Impossível Esquecer Essa Garota

1 A garota dos meus sonhos


Notas iniciais
Oii, Oii, Seja bem vindo a minha história >u< Espero que você goste, um beijo. "Por que ela? O que tinha de especial? O que tinha de diferente? Eu não sei, mas estou disposto a descobrir, é ela quem eu quero para mim. - Brian"

Muitos entravam e saiam do coletivo, mas Brian só tinha olhos para ela, a morena que sentava em um banco de frente para o dele.

— O Senhor gostaria de sentar? – Disse a Garota levantando com a bolsa nas mãos e olhando atentamente para o Grisalho.

— Muito obrigado, minha querida. – Respondeu o Senhor e se sentou vagarosamente.

A garota sorriu, acompanhada por Brian, que deixou um riso escapar. Logo foi anunciada a próxima parada, Jardim das Flores, o Bairro do Colégio.

E no momento em que as portas se abriram, desceram os dois. Ele fitava cada passo dela, cada gesto. Será que ela estaria indo para o mesmo lugar que ele?

Não. Ela virou a esquina e ele seguiu em frente, ainda a olhando.

Em menos de 3 quarteirões, lá estava a escola, e na entrada, a mesma garota. Instintivamente, acenou tímido. Mas logo se envergonhou e virou o rosto, não percebendo que ela havia acenado de volta.

— Senhorita. – Disse o Guarda, de dentro da cabine. – Fui até a direção checar, e realmente, a senhorita não tem aula hoje.

O garoto então se aproximou deles, não deixando de ouvir a conversa.

— Puxa! – Riu. – E agora o que eu faço? Não posso voltar pra casa.

— Eu não sei. – Respondeu o segurança, despreocupado. – Mas seria bom você descobrir logo. – Concluiu, fechando de volta o portão.

— Kelly, muito prazer. – Sorriu, estendendo a mão que não segurava o livro de química, para ele.

— Brian. – Respondeu ele, pegando a mão dela.

— Seu primeiro dia?

— É. – Riu.

— Mas que belo primeiro dia. – Riram. – Que tal sairmos pra tomar um sorvete?

— Eer... – Tímido colocou a mão atrás da cabeça erguendo o cotovelo. – Acho ótimo.

Atualmente, um anos depois.

— Brian. – Cutucava Gabe, mas ele não acordava. – Brian. – Cutucou mais forte, mas nada dele responder. – Ela então lhe deu um empurrão, mas não o suficiente pra que ele caísse.

— Que você quer? – Perguntou sonolento, ainda deitado nos braços apoiados sobre a mesa. Brian estava mesmo sonhando com o dia em que conheceu Kelly.

— Senhor, Brian, por favor. Não está a fim de ouvir a minha aula? – Perguntou irônica, a Professora Matildes.

“Droga” pensou ele, sem erguer o olhar.

— Para fora da sala... Agora, anda.

Brian então se levantou e saiu, melhor do que se encontrar pela terceira vez na mesma semana com a diretora. Encostou-se à parede ao lado da porta. Abaixou a cabeça e fechou os olhos. Continuou a pensar em Kelly:
— Não, Brian! – Ria, enquanto tentava o ensinar e fazer bolinhos de queijo, no famoso tamanho Big da Kelly, ao qual ela acrescentava o triplo de queijo no quádruplo do tamanho. – Vamos, deixa eu te ajudar. – Segurou as mãos dele ao sovar a massa. – Você tem que ir com cuidado, como se abraçasse a pessoa que ama, com carinho e firmeza.

Engraçado dizer isso. Afinal, a pessoa que ele amava deveria ser ela, era ela quem ele queria abraçar e não um pedaço deformado e mal misturado de massa.

— Viu? – Sorriu ela. – Muito melhor não é? – Ainda com as mãos sobre as dele.

— Brian? – Josh o tirou do transe.

O garoto o olhou mal encarado e logo baixou o olhar como se esquecesse instantaneamente que fora chamado. Sorriu:

— Diz ao Gabe pra levar meu material pro intervalo. – Desencostou da parede e com as mãos no bolso da blusa seguiu o corredor até se deparar com a escada que ia para o saguão.

Josh tornou para a sala, discretamente sentou ao lado de Gabe e entregou a mensagem.

Brian olhou para as Plumérias que decoravam a parte descoberta do saguão, foi inevitável lembrar-se de Kelly. Aquela Kelly que ele certamente jamais veria.

Sorriu.

— Plumérias são lindas! Você não acha? – Ela se abaixou para tocar e cheirar as flores.

— Acho. As mais belas que eu já vi. Se bem que... São as primeiras que eu vejo. – Riu.

— Bobo. – Kelly riu o acompanhando. – Elas são muito comuns no Havaí, são usadas pra confecção de colares dos visitantes. – Sorriu olhando para as flores. – Bom, vamos né? – Levantou. – Acho que estamos atrasados para a aula de física. – Riu.

— O professor vai entender nossa demora. – Sorriu, dando a mão para ajudá-la a levantar.

Por que Kelly teve que partir tão rápido? Por que Kelly teve que ser o primeiro amor dele? Por que se apaixonar por ela?

— Aí, Brian. – Gabe o chamou, o fazendo olhar para trás e lhe jogou a mochila. – Folgado.

Brian agarrou a mochila sorrindo quase irônico.

— Lembrando daquela garota? – Aproximou-se.

— Lembrando? Eu nunca esqueci para ter que lembrar...

— Aí, cara, escuta só. – Apoiou os braços no amigo. – Você vai se dar muito melhor esquecendo. Vamos ali com os outros, que tal umas partidas de poker?

