Impossible!
3 ღ Chapitre Trois
Notas iniciais

"Não! Não pode ser...”.
Marinette não conseguia acreditar no que via. Pensava em mil possibilidades que poderiam comprovar que ela estava alucinando, mas nenhuma poderia ser tão óbvia como a cena à sua frente.
"Não tem que ser ele, pode ser qualquer um da cidade, pode ser até aquele garoto loiro, meio frio dos olhos azuis que me paquerou quando estive na cidade de Lyon... menos ele!"
"O Adrien não faz cantadas e nem trocadilhos horríveis! O Chat é mais selvagem e o Adrien é mais quieto, o Adrien é alérgico a pena e o Chat... A pena... Não! Isso é só uma coincidência. Até o penteado dos dois são diferentes e a personalidade também!"
"Mas... nos dias dos namorados ele fez uma carta, era para a Ladybug? Não! Ele não tem que ser o Chat Noir para se apaixonar por Ladybug, e devia ter outra garota com a mesma aparência. Mas será que ele a leu?...”.
Marinette negava que o garoto deitado inconsciente na sua cama era o aluno que sentava a sua frente. Uma coisa tão óbvia era recusada naquela hora.
Alguns minutos antes...
Ladybug desesperadamente via os alunos voltando para a escola, visto que o perigo já havia sumido. À medida que se aproximavam, todos olhavam surpresos para Chat Noir, que estava deitado no colo de Ladybug com sangue escorrendo em sua cabeça.
"Ladybug!" Adrien gritava desesperadamente. Ele via a sua amada Ladybug sendo arrastada e devorada bem devagarzinho. Ela gritava de dor e ele não podia fazer nada, pois ele tinha voltado ao normal e estava cercado por enormes grades de metais, estava preso novamente em uma gaiola. Lobos a arrastavam e o seu ioiô estava longe o suficiente para que ambos não conseguissem pega-lo.
"Adrien..." Ladybug o chamou com lágrimas escorrendo em seu rosto, sua expressão era um misto de dor e decepção "Por que me abandonou? Você não disse que me amava?”.
Aquelas palavras foram mais dolorosas que a morte. Ver a sua Lady ser devorada aos poucos por animais na sua frente e não poder fazer nada era horrível.
"Não! Não! Não!" Ele gritava socando inutilmente as grades até seus punhos começarem a sangrar. "Pare... Por favor..." Sussurrou ao sentir as suas forças se esvaindo. Ele não aguentava ver aquela cena, não aguentava olhar nos olhos da sua amada e ver a dor que ela sentia, ele não aguentava mais ouvir seus gritos e gemidos de dor enquanto animais selvagens a comia...
Ladybug estava ficando cada vez mais apavorada com a multidão que se aproximava, percebeu que outras pessoas que não eram alunos entravam na escola para vê-los. Se o deixasse seria uma burrice, provavelmente quebrar uma promessa não iria causar grande dano.
"Eu... Tenho que leva-lo para casa." decidiu sentido seu rosto corar, pensar em levar o seu parceiro de batalha inconsciente para o seu quarto era um pouco constrangedor.
Ela o levantou cuidadosamente e apoiou um de seus braços em seus ombros.
De relance ela viu a Alya se desesperando, ela estava se culpando por Chat Noir ter se machucado. E a sua melhor amiga não estava lá para acalma-la.
— Alya... — A chamou pelo nome quando estava perto da saída. A garota a olhou e pensava que receberia uma reprovação da sua heroína, mas ao ver o seu olhar, repensou na possibilidade. — Na verdade... A maior parte da culpa é minha... — Dizer aquilo era doloroso, mas ainda sim deu um sorriso gentil e em seguida saiu apressadamente para a sua casa.
Seu coração quase saia pela sua boca de tanto que pulsava, suas pernas se movimentavam mais que o normal, e seus pensamentos se voltava em somente uma pessoa: Chat Noir.
Ela só pensava em leva-lo para casa para que ele não fosse descoberto e que ela pudesse amenizar a ferida, já que a cada segundo o Chat fazia uma expressão de dor.
