Impossível - A Realidade
4 Capítulo 4 - Duelo, Quadribol e Enfermaria
Notas iniciais
Gente, mil perdões, mesmo! Sei que vocês devem estar com muita raiva de mim por ter demorado a postar, então realmente, espero que me desculpem! Eu estava enrolada com a escola, casa, família... E com a outra Fic minha também, então... Chega de falar! Se eu continuar a falar mais, vocês vão me matar! (risos)
Beijos e até lá embaixo!
POV. Harry
Sabe quando você está naquele dilema de vou ou não vou? Então, é como se meu corpo não obedecesse.
Ágata, acabou de me chamar para duelar com ela, e sinceramente, estou com medo. Não medo de quando vou enfrentar Voldmort, mas com medo do que ela pode fazer, por que... Poxa, ela deixou o Draco horrível! É essa hora que a gente sente pena, sabe?
— Senhor Potter? — chamou ela de novo, agora preocupada.
Balançei e cabeça e subi no palco, andando cautelosamente para perto dela. Estava com D'Javú. Me lembrava quando fiz esse mesmo percurso para duelar, só que contra Malfoy.
— Harry, você terá que atacar e se defender, ok? Preste atenção, não queremos outro despreparado na escola, certo? — apenas assenti, engolindo em seco. Sei lá o por quê do medo. Acho que estou ficando frouxo, só pode.
Andamos, fizemos a reverência, e voltamos pro lugar, e ela contou:
— 1!
Suspiro.
— 2!
Coração mais rápido.
— 3!
— Expelliarmus! — soltei sem pensar, lançando ela para o outro lado do palco.
— Ahh Meu Deus! Você está bem? — perguntei, me aproximando.
Olhei ela imóvel no chão, mas me assustei quando ela abriu os olhos num rompante, sorrindo divertida.
— Te peguei! Estupefaça! — só senti o feitiço quando caí com tudo no chão.
— Aiii! — murmurei, me levantando.
— Senhor Potter. Nunca. Parta. Para. O. Ataque. Óbvio. Tudo bem? — ensinou.
— Claro. Entendi.
— Ótimo. Levicorpus! — tentou ela, mas já estava preparado.
— Protego! — ricocheteou, fazendo assim, ela ficar de ponta cabeça.
— Relaxo — conjurou, ficando em pé graciosamente. — Muito bem, Senhor Potter. Se saiu muito bem. Pode se sentar.
— Obrigado — agradeci e saí, recebendo palmas dos alunos.
— Ual! Você foi muito bem, cara! — exclamou Rony.
— Parabéns, Harry! — falou Hermione, compenetrada no treino.
— Obrigado — agradeci de novo, observando Ágata duelar contra um aluno da Lufa — Lufa.
Não sei o que estou sentindo, mas toda vez que fico perto de Lena, sinto coisas estranhas.
E são extremamente boas.
{ No dia seguinte... }
— HARRY!!! ACORDA!!! — gritou algum retardado.
— PQP!!! NÃO SE PODE MAIS DORMIR, NÃO??? — gritei, com raiva.
— Calma, cara. Te chamei mais cedo para você não se atrasar — disse Longbottom, receoso.
— Me atrasar para quê, Neville? — perguntei, injuriado.
— Oras! Se esqueceu? Hoje tem teste para o quadribol!!!
— PQP!!! Esqueci mesmo! Valeu Neville! — agradeci, já me arrumando.
— Disponha.
{...}
— Cheguei! — exclamei, parando ao lado de Woody.
— Bem na hora, Potter. Achei que não viria mais — brincou, me fazendo rir.
— Também, dorme mais que a cama, né? Fazer o quê! — esnobou Freddie. — Ou... Será que estava sonhando com a Cho, hein?
— Não enche! — murmurei, ouvindo eles rir. Na verdade, nem com ela foi com quem sonhei. Foi com a...
— Boa dia, alunos! — falou a Madame Hooch.
— Boa dia, professora! — retribuímos.
— Bem, hoje teremos uma nova seleção de alunos para o quadribol. É claro, que tem alguns que já são veteranos, e que já estão no time. Mas nada que um bom treino não resolva, né? — brincou. Rimos. — Pois bem, hoje escalarei Grifinória e Sonserina para um treino de veteranos. Já sabem: pegou o pombo de ouro, o jogo acabou. Em posição.
Eu, claro, fui ser o apanhador. Woody, Freddie, Jorge e mais um tanto de gente foi se posicionar. Já do outro lado, estavam (por incrível que pareça) Draco, Marcos e mais um bando de idiotas. Sei que Draco não seria burro o bastante para me enfrentar novamente contra apanhador, mas não fazia idéia quem seria, já que não tinha ninguém.
