Império de Paz

7 VI. Uma grande escuridão


Todos estavam na sala da imperatriz viúva. Yasu, Toyotomi, Daiki, que tinha a expressão de que alguém morreu e o mensageiro da capital Minami, Akihiro. Todos estavam ouvindo o mensageiro, embora a imperatriz e Daiki já tivessem os detalhes.

– E quando saímos não havia mais fogo, apenas escuridão e muita fumaça, mas se poderia ver que a biblioteca estava prestes a cair.

A sala ficou em silêncio, assimilando o que foi dito, mas se tinha algumas perguntas a se fazer. Embora ninguém desejasse as fazer.

– Isso poderá ter sido um acidente?

– Eu duvido disso Yasu. Ela queimou em uma noite, um acidente não teria essa força.- Yasu tinha suas dúvidas.

– Talvez os fogos de artifício? Se tivesse ventando muito eles...

– Teria que ser todos os fogos de artifício das comemorações. Diga para meu primo novamente senhor o que aconteceu, acho que ele não entendeu.- Não era algo surpreendente Daiki estar se sentindo tão mal com o acontecia, mas ele não precisava fazer isso.

– Nos estávamos comemorando a volta da Príncesa Imperial, mas um pouco antes da meia noite, houve uma grande comoção, e quando percebemos a Grande Biblioteca estava em chamas, se poderia ver o fogo da Grande Praça.

– Daiki está certo Yasu, não foi um acidente. Um acidente não teria tal força destrutiva.- Yasu apenas estava tentando ser positivo, a biblioteca ser destruída já era algo ruim, mas ser destruída em um ato criminoso era muito pior.– Majestade o que senhora pensa? Senhora.

A imperatriz viúva, perecia estar em outro lugar, presa em seus pensamentos na verdade.

– Primo Toyotomi estamos nos precipitando muito rápido.- Mais a imperatriz logo foi despertada pela chegada do chefe da guarda, Takauji.– Não temos provas, não vimos nada, o povo não viu nada. Apenas chamas.

– Acho muito improvável um acidente destruir uma biblioteca enorme em uma só noite.

– Ilustre Daiki o senhor é muito inteligente, com vastos conhecimentos, mas não acho que o ilustre tem pirotecnia entre eles.- Daiki se calou e voltou ao seu lugar.– Acho que estamos nos precipitando, investigações estarão sendo feitas. Mas creio que temos outras preocupações.

– O chefe da guarda está certo ilustres. Não devemos dar muita atenção ao culpado, mas sim em como vamos agir. Alguém se feriu ou morreu?

– Não se poderia morrer ou se firir minha senhora, quando chegamos o fogo já havia se espalhado por todo o edifício. Estávamos assustados, sem ação, só podemos ver tudo ser destruído. E quando fomos enviados com a mensagem, as procuras por algo salvo ainda pareciam bem longe de serem iniciadas.

Parecia bem lógico, afinal segundo ele tudo estava envolto por fumaça e prestes a desabar, não se poderia nem imaginar o que estavam fazendo agora.

– Creio que então devo voltar a Akihiro, como governante meu lugar é lá, de luto com meu povo.- Essa era claramente a melhor decisão.

– Não acho aconselhável ilustre. Se for realmente um crime, creio que o próximo alvo será o senhor. Será melhor ficar aqui. Ou poderíamos as enviar forças imperiais para o proteger.

Daiki recusou imediatamente as forças imperiais, fazia mais de quinhentos anos que um exército não entrava na capital do Reino Minami. Ele não desejava ser uma exceção.

Daiki consentiu em permanecer no Palácio de Verão. Mas ele iria enviar para seu povo uma mensagem sobre sua tristeza e seu pesar e que nada seria poupado para se descobrir o que casou esse incêndio.

Depois disso Daiki saiu para seus aposentos, deixando apenas Yasu, Toyotomi e a imperatriz viúva.

– Senhora e onde está a príncesa imperial? Ela também não deveria estar aqui?- Yasu tinha a mesma dúvida, como imperatriz ela deveria estar com eles, e ter conhecimento desse desastre.

A imperatriz Teimei apenas suspirou com essa pergunta, ela parecia triste e cansanda. Nem parecia a mesma de três anos atrás, quando era alegre e bela.

– Será um pesar enorme a comunicar esse desastre. Eu tenho muito medo de a sobrecarregar, meu marido o imperador me disse para cuidar dela, e não sei se estou fazendo isso.

Era realmente algo muito difícil. Também poderia ser difícil para a príncesa receber essa notícia. Mas a imperatriz viúva também os dispensou, e agora Yasu tinha uma responsabilidade, consolar Daiki que no mínimo estava quebrado.

