Há quase três séculos atrás, o Império Heisei não existia, em seu lugar havia quatro reinos, governados por quatro clãs. Clãs esses que estavam sempre em constante conflito, causados por suas diferenças e pela sede por influência.
O conflito que existia entre eles logo se tornou muito grande, tão grande que uma guerra se iniciou entre os quatro.
Foi uma guerra horrível! Todos os lados sofreram muitas perdas. Mas, como que por um ato de Deus, a guerra acabou, os quatro reis perceberam que a guerra não era agradável e boa para o seu povo. E como em um ato de confiança e para fazer durar a paz, eles dicidiram se juntar todos em um só império unificado, em paz e união.
Porém, logo eles perceberam que um império precisava de um imperador, mas esse imperador não poderia ser um deles, nem nobre, nem plebeu de um dos quatro reinos. Então foi decidido procurar um imperador nos impérios a volta.
A primeira opção foi no Japão, mais o imperador tinha muitos problemas no seu próprio império para tratar. A segunda opção foi no Império Ming, mas o imperador não desejava alguém de sua família com um título igual ao dele; a outros impérios da Ásia também foi oferecido, mas todos recusaram.
Os quatro reis vendo tamanha recusa a sua volta, decidiram procurar em outro continente, um com uma cultura diferente e estranha para eles, a Europa. E lá eles encontraram.
Um príncipe de um pequeno estado no norte da Europa, foi o escolhido e o príncipe prontamente aceitou esse novo posto, passando de Siegfried, Príncipe da Livônia a Imperdor Siegfried.
A escolha do imperador nada agradou nos quatro reinos, mas imperador já havia sido escolhido e assim os reis decidiram. Nasceu assim o Império Heisei, um império de paz e união.
Porém essa união não foi duradoura, logo depois que os quatro reis morreram alguns anos depois, houve uma longa e devastadora rebelião contra o imperador Siegfried. Mas que por fim foi contida.
Mas algo saiu dessa rebelião. O imperador pode ver que seu povo não tinha confiança em estrangeiros e logo tomou providências para que outras rebeliões não voltassem a acontecer.
Ele então se casou com a filha de um dos novos quatro reis, e com ela teve seu herdeiro e fez uma tradição. De tempos em tempos, um novo casamento com a filha de um dos quatro reis deveria acontecer para manter a paz. E assim se seguiu por quase trezentos anos. Até hoje.

O imperador Hartwig II, morreu. Sem filhos homens, sem irmãos homens, sem sobrinhos homens e sem primos homens. Agora então sua filha Sophia, a príncesa herdeira era sua sucessora.
Mas havia vastos problemas com a príncesa. E o primeiro deles era que ela estava na Europa, recebendo educação europeia.
– Imperatriz Teimei, é uma grande tristeza a morte de nosso imperador. Um tristeza muito sentida por todos. Mas assim como estamos tristes, também estamos curiosos com a nova imperatriz.- Alguns dias depois do sepultamento do imperador, sua viúva logo foi abordada pelos representantes dos quatro reis.– Desejamos muito que ela venha assumir sua posição de direito.
– É imperatriz viúva agora representante.- A imperatriz Teimei, já tinha imaginado essas visitas e já sabia muito bem o que dizer.– Também é de meu desejo que a príncesa volte, mas meu imperador deixou bem claro que ela deveria completar sua educação em Livônia e depois e só depois, voltar a tomar o seu lugar.
– Mas...
– É também de meu desejo que ela volte, ser regente de um império não é agradável e nem fácil. Mas a príncesa tem apenas quinze anos, ainda falto um pouco.
O representante se calou, e a imperatriz estava pronta para o enviar embora.
– Mas meus senhores tem assuntos a tratar envolvendo ela.
– Que eles resolvam quando quando ela vier, até lá, que vivam sem resolução.- E era o fim, não era mais agradável ouvir isso.– Pode se retirar.
– Mas...
– Pode se retirar.- Agora ele se retirou.
Agora com a imperatriz sozinha, só sobrava em sua mente a preocupação. Preocupação com si mesma pelo seu novo lugar, preocupação pelo povo por estar sem imperador e também pela príncesa que quando voltasse, teria muitas dificuldades.