Notas iniciais
Oi pessoal! Voltei com mais um capítulo! Perdoem qualquer erro, estou postando pelo celular mas reviso depois! Comentem o que estão achando! Espero que gostem do capítulo, beijo!

P.O.V Nat

– Eu vou atrás de você Nat...você vai ver...

Abri os olhos e me sentei na cama, respirando fundo. Passei as costas da mão na testa tentando limpar o suor.

Já era a terceira vez na semana que eu sonhava com Lobão dizendo isso depois de ser preso. E estava cada dia pior.

Peguei meu celular e olhei as horas. Cinco e cinquenta e cinco da manhã, bem na hora. Me levantei e fui para o chuveiro, deixando a água morna na minha pele afastar os pensamentos ruins.

Fiz minha higiene matinal, vesti minha roupa e peguei as chaves. Estava pronta pra sair de casa quando dei de cara com Lobão. Meu coração deu um pulo.

– O que você tá fazendo aqui? — perguntei assustada. Ele riu e se jogou na minha cama.

– Bom dia pra você também, meu anjo. — disse ironicamente e eu quis vomitar. Não via a hora de estar livre daquele canalha.

Lobão me entregou um jornal. Arqueei a sombrancelha e ele deu de ombros. Li a matéria principal.

Falava sobre o assassino de Alan ter sido preso. Uma sensação de alívio me invadiu. Finalmente.

Pensar no Alan me fez pensar em Duca. Como estaria ele agora? E Dona Dalva? Na verdade, essa história estava muito estranha. Como é que de um dia pro outro acharam o tal assassino?

– Posso saber no que 'cê tá pensando? — Lobão me despertou de meus pensamentos.

– Nada não... — disse e peguei minha mochila. — Tô indo pra Khan, vai ficar aí?

– Aham. Vai lá, já tô indo. — respondeu se jogando na cama novamente e eu estranhei mas dei de ombros, abrindo a porta.

– Tchau. — eu suspirei e desci as escadas do prédio.

***

Saí da Khan e passei a mão pelos cabelos. Lobão não apareceu o dia todo. E se ele ainda estivesse lá em casa? Era só o que me faltava mesmo.

Olhei de relance para o outro lado da rua e me arrependi de imediato. Seus olhos marejados encontraram os meus e um arrepio percorreu a minha espinha. Ele estava chorando?

Duca usava uma camiseta azul escura da Academia Gael e uma bermuda preta. Ele parecia triste, abatido. Com certeza leu o jornal. Senti vontade de ir até ele e o envolver em um abraço. Bem, pelo menos agora ele sabia que eu não era culpada de nada. Suspirei.

– Sinto muito. — murmurei e subi na moto, dando a partida e sumindo dali.

Cheguei em casa morta de cansaço, e ainda iria ter que aturar Lobão. Abri a porta e o apartamento estava vazio. Me joguei na cama e fechei os olhos.

Estava quase pegando no sono quando ouvi a campainha. Justo agora? Levantei da cama e abri a porta para Lobão. E para a minha surpresa, não era Lobão ali, parado na minha frente.

Senti meu coração disparar.

– Duca?