A peça não foi realmente tão ruim a Sophia, Yasuhito não foi desagradável de se estar, e ele parecia realmente gostar muito do teatro, ele ficou durante toda a apresentação muito bem quieto e dando muita atenção.

Muito ao contrário de Sophia, que não entendeu muito o que estava acontecendo, mas pelo menos foi uma apresentação muito bonita, que também mostrou a Sophia que ela deveria estudar peças.

Mas durante a volta de Sophia aos seus aposentos, uma coisa muito interessante chamou sua atenção. Todas as pessoas que ela via estavam com expressões tristes, algumas até mesmo usando roupas muito escuras. Como se estivessem de luto.

– Ulrike você sabe o motivo de todos estarem assim?

– Não minha senhora. Depois do almoço fui para meus aposentos e de lá eu não sai. Será que alguém morreu?- Sophia não tinha certeza disso. Uma notícia de morte sempre chegava muito rápido.

Mas Sophia logo percebeu que iria descobrir muito rápido quando ela viu imperatriz viúva vindo em sua direção, com a mesma expressão dos outros.

– Sophia tenho uma notícia vinda do norte, do Reino Minami.

– Creio que não sejam boas. Todos parecem muito tristes, não consigo imaginar o que causou isso.

A imperatriz viúva então as levou para um lugar mais afastado. E ela falou, falou tudo. Sophia realmente não tinha muito conhecimento dos quatro reinos, mas a Grande Biblioteca era muito bem conhecida na Livônia, e Sophia bem sabia sua importância. E o que falta iria causar.

– Santo Deus que coisa horrível! Nem posso imaginar como Daiki está se sentindo, como o povo Minami deve estar se sentindo.- Era provável que muito, muito abalados.– Devemos tomar ações para...

– Elas já foram tomadas.

Ações foram tomadas, e sem Sophia. Em um lugar muito grande em Sophia, ela não gostou nada disso. Ela seria imperatriz, ela era a governante de todo o império, e ela não foi consultada quando um desastre aconteceu.

– Muito bem majestade. Eu espero que tudo tenha sido muito bem decidido.- Mesmo com esse desgosto, Sophia sabia também que em momentos de crise ações deveriam ser tomadas rapidamente, não era condenável as ações da imperatriz.

A imperatriz Teimei também informou que foi declarado pesar em todo o domínio imperial, comemorações e festivais não deveriam ser feitas, não eram tempos de alegria mais de tristeza.

– Um desastre não é mesmo Sophia? Sophia.- Depois que a imperatriz viúva foi embora, Sophia não conseguia não se sentir desprezada.

– Sim Ulrike um desastre. Vamos logo para meus aposentos, desejo escrever uma carta para Daiki e uma mensagem para os Minami. Eles devem perceber que sua senhora se importa com eles.

– Principalmente quando um desastre acontece no mesmo dia da sua chegada.- E havia isso também, muitos povos desse continente eram muito supersticiosos, Sophia desejava muito que o seu não fosse também.– Não se preocupe Sophia, desastres acontecem, e mesmo se for algo premeditado, foi contra o Reino Minami.

– Espero que você esteja certa Ulrike. Já temos uma grande nuvem de escuridão, não precisamos que ela fique maior.

Sophia desejava muito ser como Ulrike, ela sempre tinha uma positividade muito grande, apesar de reclamar muito, era impressionante.

– Sophia você também se sente observada?- E ela também fazia essas perguntas e comentários.

– Estamos sempre sendo observadas Ulrike. Eu por ser simplesmente eu, e você pela forma de se vestir.- Ulrike fechou a cara com esse comentário, a forma como ela se vestia era da mais alta moda na Europa.

Quando Sophia chegou em seus aposentos, ela facilmente escreveu a carta e a mensagem, não era algo difícil, um desastre não precisava de muitas palavras, apenas de verdadeiro pesar.

Porém quando Ulrike saiu para entregar a carta, um músico bateu em sua porta, e segundo ele, havia sido enviado por um dos ilustres.

Ele realmente tocava muito bdebeDepois Sophia iria agradecer muito ao ilustre que o enviou. A forma como ele tocava era como uma dose de harmonia para a alma. E Sophia precisava muito disso no momento.

Mas logo essa harmonia foi substituída por horror. Sophia não sabia como isso aconteceu, mas quando ela tomou conta da situação, ela estava no chão, com o músico em cima dela.

A primeira e única ação sua foi gritar o mais alto que pode. Ele poderia desejar apenas duas coisas, e nenhuma era boa.