Impossible
17 17º - Party Hard
Notas iniciais
[Scream and Shout — Hehe, escutem aqui]
17º — Party Hard.
– Já vai – Artemis gritou enquanto corria para a porta.
Estranhamente, Apolo não havia atendido daquela vez. Ela pensou que ele talvez estivesse se entretendo com as garotas que chegaram, mas resolveu que não pensaria naquilo agora.
Portanto, quando abriu a enorme porta e viu uma Afrodite linda em uma roupa super estilosa que ela só via em revistas como a Vogue, onde a mão de Dite trabalhava, e segurando um grande saco preto, cheio de outras coisas aos seus pés, Artemis não soube que dizer.
No entanto, nem precisou, Afrodite piscou.
– Alguém chamou uma estilista?
– Você me salvando de novo – disse Apolo por trás de Artemis, dando um susto na mesma.
Ele estava outra vez com aquela roupa de equitação, ao que ele havia dito, ele e Poseidon tinham ido de novo “vencer” algum outro time.
– Entra ai.
– Sempre um prazer salvar você, fofuxo. E, oi, Artie... Vish, pela cara dela, você não contou nada pra ela. Contou Apolo?
Artemis tentou seguir a linha de raciocínio dos dois antes de Apolo negar com um sorriso tenso.
– Tivemos algumas complicações.
Afrodite virou-se para sua pessoa e piscou.
– Vamos criar sua imagem de menina malvada hoje. Ao que parece, todos adoram você na mídia e não vai parar até colocarmos uma garota cheia de glamour e super descolada em troca daquele blah blah blah. – e ela sorriu, um golpe certeiro na auto-estima de Artemis. – E eu arrumei ingressos divonicos para a melhor boate da cidade.
E antes que Artemis pudesse reclamar de algo, Afrodite e Apolo começaram a discutir os pros e contras da segurança dela, caminhando para a escada, e tudo o que restou a ruiva foi suspirar e segui-los.
Isso ia ser uma merda.
[...]
Mas se aquilo era uma merda, Artemis não queria nem pensar no que Afrodite conseguiria fazer caso sua pele não fosse toda marcada como era.
Usava um short de cós alto preto, meias calças da cor da pele, saltos agulha, uma blusa azul celeste que deixava um de seus ombros bem maquiados de fora e batia um pouco acima do topo do short e seu cabelo estava muito elaboradamente preso para trás.
Não parecia ela, assim como quando Atena tinha a arrumado antes. Era uma mulher sedutora e sexy que a olhava com olhos inocentes pelo espelho.
Tinha de tirar o chapéu, aquelas meninas sabiam vesti-la sem deixar nenhuma marca aparecer. Um enorme anel pousava em seu dedo e nem ele pareceu brega. Parecia... Perfeito.
Se olhou mais uma vez.
– Tá...
– Linda, maravilhosa e perfeita. É eu sei – disse Afrodite dando pulinhos atrás de sua pessoa. – E ai, gostou da roupa que eu desenhei pra você?
Artemis olhou para a garota.
– Foi você quem desenhou?
Do nada, outra voz apareceu.
Na verdade, duas outras pessoas apareceram.
Poseidon sorriu de lado ao escorar-se na batente da porta com o clássico e belo estilo badboy dele, parecendo aprovar seu look.
E Atena veio mais a frente com um vestido curto e que deixava seus cabelos loiros ainda mais bonitos.
Ela sorriu.
– Dite geralmente é quem desenha as nossas roupas – disse Atena rodando sua pessoa. – E eu devo dizer que esse look ficou muito bem em você, querida.
– Eu sempre arraso. – Dite suspirou – Mas é tão legal desenhar pra você, Art.
– Fala, Poseidon.
– Fala, Apolo. As garotas estão todas se paparicando aqui.
Artemis se virou ao ouvir a risada de Apolo na porta bem a tempo de conseguir segurar o olhar azul dele.
Apolo ficou parado, pasmo.
