Impossible

33 32º - Impossível.


Notas iniciais
Foi uma honra, galera, escrever pra vocês. Com vocês, o ultimo capítulo, fechando com chave de ouro, que vai para sofs, Jubs200, GabrielaSnape, mylena e Aryalie pela recomendação que mandaram para nossa fick *------------------* Mil obrigadas, galera, sério mesmo, por tudo... *chorando* Vou deixar vcs lerem.

[Última Música — Mumford & Sons — Hopeless Wanderer.][Aqui]

32º — Impossível.

Oito Meses Depois.

Era estranho. Realmente estranho o cheiro que Artemis sentia chegar ao seu nariz.

Queimado.

Fogo.

Algo que não era nada agradável.

Seus olhos na mesma hora se abriram ao ver que isso só aumentava e sem pensar muito, suas mãos puxaram a blusa que havia jogado em cima da cama enquanto lutava com a coberta pra se colocar de pé.

Em segundos, estava trajando uma das tantas blusas gola pólo de Apolo, um pouco agoniada por estar nua por baixo. Seus pés, acostumados com aquela casa, nem paravam ao levá-la a saída mais próxima, seu coração a mil pelo simples fato de desejar se Apolo estava em casa, ou se havia somente ela.

Ao chegar perto da cozinha, ela não tinha mais duvida, a casa estava mesmo pegando fogo. A fumaça concentrada impedia de ver um pouco das coisas, seu pulmão foi o primeiro a notar isso, forçando-a a tossir.

- APOLO. – gritou caminhando para algum lugar que tivesse menos.

Como diabos aquilo havia acontecido¿ Era um absurdo, eles jamais deixavam nenhuma das bocas fáceis de abrir ou qualquer coisa assim.

Tossiu mais uma vez.

Foi quando ouviu uma risada, na verdade, não qualquer risada, e na mesma hora uma rajada de ar puxava toda a fumaça através da imensa janela da cozinha.

E ela não sabia o que esperar.

Quer dizer, imaginou fogo, subindo pelas paredes ou qualquer coisa assim. Mas era certeza que jamais imaginaria ser Apolo.

De frente ao fogão, o loiro que se encontrava com o cabelo um pouco mais grandinho, sorria pra sua pessoa, vestindo um avental e uma bermuda, uma panela preta por estar queimada mostrava o que havia gerado toda aquela fumaça.

- Er... – Apolo coçou o pescoço -... Acho que as panquecas vão ficar pra outro dia, amor.

Vendo aquele sorrisinho culpado por ter dado um susto nela e queimado a comida, Artemis não se controlou e caiu na risada.

Riu, riu muito, até sua barriga doer e ver Apolo fazer um biquinho enquanto puxava seu corpo para os braços fortes dele.

- Ok, ok, chega de rir dos meus dotes culinários.

Artemis tentou segurar a risada ao olhar nos incríveis olhos azuis e o lindo rosto dele. Mas devia ter feito uma cara muito cômica, porque ele acabou por rir também.

- Eu sou uma droga na cozinha, né¿

Passando os braços pelo pescoço dele, assentiu antes de colar um beijinho nos lábios masculinos.

- Já é o que... A terceira vez que você queima nossa comida¿

- Hey, as outras vezes foram sem querer.

- E o que tentou fazer nessa¿

- Flambar.

Artemis jogou a cabeça pra trás ao rir.

- Ok, querido, nada de cozinhar pra você, viu¿

- Poxa, eu sou bom fazendo misto-quente.

- Eu sei. – e beijou-o para segundos segurá-lo pelo avental, suas bochechas corando, aquele ato tão antigo dela. – Mas você fica bonito assim.

- Eu sou lindo, amor.

- Exibido.

- Que te ama.

- Tá andando muito com Poseidon.

- Mas Poseidon não diz que você é a mulher mais maravilhosa do mundo, diz¿

Corando muito, como sempre acontecia quando ele batia de frente com a baixa-estima dela e ganhava, Artemis virou-se para pegar a panela e jogá-la na pia.

- Eu faço a comida hoje.

- Artie, a cozinha é toda sua.

E ela só entendeu a felicidade toda dele ao colocar o leite na bancada, junto com os demais ingredientes, e encontrá-lo sentado calmamente em uma cadeira, os olhos azuis na borda da blusa gola pólo que sua pessoa usava.

- Tarado.

Na mesma hora, ele olhou com um sorriso de canto só dela o modo como suas bochechas queimavam.

- Apaixonado por esse corpo, é diferente.

Sabendo que não tinha armas contra aquelas frases rápidas dele que faziam seu coração acelerar, Artemis continuou a fazer a massa, escutando-o assobiar uma música baixinha, a voz maravilhosa de Apolo ecoando daquela forma e trazendo um clima cotidiano para eles.

