Impossible

1 1º - O Pesadelo.


Notas iniciais
GALEEEEEERA, BOOOOORA ARRASAR ISSO AI... Eita, povo arretado, sô... Essa é a minha primeira fick.... De 2013... Vamo, que vamo... Oh, saudades, faz tanto tempo que eu não posto uma fick assim .-. É legal isso de novo, anyway, o que importa é VOCÊ (sim, voce mesmo!) que está lendo essa história. Como é o primeiro capitulo, segura as pontas, sente-se confortavelmente na sua poltrona e deguste a mais nova intriga ;)

Enjoy

;*

1º — O Pesadelo.


Milhares de coisas se passavam pela mente de Artemis Bordeaux quando, finalmente se sentou no canto mais escuro do pequeno bosque malcuidado do Washington College. E por tal fato sabia que não haveria ninguém por ali.

Era uma parte esquecida, onde sempre pode ficar quando queria fugir das aulas e do “Olimpo”, como todos chamavam o grupinho principal.

Todavia, percebeu tarde demais que havia alguém ali, tão tarde que já chorava, encolhida, e forçou-se a segurar os soluços ao notar ninguém menos, ninguém mais do que Apolo Solace, escorado contra uma arvore.

Apolo Solace era filho do dono da Sony Studios, um garoto alto, bronzeado, de cabelos loiros lisos e despenteados como os da francesa modelo que era sua mãe (a mulher mais bonita pela Forbes), os olhos azuis cristalinos como os de seu pai (o homem do ano) e com uma voz que todos diziam que encantava até mesmo ninfas.

Se Artemis duvidava disso? Jamais. Ele era um verdadeiro Don Juan, o 007, o garoto que todas as garotas queriam namorar e das quais todas ele levava para cama.

Claro, sem namorá-las.

Mas, tinha lá seus porquês, pensou Artemis enquanto o via mascar um chiclete e transformar aquilo na coisa mais sexy do mundo.

O tipo de cara nunca olharia para ela: gorda, ruiva e sem graça. [n/a: Artemis, sua louca, tá precisando de óculos, meu bem... Ignorem ;)]

O tipo de cara que se veria ao lado da Megan Fox, não para pobretonas e ridículas como si mesma era.

Você é um nada, Artemis, pensou, é uma inútil que fica sonhando acordada. Ninguém jamais iria querer algo como você. Nunca se esqueça disso.

– Gostando da visão?

Aquela voz sexy e rouca levou Artemis a perceber que o encarava por mais tempo do que devia e que havia chamado sua atenção.

Sem nem precisar processar duas vezes, abaixou a cabeça, corando. Por ser malditamente burra, se entregara.

Agora só o que podia fazer era ficar em silencio, mas ele não parecia querer isso.

– Você é aquela garota... A tal da... Droga, esqueci... – ele estralou os dedos. – Artemis. Olha, me lembro do seu nome.

Digno de Oscar, ironizou Artemis, ainda sem fitá-lo e sem se mexer da posição que estava abraçando as próprias pernas.

– Você não é muito de falar, é? – houve silencio – É, posso ver que não. Você não devia estar na aula? É, eu sei que eu também devia, mas estou entediado, nada a fim de química. – silencio. – Eu acho que você realmente não quer conversar.

Na verdade, Artemis só estava surpresa que Apolo Solace estivesse tentando conversar com sua pessoa.

Provavelmente, era por falta de opção e também porque não tinha mais ninguém por perto. Ninguém como ele falava com um ser anônimo como ela. Por isso, não ousou responder.

– Sabe, eu acho que nunca te vi sem esse capuz, estudei aqui por toda a minha vida e nem sei qual é a cor do seu cabelo. Acho que você é a única menina que eu nunca vi os olhos. Engraçado, não acha? – ele suspirou para seu silencio. – É, você é calada. Sabe, eu acho que posso te contar algo... Algo que eu ainda não contei pra ninguém, mas acho que você pode manter segredo... Minha casa tá uma bagunça... Meu pai resolveu casar de novo, minha mãe quer minha guarda depois de sete anos de divorcio e eu acho que tudo isso é por causa do dinheiro, sabe? Eu não consigo mais ficar nem mesmo no meu quarto, tá um saco. E é por isso que eu to aqui, mastigando chiclete, faltando aula e conversando sozinho.

