In High School
1 1 - Visita inesperada
Notas iniciais
Ah, o ensino médio...
Época das piores complicações para adolescentes, época de viver, curtir, se divertir enquanto tem algo mais importante para fazer, conhecer pessoas novas, experimentar coisas novas, e era esse ultimo tópico de “ter novas sensações” que pegou Sanji de surpresa.
Loiro, alto e magro, com sempre roupas bem arrumadas e bem passadas (incomum para algum de sua idade) ele era o filho que todos os pais sonham em ter, disciplinado, comportado, e nunca dava as preocupações que os adolescentes naquela idade costumavam dar.
Acho que nem é preciso dizer que na escola ele era um dos “estranhões”, principalmente por estudar em uma escola grande e com vários garotos bonitos, populares e lerdos mentalmente (era como ele os considerava).
Sanji podia ser perfeitinho demais para seu pai adotivo Zeff, que o considerava anormal, mas o mesmo não se achava isso, nem um pouco.
Ajeitando sua franja loira que caía por cima de seu olho esquerdo, destacando suas sombrancelhas peculiares por entre suas safiras azuis, ele jogava seus sorrisos mais charmosos para as garotas da classe de culinária de sua escola.
– owwn, Sanji-kun, você cozinha tão bem – dizia uma das encantadas.
– tudo por vocês, lindas – dizia ele todo charmoso.
Não era um dos mais populares entre os demais, mas era o galã quando se tratava de cozinhar, e aquilo encantava a maioria das moças naquele local. E seu pai adotivo lá, a pensar que ele cozinhava para seguir o caminho dele.
Não era bem assim, apesar do loiro ser um mulherengo assumido, ele era extremamente grato pelo que Zeff havia lhe feito no passado, e algum dia na sua vida, pretendia ser tão bom cozinheiro como ele. Mas até lá... Uma garota ou outra não mataria ninguém.
Andando pelos corredores movimentados, cheios de alunos reclamando dos professores a falando sobre assuntos fúteis, ele andava sozinho abraçando em seu peito os livros de receita, até reparar em um grupo alterado de pessoas ali ocupando toda a porta de saída.
– apostou mal hein Zoro, agora vai ter que arcar com as consequências, bonequinho – falava um dos brutamontes daquele grupo aonde se reuniam alguns dos mais populares, como participantes do clube de futebol americano, Baseball, basquete, entre outros esportes de brutamontes, todos usando aquelas típicas jaquetas de times.
Sanji se sentia completamente constrangido apenas de considerar a ideia de ter que passar pelo meio daqueles caras para poder sair da escola.
“são apenas seres humanos, idiotas e brutamontes sem cérebro, mas são apenas humanos, engula esse medo Sanji!”pensava ele
– com licença – pedia o loiro educadamente para o garoto com cabelos verdes a sua frente, ele abriu caminho para o cozinheiro o encarando de um modo observador.
Os outros caras ali apenas silenciaram suas conversas paralelas para observar o loiro passar, o que aumentava muito mais o seu constrangimento. Ao deixar a roda dos incompetentes, ele ouve um pequeno coro de risadas debochadas, Sanji tinha certeza que estava mais vermelho que um tomate maduro.
“droga de timidez” amaldiçoava ele.
Ao chegar ao portão, percebera que Zeff estava atrasado com a carona... Pela milionésima vez em suas vidas. O cozinheiro apenas suspirou e se contentou em esperar.
Já havia voltado a sua cor normal, mas ao perceber que o moreno dos cabelos verdes o observava de longe, com um olhar pensativo o fez corar violentamente de novo, desviou o seu olhar azul dos olhos castanhos dele o mais rápido que conseguia, até perceber que Zeff havia chegado em sua lata velha.
– quem em sã consciência tem o cabelo verde? – reclamou ele para ninguém em particular, sendo ouvido pelo mais velho.
– falando com quem, Sanji – falou ele dando a partida no carro.
– ninguém, Zeff... Ninguém – disfarçou
– reclamando da vida como sempre, hã? Como foi a aula hoje? E a ofcina? –
– a aula foi a mesma porcaria – disse ele tragando o primeiro cigarro do dia com certa urgência – o curso não teve nada fora do normal – falava o loiro enquanto criava uma neblina cinzenta de nicotina no carro
– você é muito novo pra fumar tanto assim, sabia? –
– dane-se, é o meu estilo – ele falava sem se importar.
Chegando em casa, Sanji desce do carro com certa pressa, abre a porta jogando a mochila e os livros em qualquer lugar, e vai para a cozinha, abrindo rapidamente o grande livro de receitas que Zeff deixava no balcão, enquanto lavava sua mão ele lia entusiasmado alguma receita em especial.
O mais velho entrava logo atrás pondo a chave do carro no chaveiro e vendo a cena do loiro separando os ingredientes necessários para cozinhar aquilo que estava no livro, ele revira os olhos e indaga.
– quem é dessa vez? – falou ele com uma voz cansada
– Robin- cwhan – dizia todo sorridente – ela adora missoshiru com udon, ela ficará tão feliz – falava ele cantarolando para sua décima paixão na semana
– as mulheres são um vicio perigoso – dizia seu pai adotivo enquanto sentava – mas conquistar pelo estomago é uma ótima jogada, seu mulherengo! -
Os dois riram e se sujaram preparando a sopa ao estilo japonês para mais uma das amadas de Sanji, afinal,o que ele mais amava no mundo era cozinhar.
Quando de repente, a campainha toca...
– eu atendo –
Abriu a porta sem ao menos verificar quem batia, e se deparou com a maior surpresa do dia, o garoto de pele morena, e de cabelos verdes aguardava desajeitadamente alguém atende-lo com suas mãos nos bolsos da jaqueta do time de futebol americano, agora sorrindo sem jeito para o loiro todo sujo a sua frente.
– Daê...Sanjji, né? – conferia ele
– sim, sou Sanji, e você, o que ta fazendo aq... –
– sou RoronoaZoro, estudamos juntos, sabe quem eu sou, né? – interrompeu ele,com aquele sorriso que fazia o loiro corar.
– Não sabia que tinha convidado um amigo, Sanji, mande-o entrar! Que modos são esses? – gritou Zeff da cozinha.
Zoro entrou todo alegre com o convite do cozinheiro mais velho, enquanto Sanji...
Ora, Sanji estava mergulhado em um mar de duvidas, vergonha e raiva...
“que merda esse garoto popular veio fazer aqui?”ele pensava enquanto quase deixava seu cigarro cair da sua boca.
Ele nem imaginava a resposta.
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