E ela se perguntou se Afrodite não tinha exagerado ao corar muito. Mas, antes que pudesse abaixar o olhar, Apolo seguiu em frente e segurou sua mão, fazendo o que Atena fez.
– Dite, eu aprovo cada vez mais e mais em ser um de seus sócios.
– Tá vendo, Art? Assim que se faz negócios.
Artemis sorriu de cantinho para aquela brincadeira de Afrodite, a se forçar a todo custo não olhar para como Apolo encarava sua roupa.
Ele parecia... Maravilhado.
Ou talvez fossem outras coisas.
– Tá linda, Artie, muito linda.
– Hum... Obrigada.
– Ok, chega de deixar ela sem graça – brincou Atena, finalmente entrando na conversa. – Como vamos fazer?
Apolo trocou um olhar cheio de codificações com Poseidon que somente assentiu, aproximando-se cuidadosamente.
– Eu vou entrar com Artemis – disse o moreno de olhos verdes com um sorriso. – E devo dizer que vou estar bem acompanhado ou isso é perversão demais?
Apolo deu um soco de brincadeira em Poseidon.
– Cuidado, cara, ela é minha irmã.
– E eu vou ser o suposto cara da noite dela. – Poseidon esticou a mão na direção de sua pessoa. Os olhos verdes não estavam maliciosos e sim divertidos. – Como Apolo deve ter dito pra você, a nossa idéia é a de que você seja uma menina festeira e meninas assim tem muitos namorados e garotos. Eu tenho a honra de ser o primeiro da looonga lista até todo mundo cansar daquela outra história e começar a adorar sua vida louca e conturbada de patricinha.
Artemis olhou para Atena.
Os olhos cinza riam de toda a situação, nenhum pingo de ciúmes ou medo de que ela realmente pudesse querer Poseidon.
Não que fosse o caso.
Apolo estava tão lindo em sua roupa de garoto da cidade que ela tinha vontade era de ficar com ele a noite toda ao invés de Poseidon.
Mas todos estavam resolvendo ajudá-la. Faria o melhor de si.
Tentando ignorar o medo que se estabeleceu em seu estomago, Artemis pousou a mão sob a de Poseidon, que só não era mais quente que a de Apolo, mas era mais dura, mais cheia de calos.
Ele fazia caiaque, não era?
Poseidon sorriu em sua direção.
– Eu e você vamos no meu carro, Artemis – disse Poseidon, calmamente – Eu tenho que fingir que te peguei na sua casa e que estamos super interessados um no outro. Só fingir, tudo o que tem que fazer é fingir.
Artemis olhou para Apolo.
Ele assentiu rigidamente.
– Poseidon não vai fazer nada de ruim com você, Artie, ou eu mato ele. Estaremos lá logo, logo.
Ela então tomou uma respiração profunda.
Fosse como fosse, tudo ia dar certo.
– Vamos, Poseidon, antes que eu desista.
E com Poseidon rindo, ela o seguiu para fora.
Que tudo saísse nos conformes.
[...]
O local estava cheio.
Realmente cheio.
Não apenas pelas pessoas que queriam entrar, como também por fotógrafos que estavam ali para tirar a foto de algum famoso que devia viver por ali.
E quando o carro de Poseidon, um Maserati azul escuro, estacionou na frente da grande boate que vibrava ao som de alguma música eletrônica alta, todo mundo foi a loucura.
Ao que parecia, Poseidon era mais famoso do que Artemis pensava.
Ele sorriu para sua pessoa, completamente relaxado, os olhos verdes brincalhões.
– Uma dica pra você: sorria e acene. – ele piscou – O resto fica mais fácil. Agora, espera que eu vou abrir pra você.
– Ok.
– E, Art?
– Sim?
– Você está linda mesmo, relaxe, eles vão te adorar.
Assim, ele saiu do carro esportivo, passando uma mão no cabelo que ela sabia que faria as outras garotas delirarem (porque Poseidon era muito bonito), e os flashes começaram.
Então, Poseidon abria a sua porta. Não havia mais como fugir.
