Implicância Romântica
12 ...medo.
Notas iniciais
Bom gente, capítulo passado deu o que falar! Bati record de comentários só por causa do bafafá de Camus e Milo! UHAUHAHUAHA Ai jesus, fiquei super feliz e quero agradecer a toooooodos que comentaram, de verdade, muitíssimo obrigada, são por vocês que continuo a escrever com a maior alegria do mundo! Muito obrigada! Espero que gostem e desculpe erros!
Boa leitura!
Os pais olhavam meio descrentes para seu filho. Como se aquilo fosse uma brincadeira, a mãe sorriu. Aiolia não pode não perceber um pouco de deboche naquele sorriso falso. O pai, nada fez. Apenas voltou a ver TV como se o que Aiolia dissesse não lhe importasse nem um pouco.
– O que é isso, meu filho? – Indagou a mãe, em um misto de desinteresse e preocupação forçada.
– É isso mesmo que eu disse! Eu não quero ir! E pai, para de me ignorar, estou falando sério! – Esbravejou. Estava cansado. Cansado dessa indiferença, dessa bola de cristal que é obrigado a viver. Não media suas palavras, apenas as cuspia, não pensava, apenas agia. Seu traço explosivo não o deixava brechas para pensar duas vezes.
O pai ainda o ignorava, lendo vendo o jornal que passava na TV. A mãe arregalou os olhos, pois nunca tinha visto o filho daquela forma.
– O que está dizendo? Quem te deu o direito de opinar sobre isso? Ainda é menor de idade e tem que fazer o que mandamos! – A mãe aumentou o tom de voz. Ao mesmo tempo em que estava nervosa, estava hesitante e amedrontada com a atitude do seu filho que sempre foi obediente.
O pai agora levou seus olhos indiferentes ao filho. Aiolia sentiu um choque na espinha, uma gota de medo queria se transformar em um mar, mas ele não deixaria isso acontecer! Chegou até aqui e não iria parar.
– Já chega! Não quero mais abaixar a cabeça e fazer tudo o que vocês querem! Vocês não podem controlar minha vida para sempre! Vocês estão frustrados porque não conseguiu fazer isso com Aioros, aliás, ele faz o que bem quer! E descontam isso em mim, mas quer saber? Não aguento mais! Me segurei muito já, agora eu que vou decidir o que fazer da MINHA vida! – Gritava ensandecido. Toda a raiva explodiu dentro de si, no seu íntimo não esperava ser aceito, mas de alguma forma, quando começou a falar, sentiu que tinha muita coisa presa. Muita coisa que apenas engoliu.
O pai, que até então estava apenas olhando sem expressão alguma ao que o filho falava, levantou-se num rompante. Andou até Aiolia, parou a sua frente e sem hesitação alguma, tascou-lhe um tapa forte na cara do bronzeado.
– Quem você pensa que é para falar assim com seus pais? Seu irmão é apenas um peso morto para esta família, portanto não ligo dele ficar aqui. Agora em você eu tinha expectativas. Você me decepcionou Aiolia. – O irmão mais novo da família Aahbran ficou na mesma posição que o tapa o deixou. – Essa discussão acaba aqui, você vai conosco e ponto final. – Finalizou já andando de volta para seu sofá.
Aiolia sentia seu sangue ferver, sentia vontade de chorar de tanta raiva. Nunca imaginou que seu pai o bateria dessa forma, o lugar está ardendo e dolorido. Com certeza ficaria marca, pois ele não poupou força. Sentia como se uma kyuubi da vida tivesse perdendo o controle dentro de si. Sem conseguir controlar seus ímpetos, falou o que estava preso na sua garganta assim que ouviu seu pai terminar de falar.
– Família? – Sorriu irônico. – Não me faça rir. – Disse com tom de voz magoado. Sua mãe olhava tudo com os olhos esbugalhados e não tinha nenhuma reação.
– Não irei repetir, essa conversa acabou. – Sua voz altiva se propagou por aquela sala muito bem decorada, muito bem impessoal.
Aiolia saiu de lá com um sorriso sem alegria alguma no rosto. Entrou no seu quarto e dentou-se na cama. Não conseguiu chorar, por mais que quisesse. Realmente, do jeito que parecia não tinha mais jeito, mas isso só o fez ter mais força de vontade para nunca mais ter que conviver com aquele tipo de pessoa que chamava de “família”. Sentiu um orgulho sobre-humano do seu irmão Aiolos, ele sim foi corajoso. Não precisava mais ouvir essas coisas horríveis do pai, mas ainda morava na casa deste que nem um folgado. Por um momento sentiu que devia ser muito melhor ser chamado de “peso morto” pelo pai, do que ouvir “eu tinha expectativas em você”.