Bem, era cotidiano.

Desde que haviam voltado de Paris, há oito meses, logo depois de ficarem ainda viajando por mais uma semana, eles colocaram suas vidas nos eixos.

Artemis, ainda com medo de tocarem nela, aceitou ir a todas as entrevistas, explicaram e criaram histórias para deixar tudo calmo, mantendo a mídia calma, essa que não perdeu o detalhe do namoro deles. Mas Apolo lidou com isso mais calmamente do que Artemis pensou.

Caminhavam de mãos juntas, venderam fotos deles se beijando pra algumas revistas em troca de dinheiro pra ajudarem instituições carentes e a surpresa realmente veio com Zeus.

Artemis havia acabado de receber a resposta da faculdade, e mesmo com toda a dificuldade por ter perdido muitas aulas, finalmente conseguiu entrar para psicologia. E junto veio Apolo, escolhido o que queria pra vida: medicina, claro, música como hobbie.

Só o que eles jamais esperavam era Zeus entregar uma chave pra eles, os enviarem para um endereço e chegando lá descobrirem que haviam ganhado uma casa perto da faculdade.

Espaçosa e muito iluminada, Artemis não hesitou em aceitar o pedido de Apolo pra morar com ele.

E era assim que estavam, juntos, e, naquele momento, mais especificamente, Artemis sorria de como o mundo dela deu uma volta de 360 graus e tudo parecia tão certo, tão... Perfeito.

Claro, brigavam, ainda mais depois que Artemis aprendeu a lidar com as coisas sozinhas, mas ela sabia que aquilo era mais profundo. Estranhamente mais profundo. Parecia que tinham milhares de anos juntos.

O cheiro da massa fritando a trouxe a realidade.

E tudo a sua volta veio a sua mente, o cheiro de verão, a música “It’s a Beautiful Day” do Michael Bublé e o silencio que Apolo fazia.

Mas isso não durou muito tempo. E ela entendeu o porquê ao deslizar a panqueca para um prato, e sentir mãos subirem por suas pernas e pararem em seu ventre, por baixo da blusa.

- Artie, você fica extremamente sexy cozinhando, já te contei isso¿ — sussurrava Apolo em seu ouvido, sorrindo. – A mulher mais sexy.

- Apolo...

- A fome passou.

- Mas...

- Artie. – ele girou sua pessoa, sua mão indo desligar o fogão enquanto sorria. – Isso é um pedido para dançar comigo.

- Sério¿ Mas eu tava com fome.

- Eu mato sua fome depois, agora... Vem.

Rindo, Artemis deixou Apolo puxá-la para o centro do tapete da sala e girarem os dois em uma estranha dança em que só pulavam, girando, algum estilo de country antigo, e os dois caiam na gargalhada. Seu cabelo vermelho flutuava, seus olhos verdes nos dele e aquela alegria que só conseguiam juntos.

- Mais rápido, agora. – disse ele.

- Apolo...

Mas era tarde, ele já os giravam mais rápidos, mais engraçados, mais alegria. Até que ele se jogou sentado no sofá e fez seu corpo cair sobre o dele, ambos suados e rindo.

- Eu to muito tonta.

- Calouros.

- Chato.

E sorriu pra ele, seus cotovelos apoiados nos ombros de Apolo, seus rosto próximos e nada mais importava quando ele deslizou as mãos, os dedos carinhosos, por toda a extensão de seus braços marcado, pelos seus ombros pequenos até o centro de suas costas.

Toques, simples toques que antes ela jamais suportaria, que a fariam para de sorrir para ele na mesma hora, e tornaria uma pessoa tremente.

Agora, ela simplesmente apreciava, seus olhos nos dele, seu cabelo se enroscando no braço dele e seus corpos juntos.

- Você é linda, Artie. E minha.

- Compartilhada apenas.

Com essa, Apolo riu, uma mão segurando seu rosto.

- Mas é dona do meu coração.

- Hoje você está muito romântico.

- Por você, sempre sou romântico.

- E chegaremos atrasados pra primeira aula.

- Shhh, não estrague o momento.

E beijou sua boca que sorria, para segundos depois Apolo carregá-la para o quarto.

E, bem, não se precisa explicar, certo?

[...]

Artemis estava calma andando pela calçada, Apolo ao seu lado, de mãos dadas, em direção a faculdade. Tudo parecia bem. E estava.

De fato, tudo era mais perfeito que imaginava.

De longe, avistou uma mulher de cabelos loiros cacheadas sendo carregada como um saco de batata por um homem alto de cabelos negros que fazia questão de rir da loira lhe batendo.

