Notas iniciais
Ai gente, demorei muito dessa vez? Espero que não! AH, AVISOS: Esse cap contem muitos palavrões e muitas gírias, sou carioca e 90% das coisas que falo são gírias GAUAUHAUHAH Dai acho que ficaria mais adolescente se eu colocassem eles falando mais gírias e talz. Desculpe quem não gosta, mas é até bonitinho u_u então..
Esse cap é especial, e vocês vão saber o porque. Então, espero que gostem e tal. Desculpem se houverem erros e boa leitura! ;*

Depois que ambos ficaram sem ar, fazendo então, o beijo acabar, seus olhos se encontraram. Apesar de tudo, muitas coisas precisavam ser ditas, mas Camus precisava ficar sozinho, processar tudo aquilo. Um beijo, um simples beijo, já podia ter rolado a muito tempo se ele deixasse e desse abertura para o loiro. Mas nunca, nunca mesmo, imaginou que esse “um simples beijo” fosse tão especial e cheio de sentimentos. Em poucos segundos que ficaram se fitando, concluiu que não sabia o que fazer e como sempre, preferiu fugir desse sentimento que o queimava por dentro. Desviou o olhar por um momento e abriu a boca para falar algo, sob o olhar atento do loiro que como ele, estava sem reação.



– Milo, eu... Eu preciso pensar. Sozinho. – E sem esperar resposta do outro, saiu rapidamente da boate e chegando ao bar, parou na mesa onde estavam os amigos.



– Dite, estou indo embora. Vai comigo ou vai ficar aqui?



– Ah, pode ir, vou ficar. – Sorriu e assim viu Camus ir embora. Todos perceberam que algo aconteceu.Tudo bem que o ruivo sempre foi antissocial e era de fazer essas coisas de ir embora do nada, mas Dite sabia que tinha acontecido alguma coisa, ou melhor, seu instinto apitava. Sempre foi de perceber as mudanças de humores das pessoas, um pouco sensitivo, talvez. Se conhecia ao menos um pouco do ruivo, sabia que ele queria ficar sozinho, então resolveu ficar por ali. Talvez tivesse sorte e acabasse na cama com um gostoso da vida.



Milo ficou por lá, resolveu dançar e conversar com Camus depois. Tinham muito que acertarem e no momento só queria curtir o som, fechar os olhos e deixar as sensações daquele beijo voltarem a sua mente. Sorriu inconscientemente, estava tão feliz, mas ao mesmo tempo morrendo de medo daquele beijo ter sido só uma coisa de momento, ou então do ruivo mudar consigo. Apesar de tudo, preservava muito aquela amizade. Algumas pessoas chegavam nele, mas não queria isso, só queria ficar sozinho com seus turbilhões de sentimentos, só queria repetir e repetir várias vezes em sua mente o que sempre sonhou, mesmo com o futuro incerto, aquele beijo foi tão intenso que mexeu com tudo dentro de si.



– Eu vou procurar Milo. – Disse Aiolia levantando-se.



– Ah, vou com você. Ver se arranjo um macho! – Falou Dite também se levantando a tempo de ouvir uma risada de todos da mesa. Aiolia e ele seguiram para a boate com propósitos diferentes.



– Esse seu amigo é uma figura, Shura. – Disse Shaka sorrindo.



– É, ele não mudou nada. Sempre foi desse jeito...



– E o que me parece, seus sentimentos também não mudaram. – Mu disse, com um sorriso de lado e apoiando a cabeça na mão olhando para os dois amigos ao seu lado.



– O que você quer dizer? – Indagou Shura, realmente confuso.



– Exatamente o que eu disse. Ah, vai Shura, não se faça de bobo. – Zombou com sua voz suave. Shaka soltou um riso abafado e o moreno abriu a boca várias vezes, mas dela não saiu nenhum som.



– Respira Shura, parece que o que Mu disse te deixou sem palavras... Literalmente. – Falou Shaka soltando uma gargalhada sendo acompanhado por Mu. O moreno ficou levemente vermelho.



– Sabe, não é isso o que vocês estão pensando. Não tem nada a ver ok?! – Os dois continuaram rindo da reação dele. – Ah, quer saber? Vou ao banheiro. – Desistindo sem ao menos tentar se defender, levantou-se e foi em direção ao banheiro. Com vários pensamentos em sua cabeça.



– É, meu querido amigo, somos nós dois como sempre. – Disse Mu sorrindo sincero e enrolando uma mecha de cabelo do loiro em seus dedos.



Shaka o olhou, e em seus olhos transbordavam carinho.