Botando um sorriso no rosto, Artemis colocou seu salto agulha para fora e ergueu seu corpo.
– Só seguir o ritmo – disse Poseidon em seu ouvido, sem realmente tocar sua pessoa, ao fechar a porta atrás dela. Artemis deu um aceno com a mão que Poseidon não havia pegado e fingiu ignorar o medo por aquelas tantas pessoas envolta chamando seu nome e de Poseidon. – Exato, Artemis, agora imagine que somos duas pessoas que se sentem altamente atraídas uma a outra.
Poseidon conhecia aquelas manias, Artemis percebeu enquanto caminhava ao lado dele, o modo como Poseidon andava, o jeito que sorria, ou mesmo o jeito que olhava em sua pessoa.
Ele parecia muito divertido.
Muito... Sexy.
Então, um jornalista segurou seu braço.
– ARTEMIS, O QUE FOI ESSA ENTRADA COM O HERDEIRO DOS JACKSONS?
E tomando uma dose de ar, ela sorriu no que pensou ser sedutor ao mesmo tempo em que retirava o braço daquele aperto.
– Meu acompanhante da noite, agora, se me der licença...
Voltou a caminhar com Poseidon, às vezes parando para uma foto, e então estavam dentro.
Artemis respirou profundamente no momento em que as luzes da festa a levaram a escuridão.
– Você foi bem, Art. Só espero que Atena não ligue se eu disse que você era minha acompanhante.
Artemis só pode negar com a cabeça.
– Ela não vai ligar. – e segurou o estomago. – Droga... Eu...
– Artie? O que foi que aconteceu, Poseidon?
Como Apolo já estava ali? Perguntou-se ela ao mesmo tempo em que Apolo descia e subia as mãos por seus braços. Aquele simples toque fez todo o seu corpo relaxar consideravelmente.
– Um jornalista a segurou, mas ela lidou bem com a situação. Nem precisei intervir.
– Droga... Artie, você está bem?
Ela assentiu, um pouco tonta.
– Tô... Vamos, logo... Eu preciso beber algo.
– Assim que se fala – disse Afrodite sorrindo ao seu lado – Vou pegar margueritas para todas nós. Dois whiskys para os garotos. Já volto.
– Dite... Droga, ela vai trazer algo alcoólico para Artie. – Apolo segurou seus olhos quando os ergueu para fitá-lo. Ele sorria. – Tudo bem?
– Tudo. Eu acho.
– Vem, vamos subir para a área vip.
Artemis seguiu, a mão ainda na de Poseidon, enquanto passavam por todo mundo, que, estranhamente, abria caminho para eles.
Andar com Poseidon, Apolo, Afrodite e Atena era quase tão intimidante de andar quanto seus pais.
Todos sussurravam e Artemis teve que lutar muito para não abaixar o olhar, sempre pegando os olhos verdes de Poseidon quando esse a olhava divertido.
Ao final, ficaram os cinco em uma área onde só havia eles.
Artemis bebericou a tal da marguerita, gostou e depois percebeu como ficava quente.
Depois da terceira com as meninas, ela já não se importava se encostava em alguém.
Na quinta, após algo que elas chamaram de tequila, Atena e Afrodite a puxaram para dançar.
Artemis fechou os olhos, sentindo a vibração da música e não ligou para mais nada além de rir com as garotas, descerem ao chão, ver Afrodite pegar um cara, assistir Poseidon proteger Atena dos demais homens e virar mais alguns copos de sua bebida.
– Não acha que já tomou demais? – perguntou Apolo, brincalhão, atrás de sua pessoa.
Tudo o que Artemis pode fazer, além de sorrir muito para ele, foi passar os braços ao redor do pescoço de Apolo e mexer a cabeça.
– Sei lá, não to sentindo mais nada mesmo.
Ele riu, negando com a cabeça.
– É, você já está bêbada, tá me abraçando.
– Então, aproveita, porque eu não faço isso todo dia.
E ela virou para ficar de costas a ele, mexendo o quadril e rindo do que as meninas falavam.