Artemis riu com Apolo de Atena e Poseidon que em nada mudaram.

- Olha, loira, eles chegaram!

- Poseidon, se você me soltasse, eu conseguiria olhar algo além de sua bunda.

- Hey, amor, uma sexy bunda.

Isso fez Atena bufar, indignada.

- Esse não era a primeira impressão que eu queria deixar para a faculdade, definitivamente você vai dormir no sofá hoje, Poseidon.

- Pode ser, mas vou deixar bem claro pra esses machos loucos por gostosas que essa daqui já é minha, loira.

- ARGH! Ciumento!

Mas Artemis sabia que ela gostava daquilo e que Atena sorria mesmo sendo segurada daquele jeito ou recebendo um tapa estalado na bunda que fez o outro casal rir pelo grito que ela soltou de pura raiva.

Assim como Artemis e Apolo, Atena e Poseidon encontravam-se morando juntos, uma casa que o moreno fez questão de comprar para ela, a casa que ela sempre sonhara.

E esse dinheiro viera nada mais depois de ganhar uma grande parte da porcentagem do Petróleo da empresa de seu pai, que fora preso por bater em menor (Atena quem fizera isso e Poseidon aceitara prontamente), e todos os sócios estarem esperando o filho prodígio voltar da faculdade de administração e tomar conta de todo o negocio petroleiro.

Atena, não atrás, fazia sua tão digna faculdade de direito e já havia garantido que ia morar com Poseidon em Dallas, no Texas, assim que terminassem a faculdade.

Apesar de ficar triste por dois dos seus melhores amigos irem para longe, Artemis não podia ver algo diferente. Não dava pra existir Atena sem Poseidon. E Poseidon sem Atena.

Agora, ela aplicava um golpe digno de filme do Jackie Chan e o imobilizava no chão, seu joelho no peito largo dele que tremia do riso que soltava.

- Coruja, você fica muito mais gata nervosa, sabia?

- Agora todos sabem que posso muito bem me virar sozinha.

- Mas ainda é minha – e Poseidon roubou um beijo de Atena que somente ficou pasma, como se o fato de ele conseguir se mexer fosse uma dádiva. – Eu também tenho meus truques, agora pode me soltar só um pouco, juro que não fujo.

- Ridículo.

Mas ela soltou. Artemis ria da cena que os dois causaram, seu corpo sendo enrolado pelo de Apolo que também sorria daquilo.

- Bom dia, né?

- Opa, fala, Apolo, foi mal, cara, a mulher tava com preguiça de vir pra faculdade, tive que arrastar ela da cama, se é que me entende. – Poseidon bateu o punho no de Apolo e em seguida beijou o topo da cabeça de Artemis. – Bom dia, Art.

- Bom dia, Posei – e sorriu pra ele. – Melhor correr atrás da Atena, ela tá indo pro carro.

Poseidon riu.

- Ela adora ser caçada.

E saiu correndo atrás dela, que na hora que viu que estava sendo seguida, aumentou a velocidade, mas foi em vão.

Poseidon voltou segundos depois com Atena em seus braços, ela rindo de alguma besteira que ele disse e deixando todo aquele clima amoroso que Artemis agora entendia. Ainda mais ao estar nos braços de Apolo.

- Hey, cadê Afrodite? – perguntou Apolo, o queixo pousado no topo de sua cabeça.

- Cara, ela vai demorar, certeza. – disse Poseidon. – Tava se arrumando quando ligamos pra ela.

Antes que mais alguém pudesse falar, uma enorme Harley-Davidson roncou seu motor, voltando todos os olhares fascinados pra aquela máquina. Parando bem em frente à escadaria, dentre as demais motos, mas que essa destacava, desceu uma garota alta e um cara muito grande.

E todos sabiam quem era.

O casal aproximou-se, Afrodite tirando o capacete, enquanto Ares, que já havia tirado assim que pararam, sorria para a namorada que insistia que o cabelo havia ficado frisado.

Claro, daquele jeito bem macho, Ares parou as brigas dela puxando-a pela nuca e lhe dando um beijo digno de motoqueiro: firme e forte, do jeito que não permitia ver outra coisa além de que aquela garota era dele.

E era certeza de que ninguém iria querer entrar em uma briga com Ares em sua blusa de couro, seus coturnos e seus óculos escuros, sem esquecer o tamanho.

Ao que parecia, Afrodite e Ares estavam morando juntos também. Finalmente haviam se acertado.

E agora se aproximavam do grupo. Afrodite, claro, beijou todos, feliz e contente. Ares do seu modo frio apenas acenou pras garotas e bateu o punho nos dos garotos.

