Impossible

19 18º - Complicações.


Notas iniciais
Ahá, falei que ia postar *o* Mas ainda vou responder os recaditos do Bonus >< Anyway, to eu, respondendo os recaditos, quando recebo os dois seguinte poemas:
- Da MaryMalfoyWeasley
"Logan é um vagabundo
Ninguém o quer no mundo
Morte,porque não o pega de vez?
Melhoraria a vida da Artie de uma vez
Ah,é todos querem ver Apolo acabar com Logan
Aquele inútil não vai ter chance (e quando digo unútil,me refiro ao Logan)"
- Da Mileh Diamond (esse foi feito pra mim e de fato me descreve hehe)
"Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
Recomendação me deixa louca
Recadito me seduiz
Brigadeiro é doce
Coxinha é salgada
Eu não sei fazer poema
Mas eu sou muito malvada!!!"
Putz, fala se não ficou fenomenal? Hehe, falei garotas, estão lindas *o*
Anyway, não vou prender vcs aqui ^^ Simbora o/
Ps: Acho super digno vcs darem uma olhada na fick "Lullaby of The Moon" da MarieCherié (http://fanfiction.com.br/historia/341461/Lullaby_Of_The_Moon/)
E tbm na "É tudo culpa dele!" da Princesa do Olimpo (http://fanfiction.com.br/historia/338109/E_Tudo_Culpa_Dele/)
E pra quem curte one's, como eu, leiam "What Hurts The Most" da HeyDuda (http://fanfiction.com.br/historia/337807/Whats_Hurts_The_Most/)
Hoho, todos Apolo e Artie *o* Caaara, isso é tão da hora hehe
Deem uma voltinha por lá, belê? ^.~ Simbora ajudar na distribuição de ficks Apolo&Artie *O*

[Músiquita se quiser(fica mais emocionante): Born To Die — Lana Del Rey] [Aqui]

18º — Complicações.


– Eu deveria estar me acostumando com você aparecendo assim do nada – disse Atena, sentada em uma cadeira no jardim e a fazer seu trabalho, quando viu Poseidon caminhando em sua direção com um sorriso de lado que o fazia parecer ainda mais bonito sob o sol. – O que está fazendo aqui?

– Eu não tinha nada para fazer, então vim ver se podia ficar um pouco por aqui. Posso sentar ai?

Atena encarou os olhos verdes de Poseidon por algum tempo antes de suspirar.

– Olha, Poseidon, não sei o que está planejando, mas acho melhor parar, ok?

Ele franziu o cenho.

– Eu só trouxe alguns DVDs e pensei em assistir com você caso não tenha problema. Depois comer uma pizza e ir pra casa. Tem algum problema isso?

Aquilo ainda estava muito estranho sob a percepção de Atena.

Não era costume de Poseidon simplesmente querer ficar duas ou três horas parados, assistindo um filme. Ele sempre fora muito de se movimentar. Quando namoravam, seus passeios ideais sempre eram algo que andassem, nadassem ou coisas assim.

Mas, surpresa com o medo no verde, ela simplesmente suspirou.

– Você sabe que sempre consegue o que quer quando faz essa cara. – Atena sorriu de lado. – Anda, senta ai. Mas eu tenho que terminar isso daqui.

Ele sorriu, muito.

– Tudo bem, vou ficar aqui, quietinho.

Com sua promessa, ela fingiu que não havia nada de errado no modo como ele colocou seus pés sobre as coxas dele e continuou olhando toda a planilha e lendo o que havia de novo no caso que seu pai pedira para ela dar uma olhada.

Estava nos acontecimentos de um roubo astronômico em uma conta de quase um Rockfeller, mas havia algo que não tinha como ignorar.

Poseidon estava inquieto, se arrumando na cadeira, passando a mão em seu pé e então voltando a se mexer. E toda aquela movimentação estava a agoniando.

Foi após dez minutos tentando com todas as forças continuar o seu trabalho que percebeu que seria tudo em vão.

Poseidon sempre chamaria mais a sua atenção do que aquele caso.

Então, não vendo nenhuma outra saída, desligou seu tablet, cruzou os braços e encarou o rosto de Poseidon que fitava o chão, parecendo tão concentrado que a pegou de surpresa ao erguer os olhos de lá e encarar os seus com os verdes um pouco impassíveis.

E foi ai que ela soube um problema maior, um problema que ele estava degustando na mente e não queria contar pra ela.