Poseidon girou sua pessoa, também dançando, curtindo ao som da música alta.
– Apolo vai matar os caras que te olham – avisou Poseidon aos risos. – Isso vai ser hilário.
– Ele nem pense em fazer isso, eu bato nele.
– Sabe, Artemis, você não fica chata quando bebe.
– Haha, Poseidon.
E os dois riram.
Foi quando Artemis sentiu Apolo abraçando sua cintura e ela teve que se virar para encará-lo. Estava extremamente perto, mas mesmo assim ela não ligou, a sorrir e se divertir de tudo que via.
– Olha, você aproveitou a chance para me abraçar.
– Certeza, você está muito bêbada.
– Tô? Cara, como é legal então.
– Quero ver você dizer isso de manha.
– Que seja, eu só quero dançar. Folga um pouquinho o aperto? – e assim que ele fez o que ela pediu, Artemis começou a dançar dentro do circulo dos braços de Apolo. Era bem melhor daquele modo, pois só quem a tocava era ele e algo, mesmo que estivesse fora de si, não gostava que outros triscassem em sua pele. Então, não se importou de ficar ali. – Esse DJ é muuuuito bom.
– LOUCO, NÉ? – gritou Afrodite para ser ouvida, vindo entregar mais uma taça para sua pessoa. – TÁ CONFORTAVEL AI?
– TO. – Artemis bicou a bebida – ISSO DAQUI TAMBEM É MUITO BOM.
– ESSA MENINA NASCEEU PRA SER FESTEIRA. ARRASSA, GAROTA, QUE A PISTA É NOSSA!
Apolo riu em seu ouvido.
Foi quando Artemis percebeu uma coisa. Olhou para Apolo por cima do ombro, vendo-o estar em modo de caça, a procura de qualquer perigo. Mesmo aquilo era sexy nele.
Ela o chamou de sexy?
– APOLO, CADE ATENA?
Ele abaixou o rosto para dizer:
– A pergunta é, cadê Poseidon?
Artemis sorriu muito quando compreendeu o que ele queria dizer com aquilo.
– FINALMENTE!
Logo, Afrodite tinha outro garoto em seu encalço, os dois se beijando.
Apolo continuou rindo com sua pessoa, conversando e dançando, o que ela se sentiu bem apesar de saber que ele estava perdendo a chance de levar alguma garota pra casa. E Atena apareceu de mãos dadas com Poseidon, ambos sorrindo.
Ou ela estava mais bêbada que a sua pessoa, ou eles tinham se pegado. Nada mais importava, alem da música.
Eram quatro da manha quando Artemis sentou na escadaria meio tonta, com Apolo escorado em suas pernas, Poseidon ao seu lado, Atena no colo dele e Afrodite conversando com um cara no bar.
– Eu to muito doida – sussurrou Atena, confortavelmente deitada contra o peito de Poseidon. Esse que estava beijando o rosto dela. – Hey, esperto, nada de tirar aproveito.
O garoto de olhos verdes riu baixinho.
– Não estou tirando aproveito, estou pegando de uma vez.
E eles começaram a se beijar.
Artemis fez som de nojo e Apolo riu, levantando a cabeça para fitar seus olhos.
– Eles vão ficar se pegando assim a noite toda e amanha nem vão se falar. Eles são hilários.
– Cala a boca, Apolo – murmurou Atena que continuava a beijar Poseidon.
– Arrumem um quarto.
–O que acha, loirinha?
– Vamos ficar aqui mesmo, Poseidon.
– E eu to saindo daqui. – Artemis suspirou. Tudo girava muito. – Podemos ir embora?
Poseidon foi o primeiro a se convocar.
– Vamos, Art.
Apolo riu.
– Sabe o que é isso? Ele tá louco pra te deixar em casa e pular pra cama da Atena.
– Apolo, eu vou te socar – mas Atena ria. – Ok, vai lá, Poseidon.
– Tchau, galera.
[...]
Minutos depois, Artemis ouvia Poseidon rir enquanto ajudava sua pessoa a sair do carro dele.