– Como você está nisso tudo?



– Ah, nem sei mais o que pensar sobre ele. Não consigo achar motivos para ele fazer isso tudo. Enfim... – Fez uma pausa. – Acho melhor irmos embora né? – Disse fracamente, seu olhar suplicante fez o loiro se render, pois queria ficar um pouco mais.



– Okey... Todo mundo já se arranjou mesmo. Quer ir lá pra casa? – Não iria rolar mais nada entre eles e ambos sabiam disso, cada um estava envolvido demais em seus problemas para isso. Viu Mu balançar a cabeça positivamente e ambos levantaram-se e partiram daquela boate, apenas mandando uma mensagem para Shura avisando que haviam ido embora.



Na rua, a madrugada ia alta com seu céu todo estrelado de presente para os que paravam alguns minutos para apreciá-lo, juntamente com a lua que clareava alguns pontos daquela cidade. Os dois amigos andavam abraçados sem pressa, apesar de tudo e todos, tinham um ao outro e aquela amizade ninguém se intrometeria.



(...)



A luz da manhã entrava pela janela entreaberta e mirava diretamente no rosto de Shaka, que revirou na cama a fim de fugir daquele incomodo. Mas nesse momento já estava acordado e apertando os olhos, abriu-os logo em seguida. Bem a frente dos seus olhos em cima do criado mudo estava seu relógio que marcava 08h30min, fechou os olhos por um momento.



– Hm.. que cedo. Porque não posso dormir mais? Só hoje... Por favor. – Mu revirou ao ouvir o outro resmungar. – Vai, só mais um pouquinho, que saaaco! – Revirou novamente no chão que com um colchão e várias cobertas lhe servia de cama e ouviu de novo o outro falar sozinho. – Por favor, só mais um pouquinhooo. – Prolongou o “o”. Mu revirou os olhos.



– Shaka, você é doido? Sério, vá se tratar cara... – Disse com a voz embargada.



– Foi mal Mu, te acordei né... – Bocejou.



– É, seu idiota. – Mu mostrava sua parte mais irritadiça ao acordar e o loiro já tinha se acostumado com isso, por isso soltou uma risada que fez o garoto de cabelos lavandas ficar mais irritado ainda.



– Relaxa Mu.. – Disse ainda rindo. Levantou-se da cama e pisando de propósito em cima de Mu.



– Porra Shaka! – Esbravejou. Levantou apenas a cabeça para olhar o outro, suas sobrancelhas franzidas e no seu olhar quase formavam chamas de ódio. E Shaka só se divertia com isso.



– Foi mal aê.. – Gargalhando agora saindo do quarto para ir ao banheiro, a tempo de ouvir Mu bufando e jogando a cabeça pesadamente no travesseiro.



Mu revirou na “cama” a fim de tentar voltar a dormir, mas uma música estridente que conhecia começou a tocar, mas que não era do seu celular. A gaita alta parecia furar seus tímpanos, por mais que gostasse da música e que fosse um clássico, de manhã tudo o incomodava.



There'll be food on the table tonight, there'll be pay in your pocket tonight...”



– Porra! Será que não vou conseguir dormir mais?! Merda de celular! – Praguejou, mas parou por lembrar-se de estar pegando essa mania de falar sozinho de Shaka. Viu que o celular do loiro estava em cima da cama dele. Com muito esforço levantou seu tronco e esticou o braço o máximo que conseguiu para pegar o celular vibrante e escandaloso do outro lado da cama. Olhou para a tela e viu o nome “Ave Frita”.



– Mas que diabos é isso?! – Franziu o cenho. Mas a pessoa era insistente, então resolveu atender, pois não aguentava mais aquela música alta em seus sensíveis ouvidos.



– Alô? – Falou com a voz coberta de tédio.



– ... – A pessoa do outro lado da linha ficou em silêncio, pois a voz da pessoa que esperava atender era diferente.



– Pode me falar quem é Ave Frita?



Ave Frita? O QU– – Parou por um instante. – Quem tá falando? – Seu tom de voz saiu agressivo demais.



– Calma, é Mu, amigo do Shaka. E no momento ele está no banheiro, okey, “ave frita”!? – Sua voz saiu afetada quando disse o apelido do outro. Suprimiu a vontade de rir, só Shaka para pôr um apelido desses em alguém.



Mas eu mato aquele desgraçado! E o que você tá fazendo ai? – Estava tão irritado que já andava de um lado para o outro.



– Pode me dizer seu verdadeiro nome?! Se bem que eu conheço a sua voz de algum lugar! – Disse, ignorado tudo o que o outro falou.