Quando avistou a sua casa, nem pensou duas vezes e adentrou a janela do seu quarto. Ela o colocou em sua cama e Marinette finalmente voltou ao normal. Ela e Tikki procuraram pelo kit de primeiros socorros.
"Eu tenho... que protege-la!" Adrien dizia a si mesmo. O Hawk Moth já estava com o anel do Chat Noir e agora iria ter os brincos da Ladybug, porém Hawk Moth já estava cegado de tanto poder que não via que seu próprio filho era o Chat Noir.
Depois de um tempo procurando o kit pela casa, elas conseguiram encontra-lo.
— Vamos! Ele já vai voltar ao normal. — alertou Tikki ao ver que só restava uma patinha no anel do gato.
Como a máscara não tinha como sair para limpar a ferida, só restava esperar que ele voltasse ao normal. Ela se sentou ao lado dele e o observou. Ela acariciava seus cabelos loiros, e eram bem macios e sedosos.
"Que shampoo ele deve usar?"
"Como deve ser o seu rosto? Eu o conheço? Será que ele estuda na minha sala?"
— Olhe... — Apontou Tikki ao ver que o gato estava voltando ao normal.
Atual...
"Não! Não pode ser... ADRIEN!"
— Não, não, não, não... — Ela negava o que via para si mesma várias vezes. E em seguida notou que o quarto estava repleto de Adrien.
Logo Marinette rapidamente removeu qualquer coisa que estivesse no seu quarto que envolvia o modelo. Ele poderia acordar a qualquer momento e se ele visse suas fotos em toda parte do quarto da Marinette, isso poderia ser extremamente constrangedor.
Ela se sentou na cadeira. Ela tinha que pensar respirar, se acalmar e encarar o fato de que o garoto que ela gosta é o gato que ela não gosta.
"Eu toquei no cabelo do Adrien?!"
— Eu devo estar alucinando... Ou estou com febre... Como pude ser tão tola?!
— Marinette... — Tikki se aproximou dela com um band dad na mão. — Não seria melhor limpar a ferida primeiro?
— Ah... S-sim.
Marinette pegou um pano do kit e o molhou com água.
Sua mão e suas pernas tremiam cada vez que se aproximava mais do Adrien. Ainda hoje ela havia pensado em como seriam seus filhos e de uma hora pra outra a pessoa que ela ama está deitado na sua cama.
"Não, ele não é o Chat. Eu apenas estava caminhando tranquilamente pela rua e acabei me deparando com o Adrien desmaiado... simples assim." Tentava convencer a si mesma.
"Por que ele está com a cabeça sangrando? Deve ser porque ele tinha tropeçado e caiu. Por que eu não o levei para o hospital ou para a sua casa? Porque... Eu não sei porque...”.
“Eu quase matei o Adrien?!”
Marinette sentou ao seu lado. Ela sentia sua respiração falhar e a qualquer momento poderia desmaiar, mas ele dependia dela, só a tinha para lhe cuidar naquele momento.
Ela passou o pano molhado na testa do loiro, e em seguida ele deu um gemido de dor. Ela estava nervosa, o que ela falaria quando ele acordasse? E como ajuda-lo sem que ele sentisse dor?
— C-Chat... Promete que nunca irá me abandonar? — Ela não sabia o porquê de ter falado aquilo, foi algo inesperado.
— My Lady! — Ele gritou novamente.
— Chat... — Ladybug olhou em seus olhos pela última vez, ela só conseguiu dizer só mais uma frase — Promete que nunca irá me abandonar? — Em seguida parou de respirar, por ter perdido bastante sangue e ter seus pulmões perfurados.
— Sim, My Lady... — Adrien sussurrou de repente, derramando uma lágrima que mais parecia de tristeza do que dor.
"Ele me respondeu?!"
Marinette notou que o loiro começava a se mexer bastante, ele estava prestes a acordar.