Depois de passarem por todos os fotógrafos loucos, ele e ela tinham conversado muito no caminho e agora Artemis se encontrava perdida em sua própria casa.
– Ok, Art, se segura ai.
Mas foi em vão, ela caiu sentada na escadaria.
Poseidon caiu na gargalhada com ela.
– Sapatos... Malditos – e tirou o sapato com raiva – Droga, eu to bêbada.
– Esta há muito tempo.
– Merda – e se deitou, contra o piso gelado olhando as estrelas brilhando no céu. – Tudo tá rodando nessa droga, eu nem consigo ficar em pé.
– Fica deitada assim por um tempo e você vai é vomitar.
Aquela voz era diferente.
Artemis abaixou os olhos só pra ver Apolo parado a sua frente, sorrindo e se divertindo da sua cara, um homem alto bem a seus pés.
Era só o que faltava a ela.
– Me ajuda aqui, Apolo.
Ele riu enquanto a ajudava a se colocar de pé.
Em algum momento, escutou os outros integrantes daquela loucura dizerem tchau, mas tudo o que importava era que estava entrando em casa e sua mãe ficaria louca se a visse bêbada como ela sabia que estava.
– Shh, sem barulho, Artie.
Ela soltou uma risadinha nada comum de si mesma logo que estiveram no grande corredor e então girou nos braços dele, passando as mãos para os cabelos lisos de Apolo e o encarando.
Os olhos azuis se tornaram perigosos, fogo azul, fogo que ela estava adorando atiçar e sorrir.
Ela não teria aquela coragem se não estivesse bêbada, sabia disso, mas não ligou. Só havia Apolo.
– E como vai me calar? – perguntou ela baixinho, encostando seu peito aos músculos de Apolo e sentindo como o aperto do abraço dele estava ficando menos e menos folgado.
– Artie, você não sabe com o que está mexendo.
– Eu sei o que quero – e encarou a boca dele – Quero você.
Então, antes que pudesse adicionar mais alguma coisa para aquecê-lo ainda mais, Apolo tinha batido suas costas contra a parede e a boca dele caia sobre sua, não de um modo doce, mas de um modo com tanto desejo que fez Artemis suspirar enquanto apreciava a força que ele tinha.
Era por isso que todas as garotas gostavam dele?
Por isso que todas faziam fila e marcavam horário na agenda lotada dele?
Era aquela força dele?
Se fosse, Artemis tinha acabado de entrar para o clube. Suas mãos pequenas desceram para os bíceps musculosos, segurando-se ali ao abrir a boca para deixá-lo aprofundar o beijo.
Ele soltou um gemido baixo que reverberou por sua coluna.
– Artie... Nós... Não...
– Shh, calado. – e o calou dando um pequeno pulinho e conseguindo passar as pernas entorno do quadril dele, algo que ela não sabia que a conhecia, mas que seguiu os instintos. Apolo a apertou mais contra a parede e ela suspirou. – Isso, calado.
E voltou a beijá-lo enquanto ele segurava suas coxas.
Artemis não se importou no momento em que ele fechou a porta do quarto, trancando, e nem mesmo quando Apolo se afastou para tirar a blusa.
Ele era pele bronzeada em músculos. Um Adônis, um deus da perfeição masculina, tão lindo que a fez tremer ao tocá-lo.
Contudo, Apolo não deu tempo de apreciá-lo, pois no outro instante, ele estava deitado sobre a sua pessoa jogada na cama.
– Apolo. – sussurrou incoerente ao ter os lábios quentes em seu pescoço, mordendo de leve, beijando suave, atiçando-a.
Havia também mãos.
Mãos grandes em sua cintura, delineando sua coluna ao arrumá-la melhor na extensão do corpo dele, mãos na beirada de seu sutiã.
As mãos estavam em tantos lugares.
Seus olhos se fecharam ao receber o peso dele sobre si, todas suas terminações nervosas tocando-o, aquecendo-se.
Então, Apolo tirava sua blusa e beijava sua boca, sem dar tempo de respirar.