Shaka no banheiro ouvia Mu falando, mas não entendia nada. Achou que ele estava no próprio celular, por isso não se apressou a sair de lá. Mas quando estava quase chegando ao quarto ouviu um “Ave Frita”, soltou uma risada, mas logo petrificou ao lado da porta e ficou por ouvir um pedaço da conversa. Sem dúvida, era Ikki! Não tinha contado nada para Mu ainda, por isso resolveu agir e tirar o telefone da mão de Mu que o olhou confuso.



– O que você tem nessa sua cabeça de pássaro para me ligar a essa hora da manhã? – Indagou irritado, andando de um lado para o outro, enquanto o outro lhe seguia com o olhar sem entender nada.



Sabe, eu ia te chamar para ir a praia, mas ai MU atendeu seu celular e disse que você estava no BANHEIRO e ainda por cima, que porra é essa de “AVE FRITA”? – Esbravejou. Estava revoltado.



Shaka compadeceu um pouco.



– Hm, tá. Ave Frita é só um apelido... Carinhoso?! – Torceu os lábios.



Tá de sacanagem né?



– E você tem certeza que já olhou BEM pra mim?! Praia? Sério mesmo? – Perguntou como se fosse óbvio, e era. Mas Ikki não era tão detalhista assim.



Quem não gosta de praia?!



– EU! Algum problema?!



Nenhum! Foda-se também! – Irritou-se.



– Para de ser criança! – Franziu o cenho.



Porque Mu está ai? – Mudou de assunto drasticamente, estava fulo de raiva.



– Porque ele é meu amigo e ele sempre dorme aqui em casa!



Af, não me venha com essa Shaka! Acha que sou retardado?



– Ache o que quiser, não tenho mais paciência com você! Tchau!



Olha quem está sendo criança agora?!



– Quer calar a boca e me deixar desligar em paz?



Não! Afinal, porque estamos brigando mesmo?



– Ah... Sei la! Que saco, você é muito irritante!



Vamos à praça então?! Vai geral para lá agora. – Ignorou o outro.



– Hm. Espera. – Virou o rosto para Mu que o olhava de olhos arregalados. Baixou o celular para que o outro não escutasse. É, teria muito que explicar para Mu. – Sim, vou te explicar tudo depois, mas vamos à praça?



– An, pode ser... – Balbuciou.



O loiro botou o aparelho novamente no ouvido.



– Sim, iremos. Que horas?



Daqui à uma hora. Beleza?



– Certo, até.



. – Desligaram.



Shaka colocou o celular em cima do criado mudo, e sentou-se de frente a Mu que encolheu as pernas para dar espaço ao outro.



– Okey, era o... Ikki. – Revelou desviando o olhar.



Mu esfregou os olhos, se ajeitou na “cama” e pousou seus orbes verdes em Shaka. Recuperou sua pose altiva e calma.



– Pode me explicar tudo?



– Claro. – Assentiu, juntamente com a cabeça.



Shaka lhe contou tudo desde o início, desde a página de seu trabalho de Biologia zoado por Ikki, contou de sua vingança, fazendo Mu rir. E depois por tudo que passaram, contou tudo detalhadamente e Mu apenas demonstrava surpresa ou indignação com algumas leves expressões faciais, mas ouviu tudo em silêncio. Ao final da narrativa, Mu levantou-se, espreguiçou-se e amarrou os cabelos em um coque, Shaka o observou esperando que o outro falasse algo. O loiro suspirou abaixando a cabeça derrotado e o olhou de rabo de olho.



– Não vai falar nada?



– Estou processando. Mas o que mais minha mente insiste em pensar é em porque você deixou passar tanto tempo para me contar isso, sendo que eu sempre soube de tudo o que acontecia em sua vida. E claro, não quase trinta anos depois! Poxa Shaka! – O olhou com decepção. Eram muito amigos, e nunca deixou de contar nada a ele, porque então o loiro escondeu tudo dele? Já havia percebido nas mudanças de comportamento do outro, sabia que estava acontecendo algo com ele, mas só estava esperando o outro lhe contar. Não ia forçar nada. Mas mesmo assim ficou um pouco chateado.



– Eu sei Mu, você tem todo direito de ficar chateado. Mas... Nem eu sabia o que estava acontecendo. Fiquei muito surpreso quando tudo isso começou a acontecer, sério, nunca pude imaginar que iria me envolver com Ikki. E pensar que agora, eu... Eu gosto dele sabe. – Desviou o olhar. Era raro alguém mexer consigo assim. Um pequeno sorriso de lado surgiu nos lábios de Mu, nunca vira o outro assim, ver Shaka apaixonado era uma novidade enorme. Acabou que toda aquela chateação se esvaiu, pois ficou feliz em vê-lo dessa forma.



