Notas iniciais
Demorei horrores, eu sei. Desculpe! Prometo que o próximo postarei mais rápido ahhahaha, ah e desculpem se tiver erros! Boa leitura! *-* AHHH gente, sugiro que na hora que aparecer a música que é da Rihanna - We Found Love, escutem ela, sério! Fica tão emocionante. Ç_Ç OK OK BOA LEITURA!

Camus virou o rosto automaticamente na direção em que foi chamado, foi uma grande surpresa encontrar Shaka, Mu e Shura o olhando atônitos, mas o seu rosto não se modificou, apenas um levantar de sobrancelha.



– Não esperava encontrá-los aqui. – Disse somente, com sua costumeira pose gélida.



– Mas então... você... Ué, então porque você está logo nesse bar com uma garota? Não que não possa, só que acho que não é o lugar mais adequado para um casal hétero-



Shaka falava sem respirar direito até que foi cortado pela pessoa que acompanhava Camus. Disse que era mulher só para ter certeza, por que seu subconsciente não estava aceitando essa situação. Como assim Milo gosta de Camus que é gay e eles nunca ficaram?! Okey, são grandes amigos, mas pelo menos um beijinho tinha que ter rolado. Isso tudo se passava na cabeça de Shaka, pois com ele mesmo foi assim, quando ele e Mu descobriram ser gays, experimentaram entre si todas essas novas sensações. Enfim...



– Ah, desculpe! Mas eu não sou uma garota! Ah, sempre fazem isso... Meu nome é Afrodite, mas podem me chamar de Dite! – Falou meio sem graça, mas já estava acostumado. Os queixos dos dois só faltavam cair, parecia um clássico Uke de mangá Yaoi, pensou Mu. É, ele já leu alguns. Enfim, o ruivo pigarreou tirando todos daquela nuvem de tensão.



– Dite?! – Shura fez uma expressão confusa. Conhecia Dite há bastante tempo, mas a muito não se falam mais por causa de uma briga estúpida. E desde então, simplesmente se afastaram.



– Shura! Não acredito! Você virou gay, ah, eu sempre soube! – Dite gargalhou enquanto os olhos do moreno reviravam.



– Cretino! Quanto tempo ein, sério, nem lembro mais porque a gente brigou! – Disse Shura, estava muito feliz por revê-lo.



– Ah, foi por causa de Carlo...– Sua expressão ficou triste por um momento.



– Vamos sentar em uma mesa? – O ruivo cortou o assunto dos dois e perguntou, mas quase sendo uma ordem. Ao que disse, levantou-se e depois de dar uma rápida procurada com os olhos achou uma mesa vaga e para lá andou e foi seguido por todos.



Todos sentaram. Camus ao lado de Dite, Shaka ao lado de Mu que sentou ao lado de Shura, os últimos três de frente para os outros dois. Foi Shaka que retomou o assunto.



– Mas Camus, Milo sabe que você é gay? – Perguntou estranhando, pois Milo não tinha lhe dito nada, e se o ruivo é, então o loiro tinha chances! Apesar de que eles eram muito amigos...



– Sabe sim, nunca escondi isso dele. Tanto que foi o primeiro para quem contei. Mas me surpreende ver vocês aqui. – Mudou de assunto, realmente não queria falar sobre Milo.



– Na verdade, eu e Shaka sempre fomos bem resolvidos, só que não contamos isso para Deus e o mundo sabe...Achamos melhor ficar quieto, mas se perguntarem, falaremos de boa. – Disse Mu calmamente.



– E vocês estão namorando? – Indagou Shura para o ruivo e Dite.



– Não, não, só ficamos mesmo. Ambos gostamos de outras pessoas.



– Não vai me dizer que você ainda gosta daquele projeto de animal apelidado de “Máscara da Morte”? – Na mesma hora que ouviu esse nome, Dite ficou vermelho até o último fio de cabelo. Sim, gostava, e muito. Mas era um amor não correspondido, e era um amor antigo... de infância. Não respondeu, mas sua expressão disse tudo, e Shura desatou a gargalhar.



– Não acredito cara! – Disse entre o riso. – Eu lembro que desde aquela época ele já era muito ciumento, era por causa da nossa amizade. Agora então..



Dite o cortou.



– Agora então, ele está namorando uma garota muito gostosa e age como se eu nem existisse! – Disse irritado, cruzou os braços sob vários pares de olhos curiosos sobre si.