— NÃO! — Adrien berrou pulando da cama, mas por causa da repentina reação que o deixou meio zonzo, ele voltou a se sentar.
"De novo... o mesmo pesadelo?"
Tikki rapidamente se escondeu na bolsa da Marinette para que não fosse descoberta.
— Marinette? — Indagou ao perceber que não estava mais na escola. Ele se sentiu bastante ansioso, ela provavelmente poderia ter descoberto. — Por que estou aqui?
"Onde deve estar My Lady?"
"O akuma já foi purificado?"
"Onde o Plagg está?"
Adrien a encarava profundamente isso a deixou petrificada. Ela poderia ficar o dia inteiro hipnotizada pelos seus belos olhos verdes que expressavam tantas emoções, mas Marinette se perguntava como ela acharia uma boa desculpa, e de alguma forma que não gaguejasse.
— V-você é o C-Chat Noir...! — Ela gaguejou. Não sabia se devia ficar empolgada ou decepcionada por ela mesma. Na verdade, ela nem sabia o que fazer, ela tinha esperança que ele negasse o que disse.
— Bem... Sim... Mas... — admitiu procurando explicações. Ele colocou uma de suas mãos em sua testa e rapidamente retirou-a, já que sentia dor e tinha sangue em suas mãos — Por favor, Marinette, me prometa que não irá contar a ninguém...
Adrien temia que a garota contasse à Alya, pois a melhor amiga poderia contar a Paris inteira quem é Chat Noir. Ele também estava preocupado com Ladybug, ele não fazia ideia de onde ela estava e se o akuma já havia sido purificado. E parece que a Marinette ficaria na mesma posição por um tempo.
"Não pode ser, não pode ser ele, ele não pode ser o Chat!"
Aquilo era um choque para Marinette, mas estranhamente ela sentia vontade de rir por um momento. — Marinette? — Adrien balançou a mão em sua frente, tirando-a dos seus pensamentos.
"Nós estamos aqui sozinhos?!"
— A-ah... S-s-sim? — Ela percebeu que ainda não tinha limpado a sua ferida, e mesmo que a sua timidez não permitisse, ela se aproximou dele até que ficassem a poucos centímetros de distancia — N-não se mexa...
Marinette sentia seu rosto ficar profundamente corado, e não dava para esconder isso do Adrien, já que seus rostos estavam tão próximos que até conseguia sentir a sua respiração.
— Ai! — Se encolheu ao sentir a sua cabeça dor.
Mas ao contrária da Marinette, ele não estava se sentindo incomodado. Ele notou que por mais que Marinette ficava estranha ou tímida perto dele, ela ainda estava ali com ele. Pelo menos parecia haver uma pessoa que se importava com ele.
— Desculpe-me...
Ele achou estranho nunca ter reparado nela antes. Olhando de perto ele podia observar cada detalhe do seu rosto, até a achou bonita.
— P-prontinho... T-terminado!
"Será que se eu contar para a Ladybug que uma garota já descobriu a minha identidade, ela irá ficar irritada?"
"Será que se eu contar para o Adrien que eu sou a Ladybug, ele irá ficar decepcionado?"
— Ei... — Marinette finalmente quebrou o silêncio tentando não gaguejar — Eu sou... — Ela pensando se deveria contar que ela a Ladybug, mas não achava que isso era uma boa ideia. — E-eu não sou a Ladybug, mas se você se sentir incomodado ou quiser conversar... Pode vir aqui...! — Por um momento percebeu que havia dito algo bastante constrangedor, e queria poder se esconder por causa disso.
A garota disse aquilo tão rápido que Adrien demorou alguns minutos para entender o que ela havia dito.
— Ah, claro. — Ele deu um sorriso gentil.
“O que eu falo agora?! O que eu falo?!”
— V-você que c-croissant? Sim?! V-vou lá p-pegar... — Marinette nem esperou o loiro dizer uma palavra e já estava na cozinha.
— Parece que vocês vão ter bastante assusto agora em diante. — Tikki apareceu na sua frente risonha.
— Não é possível!
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