Mas não entendia o porquê Aiolos ainda continuar morando ali. De repente para o irmão mais velho, ouvir essas coisas do pai não o afetava em nada. Mas também não fazia sentido seu pai não expulsar seu irmão de casa.
De repente sentiu que provavelmente não sabia nem um pouco de nada da sua própria família, mas também é a primeira vez que parou para pensar nisso.
Aos poucos, foi tomado pelo torpor do sono e se entregou a ele.
X
O dia estava extremamente agradável. A manhã ensolarada clareava o caminho dos estudantes à escola.
Às 07h30min o sinal tocou e uma cavalaria de adolescentes entrava em suas salas. Em um terceiro ano, um garoto loiro super popular da escola entrava distribuindo sorrisos para todos a sua frente. Para as garotas, um beijo no canto da boca – como de praxe -, e para os garotos um aperto de mão ou uma zoação como entre os estudantes que era dar um “chuck” nas partes baixas dos outros meninos – leia-se, um tapa forte no pênis do outro -.
Um ruivo sentado comportadamente em sua mesa observava tudo com uma ruga na testa. Estava jurando de pé junto que Milo não iria para escola, e se fosse ficaria na sua deprimido ou algo parecido. Aquela atitude amigável e o velho “como se nada tivesse acontecido” estavam assustando muito a Camus. Ao mesmo tempo, sentia uma mágoa misturada de raiva muito grande pela atitude do loiro não ter mudado nada. Mas o que queria também?
O loiro olhou de relance para o ruivo e sorriu de lado. Sem pensar duas vezes foi até Camus e botou sua mochila na cadeira da frente do seu melhor amigo. Sentou-se e lhe lançou seu melhor sorriso.
– Bom dia Camus! – Cumprimentou o amigo que o olhava com os olhos levemente arregalados.
– B-bom dia. – Respondeu ajeitando os óculos e desviando o olhar. Estava muito, muito confuso com a atitude do outro. Então, o que foi aquela cena de “eu amo você e não acredito que você tirou minha virgindade e teve uma atitude tão fria como essa”? Parecia que simplesmente nada aconteceu.
Milo sorriu por dentro. Estava sendo imprevisível e sabia que Camus odiava isso, pois achava que o conhecia muito bem a ponto de prever suas atitudes, o qual ele estava muito enganado.
Tinha uma coisa que Camus não conhecia que era marca registrada da sua personalidade e que Milo não lhe deu a chance de conhecer:
Vingança.
E “a vingança é um prato que se come frio”, e ele ia mostrar isso. Não podia negar o quanto doía ver Camus ali na sua frente e agir assim de forma amigável depois do que o ruivo fez para ele. Foi a coisa mais ridícula e sem coração que alguém poderia fazer.
Por mais que ainda o amasse, a raiva, a mágoa e o desejo de vingança pareciam monstros abafando o amor. Queria e precisava fazer com que Camus sofresse pelo menos um pouco, e isso era o que o satisfaria.
Acabou virando para frente ao ver Aiolia entrar na sala com uma marca na bochecha. E em questão de segundos, todos estavam em volta dele perguntando o que aconteceu, o coitado estava ficando irritado e prestes a dar um fora e sair xingando todo mundo até que a mão salvadora o puxou dali.
Quando Milo viu que o amigo não queria falar o motivo do machucado para aquele povo, não pensou duas vezes em puxá-lo para fora do círculo e levá-lo para fora de sala, pois por mais que tivesse tocado o sinal, o professor ainda não tinha entrado na sala. O que Aiolia agradeceu muito.
– Ah, obrigado cara... – Respondeu suspirando e fechando os olhos brevemente.
– Certo, se não quiser falar, tranquilo... – Disse meio hesitante. Não queria forçar nada.
– É... É complicado... – Coçou a nuca.
– De boa.. – Disse Milo o observando.
Mu também saiu da sala e foi atrás dos dois e quando os avistou não poupou palavras.
– O que aconteceu com você? – Disse preocupado.
Aiolia o fitou sem expressão. Ambos se olhavam, mas não falavam nada.
– Opa, entendi galera! – Milo falou divertido, saindo dali e voltando para a sala.
Aiolia desviou o olhar e sem olhá-lo resumiu tudo em duas palavras.
– Deu merda...
