Impossible
2 2º - Problemas Aparecem.
Notas iniciais
Por favor, tomem seus lugares, peguem suas pipocas e coloquem seus óculos 3D que o filme já vai começar.
Boa leitura ;)
P.s.: Esse capítulo vai para Dama do Poente... Todo seu querida pelo seu carinho *-* Obrigada ;)
2º — Problemas Aparecem.
Artemis não sabia para onde olhar ou o que fazer além de evitar a todo custo levantar os olhos. Aquela era, sem duvida, a pior cena que já tinha visto. O pior almoço de toda a historia da humanidade.
Um silêncio tenso pairava sobre a mesa enquanto só o que quebrava era o som dos talheres.
A sua frente, Apolo ainda parecia tentar engolir a história comendo vagarosamente um pedaço de carne nobre.
Sua mãe tentava mudar aquele clima conversando com Zeus que também fingia não ver.
E Artemis.
Bem, Artemis somente mexia em sua comida. Uma vez e outra colocava na boca, mas sentia a acidez daquilo tudo ao engolir.
– Iremos nos casar no próximo sábado... – dizia Zeus. – Sabemos que foi muito cedo, mas é que eu tenho que viajar no domingo para Veneza para alguns contratos e já tínhamos adiados por demais o que queríamos. Espero que não se importem.
Escutou um murmúrio de Apolo que parecia um “Como se vocês ligassem”.
– Filho, disse algo?
– Não, pai, só que desejo felicidades.
– Ah, mas vamos ser felizes, querido – sua mãe falou suavemente. – Artemis é uma garota adorável, não vai brigar, nem nada assim. Sou uma pessoa boa também e sei o quão exemplar você é. Seu pai me disse sobre você. Esplendido, Apolo, garoto de ouro.
– Obrigado, Senhora Bordeaux.
– Me chame de Hera.
– Hera.
Artemis quase vomitou aquele almoço ali. Parecia a ela que sua mãe vendia dois gados: ela e Apolo, mostrando o quão bom eles eram para o abate. Ignorando isso, Artemis pousou delicadamente a toalha sobre a mesa e afastou a cadeira.
– Licença.
E caminhou rapidamente para qualquer lugar no exterior. Primeiro, pensara em ir ao banheiro, mas não havia perguntado e a porta para o enorme jardim já estava bem mais fácil. Por isso, se dirigiu a ali, se segurando para não correr, pois podia sentir a comida voltando. Só quando pode respirar o cheiro de gardênia e azaleias que as ondas se refrearam mais.
Isso não podia estar acontecendo. Sério, tudo só podia ser uma piada de mau gosto. Na verdade, nunca estivera tão certa de que era uma pegadinha. Qual era o problema da sua mãe? Tinha que resolver casar logo com Zeus! O pai do Apolo Solace! Ai meu deus, pensou, fechando os olhos e tentando respirar. Não precisava de um ataque de pânico ali, naquele local, não agora. Respire fundo. Em algum lugar, escutava seu celular tocando, mas mesmo ele desistiu de sua pessoa depois de um tempo. Não podia voltar para a mesa.
Quando levantou a cabeça de onde a estivera apoiando, Apolo estava ao seu lado, as mãos dentro dos bolsos da calça jeans e maravilhoso em uma blusa gola polo azul, olhando o nada.
– Meu pai pediu para eu te mostrar o seu quarto.
No silencio, ambos conseguia ouvir os dois mais velhos conversando:
– Será que ela vai conseguir lidar com isso? – perguntava Zeus, preocupado.
– Claro que vai, amor. Só dê um pouco de espaço a ela e tudo ficara bem. Não foi muito fácil da ultima vez para ela, muitas coisas aconteceram, então ela precisa só de espaço.
– Espero que ela nos aceite como sua família.
– Ela irá. Apolo é um garoto magnífico, vai saber contornar a situação.
Quem dera sua mãe estar tão certa. Eles eram completamente opostos.
Apolo era o sol e ela a lua. Intocáveis.
Não só pelo que ele era, mas por ela ser a zoada do colégio.
Engoliu a seco, escondendo suas mãos dentro da blusa.
– Sabe, quando eu te contei aquilo no Wash (N/a: achei mais fofinho chamar o colégio assim) mais cedo, eu não pensei que você estaria tão dentro desse drama – disse Apolo calmamente. – E cá estamos...
É, presos pelos nossos pais. Artemis assentiu sutilmente com a cabeça.
– Mas uma coisa é legal... Sabe o que é? – ela negou com a cabeça, sem olhá-lo, mas disposta a ser o mais sociável possível com ele já que ele estava se esforçando a ser antecioso com ela. – Pela primeira vez eu vejo a cor do seu cabelo. Ruivo. Diferente.