Como Artemis não disse nada, Apolo apenas suspirou e começou a se encaminhar para a difícil estradinha que tinha para aquele local. Antes que ele pudesse sumir, ela disse baixinho um:

– Boa sorte.

Mas foi o suficiente para ele parar e sorrir pelo ombro.

– Obrigada, Artemis. E cuidado com os bedéis.

Assim, ele sumiu.

[...]

Artemis sinceramente não sabia de onde Apolo tinha colocado a cabeça para conversar com ela. Será que ele não compreendia a escala social?

Havia o Olimpo e lá no ultimo, depois dos nerds e pobres, havia ela.

Eram completamente incompatíveis, até mesmo para trocar palavras. Era isso que se passava na cabeça de Artemis enquanto, após o termino das aulas, afundava-se no estofado de seu Chevy recém-reformado, com peças originais. A única coisa da qual se orgulhava de ter.

Não esperando por Atena, pois sabia que ela demoraria, mandou uma mensagem pra ela avisando que ia pra casa e ligou o carro.

Sua casa não era exatamente longe do Washington College, apenas três a quatro quilômetros. Por isso, não demorou muito para estar desligando o motor na garagem e subindo as escadarias pequenas que davam na cozinha. Caminhou sem pressa por ela, esperando encontrar sua mãe.

– Anjinho, você já chegou.

Sua mãe, Hera Bordeaux, era a típica socialite que conseguira sucesso com roupas. Pele branca, olhos impecavelmente verdes brilhosos, alta, corpo cheio de curvas, invejáveis cabelos mel e sempre muito bem vestida.

Era a foto do que Artemis poderia ter saído e não saiu.

Sua mãe, a bonita. Ela, a feia.

Também era uma cobra.

Das mais venenosas.

– Querida, como você esta horrível nessa roupa. – disse Hera ao se aproximar com seu vestido colorido que sairia brega em qualquer outra pessoa, menos nela. — Ande, vá se trocar, vista ao menos uma calça nova. Não que vá melhorar sua aparência de morta, mas é melhor aquilo que nada. Temos um lugar para ir e não quero que me faça passar vergonha. Ande, menina.

Não querendo provar da ira de Hera, Artemis correu escada acima.

[...]

Apesar de saber muito bem que nunca ficaria bonita, Artemis tentou parecer apresentável. Penteou os cabelos ruivos, fez uma trança, vestiu uma calça jeans nova e um moletom escrito “Hollister”, e tentou sorrir quando esteve no carro, ouvindo sua mãe discutir sobre algum cara que conhecera.

Era como pedir para um demônio sorrir, pensava de si mesma enquanto via seu reflexo.

Horrível.

Fechou o espelho assim que pode e assistiu a volta que o carro dava para entrar em uma enorme propriedade.

Era uma clássica mansão inglesa, bonita, sofisticada e tão grande que poderia muito bem ser um castelo. Os jardins enormes, mais bem arrumados que seu quarto, amparados e cheio de coisas como: piscinas, campos de golfe e quadras de tênis. Casa de bilionários.

Franziu o cenho quando saiu da antiga Ferrari de sua mãe.

As portas estavam abertas e um homem alto sorriu na direção de Hera assim que a viu. Ele era alto, vestia um terno risca giz, cabelos grisalhos e olhos extremamente azuis. Soube quem era na hora. E todo seu corpo travou ao ver sua mãe correndo para ele e o beijando como duas pessoas que se conhecem há muito tempo.

– Querida, venha aqui, quero te apresentar alguém.

Seguida pela surpresa, Artemis subiu as escadas devagar e estendeu a mão para o homem.

– Artemis Bordeaux.