– Quem fez isso em você? – Indagou passando a mão muito levemente em cima do roxo na bochecha esquerda que fez Aiolia fazer uma expressão dolorida.
– Meu pai, ele não aceitou muito bem minhas palavras. – Disse franzindo o cenho.
Mu ficou o olhando e não pode não se sentir um pouco culpado, engoliu em seco. Se na primeira tentativa de Aiolia conversar com os pais, ele levou uma porrada na cara, imagina se ele tentar de novo?! Ficou preocupado. Não imaginava que as coisas eram tão sérias assim na família do amado.
Ele observava a expressão entre raiva e mágoa do bronzeado e queria muito fazer algo para ajudá-lo e sem pensar muito deu um passo à frente e o abraçou pelo pescoço, encostando a cabeça no ombro largo e forte do outro.
Aiolia ficou surpreso no primeiro momento, mas logo depois relaxou e entendeu o significado daquele abraço. Enlaçou a cintura do outro e o abraçou forte.
– Não foi sua culpa. Sério, não é culpa de ninguém. Mas não pense que eu vou desistir, esse machucado só prova que eu tenho que lutar para ficar aqui com as pessoas que nunca fariam isso em mim. – Falava baixo no ouvido do outro, e tudo o que ele falou era verdade, pensou muito sobre isso.
Mu se sentia estremecer com a voz do outro no seu ouvido, com o hálito quente batendo no seu pescoço, era... tentador. Mas Mu era muito prudente, cauteloso, apenas ouviu o que o outro disse, e ficou muito feliz que Aiolia não desistiu.
– Fico muito feliz, mas ao mesmo tempo preocupado. Quero fazer alguma coisa para ajudá-lo... – Disse se afastando antes que mais pensamentos impróprios povoassem sua mente.
– Tudo que preciso, é que você fique do meu lado. – Seu semblante sério, não deixava margem de dúvida de que aquilo era sincero e inocente.
Mu sorriu, por dentro angustiado.
– Sempre Aiolia, sempre. – Disse já andando para a sala de aula.
Deixou um leonino confuso para trás. Por mais que Aiolia entendesse que Mu sempre estaria ao seu lado, porque será que aquela confirmação do outro soava tão triste e angustiante?
Lembrou-se então do seu gesto impensado do dia anterior, do toque nos lábios do outro. Pensou que aquilo era muito, muito estranho para que ele fizesse. Mas sentia que de alguma forma, observar os traços delicados e traçar linhas no rosto de Mu, ou abraça-lo e beijar sua bochecha não era nem um pouco errado. Pelo contrário, se sentia confortável.
Mas por mais que pensasse que não parecia errado, de alguma forma soava estranho. Amigos não fazem isso não é? Nunca viu Mu e Shaka ou Camus e Milo fazerem isso...
De repente se lembrou de que Mu tinha marcado de se encontrar com Shura, e suavemente segurou o braço do outro que estava quase entrando na sala.
Mu o olhou um pouco surpreso.
– Você saiu com ele? – Indagou com a voz baixa e ligeiramente hesitante.
Sem pensar duas vezes Mu respondeu.
– Saí. – Ao terminar de dizer, soltou a mão que Aiolia o segurava e entrou na sala.
Mais uma vez deixou um aturdido Aiolia para trás. Sentiu uma dor no peito muito esquisita. Não era mais ciúme, era algo além disso, sentia que estava perdendo Mu. Mesmo este dizendo que estaria sempre ao seu lado, não gostava da ideia de que ele ficasse com outro homem...
Resolveu deixar suas preocupações de lado por enquanto, e voltar para a sala. Já era quase 8 horas e o professor ainda não tinha entrado na sala, isso quer dizer que provavelmente teriam o primeiro tempo vago.
Shaka observava o movimento de seus amigos do canto da sala. Parecia que tudo tinha se transformado, a atmosfera estava diferente. Não precisavam lhe dizer nada, pois sentia que seus amigos estavam diferentes. Camus estava mais introspectivo do que nunca, Milo mais animado do que nunca. Mu carregava “preocupação” escrito na testa e Aiolia tinha um roxo no meio da cara e o semblante de derrotado.
Porque não contavam nada para ele? De alguma forma, se sentia excluído. Bufou, tinha umas meninas querendo puxar papo com ele, e ele estava ignorando claramente todas. Levantou-se e saiu de sala para caminhar um pouco, já que o incompetente do professor faltou. Como um professor falta sendo que estão perto da época de vestibular? Suspirou, pensava tanto em vestibular nos últimos dias que Ikki ficava em segundo plano.