Estranho, você quer dizer, não é? Quem gosta de ruivas? Por favor. Abaixou a cabeça, triste por não ter um capuz naquele seu moletom.
– Bem, já que temos que lidar com isso, o que acha de me seguir para seu quarto? É por aqui.
Sem esperar para ver se ela ia, Apolo começou a caminhar para dentro outra vez. Passaram por duas salas, outra copa, uma sala de jogos, subiram uma escadaria e caminharam por todo o corredor até quinto quarto (dos oito) do lado direito. Todas as paredes eram adornadas, fossem com quadros, esculturas, jarros ou mesmo espelhos. As paredes variavam de cor dependendo do local. Ali, era um tom suave de bege, bonito como creme. Apolo não parou ali, abriu a porta de madeira escura que parecia pesada e original e entrou no quarto.
Por mais assustador que fosse ficar com ele ali, sozinho, Artemis se forçou a segui-lo e valeu a pena. Seu quarto era a mistura do sofisticado, com o moderno e o antigo. Paredes brancas felpudas, três espelhos vitorianos dourados que lembravam Art Noveau, cama com dossel, um quadro muito antigo representando uma ninfa correndo pelos bosques, o chão todo acarpetados em roxo, penteadeira moderna, sofá e, quando Apolo a abriu não pode acreditar, um closet que daria dois quartos seus, lotados de roupas. Como se aquele quartos que estava não fosse provavelmente do tamanho de um campo de futebol. Poderia até correr dentro dele. Não que fosse fazer, mas era tão grande.
– Um pouco exagerado, mas gostou? – perguntou polidamente Apolo.
Artemis assentiu, pasma, mas toda a magia das cortinas creme e de ver que havia uma incrível sacada que dava vista ao jardim se quebrou no momento em que o garoto ao seu lado tocou seu braço ao dele, pele tocando pele por causa de suas mãos. Lembranças explodiram em sua mente. Medo. Panico.
– Desculpe, eu não... Artemis, você está bem?
Ela olhou para ele. Tudo o que podia ver era a confusão nos olhos límpidos. Antes que pudesse responder algo para ele, saiu correndo ao banheiro, sem ligar para ver a linda estrutura, abriu a tampa do vaso e vomitou todo o pouco almoço que tinha no estomago. Seu corpo tremia, se convulsionando assim que sentou sobre seus calcanhares. Então, vomitou mais uma vez, até o que não tinha.
– Meu deus, Artemis, o que... Você... Meu deus, você está bem?
Ela se encolheu no momento em que ele estendeu a mão para tocar seu ombro.
– Eu não vou te machucar, só vou segurar seu cabelo.
Quando ele tentou mais uma vez, empurrou-se contra a parede, encolhida e tremendo.
– Por favor... – sussurrou baixinho. – Não me toque... Por favor.
– Eu... Eu... – era claro que Apolo estava confuso, provavelmente ele não lidava com meninas estranhas que vomitavam só porque ele havia tocado nelas. Mas Artemis nunca fora normal de qualquer forma. E isso enfatizava mais agora que ao invés de estar super feliz por estar indo morar com o cara mais gato do seu colégio, estava vomitando e implorando para não ser tocada. Seria cômico caso não fosse trágico. Apolo engoliu a seco – Ok, não vou te tocar... Mas... Você precisa de toalha, já volto, vou só pegar aqui do lado.
Artemis só se mexeu enquanto ele estava lá fora para vomitar nada além da sua bile. Então, Apolo havia voltado e agachava-se a sua frente. Ele agia como se lidasse com um animal ferido. Boa comparação. Ela era assim. Ferida. Ele estendeu pousou três coisas a sua frente.
– Trouxe uma toalha quentinha pra você se limpar, um moletom novo e escova de dente. Você precisa de mais alguma coisa? – ela negou – Quer que eu saia? — Artemis assentiu. – Os empregados estão lá embaixo, chamei a Dóris para cuidar de você, ok? Já vou.
Assim, Artemis o viu sair do banheiro e ia fechando a porta atrás de si...
– Apolo – chamou-o não mais que um sussurro.
– Sim?
– Não feche a porta.
– Mas...
– Por favor.
– Sem problemas. Vou mandar só mulheres entrar aqui.
Incerta, Artemis assentiu enquanto mordia os lábios. E o olhou.
– Obrigada.
Ele franziu o cenho.
– Hum... De nada.
E assim sumiu. Artemis olhou para si mesma. Sua blusa sujou na frente, sorte que o cabelo estava preso ou teria ido para o mesmo fim. Não se fitando no espelho, tirou o moletom, se limpou com a quente toalha, vestiu o novo que Apolo trouxera e foi escovar os dentes.
