Imprinting

30 Capítulo 15 - Jacob


Notas iniciais
Todos tem de lidar com a consequência de seus atos | Boa leitura, não esqueçam de comentar!

Cheguei em casa furioso. Meu nariz ainda sangrava quando passei pela porta. Rebecca deu um pulo e correu desesperada perguntando o que tinha acontecido.

– Rebecca, me deixa.

– Tem visita no seu quarto. – Ela falou e depois sumiu de vista pelo quintal.

Preparei-me para gritar enquanto caminhava para o quarto. Quando abri a porta encontrei Leah sentada. Ela olhava para fora, pela janela. Sua blusa era apertada e dava para ver o leve arredondamento da barriga. Desviei os olhos.

– O que é? – perguntei a ela.

– Vamos contar para os nossos pais hoje.

Engasguei e cuspi o sangue que tinha escorrido para minha boca.

– O quê?

– É isso mesmo. Você em nenhum momento não pensou que...

– Não, não pensei.

– Ótimo. – Ela se levantou e ajeitou a roupa. – É na minha casa, as oito. Não pense em faltar. – Dizendo isso ela bateu a porta e foi embora.

Que merda. Já bastava Renesmee e aquele cara. Já bastava tudo o que estava acontecendo. É claro que eu sabia que aquilo ia acontecer alguma hora, mas não pensava que seria tão perto.

Eu ainda estava abalado por causa do que tinha visto hoje. Renesmee e aquele filho da puta. Aquele canalha. Apesar de que eu não tinha mais moral para chamá-lo de nada agora. Eu tinha feito a mesma coisa que ele, até pior. Eu ainda estava me roendo de ciúmes.

Mas é claro que eu sabia que ele era a única pessoa que conseguiria fazê-la feliz novamente. Certas coisas que ele causava nela eu nunca entendi. Eu sempre soube que Riley era uma pessoa guardada na mente de Renesmee. Eu sabia que ela realmente gostava de mim, mas Riley seria sempre uma parte dela. Eu convivia com isso de boa, por que sabia que ela estava comigo por que queria, se ela quisesse ficar com ele, jamais teríamos começado algo.

Eu não podia crucificá-la por querer apoio agora. Apoio de quem realmente se importava com ela. Pelo menos era isso que ela pensava.

Ele poderia fazê-la feliz, e pensando bem, melhor ela ser feliz com outro do que ficar triste. Eu não queria que ela sofresse por ninguém. Nem por mim.

Acho que admitir algo assim era uma coisa boa. Era como se eu a estivesse libertando de uma cadeia invisível. Libertando-a e me prendendo ao mesmo tempo.

Droga.

Quando deu a hora eu fui para a casa de Leah. Ela estava sozinha, sua mãe ainda não tinha chegado. Fiquei na sala esperando. Leah não parecia ansiosa, só apreensiva. Preocupada com a reação da mãe, achava eu. Sue era uma pessoa muito durona, porém ficara um pouco abalada depois que o pai de Leah morrera há uns dois anos de ataque cardíaco. Ia ser muito difícil para as duas suportar essa gravidez. Eu até conseguia ter pena. De Sue.

Escutei a porta sendo destrancada e a mãe de Leah entrou empurrando a cadeira de meu pai.

– Jacob? Eu não vejo você... há... bem, muito tempo. O que está fazendo por aqui? – Sue franziu a testa.

Papai também tinha uma ruga entre os olhos.

– É, Jake, o que está fazendo aqui?

Engoli em seco. Leah entrou na sala e encarou a mãe.

– Precisamos conversar. – disse.

Essa era aquela frase que desde pequeno eu fugia quando escutava. Dizer aquilo era dizer ao mesmo tempo “A porra ficou séria”. Quando alguém dizia aquilo para mim eu fugia da pessoa te que ela esquecesse o que quer que fosse. Até hoje eu tinha problemas com aquela frase.

Sue sentou e Billy deslizou sua cadeira para o lado do sofá. Sue tinha uma cara séria e papai estava impassível.

– Mãe – Leah arfou. Suas mãos tremiam.

– Diga logo o que é.

Leah respirou fundo.

– Estou grávida.

A reação de Sue foi imediata. Ela se levantou e começou a berrar coisas ininteligíveis, depois ela se acalmou e sentou no sofá. Meu pai continuava quieto.

– E agora?! Me diz! – Ela sussurrava. – Leah como você pode... Onde está Sam?

– Sam? Mãe, acho que você não entendeu...

Os olhos de meu pai começaram a se arregalar enquanto ele processava a história.

– O pai é Jacob – Leah falou.

Sue engasgou e olhou para mim.

– O quê? Pensei que vocês tinham terminado!

– Jacob, você sabe a gravidade disso? Você só tem dezesseis anos! – Meu pai rugiu.

– Mãe, não...

– Cale a boca Leah! – Ela gritou.

Sue virou-se para mim.

– Jacob, espero que você não esteja pensando em fugir de sua responsabilidade...

– Não estou – respondi.

– Mesmo se estivesse, eu não deixaria – rugiu meu pai. – Vocês sabem no que se meteram? Um filho na idade de vocês? O que vocês estavam pensando? Pensei que já tinham terminado. Jacob, você não tem namorada?

– Tinha – corrigi.

– O que vamos fazer agora? – Sue perguntou. – Você não pode parar seus estudos, muito menos Jacob. – Sue sentou e passou a mão pela cabeça. – Meu Deus.

– Mas eu pensei que...

– Não, Leah. Você não pensou em nada. – Sue corrigiu-a. – Temos que nos organizar, essa criança não tem culpa de nada e nascer num ambiente transtornado vai ser a pior coisa para ela.

– Mãe...

– Leah, chega. – Interrompeu Sue. – Nenhuma dessas ideias que você está pensando vai funcionar. Já basta o erro que você cometeu. Não faça igual com esse bebê.

Comecei a respirar com dificuldade a sala começou a girar. Eu não estava bem. Olhei para Sue e para Billy e balancei a cabeça.

– Preciso de ar – disse, e saí correndo pela porta.

Era muita coisa para processar naquela hora. Eu não estava pronta para um filho. Não estava pronto para nada. Era muita coisa. E pela primeira vez senti o quanto novo eu era. Eu que me sentia tão maduro, era uma criança com medo. Uma criança que só tinha tamanho.

O vento batia forte e gelado para a época do ano. Estávamos quase na primavera, era já para o clima ter mudado nem que fosse um pouco. Porém o vento frio relaxava meus pensamentos, me fazendo raciocinar melhor.

Eu teria de mudar por causa dessa criança, só não sabia como ia fazer isso.

Notas finais
Gente, desculpem pela demora para postar capítulos. Minhas aulas começaram e eu estou no ensino médio, o ritmo é muito mais puxado. É difícil ter tempo para estudar, fazer aula de teatro e curso. Além de que eu tenho aulas nos sábados agora. Prometo que não vou deixar de postar a fanfic, mas os capítulos só serão postados durantes os fins de semana. Vou tentar postar durante a semana, mas não sei.
Outra notícia, eu esto criando outra fanfic, chamada RipTide, sobre a minha banda favorita (Emblem3) e ela está aqui http://riptidefanfic.tumblr.com/, ela vai ser interativa, então não irei postar no Nyah. Por favor, leiam o prólogo e assistam o trailer, deixem seus comentários no meu ask.fm! Tem nos links abaixo do preview e também no meu perfil do Nyah!
Adoro vocês, obrigada por lerem!