Apolo era quente, muito quente. Não apenas na pegada, mas como na pele. As costas dele se contraiam quando seus dedos gelados deslizaram pelos músculos.
E ela não quis ficar por baixo.
Empurrando-o, Artemis se sentou sobre o quadril do mesmo, deixando-o estendido na cama, enquanto apreciava tudo o que havia a sua frente.
Apolo era um belo leão. Um leão com olhos azuis perigosos. Que a levaram a abrir o sutiã sem ligar e abaixar-se para beijá-lo, tocando pele com pele.
Nada importava, apenas Apolo.
Os dedos grandes apertaram com desejo suas costas enquanto ela prendia os dedos nos cabelos loiros e mordiscava o lábio dele.
Ele estava para abrir seu short quando algo aconteceu.
Da parte dela, tudo teria acontecido, teria deixado-o conhecê-la, afundar-se nos prazeres que Apolo poderia proporcionar a ela.
Mas, Apolo a abraçou com força, não a permitindo fazer mais nenhum movimento. Mesmo ali, com seu peito sobre o dele, sentindo que ele a queria tanto quanto ela o queria, que a desejava muito somente de encostar na sua calça, ambos respirando alto, Apolo não continuou.
– Não, Artie. – sussurrou ele, em seu ouvido. – Não agora, não assim. Você está bêbada, não está prestando bem atenção nas coisas e não quero que perder todos os pontos que conquistei com você. Não agora.
Artemis não soube o quanto ficou ali, nos braços de Apolo.
Por mais que tentasse, sua mente não conseguia pensar direito, um pouco embaçada e confusa. E sabia que ele fazia aquilo para o melhor dela. Ainda que ele a desejasse tanto, ele abria mão daquela noite de sexo e a abraçava.
Como ela poderia negar algo a ele?
Apolo era o mais estranho dos estranhos garotos que ela já havia conhecido.
Por isso, quando ele deitou seu corpo a frente dele e enrolou sua nudez, logo após tirar seu short, em um confortável edredom negro, Artemis não disse nada, somente o olhou profundamente.
A chama ainda esta ali, ardendo, quente, mas havia algo a mais, algo que ela não conseguia compreender. Algo que ela tentou ignorar e tudo o que fez foi querer saber mais sobre ele.
Apolo sorriu para sua pessoa.
– Durma, amanha vamos conversar.
Assim, o fitando, Artemis dormiu, sem saber o que a esperava pela manha.
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Próximo Capítulo:
[...]
Artemis estava tão centrada em evitar os olhares das outras pessoas em sua pessoa que quando algo caiu no chão ela levou um susto.
Estranhando, abaixou e franziu a testa ao se levantar com aquela pasta em mãos. Era o tipo de pasta para policia, onde colocavam tudo sobre o assassino.
Até que ela viu algo parecido.
Umas vinte fotos dela, tanto com Apolo, como com Atena, Poseidon e Afrodite, todas com os nomes de seus amigos, uma da casa dos Solaces, outra do carro que ela dirigia e do carro de Apolo.
Então, escrito atrás: Eu sei tudo sobre você, garota.
– Hey, Artie, eu poderia falar com... – Apolo abaixou o olhar para suas mãos – O que é isso?
Tudo o que Artemis pode fazer foi entregar a ele, não conseguia dizer, não conseguia se mover.
Logan.
Logan havia descoberto tudo sobre ela.
– Como aquele desgraçado conseguiu tudo isso?
Notas finais
MuAHAHA, Logan super espião ativado ;)
Ai, ai, adoro *lixando as unhas*
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Ladys, garotas, mil obrigados mais uma vez por suas recomendações, sério mesmo, mil obrigadas *o*
Ps: Simbora na recomendação, mas o recaditos tbm entram no meu super coração *----------* De novo nas rimas, sacomé a vida né? Esses vicios, tipo, vicios de recaditos dos quais não posso mais viver sem haha Anyway, não esqueçam do meu recadito aqui embaixo. Recomendações super bem vinda tbm *o*
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