— Preparados? — assentimos. — Subam nas vassouras.
— Professora, está faltando nossa apanhadora — falou Draco.
— Logo ela chegará, Senhor Malfoy. Prepare seu time.
Subimos nas vassouras e esperamos. Todos já estavam prontos: tacos e bola na mão; os balaços na caixa, juntamente com o pombo de ouro. Só esperar a "cinderela" da Sonserina chegar para nós jogarmos.
— Vai perder, Potter. Nossa apanhadora é mil vezes melhor do que você, e já fez história aqui na escola, no quadribol — esnobou Draco, sorrindo esnobemente.
— Ta, ta, ta. Guarde seus lamentos para alguém que se interesse, Draco.
— Ora seu...
— Desculpe, professora. Cheguei atrasada.
Olhei para baixo e não acreditei no que vi. Ágata estava ao lado da professora, no chão. E o pior:
Com o uniforme da Sonserina, pronta para jogar.
— Já estamos preparados, Kathleen. Suba — ordenou a professora. Logo, Ágata já estava na minha frente, sorrindo irônica.
— Ora, ora, ora. Se não vou enfrentar Harry Potter no quadribol — o povo da Sonserina riu. Desse jeito, a Grifinória inteira estava prestando atenção.
— Pois é. Não sabia que jogaria com a Sonserina este ano — murmurei. Ela sorriu, mesmo sarcástico, lindo.
— Estou na casa da Sonserina, não estou? Além do mais — ela se aproximou, ficando a centímetros do meu rosto, sua respiração gelada batendo no meu rosto, me fazendo estremecer: — Sou uma ótima jogadora de quadribol.
— Em suas posições! — anunciou a professora lá de baixo. Fui para perto de Freddie, que tinha um sorriso malicioso nos lábios. Ele abriu a boca, mas o cortei:
— Cale a boca.
Ele riu, mas ficou quieto. Logo a professora apitou, e os balaços saíram rolando. As bolas já saíam para lá e para cá, e todos estavam voando apressadamente. Somente eu estava parado, tentando avistar o pombo. Foi quando senti a presença de Lena ao meu lado.
— Há quanto tempo joga quadribol?
— Err... Desde o primeiro ano.
— Tão novo? — perguntou, interessada.
— É.
— Igual ao pai, mesmo — murmurou.
Hã? Como assim "igual ao pai?" Ela o conhecia?
Vendo minha confusão (acho) explicou:
— Conheci seus pais sim, Harry. Já estou nessa estrada á muitos anos. Creio que... Sou bem mais velha que os professores desta escola.
Um balaço vinha em nossa direção. Abaixei — me e voltei pro lugar, onde encontrei ela, parada, me olhando, sentada de lado na vassoura. Diferente.
— Mas... Você está no quinto ano. Como pode ser mais velha que os professores? — perguntei.
Ela suspirou e se sentou direito, mas disse:
— Quem sabe outra hora não explico. Agora, meu foco é o pombo de ouro.
Dito isso, saiu voando em disparada, mas não atrás do pombo, ainda, mas para o outro lado.
Onde deixou um vazio em mim.
{...}
Já fazia uns quarenta minutos de jogo. Sonserina está ganhando de 75 a 60. Perdendo feio estávamos. Até agora, nem mesmo eu, ou Ágata, tínhamos nos movido. (Só para desviar dos balaços, mas isso não importa) Até que, uma esfera se manifesta na minha frente, e saio em disparada atrás dela. Pouco depois, Ágata está ao meu lado.
— Foco, Harry — e saiu voando muito, mais muuuuuuuuito rápido. Segui e vi que ela foi ficando para trás. Quando estava para pegar o pombo de ouro, escutei seu grito:
— HARRY!!! CUIDADO!!!
Mas já era tarde. Quando fui perceber, um balaço me atingiu, em cheio, me fazendo cair da vassoura, e caí no chão.
Sentindo a escuridão.
-
POV. Ágata
Já estava dando a entender demais ao Harry quem eu era. Por ora, devia me manter no anonimato, não devia me manifestar taaaaaanto assim.
Hermione já desconfiava de mim. Aliás, todas as garotas estavam. E a inveja contribuía para isso. Já os garotos, nem tanto. Mas Harry é esperto o bastante para descobrir coisas do meu passado. Um passado, na qual quero trancar a sete chaves.
