Imprinting
28 Sonho
Notas iniciais
Oi, pessoal!
Quero pedir mil desculpas pela estrutura desse capítulo. Meu computador está com um problema e eu não sei exatamente o que é. Postei agora há pouco e os diálogos não ficaram com os travessões, mas já editei e já está ok.
Agora não estou conseguindo ver três comentários que vocês deixaram.
Por favor, se vocês puderem, comentem outra vez! Não quero deixar de responder!
Boa leitura! :)
Quero pedir mil desculpas pela estrutura desse capítulo. Meu computador está com um problema e eu não sei exatamente o que é. Postei agora há pouco e os diálogos não ficaram com os travessões, mas já editei e já está ok.
Agora não estou conseguindo ver três comentários que vocês deixaram.
Por favor, se vocês puderem, comentem outra vez! Não quero deixar de responder!
Boa leitura! :)
Os sonhos que tive durante a noite não foram ruins como eu imaginara que seriam. Eram imagens coloridas e divididas em relances de meus momentos com Jacob, como curtos flashbacks de alegrias intensas.
— Ei, Nessie! Acorde! — senti alguém sacudir levemente meu braço, então abri os olhos e vi o rosto de Andressa na minha frente. — Você dormiu aqui a noite toda? — pisquei várias vezes quando olhei na direção da voz de Seth, uma luz intensa machucando meus olhos.Percebi que estava deitada no piso de madeira da varanda, e que o sol já ardia em minha pele. — Sim. Eu acho — eu disse, sentando-me. Ainda estava confusa com as imagens dos sonhos em minha cabeça.Andressa estendeu a mão para mim e Seth me pegou pela cintura, me ajudando a levantar. — Eu não sabia que você gostava de dormir ao relento — disse Seth. — Não seja idiota, Seth! — Andressa o reprovou enquanto entrávamos. — Não vê que ela dormiu lá fora por algum motivo? Calma, zangadinha! — Seth sorriu, como se não se importasse com a provocação — Só estou dizendo que se Nessie quiser, nós podemos acampar um dia.Andressa bufou, e Seth me colocou com cuidado no sofá. — Você vai ficar com uma bela dor nas costas! — disse.Como se ele previsse, comecei a sentir um desconforto seguido de uma dor terrível ao longo da minha coluna. — Você tem problemas de insônia? — perguntou Andressa. Geralmente, não. — Bom, é melhor você tomar um banho e dar um jeito no seu cabelo — brincou Seth, gesticulando em direção a meus cabelos provavelmente desarrumados.Andressa o fuzilou com os olhos e deu um soco em seu ombro. — Ai! — ele protestou — And, pare com isso! É a quarta vez desde que chegamos! — Pare com isso você! Deixe suas brincadeiras para depois.Seth sorriu outra vez, e eu pude concluir ele adorava irritá-la. — Vocês são sempre assim? — perguntei. — As lobas são bem irritadas, Nessie. — Seth esfregou o ombro — And é pior que Leah.And revirou os olhos e disse para mim: — Vamos, Nessie. Tome um banho antes que Bella veja você assim. Vou preparar um café para você.Eu assenti e subi as escadas. Tomei um banho e quando fui até a cozinha, meus pais estavam me esperando.Ao lado de meu pai, estava uma mulher de baixa estatura, parecia ter idade avançada, a pele era morena e seus olhos escuros me fitaram quando cheguei. Ela gesticulou a boca, como se tentasse encontrar palavras, e enfim falou. — Não pode ser... — disse ela, o rosto em um pavor inexplicável. Pude entender suas palavras pelas aulas de português que tivera com o papai. — Impossível! Ela é... — Nossa filha. — disse papai, ficando um pouco à frente de mim. Mamãe me abraçou pelos ombros. — E você também... — a mulher apontou para minha mãe, como se não acreditasse no que via. — Sim. Ela é minha esposa. — disse meu pai calmamente, sondando seus pensamentos — Você lembra-se dela. Precisa de mais alguma coisa, Kaure?Kaure começou a se afastar, pegando alguns produtos de limpeza do chão. — Não. Com licença — ela saiu apressadamente pela porta dos fundos.Minha mãe relaxou ao meu lado. — Quem é ela? — perguntei. — A esposa do caseiro — disse meu pai — Não se preocupe com ela. Kaure lembra de nós da última vez que viemos, e de alguma forma... sabe sobre nosso segredo. — Ah — assenti, ainda confusa. — Mas isso não é perigoso, pai? — Não. Ela acredita em lendas porque é uma índia ticuna. Apenas isso.Eu não pude esconder de meu pai o fato de ter dormido lá fora, pois assim que Kaure saiu, senti ele analisar todos os meus pensamentos.Para minha sorte, a reação dele foi apenas um olhar cauteloso. Ele era sempre tão tranquilo!Estou bem, pai, pensei.Ele assentiu uma vez.Mas eu podia esconder da mamãe. Eu não queria preocupá-la, muito menos com uma idiotice minha, embora ela conseguisse me sondar e saber exatamente o que eu estava sentindo.Ela não me perguntou nada e apenas me abraçou forte. — Jake já ligou três vezes hoje.E ela também sabia o que eu precisava ouvir. Corri até meu quarto e peguei meu celular. Conversei com Jacob durante vários minutos, e repetimos o hábito todos os dias. Nós falávamos sobre o que acontecia em nossos mundos separados, e a falta que eu sentia dele aumentava a cada dia como um elástico esticando-se, prestes a arrebentar e nos matar com o impacto.****************************Meus dias passavam-se lentamente, arrastando-se em horas de saudades e um vazio interminável em que eu me perguntava constantemente se ainda poderia ficar pior.Por mais que a temperatura do ambiente fosse quente o tempo todo, eu me sentia completamente fria por dentro, pois meu corpo estava ciente de que meu Sol não estava presente para aquecê-lo.Eu não tinha o que reclamar da ilha. O lugar era maravilhoso, inclusive me distraía quando eu não estava com a mente ocupada.Fiz uma rotina. Pela manhã, meu pai me dava suas aulas particulares que eu abandonara há um tempo, os conteúdos que eu deveria aprender na escola. À tarde nós nos dedicávamos ao piano, o que me entusiasmava mais do que qualquer coisa durante o dia. E também mamãe gostava de me ver tocar.