– Vamos lá, Poseidon, vai soltando o que aconteceu.

– Seu trabalho...

– Ele pode esperar – e ficou claro que ele não gostou, mas ignorou. – Vai me dizer ou vamos fingir que você não veio aqui pra isso?

Poseidon ficou muitos segundos em silencio, a encarar seus olhos, até que suspirou.

Ele não ia poder lutar contra a resistência dela. Lidava todos os dias com pessoas assim.

– Você não vai gostar nada disso... – avisou ele.

– Veremos isso.

Poseidon puxou uma profunda respiração, seu maxilar tenso.

– Eu vim aqui me despedir.

De muitas coisas que ele poderia ter dito, Atena jamais pensou em algo como aquilo.

Ela teve que pensar e repensar naquilo antes de soltar um:

– Como é?

Não é que ela nunca esperasse aquilo, mas Poseidon e ela haviam praticamente crescido juntos naquela cidade.

Ele passou a mão no rosto, claramente nervoso.

– Eu não queria dizer isso agora, droga. Eu só queria vir aqui e curtir o dia.

– Isso não importa, pra onde você vai?

Agora, Poseidon escondeu os olhos.

E Atena sabia que ele lutava internamente para manter o rosto tão impassível como ele mantinha naquele momento.

– Eu vou volta pro rancho, pra Dallas, no Texas.

Foi como dizer que uma bomba fosse explodir naquele jardim, pois tudo o que Atena pode fazer foi encará-lo, pasma demais para pronunciar qualquer palavra além:

– Não.

Ele deu de ombros, mas mesmo eles estavam rígidos.

– Eu não tenho saída, Atena. Preciso crescer. E aqui eu não estou fazendo isso.

– Não, Poseidon, nem pensar. Está mesmo tentando discutir isso comigo?

– Atena.

– Não, nem vem com esse tom... – ela se levantou, de braços cruzados. – Você só pode estar brincando comigo, Poseidon. Como você quer crescer? Apanhando? Sendo socado até virar uma droga de adubo, é isso?

Poseidon nada disse.

Como ele sempre fazia.

Atena resmungou uma coisa enquanto pegava sua aparelhagem eletrônica e colocava nos braços. Ela não ia ficar ali, fosse o que fosse, já havia se estressado demais vendo Poseidon machucado, ele com aquela mulher na entrega dos Grammy, todas as outras também, e então isso agora.

Poderia matá-lo.

Mas Poseidon segurou seu braço no exato instante em que Atena sentia algo escorrer por sua bochecha. Algo que não precisou ser um gênio para compreender que eram lágrimas.

Ele pareceu perplexo com aquilo ao fitar seus olhos cinza.

– Atena...

– Não, eu não vou ficar você me dizendo os porquês de querer ir pra aquele lugar e tentar se matar. Não aguento mais, Poseidon. – e puxou o braço das mãos dele enquanto toda a imagem do rosto de Poseidon sumia atrás das lágrimas. – Eu não aguento mais ver você fazer isso com você. EU cansei. Cansei de tanta estupidez. Sabe, quando você apareceu aqui, eu até pensei “Ele talvez mereça uma segunda chance, está tentando”, então você solta isso, Poseidon. Que vai pra Dallas, ser sacrificado como um gado, mas por pauladas e socos até não restar esse seu maldito ego e falta de confiança. E eu não vou ficar esperando isso aqui, sentada, como se tudo estivesse bem, porque eu nunca fui assim. E não vai ser agora que vou ser. Eu só me pergunto o que se passou na sua cabeça vir me avisar isso.

Sem mais o que dizer, Atena deu as costas a ele e começou a caminhar o mais rápido que podia, segurando as lágrimas que seu coração tanto queria soltar.

Ouvir aquilo havia sido um golpe no estomago, um peso gelado e doloroso que ela não sabia que sentiria até aquele momento.

Mas, Poseidon não parou assim, ele acompanhou seus passos.

– Meu irmão quer me tirar da equação da herança dizendo que eu não tenho participação suficiente na empresa de petróleo e pecuária, nem mesmo que sei como cuidar da contabilidade de toda aquela fortuna. Ele quer pegar tudo que também é meu direito, Atena. Eu tenho que voltar pra lá. Eu não posso abrir mão disso.

Mas, quanto mais ele dizia, mais ela explodia até se virar com tudo e tocar o peito dele com o dedo, com tanta raiva que mal podia parar de tremer.