Assim que desceu as escadas para o pátio, viu que a turma do dito cujo estava tendo aula de Ed.Física. Avistou o moreno sem camisa – como sempre querendo aparecer -, abraçado com uma garota. Até aí tudo bem...
Peraí.
Ele deu um selinho nela? Como assim? Aé, combinaram de que era um relacionamento aberto. Claro, Shaka lembrou também que Ikki era galinha e pop ensino médio. Suspirou novamente e continuou seu caminho fazendo questão de ignorar aquela cena ridícula.
Ficou de repente muito desanimado com essa relação, era impossível dar certo. Mesmo antes de começar alguma coisa, já pensava que era imprudente aprofundar essa relação. Ikki era hétero, e héteros são complicados. Tinha certeza que Ikki não pensaria duas vezes em lhe trocar por uma mulher, tinha certeza que era só curiosidade e quando se cansasse da “novidade”, seria largado na rua da amargura.
É, com certeza aconteceria isso. Estava sendo pessimista?
Perder Ikki.
Pensar nisso o faz perceber o quanto gosta daquele idiota. O quanto com certeza sofreria se perdê-lo, e o que mais o preocupava, era isso. Já estava pensando o quanto ficaria triste se terminassem o que for que tinham, o que era quase nada.
Mesmo Ikki falando que gostava dele e tudo mais, não conseguia acreditar de verdade naquelas palavras. Sentia que era tudo coisa de momento mesmo.
Assim que terminou de beber água no bebedouro mais próximo, que era ao lado da quadra, resolveu ir para o jardim, lá era sempre calmo. Mas assim que se virou viu que tinha gente atrás de si esperando para beber água, e era a coisa morena.
– Te vi vindo pra cá. – Disse Ikki com um sorriso de lado.
– E...? – Fez gesto para continuar, com uma expressão de tédio.
– E... Vim te ver. – Falou o óbvio.
– Já viu. – Desviou do moreno e começou a andar, mas claro que foi parado por uma mão forte lhe segurando no cotovelo. Sem querer, falava grosso com Ikki, só por causa dos seus pensamentos.
Ele o olhou com desinteresse e Ikki com confusão.
– Porque está agindo assim? – Indagou visivelmente confuso.
– É melhor não nos falarmos na escola. Todo mundo já estranha nós não brigarmos mais, se nos virem de amizade por ai vão achar estranho e você não quer isso não é?
A expressão do moreno se transformou em indignado.
– Só porque você vê maldade em tudo, não quer dizer que todo mundo veja. Nós podemos ter nos tornados somente amigos, qual o problema nisso? – Dizia entre dentes, apertando mais fortemente o braço do outro. Não entendia aquela hesitação agora.
– Você é muito ingênuo Ikki. – Disse o olhando nos olhos.
– Eu ainda não entendi aonde você quer chegar com essa conversa Shaka. – Seu tom de voz era ameaçador.
– É muito simples Ikki. Nós não nos falamos na escola para o bem da sua “reputação”, que claro você tem que manter distribuindo selinhos, e nos tempos livres nos encontramos. Não é justo para você? – Seu tom de voz era igualmente ameaçador, levemente irritado.
– De que merda você tá falando? – Agora sua voz cresceu e eles estavam com os rostos muito próximos, quase colados até, e não percebiam isso. Pelo menos não tinha ninguém a vista, mas era um risco, se bem que pela forma em que estavam, parecia mais é que estavam discutindo prestes a caírem na porrada mesmo.
– Para de ser fazer de idiota Ikki! – Exclamou. Sentia sua garganta fechar e seus olhos arderem, claro que não iria chorar, mas com seus próprios pensamentos estava se machucando.
– Ah... Já entendi. Você viu o selinho? – Indagou sorrindo e soltando o braço do outro. Do nada, tomou uma posição relaxada e irônica.
– Isso não vem ao caso. – Mentiu, estava envergonhado por estar jogando na roda suas preocupações.
– Shaka... Você está certo. Distribuo selinhos e carinhos para manter minha reputação. Sou um covarde e reconheço. Mas já conversamos sobre isso. – Concluiu botando as mãos no bolso e encarando o loiro.
Do que adianta reconhecer que é um covarde e não fazer nada para mudar isso? Shaka se perguntava.