Perto do anoitecer, era a vez de Seth e Andressa. Eles se tornaram meus grandes amigos em pouco tempo, principalmente porque me faziam rir quando eu menos queria.Em uma noite de sábado, fomos acampar na mata ao extremo sul da ilha, como Seth sugerira.Eu já estava me acostumando com o comportamento implicante dele com Andressa. Eram meus momentos mais divertidos.As frases de And já estavam tornando-se clássicas.Seth, você não montou essa barraca direito, disse ela na noite do acampamento. Não seja assim tão bobo; Você se acha o máximo, não é?; Você não é mais rápido que eu; Seth, para um lobo, você não é tão forte...Os protestos de Seth quase não faziam muita diferença nas situações, mas sempre faziam And corar.Tudo bem, And. Você pode consertar; Eu não sou bobo, você que é linda!; Ah, And! Eu te amo, sabia?Ela fazia uma expressão de que não gostava, mas sempre se surpreendia quando Seth a beijava de surpresa. Por mais durona que fosse, ela era bastante tímida. — Pare com isso! Não vê que Nessie... — disse ela enquanto nos preparávamos para dormir na barraca improvisada de Seth.Eu pude perceber que era mais que timidez. And percebia minhas reações quando eles estavam em clima de romance. Além de me sentir uma intrusa, a harmonia do imprinting engraçado dos dois obviamente me fazia pensar mais em Jacob. Então logo eles mudavam o assunto e me faziam rir outra vez. Conforme o tempo foi passando, eu passava mais tempo com eles, então And me contou de seu passado nada agradável. Ela morava com os pais em Seattle, como eu já sabia, quando há alguns meses atrás morreram em um misterioso ataque de animal selvagem. — Na hora eu não entendi — disse ela para mim em uma tarde bastante quente na praia. — Mas agora eu sei. Foi um vampiro, Nessie. Eu vi as marcas dos dentes no pescoço dos dois. — Tem ideia de quem foi? — perguntei, sem conter o choque em minha voz. Não... eu não sei.Arrependi-me de ter perguntado quando ela começou a chorar. — Desculpe-me, And. Eu não queria... — Tudo... tudo bem. — disse ela. Seth a abraçou, abafando seus soluços.****************************Após uma tarde de sexta-feira dedicada ao piano e uma coleção de DVDs de ação com Seth e Andressa, fui dormir à meia noite, sentindo-me estranhamente exausta. Eu nem acreditava que já fazia um mês que estava longe de Jacob. E ainda viva.Como de costume, sonhei com ele. Estávamos na praia de La Push, andando de mãos dadas à beira do mar, nossos risos de satisfação ecoando por todos os lados.Ele virou-se para mim e abraçou-me pela cintura, seu rosto a poucos centímetros do meu. Eu o contemplei seus traços ao máximo que pude, pois por mais real que o sonho fosse, eu sabia que uma hora teria de acordar, como todas as noites. E então minha vida sem meu Jacob continuaria.Entreabri os olhos devagar, hesitando em acordar, e o rosto de Jacob ainda estava na minha frente, iluminado como nunca.Fechei os olhos novamente, tentando afundar na inconsciência, para não sair logo do sonho. Sua imagem estava viva e definidamente clara sob minhas pálpebras, e não ousei abrir os olhos outra vez. — Jacob... — sussurrei.Minha voz soou alta o suficiente para romper o silêncio do meu quarto, mas não me importei pois estava sozinha.Algo quente, suave e intensamente penetrante encostou em meu rosto. Eu me senti confusa, pois meu coração acelerou abruptamente, e a sensação era de que eu estava sentindo a pele de Jacob.Não poderia ser um sonho. Não com uma sensação tão real, não com meu coração reagindo daquela maneira, não seria....Abri os olhos rapidamente, e então o vi. Percebi que o sonho realmente havia acabado. Eu estava totalmente acordada.Seus olhos, sua pele, seu sorriso, suas feições estavam inteiramente ali, juntas em um conjunto perfeito a poucos centímetros de mim.Toquei sua mão, que ainda pousava sobre meu rosto, e então sua presença avassaladora manifestou-se dentro de mim, pulsando meu sangue de maneira feroz e intensa, e as lágrimas transbordaram em meus olhos. — Jacob!Atirei-me em seus braços, abraçando-o com toda a força que tive, e tentando provar para mim mesma que aquilo era verdade, e que ele estava realmente ali comigo.
Notas finais
Me digam o que acharam do capítulo!
Sugestões e críticas, please!
Beijos amores! :)
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Beijos amores! :)
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