Os olhos verdes estavam sob os seus.

– Se você se ligasse, saberia que você tem inteligência o suficiente para conseguir construir um império só seu, sem precisar ser retalhado. Você só quer uma desculpa e sabe disso.

Então, ele explodiu com ela e Atena percebeu isso tarde demais.

Somente quando ele colocou as mãos na parede bem ao lado de sua cabeça.

– Você está falando isso como se também não vivesse do que seu pai criou. Por que então não sai da casa do papai e vai viver sozinha?

Sem pensar, ela simplesmente gritou no rosto dele:

– POR QUE MEU PAI NÃO ME ESPANCA!

Foi como se aquilo tivesse sugado tudo o que tinha, toda a força que se forçara a ter e impôs a si mesma que estava bem.

Mas aquela lasca, brigar com ele, mostrava completamente ao contrário.

Estava exausta, cansada de preocupação por qualquer movimento de Poseidon e todo seu trabalho e colégio. Estava no ápice.

E logo que as palavras saíram de sua boca, as lágrimas que segurava começaram a cair muito e seu corpo se agarrou a Poseidon no momento em que ele abraçou seu corpo para não escorregar até o chão.

– Não vai, Poseidon. – murmurava contra o peito dele, tremendo pelo choro. – Por favor, não vai. Eles vão te machucar, eles vão te tratar como nada e...

– Shhh, acalme-se, Atena – os dedos dele deslizavam por seu cabelo com firmeza. – Droga, Atena, não chora. Eu não sei lidar com você chorando assim.

– Só me abraça.

E foi isso que ele fez, apertando com força sua cintura, enquanto o cheiro de maresia da blusa dele se misturava com suas lágrimas.

Seu corpo tremia pelos soluços.

E seu coração se despedaçava, toda a parte de gelo e aço que havia construído ia caindo pedaço por pedaço ao estar nos braços de Poseidon.

Não soube o quanto ficou assim, com os dedos presos ao suéter dele, sentindo-o. Então, Poseidon sentava-os na escadaria e afastava seu rosto para encarar seus olhos.

Os dele estavam escurecidos pela tristeza e pela preocupação.

– Podemos conversar agora?

– Eu não sei o que temos a conversar, Poseidon, honestamente. – fechou os olhos. – Você já veio com uma idéia em sua mente. O que espera que eu faça com isso?

– Eu... Não sei.

– Espera que eu te diga “Vai, se fode lá, vai” sabendo o que sempre acontece quando você volta? Ou se é que você vai voltar dessa vez. Vai?

Ele engoliu a seco.

Silêncio tenso.

– Eu... – a voz dele era baixa ao voltar a falar. – Eu ia te chamar para ir comigo...

Seus olhos cinza se abriram e o fitaram como se ele fosse um louco.

Os olhos dele abaixaram-se para o chão.

– Eu sei que parece algo doido, Atena, mas eu poderia pagar você para cuidar da parte técnica e dos protocolos e dos arquivos e tudo mais. Eu arrumaria uma casa para você e...

Sua voz foi cortante ao dizer, encarando os olhos verdes:

– E ver seu pai socando você como ele fez da outra vez e eu não poder fazer nada? Ou então esperar que ele bata em mim também, quem sabe? Se diz que o filho é o maior erro da vida dele, vai dizer que sua acompanhante é uma prostituta, não acha?

Poseidon tremia.

Os olhos verdes tão perigosos quanto as ondas do mar, tanta raiva e fúria que a levou a engolir a seco. O punho dele era enorme ao lado de sua mão.

– Ridículo, Atena. – havia um gelo por baixo. – Eu jamais deixaria ele tocar você e você sabe disso melhor do que ninguém. Eu o mataria por simplesmente chegar perto de você com más intenções. E eu não estou acreditando no que você disse a mim. Não estou.

Então, ela levantou o tom de voz.

– E como acha que eu estou pensando que você vai pra lá e vai voltar machucado como esteve ontem? Como ainda está! – ela engoliu as lágrimas que ameaçavam mais uma vez. – Poseidon, sinceramente, o que estava pensando quando veio aqui?

– Que você me entenderia.

– No dia em que você parar de colocar seu dinheiro acima de sua saúde, eu penso sobre isso.