– Estou feliz por você, mas quero que me prometa que não vai me esconder mais nada, ok? – Abaixou-se de frente para o outro e segurou o rosto em suas mãos. Fechou os olhos e lhe deu um celinho que foi correspondido pelo loiro.



– Obrigado Mu. Mesmo... E me desculpe. – Disse sincero.



– Não se preocupe com isso. – Sorriu. – Só se preocupe com a minha fome que está aumentando. – Sorriu novamente botando a mão na barriga que estava roncando. Ambos riram e foram para a cozinha.



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– Quem foi que atendeu o celular? – Perguntou um leonino curioso.



– Mu. Porque? – Ikki levantou uma sobrancelha e o olhou com mais curiosidade ainda.



– Ah Ikkiê, não seja burrinho né. Ele só tá com ciúme do roxinho dele. – Zombou Milo jogando-se na cama do quarto de Ikki.



– Milo, porque você não fala como uma pessoa normal? – Indagou Ikki colocando as mãos atrás da cabeça. Estava sentado na cadeira da mesa do computador. – Ikkiê.. – Murmurou analisando o novo apelido.



– Pelo menos não é Ave Frita! – Disse gargalhando do apelido “carinhoso” que Shaka deu. Aiolia bufou e sentou ao lado de Milo.



– Cala boca, babaca! – Praguejou Ikki. Depois olhou para Aiolia que estava quase deprimido.



– O que você tem cara? – Perguntou realmente preocupado.



– Ele só está apaixonado... – Milo disse assobiando depois.



– Cala boca, porra! To apaixonado merda nenhuma! – Esbravejou para um Milo de olhos arregalados e prendendo o riso. Ah, mas esse escorpião não consegue ficar calado.



– Acho melhor eu calar a boca mesmo. – Disse fazendo uma careta.



– Na verdade, acho que você tá é feliz demais. Será que aconteceu alguma coisa...? – Falou Ikki, tentando soldá-lo.



– Sim, aconteceu, mas eu nem to afim de contar pra vocês. – Riu charmoso, e Ikki revirou os olhos.



– Galera. – Disse Aiolia depois de um tempo calado, fazendo os outros dois prestarem atenção em si. – Não sei se é cedo para falar isso, mas vocês são meus irmãos cara, então acho que devem ser os primeiros a saberem. – Estava realmente sério, com ambos os cotovelos apoiados na perna e as mãos entrelaçadas apoiando o queixo. O olhar era vago, e parecia não ter nenhuma emoção em falar o que tinha para falar. Vendo que podia continuar, prosseguiu.



– Meu pai conseguiu se promover na empresa, e o cargo que ele vai começar a partir de maio tem o salário bem maior, fora os benefícios. Mas ele só vai ganhar isso tudo, se ele aceitar a transferência... Que é para... Outro país. – Ia continuar, mas ao olhar para os dois, viu a surpresa nos rostos de ambos. E apenas abaixou a cabeça, escondendo a face nas mãos.



– Para cara, isso só pode ser brincadeira! – Disse Milo levantando-se e ficando de frente para ele. Seus olhos já estavam lacrimejando. Era uma pessoa forte, mas quando tratava-se de seus amigos era mais mole que manteiga. – Aiolia, sério. Você não pode se mudar cara, não pode! – Ajoelhou-se de frente para o bronzeado e puxou as mãos de Aiolia que apertava forte o próprio rosto. Olharam-se nos olhos e Milo viu que ali de brincadeira não tinha nada. Segurou um soluço.



– Aiolia, você tem mesmo que ir com eles? Seu irmão também vai? – Perguntou Ikki se aproximando, e sentou-se ao lado do bronzeado. Colocou a mão nos cabelos levemente loiros, e começou a fazer um carinho significativo.



– Meu irmão também não quer ir, ele disse que tem coisas demais aqui que não pode simplesmente deixar para trás. Acho que ele deve arranjar um jeito de ficar, afinal, ele trabalha e não depende mais dos meus pais. Só mora lá em casa porque não ta afim de gastar dinheiro com aluguel. Mas e eu? Eu não sou nada ainda, eu ainda estudo, ainda dependo deles. O que eles mandarem, vou ter que fazer. Não tenho escolha cara... O foda é se mudar no meio do ano. Vou perder um ano praticamente, para poder fazer vestibular e tudo mais. Po cara... nem sei o que dizer, na boa... – Suspirou.



