Impossível
17 Capítulo 17
Notas iniciais
– Como foi que você descobriu isso tudo? – perguntei ainda em choque.
– Eu e Sasuke estávamos investigando ele há algum tempo. Ninguém sabia dessa história a não ser eu e Sasuke. Quando ele veio para a sua casa, ele não sabia que o seu próprio tio era o traficante, e quando ele descobriu isso, me mandou uma mensagem informando.
– Então a história de que seus pais brigaram era falsa?
– Sim, apenas um disfarce. Eu não tenho mais meus pais. – de repente ele sorriu. – Mais ninguém imaginava que o traficante teria uma filha tão maravilhosa e acabaríamos brigando por ela. – senti minhas bochechas corarem.
– Mas se meu pai queria eliminar o Sasuke, por que o deixou sob sua responsabilidade? – só de pensar no Sasuke eliminado, meu coração ficava todo espremidinho.
– Ele sabia que por eu sentir ciúmes do sentimento que você tinha pelo Sasuke, acabaria eliminando-o, poupando seu pai do trabalho sujo. Só que ele não contava que você apareceria e me abriria os olhos para a maior besteira que eu faria na minha vida. – ele sorriu um sorriso envergonhado.
– Mas você não disse que ele me queria por lá para contar a todos que Sasuke havia morrido?!
– Sim, mas apenas depois que você apareceu. Ele daria um jeito do corpo do Sasuke não ser encontrado tão cedo. Como você veio dar uma de Batgirl e salvar o Sasuke, ele mudou de planos.
O resto do caminho ninguém disse uma só palavra. Sasuke não acordou, o que era péssimo sinal. Optamos por ir direto ao hospital. Por sorte, Naruto estava com a carteira do Sasuke e todos os seus documentos.
Levamos Sasuke direto para a sala de emergência, onde ele foi rapidamente socorrido.
Demos entrada no hospital e eu fiquei subitamente grata pelo cartão do plano de saúde dele estar na carteira.
Esperamos um bom tempo na sala de espera e nenhuma notícia chegou. Estava começando a ficar em pânico quando me lembrei de alguém que ainda não tinha notícias do Sasuke e provavelmente deveria estar ficando doida.
– Acho que a tia Mikoto precisa saber que seu filho apareceu e que está internado.
– Concordo. – Naruto respondeu, pegando o celular e já discando o número da tia Mikoto e passando-o para mim. Ela atendeu no primeiro toque.
– Alô? – sua voz estava profundamente triste e bastante rouca.
– Tia, sou eu. Saky.
– Saky?! Onde você se meteu? Estamos tão preocupados com você! – pelo o outro lado da linha dava para ouvir a minha mãe chorando. Isso era uma novidade.
– Eu estou bem. Não se preocupem. Eu preciso te contar uma coisa. – eu estava com medo de sua reação.
– O que, minha querida?
– Eu encontrei o Sasuke. Nós estamos aqui no hospital.
– Como ele está? Onde você o encontrou? Aconteceu algo grave? – ela já estava chorando.
– Ele está internado e não sabemos o porquê ainda. – eu estava tentando falar o máximo possível sem comprometê-la. Quem me garante que meu pai não estava lá com ela ouvindo toda a conversa?
– Tem mais alguém com você?
– Sim, o Naruto. Ele me ajudou.
– Ajudou em que?
– Longa história, tia. – eu nem sabia se podia contar alguma coisa... Ainda mais por telefone!
– Em que hospital vocês estão?
– Meridional. O mesmo que agente foi aquele dia em que eu fui colocar o gesso.
– Sei qual é. Estou a caminho. – Desligou o telefone.
– Bem, eu estou preocupada com algumas coisas. – disse, sentando-me ao lado de Naruto.
– Posso ajudar?! – perguntou, passando o braço por meus ombros e me fazendo descansar em seu abraço.
– Eu só fico imaginando... Se meu pai é tão ruim assim, como é que ele nunca fez mal a mim e nem a minha mãe? – Bem, até pouco tempo atrás ele num tinha me feito nenhum mal...
– Você sabia que todas as empresas que seu pai administra são de sua mãe?
– Não fazia a mínima idéia. – Eu nunca tive uma conversa decente com meus pais.
– É, mais elas são. Ele tentou convencer a sua mãe a passar tudo para o nome dele, mas ela sempre se recusou dizendo que era do pai dela e que seria da filha dela... Então ele precisava trabalhar nas empresas para conseguir o dinheiro necessário para bancar o tráfico.
– Caramba, você sabe mais da minha família do que eu mesma. – falei sorrindo.
– Anos de estudo. – ele também sorriu e beijou a minha testa. – Mas não era apenas isso que a estava incomodando.
– Virou leitor de mentes?! – perguntei, pensando em um leitor de mentes que não existia, mas que eu era louca por ele: Edward Cullen (n/a: Eu também *-*). Mas eu ainda tenho esperanças, afinal, quem não gostaria de ser resgatada por um vampiro em um Volvo prata?! (n/a: Eu queroooo!! Me escolhe Ed!! ><)
– Não, apenas sou bom em espionar e em ver a expressão alheia. Mas ler mentes seria bem divertido. Ai, quem sabe, eu poderia me tornar parte dos Cullen algum dia?! – ele falou sorrindo.
– Gosta de Crepúsculo?! – perguntei, sorrindo em resposta.
– Sim, mas prefiro ler ao ver os filmes.
– Jura? – normalmente os caras preferem ver os filmes de romance a ler os romances.
– Claro! Tem mais conteúdo! Só que o filme é bom por um motivo: O Jacob é um A-R-R-A-S-O!– ele fez uma voz afeminada que me fez rir como eu não fazia há muito tempo. – Agora me conte o resto.
– Como você sabe que não é só isso?
– Sou um Edward em treinamento... Sei de muitas coisas... – rimos muito, mas controladamente. Afinal, estávamos em um hospital.
– Eu tenho medo do meu pai tentar fazer algo com a minha tia. Tenho medo de ele vir ao hospital com ela e ameaçar a vida do Sasuke. Tenho medo de ele querer fazer alguma coisa com você por ter nos ajudado. Tenho medo... – Estava tão absorta na nossa conversa que nem reparei quando ele chegou. Apenas senti sua mão em meu ombro. Congelei.
– Tem medo de que, minha filha?! – seu rosto estava coberto por uma máscara de preocupação, mas algo em seus olhos me dizia que ele tinha escutado parte da conversa... Eles estavam furiosos.
Apenas duas palavras para o momento: Agora Fudeu!
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