Pouco depois de 5 minutos, Brian soltou as cartas sobre a mesa, colocou a mochila nas costas e levantou.

— Ei, onde vai? – Questionou Lucius, dono do baralho.

— Você ainda não terminou. – Lembrou Gabe.

— E não vou. – Deu as costas. – Vou embora.

Alguns metros longe da escola, depois de ter pulado o muro, Brian chutava uma pedra no chão.

— Droga, Kelly. – Resmungava. – Por que precisava ir embora logo agora?

— Vamos Brian! Vai ser divertido. – Kelly insistia, enquanto estavam os dois sentados na grama do Parque Regional.

— Não vou, não vou.

— Por queeee? – Fez bico.

— Não tem dinheiro que me pague para ser palhaço de festa infantil.

— Ah, para, vai. Você faz umas ótimas esculturas de balão.

— Eu só estava tentando manter o pentelho do meu irmão entretido pra ele parar de chorar, Boba.

— E por isso mesmo. Você vai ser um ótimo pai.

— Você sabe, que não adiante me bajular. Eu não vou aceitar.

— Ah, vamos, vamos. Por mim.

— Pensarei no seu caso.

— Bem, então nesse caaaaso... — Ela se levantou. – É bom você saber fazer isso correndo atrás do seu boné. — Disse puxando o boné da cabeça dele e partindo em disparada.

— Hey! – Levantou apressado e seguiu-a correndo.

Não demorou muito para que ele a alcançasse e a agarrasse. Não demorou muito também para que ela se desequilibrasse e caísse, o trazendo junto a grama. Brian a abraçou junto a si e caiu primeiro, para impedir que ela se machucasse na queda. Rolaram.

Riram quando pararam de descer a pequena colina.

— Sua desastrada.

— Quer dizer que vai ser palhaço comigo?

— Tudo bem, tudo bem.

— Eba!

Ficaram em silencio por alguns segundos, olhando um nos olhos do outro.

— Kelly... Eu... – Envergonhou-se. – Você esta em cima da minha barriga! Estou ficando sem ar! – Riu, acompanhado por ela.

— Ah, me desculpe, mas isso só aconteceu por sua culpa. – Sorriu. – A propósito eu preciso te contar uma coisa.

— Pode dizer... – Respondeu inseguro.

Ela sorriu, e rapidamente o acertou com um beijo nos lábios, o envergonhando ainda mais.

— Eu te amo. – Sussurrou no ouvido dele.

Brian bateu o cartão na catraca e seguiu para dentro da estação de trem. Plataforma E, sentido casa.

A demora do trem foi pouca, e em menos de 40 minutos, ele já estava perto de casa.

Desceu do trem, saiu da estação e olhou para o céu, um dia bonito, como aquele em que teve que se despedir de Kelly, poucos dias depois dela dizer que o amava. Colocou de volta as mãos no bolso na blusa e seguiu caminho, ainda pensativo.

— Você volta? – Ele a olhou nos olhos.

— Eu... Eu não sei...

Brian suspirou, tentando não dizer nenhuma bobagem que a magoasse.

— E se eu voltar e... E você estiver com outra pessoa?

— Você não vai voltar. – Puxou a touca da blusa. – Não é? – Desviou o olhar.

Embora o Sol, estava frio, e assim como o dia, Brian se sentia gelado.

— Não foi o que eu disse... Por favor, olha pra mim. Eu te amo.

— Quem ama não abandona como esta fazendo. – Disse, ainda olhando o horizonte.

— Não estou abandonando...

— Não? – Finalmente a olhou. – Que esta fazendo então?

Kelly suspirou, triste.

— Quer saber, Kelly... Não precisa voltar. – Colocou as mãos no bolso. — Eu não preciso de você. Vou esquecer você.

Deu de costas e seguiu caminho, sem olhar pra trás, se olhasse, certamente não a deixaria ir embora. Mas queria se mostrar independente, então voltar não seria caminho. Foi embora rápido demais, não pôde ouvir a lágrima silenciosa de Kelly que lhe escorria o rosto.

“Eu menti”, pensou ele. “Jamais a esqueceria. É impossível esquecer essa garota”.

— Kelly tola. Kelly boba... Não sabe que não se deve ouvir alguém que acaba de ser magoado?

Brian fitava o chão, como em todas as manhãs que matava aula e voltava para a casa mais cedo, para tentar esquecê-la, já que tudo naquela escola o lembrava dela. Pensou em mandar cartas se desculpando, alguma mensagem no céu, qualquer coisa. Mas como poderia? Não fazia ideia para onde ela fora.

— Kelly boba... Kelly boba...

— Quem está chamando de boba?

Não conseguiu conter a surpresa, a felicidade. Era ela, era ela mesma, ali, sentada no degrau na frente da porta de sua casa.

Ela sorriu e logo levantou.

— Ke... Kelly?!

— Brian. – Sorriu ainda mais, junto ao sorriso bobo dele.

Soltou a mochila, que carregava por uma só alça, no chão, e correu para abraçá-la, apertá-la. E assim fez, acompanhado pela felicidade dela.

— Você voltou!

— Quem ama volta.

Sorriram um para o outro, feito bobos. Estavam ali, juntos, olhando um para o outro.

— Eu nunca mais vou te deixar ir embora. Eu prometo.

Ainda sorrindo, afrouxaram um pouco o abraço, e colocando as mãos no rosto dela, ele a beijou, do jeito mais carinhoso e amoroso possível.

Notas finais
Gostou? Sim? Não? Me mande uma mensagem falando o que achou da história, se eu posso ou em que eu posso melhorar. Muito obrigadinha!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!