– Mas Camus, de quem você gosta? – Shaka perguntou, essa história estava muito estranha!



– Não interessa. – Curto e grosso.



– Ah! Fala aê! Quem sabe eu não posso te ajudar?! – Estava convencido que era Milo.



– Não preciso de ajuda Shaka, mas obrigado mesmo assim. – Disse, para terminar logo esse assunto.



– Ele não gosta de falar sobre isso...– Dite disse.

Nessa hora puderam ouvir um toque de celular, e Mu logo reconhecer ser o seu. Pegou do bolso da sua calça e viu que era Aiolia. Suspirou e atendeu.



– Oi..



– Aonde você tá? – O bronzeado perguntou sem rodeios.



– Na rua...– Não queria dizer que estava no bar que tinha combinado com Shura, porque sabia que Aiolia ia ficar enchendo o saco.



– Ok, vou perguntar mais uma vez. – Fez uma pausa. – Onde você está? – Estava começando a ficar puto.



– Aiolia, para que você quer saber? – Disse com sua costumeira voz calma, mas sabia que se continuasse com essa conversinha ia ficar irritado, porque também sabia que esse ciúme todo do bronzeado era de amigo e não do que gostaria que fosse.



– Eu só quero saber! Que coisa, não pode me falar porque? Ein?! – Esbravejou, já estava se estressando. Porque Mu não queria falar? É claro, só podia estar naquele bar. Sentiu seu sangue ferver só de imaginar ele com Shura. Mas porque estava tão irritado com isso? Não estava se entendendo.



– Certo, estamos no bar gay mais frequentado na região, Box 35. Satisfeito?



– Ok, vou para ai agora.



– Não! Tá doido?! Você ouviu bem? É um bar GAY e isso não tem nada a ver com você. Você vai odiar! Nem pense Aiolia! – Disse desesperado. Deus, imagina se ele fosse em um bar gay? Iria surtar! Mas quando ia protestar mais, o outro desligou o celular. Olhou para todos ao redor, e eles estavam lhe olhando. Claro, era raro Mu dar um ataque de desespero daqueles.



– O que houve? – Shaka indagou.



– AIolia esta vindo pra cá! – Seu rosto que mostrava assombro, apareceu no rosto de Shaka e de Camus.



– Vou embora agora! Imagina se Aiolia me vê aqui, pronto, mais um de seus queridos amigos é gay. – Disse o loiro levantando-se.



– AH você não vai não. – Disse Mu mandante. Puxou o braço do loiro e o fez sentar-se novamente. – Shaka, uma hora ele vai descobrir sobre você! Você me forçou a contar a ele, está na sua vez de mostrar pra ele o que você realmente é. Chega de segredos, por favor. – Falou derrotado, estava cansado de ter que esconder coisas. Apoiou a cabeça nas mãos e suspirou. Eram amigos, não deveria ter segredos assim, ele já aceitou Mu, então aceitaria Shaka também. Mas estava cansado de Aiolia e suas crises, isso o matava aos poucos por dentro. O loiro percebeu o derrotismo do outro, e tentou ser complacente.



– Tudo bem, mas Mu, esse ciúme de Aiolia já passou a muito de ser só de amigo. – Chegou a essa conclusão há um tempo, pois observava tudo. Mas sabia que se não falasse o outro nunca ia achar isso. Parecia absurdo para quem gosta.



– Eu também acho. – Shura disse. – Achei muito estranho aquele ataque que ele deu na quadra.



– Gente, não tem nada a ver isso. Shaka, você sabe que ele sempre foi ciumento com a gente.



– Sinto muito Mu, mas comigo ele está pouco se lixando. – Shaka sorriu enigmático.



Camus observava tudo, e às vezes Dite comentava algo em seu ouvido. Chegou à conclusão que Mu gostava de Aiolia, mas este não sabia, enfim, chegou à conclusão de muitas coisas.



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– Tem certeza que você quer ir nesse bar gay?! E o hétero a machão que existe dentro de você se esvaiu é? – Disse Milo em deboche.



– Cala a boca! Tô puto, e quero ir sim, se um veado encostar a mão em mim vai levar só uma porrada para ficar esperto! – Esbravejou e Milo gargalhou.