– Eu sei. Eu sou Zeus, o noivo da sua mãe. – e antes que pudesse prever, o homem deu um abraço em sua pessoa. Se antes foi tenso, agora fora pior. Hera olhou preocupada para o homem e então para sua pessoa. – Algum problema?

– Não – Artemis forçou-se a dizer, contra sua garganta fechada. Pânico. – Nada.

– Tem certeza? Você parece pálida, Artemis.

– Ela está bem, amor – Hera veio em seu socorro. – Querida, esse é Zeus, seu futuro padrasto. Estamos noivos, sei que você não lida muito bem com isso, então só resolvi te contar agora. Vamos morar com ele a partir de hoje, tchadam, o que acha?

Que você ficou louca, era o que Artemis querida dizer, mas tudo o que fez foi encarar o casal de forma mais pasma possível. Sua mãe se casar? Morar ali? Zeus?

Sentia que ia passar mal, o almoço que não comeu cobrando suas forças.

E como que para melhorar, um som de algum carro potente invadiu o silencio tenso. Artemis se virou para ver o que era, preferindo qualquer coisa do que lidar com aquele tapa na cara, quando viu um garoto loiro pular pela porta de um Porsche conversível, o ultimo modelo e começar a correr escada acima, como se tivesse acostumado a fazer isso.

Ele parou a alguns degraus de onde sua pessoa estava, tão pasmo quanto si mesma, então olhou para Zeus.

Esse riu baixinho.

– E aqui está o ultimo integrante da nossa família, Artemis. Provavelmente devem se conhecer. Meu filho, Apolo Solace e seu futuro irmão.

Artemis se perguntou se desmaiaria agora. E, pelo que via nos perplexos olhos azuis de Apolo, ele provavelmente não sabia tanto quanto ela.

– Apolo, essa daqui é Artemis Bordeaux, sua futura irmã e filha de Hera Bordeaux, sua futura mãe.

Pronto.

O inferno tinha começado, foi o que Artemis pensou.

[...]

No próximo episódio:

[...]

Quando levantou a cabeça de onde a estivera apoiando, Apolo estava ao seu lado, as mãos dentro dos bolsos da calça jeans e maravilhoso em uma blusa gola polo azul, olhando o nada.

– Meu pai pediu para eu te mostrar o seu quarto.

No silencio, ambos conseguia ouvir os dois mais velhos conversando:

– Será que ela vai conseguir lidar com isso? – perguntava Zeus, preocupado.

– Claro que vai, amor. Só dê um pouco de espaço a ela e tudo ficara bem. Não foi muito fácil da ultima vez para ela, muitas coisas aconteceram, então ela precisa só de espaço.

– Espero que ela nos aceite como sua família.

– Ela irá. Apolo é um garoto magnífico, vai saber contornar a situação.

Quem dera sua mãe estar tão certa. Eles eram completamente opostos.

Apolo era o sol e ela a lua. Intocáveis.

Não só pelo que ele era, mas por ela ser a zoada do colégio.

Engoliu a seco, escondendo suas mãos dentro da blusa.

– Sabe, quando eu te contei aquilo no Wash (N/a: achei mais fofinho chamar o colégio assim) mais cedo, eu não pensei que você estaria tão dentro desse drama – disse Apolo calmamente. – E cá estamos...

[...]


Notas finais
TCHADAM!
APOLO E ARTEMIS NA MESMA CASA...
*sorriso danado*
Isso não vai prestar, tsc, tsc, tsc, Santa Afrodite, vai ser tãããão legal. ASHUAHSUAHS Adoro escrever sobre eles, é sempre diferente e dessa vez foi único. Simbora, gruda comigo aqui que ainda temos muuuuito pé de serra pra andar ;)
Já sinto saudades de postar mais... Daqui a pouco viro maniaca e posto um monte de uma vez UHSUASH Anyway, obrigada por ler, espero que siga Impossible e espero seu recadinho ai embaixo, fácim, fácim de mandar, ok?

XOXO,

N.L.
Não esquece do recadinho, ok? ;*