Notas iniciais
*olhando para o céu* Hoje o dia parece mais lindo do que de costume... Ah já sei, é porque hoje começou a laxana week no Tumblr. Um maravilhoso projeto organizado por autoras de língua inglesa onde fanarts e fanfictions do nosso casal favorito serão postados!!! Para as interessadas: laxana-week.tumblr.com

Cap. X – Manhã seguinte

Laxus acordou no dia seguinte de um sono gostoso, apesar de o álcool da noite anterior lhe deixar uma leve ressaca. Duas coisas aparentemente incompatíveis, bom sono e ressaca, entretanto a explicação para isso estava com a cabeça deitada sobre seu peito do lado esquerdo. Oh sim, dormir aconchegado com Cana era promissor... Um sorriso curvou levemente os lábios masculinos.

Decidiu ficar quieto, ainda deveria ser muito cedo, e se não fosse também não estava com pressa. Já não havia mais barulho de chuva. O loiro começou a fazer uma retrospectiva das últimas semanas... Desde que aceitou toda essa coisa de impressão draconica até chegar a estar dormindo abraçado com a morena.

No inicio, achou que fosse uma loucura total da cabeça de Mirajane, e sinceramente, hoje também parecia difícil de acreditar, mas essa atração inicial serviu pelo menos para trazê-los mais para perto. Fazendo um retrospecto de vida, tinham tudo para serem próximos desde a infância, entretanto, a vida se encarregou de aparentemente sempre coloca-los em trilhas próximas, mas sempre paralelas. Foram os primeiros da atual geração a chegarem a guilda, os primeiros indicados a Classe S, tinham problemas com os pais, possuíam vícios (apesar de já ter largado a nicotina quase que completamente), sem dizer a tendência a fazer idiotices devido a problemas internos mal resolvidos.

Mas talvez isso tudo não quisesse dizer nada, apenas coincidências. O mais importante era que esse tempo que passou mais próximo foi mostrando que gostava de estar com ela, conviver, tinham ideais incomuns... Do estágio completa e loucamente atraído fisicamente tinha passado para o ainda completa e loucamente atraído fisicamente com a adição de estar apaixonado.

Nunca tinha gostando de uma garota assim, nem tido vontade de cuidar e acolher. E com a Alberona era tão natural... Voltando a questão da tal impressão draconica, achava aquilo tão irreal e bizarro que não gostava de acreditar. Se bem que aquela coisa toda de atração fatal estava quase acabando com os sentidos e sanidade dele. Sentiu a maga se mexendo, o que queria dizer que estava acordando, mas aparentemente estava errado.

Cana voltou a se mexer debaixo da coberta causando atrito entre os dois, parecia algo tão natural que se Laxus não fosse um homem adulto, bem resolvido e minimamente esperto não teria notado que a mulher estava displicentemente tirando uma casquinha dele. Era sutil, entretanto eficiente.

Um sorriso malicioso brotou na face masculina.

Não se importava de ser abusado por ela, só que obviamente isso lhe dava o direito de retribuir o favor. Também muito tranquilamente levou o braço direito livre sobre as costas dela e com a ponta dos dedos longos começou a fazer de leve o caminho das vertebras sobre o tecido da blusa do pijama.

Numa linha reversa de pensamento, ela usava blusas para dormir e não no dia-a-dia. Ironia com a peculiaridade natural que a SUA garota demonstrava. Fez e refez o caminho sentindo-a suspirar tentando manter a postura... Subiu fazendo pressão em cada um dos ossinhos sob a pele macia e terminou na nuca, bem onde começava a nascer a os cabelos castanhos.

- Hum... – foi involuntário –

Céus! Laxus perdeu o ar, ela tinha mesmo ronronado? Resolveu brincar de novo com a pele macia da nuca fazendo pressão nos ossos da coluna cervical e ela adoravelmente ronronou. Aquilo era tão fofo e tão sexy ao mesmo tempo! Que tinha vontade de mordê-la, se bem que isso também partia para as duas conotações: uma boa e outra melhor ainda.

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Cana estava debaixo de um chuveiro de água gelada.

Ainda estava meio frio, mas depois da troca de casquinhas na sala precisava daquilo mais do que de qualquer coisa. Tinha sido uma má ideia, má ideia se aproveitar daquele momento. Isso ia completamente contra sua nova política de vida a procura de progresso interior, mas quem podia culpa-la caramba? Era uma mulher jovem, saudável, com hormônios, que estava a um bom tempo na mais completa solidão e Laxus era um homem bonito, saudável, que se tornou muito próximo e que aparentemente não se importou de ser bolinado.

Não fez aquilo na maldade ou má intenção, foi só que acordou com a cabeça no peito masculino, ouvindo o coração retumbar, sentindo os pulmões e diafragma fazendo movimentos torácicos, sem contar aquela pele quente e envolvente toda disponível ao toque, um pouquinho de atrito para curar carência não era crime nenhum.

Sem contar que o loiro não recebeu o ‘assédio’ inerte, ele também brincou perversamente com os ossos de sua coluna. Respirou fundo, fechou os olhos e encostou a testa na parede. Que calor horrendo era aquele? Era uma coisa que começava com pensamentos e terminava causando uma reviravolta no estômago, fazia suar e salivar, causava arrepios indevidos, chegava a quase doer.

- Por Mavis... Eu definitivamente tenho problemas...

A água fria não adiantava nada.

Continuava com aquele calor devastador corroendo as entranhas e deixando a superfície em chamas. Respirou pausadamente tentando recuperar um pouco de sanidade e compostura.