– Sabe Aioliazinho, isso não faz sentido. Porque né, se vamos para um bar gay, quer dizer que sabemos que terá gays, e que também não faz sentido irmos num bar gay se não somos ga-



– Milo. – Disse o nome do amigo com o tom de voz baixo e controlado. Suspirou, apertou os olhos. – Por favor, cale esta boca e ande! – Fez um gesto com os braços indicando a rua, para ele andar. Milo só riu, estava sendo muito engraçado ver Aiolia irritado daquela forma. E só ele mesmo que não percebeu que estava gostando de Mu, mas achou melhor ele descobrir sozinho. Sem contar, que estava muito curioso sobre o que ia acontecer quando chegassem ao bar.



O que aconteceu foi que, de tarde AIolia bateu na porta da casa de Milo, e o intimou a lhe acompanhar. Estava decidido em ir ao bar e acabar com aquela palhaçada. Milo até tentou pará-lo, mas quando se deu conta de que era um ciúme muito alem do que Aiolia queria mostrar, deixou rolar. E também, queria muito ir a um bar gay, queria saber como era. Estava apaixonado por Camus, mas porque não tentar com outros caras? Então decidiu ajudá-lo.



Aiolia parou de repente como se só agora tivesse noção do que estava fazendo. Olhou para Milo que andava distraidamente e parou um pouco mais a frente por perceber que o outro não andava mais ao seu lado. Olhou para trás e viu uma expressão enigmática no rosto de Aiolia, estranhou.



– O-o que foi? – Gaguejou, parecia que o outro estava desconfiando de si por alguma coisa.



– Milo, porque você concordou tão rapidamente em me acompanhar em um bar gay? O cara mais galinha da escola, indo a um bar gay? – Sorriu de lado. Só agora foi pensar nisso.



– Ah, não foi nada. Apenas sou um ótimo amigo para lhe acompanhar. E alias, porque você não chamou Shaka em vez de mim, ein? – Virou o jogo mudando de assunto.



Realmente, não sabia por que não chamou o outro loiro. Instinto, talvez. Resolveu deixar esse assunto de lado. Voltaram a andar e rapidamente chegaram ao bar. Entraram e já avistaram a cabeleira cor de lavanda e para lá seguiram.



Todos na mesa estavam tensos, não sabia o que ia acontecer.



Aiolia parou de frente a mesa e puxou uma cadeira, todos estavam em silencio. Aiolia olhava de um a um, e não sabia se soltava um “MEU DEUS” de exclamação ou se ficava quieto tentando digerir as pessoas que estavam ali sentadas. Milo antes de ir à mesa, foi pegar uma bebida.



– Aiolia, o que está fazendo aqui? – Mu perguntou.



– Eu disse que vinha. E..e.. Shaka, Camus?! Sério isso? – Disse num misto de surpresa e ao mesmo tempo de “ah eu já sabia”.



Mas antes de qualquer pessoa responder, Milo voltou com a bebida na mão, puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Aiolia.



– Milo?! – Todos falaram em surpresa, todos, até Camus.



Milo olhou todos que estavam à mesa, e sorriu de lado.



– E ai galera, quer dizer que todo mundo aqui é gay mesmo?! É, por essa eu não esperava. – Deu um gole e olhou para Aiolia. – Eai Olia, vamos virar gay também?! – Disse zombeteiro.



Dite finalmente conheceu o dono dos pensamentos do ruivo. E é, ele era extremamente bonito, gostoso, simpático.. e ah, tudo e mais um pouco. Cochichou algo no ouvido de Camus, que lhe respondeu atravessado. Milo viu o movimento.



– Ruivinho, esse é o da vez? – Disse com um sorriso malicioso fazendo Dite corar. Estava se remoendo de ciúmes, mas não era de fazer cena e nem podia, controlou-se e tentou levar tudo na esportiva.



– Milo, o que está fazendo aqui? – Camus perguntou com o semblante mais sério que o normal.



– Vim acompanhando Aiolia. – Sorriu. Ficaram se encarando por uns segundos. Os olhos de Milo exalavam “eu amo você”, mas Camus insistia em não acreditar nisso, para ele era só zuação. O contato visual foi cortado por Aiolia.



– Então Mu, você tá mesmo ficando com Shura né? – Aiolia perguntou com desgosto.



– Estamos sim, algum problema? – Shura indagou na defensiva.



– Nenhum não... – Mal terminou de falar, viu o moreno sorrir de lado e puxar a cabeça de Mu, dando-lhe um suave beijo nos lábios. Os olhos de Mu levemente arregalados pela surpresa, mas correspondeu. Aiolia sentiu seu sangue ferver mais uma vez, deu vontade de meter a mão naquele beijo só para atrapalha-los.