E, não querendo mais ouvir aquilo, Atena se levantou e não olhou para trás quando fechou a porta atrás de si, bem no instante em que ele soltava um “Atena” triste. Sua cabeça bateu contra a porta.

As lágrimas caindo.

Ele ia embora.

Ela sabia que ele ia, independente do que ela falasse.

– Atena, abre a porta, por favor.

– Vai embora, Poseidon.

– Atena, por favor...

– Vai. Embora. Agora.

Silencio se instalou.

E ela não soube o que fazer assim que se passaram alguns segundos além de escorregar até o chão e se deixar chorar. Tanto que ela não mais se importou.

– Atena... Eu sei que você está ai, eu sei que está chorando... – a voz dele era triste. -... Droga, Atena, não era para ser assim... Mas eu sou idiota... Porra, porra... Eu... Eu... Eu não vou mais te perturbar, Atena... É por isso que eu estou indo, por você, eu sou um peso para você... E eu não quero isso, ok? Eu... EU te amo, Atena, e só queria te avisar pra onde eu vou. Eu não ia dizer... Mas... Mas... Eu sou estúpido falando sozinho. Desculpe, Atena... E... Espero que... Adeus... Desculpe.

E realmente houve silencio.

As lágrimas não importavam mais, nada mais importava além do fato de Poseidon ter ido embora. Atena abaixou a cabeça.

Droga, por que tudo aquilo tinha que ser tão difícil?

Por que ele fazia aquilo?

Droga, droga, droga.

Assim, escorada na parede, pensando no adeus dele, Atena ficou até a noite.

[...]

A perspectiva de Poseidon era sair pela manha, mas tudo o que pode fazer ao chegar em casa, depois de ter brigado com Atena, foi pegar uma bolsa, jogar tudo dentro de qualquer jeito e apanhar as chaves do seu Maserati.

Ninguém disse nada quando saiu da mansão.

Poseidon sabia dos perigos de pegar aquela auto-estrada de madrugada, conhecia muito sobre as histórias das sete curvas da morte.

Entretanto, nada mais importava que o som alto tocando “Locked Out Of Heaven”, a sua janela aberta e o pôr do sol esplendido. Do tipo que o fez ficar com raiva por trazer mais memórias de Atena e acelerar, saindo dos 120 km/h para 160 km/h em menos de 5 segundos.

A estrada não estava movimentada, nem deveria, pois era dia de semana.

Por isso, Poseidon relaxou nesse aspecto e ignorou o toque de seu celular jogando-o pela janela e fechando a mesma.

Queria tão malditamente falar com Atena, explicar a ela que ele merecia apanhar por ter feito a mãe dele se matar, por machucar ela, por ter sido sempre um fracasso ao seu pai. Mas ela estava tão nervosa.

Droga, não era para ter saído daquele modo.

Droga.

Socou o volante.

Droga.

Se ela não soubesse tanto sobre aquilo... Não, dessa forma ela não confiaria.

Não que devesse, ele era um merda de qualquer jeito.

Se abaixou um pouco para puxar o banco para trás quando tudo aconteceu em questão de segundos.

Uma hora a pista estava limpa, o fluxo normal, em outra uma caminhonete veio de algum canto da lateral direita com tudo, saindo de uma pequena estrada. Procurando desviar, Poseidon jogou o carro para a esquerda então o carro que vinha na direção contrária bateu em sua traseira.

E tudo perdeu o foco.

O Maserati girou, girou e logo Poseidon procurava se segurar contra o teto do carro que se amassava a cada vez que o carro capotava.

Quando piscou mais uma vez, suas vistas estavam borradas, algo escorria também por seu cabelo e peito e de alguma forma sabia que estava de cabeça para baixa.

– Ah, droga – murmurou enquanto tudo tomava forma. E o que viu, o fez agir mais rápido. De alguma forma, o Maserati havia caído dentro do lago. O vidro começava a trincar com a pressão da água e do próprio motor por cima. Sua mão voou para o cinto, forçando-o a abrir, mas esse havia sido amassado de algum jeito. – PORRA, ABRE – Contudo, antes que pudesse cortar o cinto, o vidro se espatifou e a água invadiu seu carro.

Notas finais
Preciso adicionar mais alguma coisa? >
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Olha os recaditos, não se esqueçam deles *o*
Ps: Ish, acho que cansaram de mandar recomendações =s #sad Tbm com o Nyah, comedor delas hehe Ai, ai, esperando ocêis lá embaixo, nos recaditos ^^