Já sabia disso há quase duas semanas, e andava muito pensativo sobre isso e sobre outras coisas também... Estava estressado e suas emoções estavam desgovernadas. Acabava se deixando levar por elas, acabou deixando Mu irritado. Tanta coisa passava por sua cabeça, estava tão confuso que não sabia onde ia parar, não sabia do seu futuro e nem do que sentia por Mu, mas só que quando o viu aceitar o beijo de Shura tão facilmente, fez seu coração apertar. Talvez já saiba o que estava acontecendo consigo mas no fundo queria fugir. E se realmente tivesse que ir embora? Como podia aceitar o que sentia por Mu e deixá-lo aqui? Ou então, nem sabia o que aceitar... Ah, estava tão confuso, não queria deixar seus amigos...Há essa hora seus olhos também estavam molhados, e Milo já estava soluçando. Ikki era o mais controlado, pensava racionalmente.



– Nem se você pedir para ficar na casa de Milo? E depois ir para o dormitório da faculdade. Sei lá.. tem que ter um jeito. Só sei que não vamos deixar você ir embora. Vamos conversar com seus pais. – Levantou-se, como se fosse fazer aquilo naquela hora.



– Calma Ikki! – Aiolia sorriu da atitude do menor. – Temos que resolver isso com calma. Eu já pensei nisso. Nem sei se vou mesmo passar para a faculdade e ainda temos que falar com os pais de Milo primeiro. Né Mi- MILO!



Milo estava jogado no chão segurando os pés de Aiolia soluçando sem parar, chorando horrores, saindo soro infectado pelo seu nariz. Quando os dois viram aquela cena, não aguentaram e começaram a rir escandalosamente. Não era a hora nem a situação, mas era impossível não achar graça do estado deplorável em que Milo se encontrava.



Ikki agachou-se ao lado do loiro, e segurou seus cabelos que estavam bagunçados, puxando-os de leve para ele levantar a cabeça. Ainda rindo limpou as lágrimas dele, mas deixou a aguinha do nariz ali mesmo.



– Calma cara, relaxa. – Ria enquanto falava. – A gente vai resolver isso, mas com essa sua cara tá meio difícil.



Aiolia no momento estava rindo e chorando ao mesmo tempo. Não ia conseguir ficar sem esses caras, sem seus irmãos. Não eram de sangue, mas eram de alma. Desceu da cama e sentou-se no chão do outro lado de Milo, deixando-o assim no meio. Todos se abraçaram ao mesmo tempo.



– Oli-a! Olia, não nos deixe! – Implorou Milo aos prantos.



– Para de drama porra! Olha essa cena! Que merda cara. Para, chega disso! – Falou Aiolia, era muito drama, mesmo ainda tendo chance de ficar. Culpa de Milo, dramático.



– Certo. Chega. Por hoje, vamos para a praça. Precisamos pensar em como falar com os pais desse veado ai. – Disse Ikki.



– Ei, qual é! – Voltou ao normal, e levantou-se como se nunca tivesse feito aquela cena drástica. – Certo, sou veado e vamos pensar direitinho! – Sorriu seu sorriso mais luminoso e feliz.



– O QUE? – Ambos gritaram. “Veado”?!



Depois de muita discussão, Milo acabou revelando o que aconteceu com Camus e toda sua história. Depois de um tempo viram que era a hora de irem para a praça. E assim seguiram, os três com seus skates nas mãos. A praça era o lugar de encontro dos amigos, tinha uma pista de skate, e várias árvores em volta, que algumas pessoas liam livros embaixo delas. Um lugar muito agradável para passar um tempo com seus amigos de alma.


Notas finais
A música do toque do celular de Shaka é Midnight Oil - Blue Sky Mine, que no caso também é o meu toque, mas isso não teve nenhuma ligação, enfim. >_>
BEM, A fic deu uma reviravolta né? Com essa história ai do Olia.. não me matem gente! Isso é importante! Ç_Ç *se cobre com as mãozinhas de ataque de pedras* ;_;
Mas então, quero agradecer a todos que comentaram e que fazem essa fic ser atualizada e tudo mais. Quero agradecer a minha futura noiva takanorix que me faz rir sempre com seus comentários! Não estou homenageando só uma pessoa ok? É só que eu prometi que citaria o nome dela nesse cap. >_> Ok ok falei demais já, espero vocês no próximo!
E prometo não demorar. u_u /assobia ~