Impérios Cruzados
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Algumas semanas se passaram sem que eu tivesse noticias de Tris e isso estava me matando aos poucos, eu não conseguia mais me concentrar no trabalho ou comer algo descente e vivia ansioso toda vez que meu celular tocava e especialmente hoje eu estava ansioso, era hoje que Tris faria a ultrassom para descobrir o sexo do nosso bebê e eu contava que ela tivesse ligado para mim na noite passada e me chamasse para ir com ela mas isso não aconteceu.
Zeke passou por aqui pela manhã para que eu assinasse alguns papeis e tentou me animar mas nada surtia efeito. Eu tinha perdido a mulher que eu amava e meu filho junto com ela e eu nem saberia o sexo do bebê já que ela não me ligou durante a manhã me convidando para ir com ela, liguei para a única pessoa que poderia me ajudar e ainda assim Janine não atendeu será que ela estava chateada comigo por algo ou ela também já tinha sabido que Tris me deixara?
Desci as escadas e dei de cara com Evelyn que estava no telefone com alguma amiga e parou de sorrir assim que me viu desligou o celular e veio atrás de mim enquanto eu me movia quase mecanicamente ao bar e enchia meu copo com whisky e ia para a cozinha pegar algo para comer assim que me virei na bancada ela me encarava batendo os pés.
– Vai mesmo me ignorar Tobias? – perguntou furiosa – Eu sou sua mãe!
Dei de ombros e continuei a preparar algo para comer já que passei o dia todo no quarto chorando e dormindo depois que percebi que ela não me ligaria e cada vez que eu olhava para Evelyn via nela o motivo da partida de Tris. Me servi da comida que eu tinha feito e comecei a comer ignorando totalmente a presença de Evelyn até que a mesma se cansou e saiu da cozinha, meus pensamentos vagaram para Tris e os momentos lindos que passamos juntos — o sorriso dela e até o riso; todas as vezes que ela disse que me amava e como eu amava quando chegava de fininho e a via falando com a barriga fazendo planos para o nosso futuro. Como toda a noite eu cantava para barriga dela para acalmar nosso bebê antes de dormimos e como eu amava ela por inteiro — me permitir chorar de novo acho que nunca pararia de chorar se Tris não voltasse pra mim.
– Senhor Eaton telefone – disse Max entrando com o aparelho na mão e saindo tão rápido como entrou me dando privacidade
– Alô? – atendo dando um ultimo gole em meu whisky
– Menino Tobias sou eu, poderia por favor passar aqui? – pede Nine com uma voz estranha
– Aconteceu algo Nine? – pergunto preocupado
– Só venha certo? É importante. – diz e desliga
Deixo o copo e o prato em cima da bancada da cozinha e vou até meu quarto vestindo algo descente para sair de casa, peço as empregadas que avisem a Max que vou sair e quando saio de casa ele já está me esperando com o carro, o aviso que vamos para a casa de campo e entro no carro. Passo o caminho todo preocupado e pelo olhar de Max ele percebe que tem algo errado e que eu estou visivelmente tenso mas nada diz ele sempre sabe quando me dizer algo e nas ultimas semanas não tem sido o momento para me dizer nada.
Ao chegarmos na entrada de carros da casa noto que as luzes estão acesas como sempre e o costumeiro silencio reina no ambiente me dando uma paz da qual a semanas eu não tenho, respiro um pouco aliviado talvez Nine tenha sabido de algo e me queira aqui porque sabe o efeito que esse lugar me traz. Quando entro na casa encontro Nine sentada no sofá próximo a lareira com uma xícara do que eu imagino ser chocolate quente pelo cheiro que invade a casa.
– Que bom que veio meu menino tenho uma surpresa para você. – diz largando a xícara na mesa de centro e vindo me abraçar
– Eu vim o caminho todo pensando em várias besteiras Nine não me assuste mais assim. – digo a apertando.
– Foi preciso querido, agora suba tem algo pra você no terceiro quarto. – diz sorrindo e voltando ao sofá para sua xícara de chocolate quente.
Subo as escadas um pouco ansioso mas não com tanta pressa seja o que fosse deveria ser algo bom, Nine nunca me faria vim aqui por nada ou por algo que fosse me causar sentimentos ruins. Ao chegar em frente a porta sinto minhas mãos suarem e meu coração acelerar me mostrando o quanto estou nervoso e nem sei porque motivo. Seguro na maçaneta e respiro fundo algumas vezes antes de gira-la e abrir a porta dando de cara com uma decoração em listras brancas e azuis claras um berço enorme na parede do canto esquerdo, ao lado uma mesinha redonda com o que eu imaginei ser uma luminária em forma de casa e mais ao canto uma cama repleta de almofadas que estava montado na forma de um confortável sofá.

No lado direito havia uma cômoda com um trocador e ao fundo a janela estava coberta por uma cortina branca e a parte escura estava puxada em dois lados deixando a luz da noite entrar, havia uma poltrona branca no lado esquerdo com uma almofada, um apoio para pés e para bebê na mesma cor de azul do quarto — que parecia que era a cor da decoração — fui na direção da poltrona e vim uma mesinha com o abajur aceso e um diário em cima que eu não dei muita atenção, caminhei para o lado direito que me deu visão para um espaço com banheira e vários produtos de higiene pessoal de bebês, sorri.
Indo mais a frente me deparei com um corredor decorado com alguns quadros que tinham ursinhos dentro e um armário branco repleto deles, ao fundo havia uma porta de correr branca que ao abrir descobri ser o closet do bebê observei tudo com lágrimas nos olhos e peguei uma roupinha apertando-a no peito, fechei a porta com um sorriso bobo no rosto e quando estava chegando a parte principal do quarto me deparei com algo diferente.
Tris estava sentada na poltrona e meu coração falhou algumas batidas ao vê-la sentada com as pernas estiradas com um lindo sorriso no rosto. Sorri para ela chorando feito um idiota sem me importar de soluçar e a admirei por um minuto, linda como sempre mas hoje em especial. Ela usava uma saia longa branca e uma blusa regata que ia até o começo da sua barriga que estava muito maior da ultima vez que a vi e segurava um par de sapatinhos azuis, voltei meus olhos para seu rosto e vi lágrimas em seu rosto e o sorriso ainda estava lá.
– Parabéns papai, vamos ter um menino! – disse chorando e eu corri até ela e a peguei nos braços sentindo o cheiro familiar e o corpo pequeno que se encaixava perfeitamente no meu.
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