Já fazia uns 30 minutos de jogo. Estávamos ganhando por 15 pontos. Não havia me mexido ainda.
Até agora.
Vi o pombo e o segui, percebendo que Harry também o havia visto. Quando ele estava chegando bem perto de mim, tive um vislumbre de vulto negro, uma coisa nada boa.
— Foco, Harry — avisei e saí o mais rápido que pude atrás do pombo, mas ele me ultrapassou, e quando fui ver, um balanço ia em sua direção.
— HARRY!!! CUIDADO!!! — gritei, mas era tarde demais. O balaço o acertou em cheio, fazndo ele cai da vassoura direto para o chão. A professora apitou o jogo, fazendo todos os alunos irem direto para o chão, em volta do Harry. Desci rapidamente, trombando nos alunos.
— SAIAM! — gritei, fazendo eles darem passagem. Logo vi Harry sendo examinado pela professora. Me ajoelhei ao seu lado e rasguei seu uniforme no abdomen, e devo dizer...
MEU PAI DAR ME FÔLEGO!!! O TANQUINHO GOSTOSO!!! CARALHO!!!
Mas agora não era hora disso, Ágata. Você precisa conjurar o seus feitiços. Antes que ele perdesse mais sangue do que já perdia.
— O que você vai fazer? — perguntou um garoto da Grifinória: Jeorge.
— Isso — disse apenas, apontando minha varinha. -
Instanti Remedium! — conjurei, de onde saiu um raio azul — negro, onde rapidamente estancou o sangue e cicatrizou o "buraco" em seu abdomen, voltando a ser mais do que perfeito.
— Como... Como fez isso? — perguntou outro rapaz da Grifinória: Woody.
— É um dos vários feitiços meus. Tabula Ossa! — logo se pode ouvir os ossos deles se juntando, fazendo enormes estralos. Todos se encolheram ao som, mas eu permaneci quieta, apenas esperando voltar tudo ao normal. Apontei minha varinha para sua cabeça, onde finalizei:
— Non Damnum — guardei a varinha e apontei para os garotos da Grifinória. — Hey, ajudem — me a levar ele para a enfermaria. Terá que ficar um bom tempo por lá.
— Mas... Ele não está todo machucado? — perguntou um aluno, igual ao outro: Freddie.
— Não. Já o curei. Mas ele precisa de remédios e descansar. Por favor — pedi.
Eles o pegaram e me seguiram corredores adentro do castelo. Eu realmente estou muito preocupada com ele. Não sei o que farei se ele não voltar a ficar normal novamente.
Porque... é como se fosse culpa minha.
-
POV. Harry(horas depois)
Uma descrição: dor. Muita. Dor. É isso o que eu sentia na minha cabeça. E no meu abdomen também, mas tinha mãos muitos macias ali, passando algo gelado, que ao constatar, me arrepiou.
— Ele vai acordar — falou uma voz, ou melhor, sinos.
— Hey! Harry! Acorde, babaca. Você já pode acordar — falou outra voz. Acho que era de Freddie, já estava distinguido, quando ele gritou: — AIIII! Hermione! Por que me bateu?!
— Pare de ser idiota! Harry esté descansando e você está brincando, é? Se não fosse por Ágata era capaz de ele ter morrido! — exclamou ela, visivelmente assutada, mas ainda estava de olhos fechados, quando senti um aperto mais suave na minha barriga, e a dona das mãos perfeitas falou:
— Ele é forte, Hermione. Sobreviveria de qualquer jeito. O pior já passou. Agora, é melhor não falar muito alto. Ele deve estar com muita dor na cabeça...
— Você não imagina quanto... — murmurei, abrindo os olhos levemente, encontrando Ágata ao meu lado, sorrindo aliviada, e com as mãos no meu abdomen.
— Harry! — exclamou alguém, fazendo minha cabeça doer.
— O que que eu falei de gritar, senhorita Chang? — chingou Lena baixinho, fazendo Cho ficar quieta.
— Não, não. Está tudo bem. Só... minha cabeça que está latejando — tentei, em vão.
— Não, você não está bem. O balaço te atingiu em cheio, e se não fosse por Lena, você estaria morto, cara — falou Rony, aparecendo ao meu lado. — E aí? Como se sente?
Ouvi Hermione e os garotod bufarem, achando ridículo.
— Minha cabeça dói, igual á minha barriga. Mas fora isso, eu estou bem — disse, olhando para as mãos que ainda massageavam a minha barriga, passando um gel lustroso. — O que é isso?