– Ikki... – Suspirou. – Depois da festa de arrecadação que será no sábado, vou começar a estudar para o vestibular. Vou ter aulas a tarde e não terei tempo para mais nada... Então, acho melhor ficar um tempo sem nos vermos. Até porque não terei tempo para te ver, esse é o ano mais importante para mim, e só depende de mim o-
Foi cortado por um beijo.
Arregalou os olhos e tentou empurrar o peitoral forte de Ikki, mas este o agarrou de uma forma que seria muito difícil de sair. O beijo do moreno estava desesperado e forte, o que fez Shaka corresponder se não machucaria. Como ele pode o interromper assim? Estava falando sobre uma coisa séria.
Certo, ele não tinha intenção alguma de dar um tempo, pensou nisso na hora. Mas de qualquer forma, ele tinha razão, não teria tempo para Ikki nem para mais ninguém assim que começasse a estudar.
O beijo terminou com Ikki sugando o lábio inferior de Shaka, deixando muito vermelho ali.
– Você acha mesmo que vou deixar isso acontecer? – Indagou Ikki em um misto de irritação e prepotência.
Shaka se irritou.
– Pra quem está super preocupado com a reputação, não está sendo muito descuidado? – Provocou limpando a boca com a palma da mão e se afastando do moreno. Ikki riu.
– Não fuja do assunto Shaka. – Disse mandante.
– Não Ikki, estou falando sério. A partir de domingo não terei mais tempo e isso é sério. Não quero preocupações na minha cabeça nesse momento. – Explicou sincero. Uma desculpa para se afastar do moreno, começou a ter muito sentido.
– E você acha que estar afastado de mim não será uma preocupação? – Indagou, já certo da resposta.
– Você se acha demais moleque. – Afirmou apertando os olhos. – Você poderá voltar a sua vida normal...
– Shaka, minha vida só vai ser normal se eu puder te agarrar nos cantos dessa escola, ligar para você todos os dias, tomar café com a sua mãe, olhar para você e te zoar é meu sentido de vida! – Disse, gesticulando com as mãos. Se Shaka fosse sensível, estaria chorando nos braços do moreno agora, mas não, ele não era. Ele quase riu, porque xingar e maltratar Ikki também era seu sentido de vida.
– Ikki, você foi muito gay agora. – Disse rolando os olhos.
O moreno riu alto.
– Cara, você é muito complicado. – Concluiu e deixou seus ombros caírem.
– Está decido então o que eu disse. – Disse se afastando e ignorando o comentário do outro.
– Eu sei que podemos dar um jeito de nos vermos, eu não vou desistir de você. – Ikki afirmou, como se fosse uma promessa heroica ou algo assim. Shaka sorriu enquanto andava. Ikki não pode ver, pois só via as costas do loiro se afastando de si. O cabelo balançando junto com os movimentos, a cintura estreita e as pernas delgadas. Tudo nele o fazia tremer e o desejar mais e mais e mais. Não aguentava mais imaginar como seria lambê-lo todo, entrar nele e ver sua expressão enquanto goza, estava se controlando tanto que nunca achou que ia chegar tão longe por alguém. Estava sem fazer sexo desde que começou a ficar com Shaka, e ele não ia aguentar mais muito tempo, ou seja, Shaka teria que cooperar. Não ia deixá-lo ir, não mesmo.
X
Milo observou o ruivo levantar-se. Imaginou que ele iria ao banheiro, esperou uns 3 minutos e levantou também, seguiu para o banheiro.
Assim que entrou viu Camus lavando a mão, então encostou a porta e andou até ele, parando logo atrás e o enlaçando a cintura, cheirando o pescoço do outro.
O ruivo paralisou ao sentir-se abraçado. Olhava para o espelho a sua frente e via o loiro que era um pouco mais alto que ele, de olhos fechados cheirando seu pescoço. Sentiu-se estremecer. O que estava acontecendo?
– O que está fazendo Milo? – Sua voz estridente e fria ecoou pelo banheiro.
Milo sorriu de lado.
– Ué, não era isso que você também queria? – Indagou provocante e muito irônico.
– Do que está falando? – Perguntou visivelmente confuso. Estava alarmado, esta frase foi a qual usou na noite anterior.
– Sexo. – Sorriu matreiro. – Mas dessa vez, eu que mando.
Notas finais
Beeem, esse capítulo não teve nada demais, mas vocês conseguem sentir que as coisas estão evoluindo? Ahh, me digam suas opiniões, o que vocês acham que vai acontecer e tudo mais...
Muito obrigada a todos novamente e até o próximo, que prometo que não vai demorar! Sério, JURO!
Um enorme beijo a todos! ;*
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