Notas iniciais
Chegamos ao final de nossa aventura, quero agradecer a todos que a acompanharam, já tenho em mente a história nova, logo vocês verão um romance bem "inteligente". Até a próxima!

Orochimaru tinha acabado de atravessar pelo espelho de sua mansão, entrava no mesmo quarto em que tivera tantas discussões e seu primeiro beijo com Hinata. Mas ela nem tinha consciência disso, estava com seus poderes mágicos por um fio, o fio limite que a mantinha viva.

Colocou-a na cama e deitou-se com ela para começar a reparar os danos que a ausência de magia tinha causado à moça, as lágrimas eram algo inevitável para ele naquele momento, mesmo que ela estivesse em seus braços e viva, não podia parar de imaginar as coisas terríveis que ela tinha passado por sua causa. Aos poucos a pele de seu rosto foi retomando a bela cor rosada de antes, o calor também de seu corpo foi se estabilizando e ao abrir os olhos ainda não podia ver, já que precisava de uma grande carga de magia para restaurar os membros responsáveis pela habilidade única. Mas já balbuciava algumas palavras...

— Tive um sonho em que um belo príncipe resgatava sua princesa e ao fazer isso, gritava aos malfeitores que ela era sua e que não podia ser tocada.

— Mal pode se manter em pé mas pode brincar com coisas sérias. — Dizia ele com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas.

— Tem alguma goteira nessa casa velha? Sinto que pingou algo no meu rosto. — Disse ela se referindo às lágrimas que ele derramava.

— Mais respeito, essa casa velha vai ser o seu lar muito em breve. — Disse ele sorrindo.

— Será que eu posso acreditar? A sua palavra não me foi muito fiel por várias vezes, até mentiu para não ficar comigo... — Dizia ela já com sua vista clareando.

— Você pode perdoar e amar esse mentiroso fugitivo? — Disse ele com um pranto mais pesado.

— Uhn... Deixa eu pensar... Olha vai ter uma condição: Tem que me pedir em casamento lá na casa de meus pais. — Disse ela como quem finge ter uma certa arrogância.

— Não seria melhor eu só te roubar? Ele já está habituado a ter a filha raptada. — Disse ele enxugando as lágrimas que já se tornavam mais brandas.

— Sou uma donzela, você tem que me buscar na casa de meus pais sabia? — Disse ela dedilhando o peito dele.

— Donzela? Esqueceu da nossa última noite? Vou te sequestrar mesmo, está decidido. — Disse ele enquanto subia em cima da moça.

— Que noite? Não me lembro de nada... Uhn... Acho que não vou conseguir lembrar sozinha, me pergunto quem poderia me ajudar a lembrar... — Dizia ela fingindo ignorar que ele já desabotoava seu vestido.

— Vou ajudar com a sua perda de memória... — Dizia ele enquanto percorria os lábios por toda a extensão do pescoço e seios da moça.

Ainda ficaram na mansão por dois dias, os dois dias mais tranquilos da vida de Orochimaru, ao chegar na varanda durante o entardecer abraçando sua amada, podia ver as flores a brotar no jardim, sua alma estava em paz e estava tendo dias que jamais imaginou ter, ela tinha realmente feito florescer seu jardim, seu sorriso, sua felicidade...

Tiveram naqueles dias uma lua de mel antecipada.
Os dias se passaram e ele foi reconhecido novamente pelo ministério, que agora estava limpo, Naruto tinha feito o seu melhor para que houvesse justiça novamente em todos os Domínios, e o conseguiu. Tanto o império quanto o artefato estavam à salvo.
Orochimaru foi bem recebido na casa dos Hyuugas...

— Vejo que está de mãos dada com minha filha, eu posso esperar que assumirá a responsabilidade por ela? — Disse o Patriarca Hyuuga.

— Na verdade venho até aqui com a finalidade de pedi-la em casamento, se o Senhor assim o consentir. — Explicou Orochimaru se curvando diante do pai de Hinata.

— Não se preocupe com as formalidades, eu não teria uma filha agora se você não a tivesse raptado... Novamente. — Disse o senhor em sinal de gratidão.

— Na verdade da primeira vez não foi bem um sequestro... — Dizia ele quanto levou uma leve cotovelada de Hinata.

— De qualquer forma fico grato por ter cuidado da nossa pequena flor, mas deixo claro que Neji permanecerá como sucessor à patriarca da família, você vê algum problema nisso? — Perguntou o pai da moça.

— Nenhum problema... É justo que ele fique com o menor bem da família já que eu tive a sorte de obter o seu maior bem. — Disse ele olhando para Hinata que corava feliz pelas belas palavras.

Tudo estava em perfeita paz e tranquilidade, todos os desentendimentos resolvidos e o nosso belo casal improvável alcançou o seu "felizes para sempre".

A casa velha virou um lar, o homem cheio de mágoas e rancor foi transformado pelo amor, a garota que passou a vida correndo atrás de um amor não correspondido alcançou a felicidade nos braços de quem ela menos esperava... A vida tem dessas, nem sempre o primeiro amor é realmente o que nos fará feliz, algo bom pode estar reservado para nós, só precisamos abrir os olhos e entrar nessa dança louca que é a vida.

FIM.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!