– Certo, vou dar uma volta por aí. – Disse Milo levantando-se.



– Milo, se você não gosta de homens passando a mão na sua bunda, é melhor você não andar por aí sozinho. – Alertou o ruivo.



– Bem, então vem comigo. – Não deu tempo de o outro protestar, deu a volta na mesa, e o puxou pelo braço o levando para dentro da multidão.



– Milo! Não quero ir! Chame outra pessoa para ir com você! – Até tentou protestar, mas o loiro não o ouvia, ou simplesmente ignorava. Viu-se dentro da boate, ah, como odiava boates! E Milo sabia disso! Pararam no meio da pista de dança e o loiro começou a dançar e com as mãos incentivando o ruivo a acompanha-lo.



– Milo, você sabe que eu odeio boates! – Disse entre dentes perto do ouvido do outro, pois o som estava muito alto, e a boate estava muito cheia.



– Cami, às vezes é bom se soltar! – Sorriu travesso. Levantou os braços e começou a mexer o corpo perfeito no ritmo da música, fechou os olhos. Parecia sentir as vibrações em seu coração. Realmente, uma imagem e tanto aos olhos.



Yellow diamonds in the light


And we're standing side by side


As your shadow crosses mine

What it takes to come alive


Camus o olhava e não estava acreditando no que estava vendo. Milo estava em um bar gay dançando sedutoramente daquele jeito. Quando começou a gostar dele? Nem sabia, mas sabia que era perda de tempo, por isso ficava com outros caras. Sabia do interesse do loiro sobre si, mas pensava que era coisa da cabeça do outro. Sem contar, que Milo era tão galinha que perdeu a vontade de ir em frente, ou dar a entender que também estava gostando dele. O tempo passou, então a amizade prevaleceu e esses sentimentos ficaram guardados em um baú lá no fundinho da alma. Foi assim que conseguiu seguir em frente. Mas olhar Milo ali, tão bonito...tão...Tudo! Era demais.

It's the way I'm feeling I just can't deny

But I've gotta let it go

We found love in a hopeless place



Resolveu sair dali antes que fizesse besteira, mas Milo sentindo a movimentação, abriu os olhos e o puxou pelo pulso. Camus ia protestar, e o loiro ia falar algo também, mas de suas bocas não saíram nada, apenas ficaram entreabertas enquanto os olhos de ambos se prendiam. Parecia haver tantas palavras a serem ditas, tantas revelações, mas o olhar pode fazer isso e muito mais, faz com que palavras sejam inúteis. Quase era palpável a magnitude, pode parecer clichê, mas eram como um imã.


Shine a light through an open door

Love and life I will divide

Turn away cause I need you more

Feel the heartbeat in my mind



Algo no peito de Milo parecia explodir, aquele olhar estava tão intenso e profundo como nunca antes foi e Camus sentia que estava em um mundo a parte, só existia aqueles orbes azulados. E antes de perceberem estavam próximos, muito próximos, podiam sentir a respiração um do outro, mas os olhos não se desviavam. Não precisavam de palavras, havia tanto sentimento dentro de seus corações, que a porta da alma que eram seus olhos, conseguia demonstrar tudo.

It's the way I'm feeling I just can't deny

But I've gotta let it go



Seus lábios quebraram a distancia que ainda existia e aos poucos suas pálpebras foram fechando-se. As bocas tocaram-se e um choque percorreu o corpo inteiro de ambos, parecia que já se pertenciam, mas nenhum dos dois tiveram coragem a dar vazão a esses sentimentos explosivos. Assim, suas línguas tocaram-se em reconhecimento, não podiam negar, se amavam. E perderam tanto tempo, mas ainda tinha muito o que viver.



We found love in a hopeless place

We found love in a hopeless place...



Notas finais
Ok, ficou super gay essa música, mas achei tudo a ver. ç_ç Ain gente, eles não são lindos juntos? *-*
Muito obrigada mesmo por todos que comentaram, é muito importante pra mim isso, e estou cada vez mais feliz e mais empolgada com essa fic. Estou tão apegada a ela e quero que dure bastante ainda.. mas juro que não ficará chato! *-* UAHSEUIAEA Ai nem sei mais o que estou falando, enfim, muito obrigada mesmo e espero que tenham gostado!
Até o próximo, big beeeijos!