas por hora apenas apreciaria cada momento daquela sensação completamente nova.

Deixa ele se divertir um pouco”

Aquilo lhe invadia por inteiro, no começo como algo incomodo, para Sanji uma das melhores sensações do mundo, a fricção das paredes da entrada do maior contra as do seu membro o fizeram gemer em alto e bom tom, de modo a expressar toda sua luxúria perante aquele ato.

Ainda sem mecher-se dentro do espadachim, ele deita por cima de seu corpo, beijando seu pescoço de forma terna e apaixonada, e sem autorização alguma por parte de Zoro, começa seus movimentos dentro do mesmo, estocando-o no meio de suas pernas abertas, dando passagem para suas peles se chocarem ali, fazendo toda a sensação incomoda sentida pelo moreno das madeixas verdes se converter em puro prazer, no mesmo rítmo em que o loiro lhe masturbava com uma das mãos em movimentos desajeitados de vai e vem que o Roronoa pareceu adorar.

Nunca aquele sofá havia sido tão util, Sanji poderia o achar grande demais para estar em uma casa onde apenas duas pessoas moram, porém hoje ele constatara que era do tamanho perfeito.

Suas estocadas iam cada vez mais fundo e mais precisamente atingiam pontos sensíveis que Zoro jamais imaginara que tinha, ao mesmo tempo em que ambos não deixavam suas vozes presas na garganta, fazendo a todos os momentos gemidos altos até demais fugirem, porém nada importava, estavam se tornando apenas um naquele momento.

Chegando a seu ápice, Sanji derrama-se dentro do maior, deitando em seu peitoral, exausto, ainda com a respiração acelerada, ele mantinha o olhar de vitória em seus olhos, havia conseguido dominar Zoro, nem em um milhão de anos imaginaria que estaria considerando um dos momentos mais felizes de sua vida o momento em que estaria fazendo sexo com outro homem.

- acha mesmo que acabou – indagou o maior, dando inicio a seu objetivo de dar o troco na mesma moeda, Zoro não queria ser passivo para sempre.

- hã? – ele pergunta talvez fazendo-se de inocente, quando na verdade dava um de seus sorrisos maliciosos.

- pro chuveiro, agora, seu bêbado de merda – ordenou.

Sem mais delongas, Sanji foi empurrado a força para o banheiro, porém sem luta alguma, o tempo todo rindo da insistência do maior, como um verdadeiro bêbado alegre e consciente que é.

Jogando-o para baixo do chuveiro em uma água gelada, o loiro abre a boca para protestar quando é calado pela boca do espadachim na sua, em um beijo terno e apaixonado, abraçando-o, trocando o calor de seus corpos enquanto a água agora em atrito com suas peles esquentava conforme o beijo se estendia e ficava com movimentos mais rápidos e urgentes.

A quebra do contato entre seus lábios se deu ao momento em que Sanji é virado de costas e encostado bruscamente contra uma das paredes.

O cozinheiro ri um pouco, sarcástico, porém parecendo gostar da ação do maior, queria aquilo, queria Zoro dentro de si outra vez, queria ser invadido por ele.

Logo seu membro rijo outra vez roçava nas nádegas do menor, invadindo sua entrada aos poucos, ao mesmo tempo em que deixava intencionais marcas vermelhas por toda extensão da curvatura de seu pescoço, enquanto busca o membro do loiro com uma de suas mãos para fazê-lo sentir se bem ao mesmo ritmo em que o estoca com cada vez mais velocidade, profundidade e precisão.

Com seus braços encostados contra a parede molhada do Box, o cozinheiro geme cada vez mais alto em resposta aos movimentos do maior, deixava que aquela sensação lhe invadisse por inteiro, não se importando com a dor incomoda do começo, fazendo tudo se converter no mais puro prazer e luxuria que aquele momento poderia lhe proporcionar.

Chegando a seu ápice pela segunda vez, ele se derrama nas mãos do maior, enquanto o mesmo derrama seu liquido dentro de si. Exausto, o loiro praticamente cai para trás, sendo segurado por Zoro, o qual não estava acreditando que sua noite terminara de tal jeito.

Enrolando o bêbado feliz em uma toalha sobre seus quadris, fazendo o mesmo para esconder sua nudez evidente, ele o conduz até o corredor, a fim de pegar suas roupas e ir embora, afinal, Zeff poderia chegar a qualquer momento, quando de repente é parado pelo loiro de modo educado, sendo puxado pelo braço, o primeiro ato um tanto carinhoso vindo dele naquela noite.

- Zoro... – ele fala quase em um sussurro, ainda com as bochechas e os lábios extremamente avermelhados.

- que foi hein? – diz o espadachim dando um de seus sorrisos de canto.

- Daisuki* Zoro... –

O Roronoa ficou estático com o que acabara de ouvir, na certa Sanji estava admitindo que gostava dele, não apenas como um amigo, aquilo revirou todas as artérias daquele coração que a muito não gostava de alguém de verdade, porém ainda sem reação, tentava justificar-se, de modo a ainda insistir em esconder seus verdadeiros sentimentos.

- amanhã você não vai sequer lembrar-se de hoje, e se lembrar, vai acordar me odiando –

- eu não vou esquecer, eu não consigo te odiar, por mais que eu tente, baka-marimo – lamentou-se ainda encarando os olhos castanhos do maior, tudo o que ele dizia parecia ser verídico demais, se não fosse pelo álcool influindo em seu sangue – fica comigo aqui, dorme comigo – pediu.

Zoro estava prestes a responder negativamente, porém seus ouvidos se voltaram para um barulho vindo da garagem, o som inconfundível de um carro estacionando em sua garagem.

- Acho que Zeff chegou – Sanji disse como se não fosse problema o cozinheiro mais velho os encontrar naquela situação.

Mal pode ver e Zoro já estava a vestir suas calças apressadamente e nem sequer colocando a camisa, correndo para o segundo andar para sair pela janela. O loiro, ainda com apenas a toalha em seus quadris, o seguiu e antes do cabeça de marimo pular feito um louco e correr para sua casa, ele lhe deu um rápido e apaixonado beijo de despedida.

O maior respondeu com um olhar incerto, sabia que Sanji acordaria o odiando no outro dia, e havia prometido para si mesmo se afastar dele, por mais que lhe doa, antes que ele comece a se machucar mais.

Ainda observando aquele ser de cabelos verdes virar a esquina, praticamente semi-nu, cuidando para não achar alguma velinha armada na rua para lhe acusar de tarado, seguiu para sua residência, deixando o loiro com apenas suas borboletas no estômago, antes de seguir para seu quarto, e desmaiar naquela cama, pelo cansado, e adormecer pensando no Roronoa.

A ultima coisa que ouviu fora Zeff entrando em seu quarto, sentindo cheiro de álcool, soltando alguns xingamentos para o moleque.

- ele realmente não tem jeito, esse garoto –

Notas finais
Então? xingamentos ou comentários?
Será que ficou ruim demais e espantou vocês, ou ficou bom demais que até mereço uma quinta recomendação ~cara de criança pidona~
(Risos) O próximo saí mais cedo, pois vai ser curtinho xD
Beijos lindosos, e desculpem a tia qualquer coisa T.T