Deitava-se na sua cama no momento em que sua mãe explodiu no seu quarto, a levando a perceber que Apolo não havia fechado aquela porta também. Hera parecia perplexa. A cama era tão maravilhosa que ignorou como sua mãe veio louca da vida para perto e tocou seu rosto. Somente ela e Atena conseguiam essa proeza sem fazê-la passar mal.
– Já, Artemis?
Fechou os olhos.
– Me desculpa, mãe. – murmurou — Eu não queria fazer isso. Apolo me tocou e...
– Ele te tocou? De forma cruel ou algo assim?
– Não, foi sem querer. – suspirou – Eu devia ter sido mais cuidadosa...
– Você o assustou?
– Provavelmente.
Sua mãe respirou fundo.
– Está tudo bem, Artemis, vou dar um jeito. Falar que você passa mal às vezes, ninguém vai saber, ok?
Artemis apenas assentiu. Quando não houve mais barulho, ela abriu os olhos. Sua mãe havia ido, uma empregada limpava o banheiro e Apolo estava escorado na porta, olhando-a como se fosse um complexo quebra cabeças. Pela primeira vez, realmente o encarou. Ele era lindo. Um cara maravilhoso que a tinha visto vomitar e se afastar de seu toque. O quão louca ela devia parecer a ele?
Não mais que para o resto mundo, pensou acidamente. Era a nova irmãmalia [irmã + anomalia] que nenhum garoto como ele quer ter na família.
Sem som, formou um “Desculpa” com os lábios. Ele nada fez, somente a encarou e, sabendo que corava muito, não desejando ver o nojo ao encará-la, Artemis fechou os olhos.
Só para cair no reino de Morfeu.
[...]
Próximo capítulo:
[...]
E não esperava que ele fosse ser tão amável com sua pessoa. Assentiu, escondendo a mão outra vez. Dessa, Apolo percebeu e ficou encarando-a. Só deixando Artemis mais nervosa.
– Por que você encolhe suas mãos assim, parecendo esquimó? É pra ninguém tocar nelas?
Rigidamente, ela assentiu, se encolhendo. Milhares de imagens passaram em sua mente. Seu estomago se revirou. Mas Apolo a trouxe a volta perguntando.
– Sabe jogar tênis? Eu to realmente entediado.
Ela estava era pasma. Ele ainda queria gastar mais energia? Forçou-se a dizer:
– Mas... E a garota?
– Aquela? Já foi embora, o namorado dela tava chegando em casa e também eu não queria mais. – deu de ombros – Nem me lembro do nome dela, engraçado. Ao menos ela era boa na cama. Valeu a pena.
– Hum... Legal.
Apolo olhou para sua pessoa, perplexo, e caiu na gargalhada. Ele riu, realmente riu, de algo que Artemis nem podia se perguntar do que era. Talvez seja de mim, pensou se encolhendo. Era normal rirem dela, por que não ele?
– Artemis, você é hilária.
[...]
Notas finais
Veey, sério, tadinha da Artie :( Do mal, né? Pois é, ta mais um capitulo em nossa história, tão legal *-* Meu deus, é tão bom postar, vou ficar drogada nisso kkkk''
Anyway, o que eu queria falar mesmo?... Ah, sim, sobre o numero de palavras... Galera, relaxe, pode aparecer ali tipo 3000 ou 4000, mas é só essas minhas notas finais aqui e o próximo capítulo, ok? Se quiser, não precisa ler (PRECISA SIM) *cara de anjinho* AHUSAHUSHSHU E eu resolvi que vou postar de dois em dois dias, pra assim vcs não ficarem meio perdidos sabendo se já postei ou não ^^
Outra coisa... Queridos, queridas, eu estou tãaaaao feliz hoje que tenho que dividir isso com vocês... Minha mãe me deu dinheiro, sabe pra que? *dando pulinhos que nem louca* Eu comprei o cd do One Direction, o novo, o "Take me home" *gritinhos de louca, dancinha* Eu tinha que dividir isso com voces ou eu ia morrer sozinha aqui em casa... Minha mãe já disse que não aguentava mais eu enchendo o saco dela kkkkk'' Agora ela vai é decorar todas as músicas u.u. Eeee, para melhorar, consegui extorquir dela o "Speak Now" da Taylor (que eu chorava a milhares de anos por ele) E ainda chego aqui e tem um monte de recaditos lindos *-------------* Vou morrer de vomitar arco-iris.
Ok, vou parar de falar, tá ficando grande demais.
Obrigada mais uma vez por lerem toda essa loucura ai *-*
Beijinhos, cheriés, e não esqueçam do meu recadinho ai embaixo, ok? Eles me fazem feliz pra caramba *-*
Até daqui dois dias (eles tem que passar logo u.u)
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