— É uma pomada. Não vai deixar doer muito. Se bem que eu gostaria de usar mais feitiços em você, mas já foi muito por hoje. Isso, é o que posso fazer por ora — disse, sorrindo no final. Mas morreu ao falar: — Sinto muito.
— Por quê? — perguntei, confuso.
— Érrr, nós estamos indo, né garotos? — Hermione falou, olhando para Freddie, Jeorge e Ron.
— É, claro. Estamos indo. Melhoras, Harry — falou eles e se retiraram, só sobrando Cho.
— Eu também vou, Harry. Te vejo mais tarde — falou Cho, beijando o canto da minha boca, que me fez arrepiar. Senti um apertão na minha barriga, me fazendo pular.
— Ai! — disse, vendo Ágata me olhar envergonhada.
— Foi mal — se desculpou.
— Tchau Harry — falou Cho, saindo, mas não antes de fulminar Lena com o olhar... Vai entender!
— "...Te vejo mais tarde. Tchau Harry!" — zombou Ágata, me fazendo rir, e ela ganhar um rubor lindo. Ela pensou que eu não tinha ouvido, mas em seus olhos, tinha algo que eu não conseguia decifrar. Seria...
Ciúmes?
Na hora que pensei, ela parou a massagem, bem abaixo do umbigo, onde iria descer. Ao constatar esse fato, senti uma leve quentura, mais embaixo, entre as pernas, mas não soube dizer o quê.
— Então, err... Sinto muito mesmo, Harry — começou, me deixando confuso.
— Mas por quê? — perguntei, sentindo uma pontada na cabeça.
— Acho que aquele balaço te atingiu por minha causa. Acho que o instinto de competição falou mais alto, e...
— Não, não. Nada disso. Eu é que não vi. Você não tem culpa de nada — falei, tentando tirar aquela idéia de sua cabeça.
— Não, eu... Acho que de alguma forma a culpa é minha. Não sei, alguma coisa me diz que...
— Shhh! — calei — a, segurando suas mãos, onde senti uma corrente elétrica pelos dedos, mas não soltei, pois ela também sentiu. — Olha, não foi culpa sua, tá legal? Foi um acidente, eu não vi aonda estava indo e PUM!, me acertou. Vamos esquecer isso. Agora, fala para mim, como é que você me concertou? — tentei fazer brincadeira, coisa que a fez rir. Abri um sorriso, vendo ela suspirar.
— Bem, eu usei um, dos meu inúmueros feitiços de magia que...
— Seus feitiços? Como assim? — perguntei.
— Feitiços que eu criei, mas isso não importa. São eles:
Instanti Remedium, Tabula Ossa e Non Damnum. Eles que te curaram.
— Que significam? — indaguei, fazendo a rir.
— Eles estão em latim. Significam: Cura Instantânea, Junta Ossos e Sem Danos.
— Ahhh! — disse, fazendo — a rir de novo e recomeçar a massagem na barriga com o gel gelado. — É gelado — verbalizei meus pensamentos. Ela riu de novo. Acho que ela está se divertindo as minhas custas, mas eu amo ouvi as risadas dela.
Ficamos um bom tempo em um silêncio agradável, até que comecei a sentir sono. Ágata, percebendo, murmurou, docemente:
— Bons sonhos, Harry.
Acabei caindo na incosciência, sentindo suas mãos me massageando.
Mas, como tudo que é bom dura pouco, comecei a ter pesadelos, e nesses, eu realmente, senti o pior dos meus medos em toda minha vida...
Notas finais
Bom, pessoal, voltando á um ponto épico do cap: VOCÊS VIRAM A TROCA DE OLHARES ENTRE CHO E ÁGATA??? Meu Pai do Céu!!! Achei que elas fossem se catar ali. Tenho certeza que Ágata sentiu ciúmes do Harry, e Cho também. Tanto, que atentou o coitado do Harry e da Ágata. Mas, fazer o quê! Quando se trata de ciúmes e inveja, todo mundo fica doido!
E rapaz! Harry ficou todo todo com a massagem da Ágata, hein? Harry safado... Quero só ver, hein?
Gente, vocês não acham que a visão da Ágata, junto com o balaço, não forma uma coisa muito estranha? Eu achei. E tenho certeza que se vocês prestarem muuuuuuuuuita atenção, vão conseguir uma pista do "Por quê" de aquilo ter acontecido! (eu sei, sou muito má) (kkkkkk')
Bem... Acho que é isso por hoje! Espero que tenham gostado, porque eu AMEI escrevê - lo! (hehe)
Beijão amarancolas! Até a próxima!
Fale com o autor