- Só um pouquinho...

Já estava quase conseguindo quando uma batida firme assustou-a, seguida de uma voz masculinamente devastadora para seus sensíveis sentidos o que a fez apertar os joelhos e segurar a respiração.

- Vamos logo com isso, Alberona! Está de molho por acaso?

Maldito! Filho de uma mãe! Bastardo!

- Já vou, já vou... Uma garota não pode nem tomar um banho decente em paz!

- Já está trancada aí a pelo menos meia hora! Vamos logo!

- Já disse que estou saindo!

Desligou o chuveiro e saiu pegando a toalha para se vestir no banheiro mesmo. Era bom não dar chance ao azar! Ou aos seus instintos ensandecidos.

- Babaca... – resmungou baixinho –

- Eu ouvi isso, Alberona! – a voz grossa veio distante e ela podia jurar que ouviu uma risada de fundo –

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Saíram para a casa de Blair notando a movimentação natural de uma cidade pequena, alguns cochichos vindos dos residentes, mas não ligaram. Logo chegaram a estrada do cemitério e Laxus entrou na trilha. A mata ainda estava muito molhada e o chão escorregadio. Cana desejava estar com uma jaqueta que cobrisse suas costas e barriga, afinal, a natureza estava bolinando-a.

Sem dizer que estava escorregadio e ainda tinha que preocupar em manter uma distância segura do grande e atraente Laxus Dreyar. Sério, estava extremamente constrangida e isso definitivamente não era de seu feitio. Não era como se tivesse feito algo errado ou passível de correção... Obviamente que não era o tipo de coisa que gostaria que o pai soubesse, mas não havia sido nenhum crime.

Laxus olhava para a morena de soslaio ocasionalmente notando que estava com dificuldades de seguir seu passo. Por isso, diminuiu o ritmo antes que ela se estabacasse no chão tentando acompanha-lo. Definitivamente ela estava estranha... Um pouco distante, levemente constrangida e tinha um cheiro que estava tentando ignorar.

Conforme foram entrando na floresta, uma neblina que claramente não era natural, começou a se formar cercando-os. Não que isso fosse um empecilho ao homem, conseguia seguir perfeitamente para o rumo correto, estranhou somente porque no dia anterior não havia nada de neblina. Talvez fosse porque estivesse acompanhado de Blair, achava plausível que a maga protegesse sua propriedade da aproximação de estranhos aleatórios. Uma pessoa que vivia no fundo de uma floresta densa queria paz e sossego. Quanto mais perto chegava da casa, mais densa ficava a neblina e se não fosse seus instintos de Dragon, já teria se perdido. Houuve um momento que a massa de água condensada ficou tão espessa que Cana e Laxus se perderam um do outro.

Pouco mais de um minuto, mas suficiente para a morena sentir-se acuada pela ausência de orientação. Não conseguia enxergar um palmo diante do nariz. Não gostava disso, nunca gostou de não saber onde estava pisando, um desespero súbito foi subindo e se antes queria distância dele, agora só queria achá-lo.

Já estava caindo no posso profundo do desespero quando seu rosto colidiu com o que ela primeiramente achou que fosse uma árvore. Entretanto, árvores não usam camisas e nem cheiram a almíscar e vinho envelhecido... Caramba, vinho envelhecido? Nunca tinha reparado nisso. Entretanto, tais devaneios poderiam ficar para depois. Tinha acabado de colidir contra uma montanha de músculos e em seguida teve o pulso agarrado e sentiu uma corrente elétrica correndo dentro das veias.

- Fique perto.

Disse somente, deixando claro que se ela não tinha pretensão de manter-se perto, ele o faria a força, a mão fechada em torno do pequeno pulso era uma prova clara. Mais cinco minutos de caminhada, com a fumaça branca ficando incondicionalmente mais espessa e de repente ela desapareceu.

Como mágica, ou melhor, era mágica.

Num passo estavam sem enxergar nada, no seguinte já não havia mais nenhum empecilho a visão. Haviam chegado a clareira e a casa de pedra estava ali, no mesmo lugar da tarde anterior. Num perímetro de cinco ou dez metros ao redor da residência a relva estava verde e a natureza se misturava com a residência de pedra.

A mulher de cabelos azuis estava sentada numa cadeira de balanço penteando os longos cabelos azuis, hoje não mais tão azuis quanto já foram um dia, cantarolava baixinho e sorriu ao ver o casal.

- Desculpem a neblina espessa, tem um grupo de pessoas dentro da floresta, não gostaria que chegassem aqui...

Cana sorriu e o Dreyar soltou o pulso dela.

No instante seguinte ela já estava correndo em direção a mulher de cabelos azuis. Fazia tantos anos que não a via e vê-la era como ter um pouquinho do passado com a mãe. Blair sorriu notando o tamanho da semelhança de mãe e filha...

- Como Gildarts-kun nunca notou?

Indagou antes de receber um abraço da mais não tão pequena Cana-chan.

Continua...

Notas finais
A conversa entre o trio fica para o próximo capítulo. Eu sei que vocês querem me matar por isso, mas pensem pelo lado bom, as coisas já esquentaram entre nosso casalzinho. Tipo... Aquela manhã ali foi quente!!! Hahahahhahahahahahhahahahhaa Desculpe se houver algum erro, terminei o capítulo e só dei uma revisada básica, já que o terminei meia hora antes de postar. Adorei os comentários!!!!

Kisskiss, Anny!!