Às vezes, ao olhar para Ares e vê-lo sorrir para sua pessoa, Artemis se perguntava porque ele fora tão cruel com ela, não que isso importasse agora que estavam todos juntos (Apolo ainda não se sentia cômodo com ela perto dele), mas batia a duvida.

- Então... É isso. – sussurrou Atena, olhando os rostos de cada um, sorrindo. – Faculdade.

- Dinheiro, querida – Poseidon fez todos rirem. – Mas ganhando dinheiro juntos.

Artemis deu um tempo, olhando a face de cada um, de cada pessoa que já fora sua inimiga, que tornaram amigos, que sempre estiveram com elas, que a surpreendera com sua bondade por baixo da falsa futilidade, que a fizera sofrer e já a protegera uma vez como Ares, as pessoas que a fizeram mudar e de repente via-se encarando o rosto de Apolo.

E as pessoas que a fizeram amar. Que mudaram seu mundo, que fizeram sua personalidade e que agora retribuíam confiança e lealdade. Os lábios de Apolo tocaram os seus como se tivesse lido sua mente.

- Verdade, loirinha, é isso. – Afrodite sorria com os olhos cheios de lágrimas. – Isso é um tremendo sonho, não é?

- Não, baby, isso é nossa realidade. – Ares beijou o rosto da namorada.

- Quem diria que o Ares passaria na faculdade, verdade, Dite, um sonho.

Todos riram quando Poseidon levou um soco no braço.

- Fica esperto, peixe, ainda tá devendo aquela briga.

- Tem coisas que não mudam mesmo – Atena sorriu. – E estamos juntos nessa!

- Sem duvida, loira – Apolo piscou. – Todos nós.

Artemis sorriu, sem acreditar que conseguira aquilo.

- Isso vai ser divertido.

- Ruiva, isso vai ser inesquecível. – e Ares despenteou seu cabelo de leve. – Agora borá acabar com essa gayzada.

Rindo, Artemis segurou a mão de Apolo, então uma idéia veio em sua mente. E parecera que Afrodite tivera a mesma.

- Vamos, dê as mãos.

- Baby...

- Amor, por favor, por mim.

E Ares já havia perdido a briga.

Sorrindo, Artemis aceitou a mão de Atena e viu que a loira se segurava para não chorar. Poseidon fez questão de beijá-la carinhosamente.

Com o moreno na ponta esquerda, vinha Atena, Artemis, Apolo que estava de mãos dadas com Afrodite e por ultimo Ares. E Artemis sentia uma lágrima escorrendo.

- É galera... – sorriu Atena. – Faculdade.

- Trabalhos – disse Poseidon, triste.

- Monografias – Artemis mordeu o lábio.

- Aulas tediosas – Apolo suspirou.

- FESTAAAAS – Afrodite ergueu a mão dos dois que a seguravam.

- E Rock’n Roll. – Ares riu. – E tudo junto nessa merda.

Eles riram.

Nesse instante, o sinal bateu e eles assistiram um pouco as pessoas sumirem no grande projeto arquitetônico na frente deles.

Tudo mudaria. As opiniões. As idéias.

A vida ganharia sentido.

Novos medos. Novos erros. Novos sucessos.

E nova vida, sorriu Artemis, o sol batendo suavemente em seu rosto.

Era a hora.

Apolo segurou seu olhar, os azuis em fogo, o amor lá, juntamente da alegria das novas possibilidades e Artemis sabia que fazia o certo.

- UHUUUUUUUUUL. – gritou Poseidon. – FACULDADE!

- FACULDADE!

E juntos, entraram pelas enormes portas, não sabendo o que esperar.

A vida tem esse tipo de coisa, indefinida, complexa, difícil e que às vezes deixam marcas que achamos Impossíveis de serem retiradas de nossa alma.

Há atos, há pessoas, há lugares, que a vida nos leva e quando chegamos lá, pensamos: É isso, e simplesmente sabemos que estamos no caminho certo.

Pois a vida é feita de dificuldades, de erros, de quebrar a cara varias vezes, mas o importante é aprender a se manter por dentro, mesmo que não diga isso a ninguém, e jamais deixar o de fora estragar sua alma.

E, que acima de tudo, aprender a nunca deixar de amar.

Pois o Impossível é você quem vai decidir se vai receber esse nome ou se irá mudá-lo para “Possível”.

Impossível é deixar de viver.

E aqui é só começo da história.

Notas finais
Amores, tem um agradecimento dps >< Ah, droga, to chorando litro aqui kkk E, antes de ir pra lá, saiba que foi um prazer imenso ter você aqui *-----------* Obrigada o/
Agora, corre lá no outro haha
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!