Implacável

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Eu juro que poderia ter postado mais cedo, mas estava fazendo vestibular nesse fim de semana, ou seja, vida uma loucura. Mas correu tudo nos conformes e eu estou aqui com mais um capítulo para vocês :D Para compensar isso, em alguns dias vou publicar um capítulo exetra *-* Que acham?

20h52, sexta-feira, 17 de Setembro

Royal Hospital Road, 68

Restaurante Gordon Ramsay

Chelsea, Londres, UK


Carpe diem latim. “aproveite o momento”. O termo foi escrito pelo poeta latino Horácio (65 a.C.-8 a.C.), no Livro I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...carpe diem, quam minimum credula postero".


Ino estava realmente desconfortável naquele restaurante tão chique. Gaara tivera o cuidado de pedir uma mesa mais reservada, mas ainda sim, no momento em que Ino entrou no restaurante com roupas tão simples, foi o centro dos olhares.

– Você disse que iríamos em um restaurante de alguns amigos seus. Uma cantina italiana! – ela rosnou assim que o garçom tinha se retirado após anotar o pedido dos dois.

– Não estava com vontade de comer comida italiana. E este lugar também pertence a alguns conhecidos. Dê uma chance a comida francesa. – ele falou cínico.

– Se tivesse me avisado eu teria me vestido um pouco melhor. Estão me olhando como seu eu fosse uma mendiga. – Ino murmurou, desejando que o estofado chique da cadeira lhe engolisse. Por sorte, tinha seguido o conselho de Tenten e não tinha usado jeans.

Gaara olhou em volta atentamente, e notou que, embora as pessoas tentassem ser discretas, estavam curiosas pelo fato de uma garota como Ino estar ali. Lhe pareceu muito indelicado sujeitá-la àquilo, então chamou o garçom e pediu a conta.

– Já vamos? – Ino perguntou surpresa.

– Sim. Perdi a vontade de comida francesa. Podemos ir a um bar ou algum outro lugar de sua preferência.

– Preferia ir para casa. – as palavras de Ino pegaram Gaara de surpresa, e novamente ele foi educado em dizer:

– Vou levar você para casa. Desculpe ter tomado seu tempo.

Gaara parecia decepcionado, então Ino percebeu que ele estava sendo educado ao tirá-la daquele restaurante onde todos a viam como uma sem-teto. Respirou fundo e tentou consertar o que disse.

– Eu não quis dizer que devemos dar a noite por encerrada. Sabe, eu queria ir para casa, pedir uma pizza e abrir uma garrafa de cerveja bem gelada. Se quiser me acompanhar...

Surpreso com o convite da loira, Gaara quase riu. Jamais tinha sido convidado por uma mulher para ir a casa dela somente para comer pizza e beber cerveja. E ele estava disposto a pagar uma refeição num dos restaurantes mais caros da cidade quando ela era tão econômica.

No caminho para a Rotherhithe Street, passaram na Pizza Hut e compraram duas pizzas de calabresa e margherita. Ainda pararam em uma famosa adega do centro, onde Gaara insistiu em levar um Cerasuolo di Vittoria¹ enquanto Ino cansava de dizer que tinha algumas garrafas de Stella Artois em sua geladeira.

Assim que chegaram no número 3904, Gaara ficou um pouco pensativo sobre a atitude de Ino. Subiu as escadas um pouco mais devagar, e quando entrou no pequeno e aconchegante apartamento acima da floricultura Yamanaka, sentiu um estranho calor lhe envolver.

Assim que entrou, Gaara notou que o apartamento era simples, mas feminino. Mobiliado com peças brancas e adornado com flores em jarros sobre o aparador perto da entrada, e duas gravuras de O’Keffe. No sofá, a manta em patchwork, tinha um perfume floral suave. Os móveis da sala eram brancos, e as paredes beges. A cozinha era separada por um balcão que Ino usava como mesa. Havia um curto corredor com três portas. Gaara imaginou que uma delas era o banheiro e as outras duas deveriam ser quartos.

– Sente-se, enquanto eu vou guardar meus sapatos. – Ino falou educadamente e entrou na porta do fim do corredor. Voltou descalça, e foi direto para a cozinha. – Não tenho nenhum balão ou uma taça mais chique para seu vinho, só taças comuns. Tudo bem?

– Sem problemas.

Ino tirou os objetos decorativos da mesa de centro e a usou para colocar a pizza, uma taça, o saca-rolha e quatro garrafas de cerveja. Gaara ia perguntar sobre os pratos, mas se calou quando Ino pegou um pedaço de pizza de calabresa direto da caixa e o levou a boca.

O queijo derretido fez um fio que, num gesto inconsciente, ela levou a boca sensualmente. Gaara queria se socar naquele momento, mas limitou-se a abrir o vinho e servir-se de um generoso gole.

– Não foi isso que planejei para esta noite, senhorita Yamanaka. – Gaara comentou morno, logo depois de engolir o primeiro pedaço de margherita.

– Desculpe ter estragado seu jantar, mas admita que pizza é muito melhor que caracol cozido. – Ino riu suavemente e bebeu mais um gole de sua cerveja.

– Sua definição de escargot é bastante... literal. – Gaara suprimiu o riso, deixando escapar somente a pálida sombra de uma risada.

– Você é sempre tão contido assim? – Ino perguntou com curiosidade. Olhou bem para o ruivo e notou que a postura dele aparentava relaxamento, mas era rigidamente ensaiada. Sentado no sofá, Gaara tinha o tornozelo esquerdo apoiado sobre o joelho direito, que estava desconfortavelmente acomodado no sofá baixo demais para sua altura. O cotovelo direito estava apoiado no encosto do sofá, e ele segurava displicentemente a taça com vinho.

– Na verdade, nunca estive tão relaxado.

Ino deu de ombros, e voltou a comer sua pizza. Falaram sobre a situação do orfanato durante alguns minutos, e quando a segunda garrafa de cerveja foi esvaziada por Ino, Gaara resolveu colocar as cartas na mesa.

– Tudo que me expôs, senhorita Yamanaka, não é novidade para mim. Meu pessoal é muito bem pago para me manter informado daquilo que apresento interesse.

– Então para quê tudo isso? – Ino perguntou desconfiada. – Um jantar... embora, pizza na sala da minha casa não seja a melhor definição de um jantar.

– Eu tenho uma proposta para lhe fazer e precisava saber se você poderia ser ideal para ela.

– Estou ouvindo.

– Você me desafiou, senhorita Yamanaka, e isso é algo que lhe renderá muito crédito comigo. – ele se ajeitou no sofá, adquirindo uma postura mais séria. – Eu quero lhe convidar para ser minha hóspede durante seis meses. Em troca, salvo Konohagakure da ruína.

Ino piscou várias vezes tentando assimilar a proposta de Gaara. Ela se perguntava se era uma brincadeira, mas o rosto dele estava muito sério. Estava procurando uma lógica na proposta dele quando Gaara voltou a falar.

– Eu fiquei incitado a descobrir aonde uma mulher como a senhorita poderia me levar.

As palavras de Gaara foram sobrepujadas pelo som da bofetada que Ino lhe dera naquele segundo. Ele levou a mão ao local atingido e um sorriso torto se fez em sua boca. Olhou para Ino, erguida, com os punhos cerrados e a face avermelhada pela raiva, e sorriu ainda mais.

– Não me confunda com uma prostituta! Ou mesmo uma coisa, que você vai usar durante seis meses e jogar fora como se não fosse nada!

– Você não compreendeu o teor da minha proposta. Em momento algum eu lhe pedi favores sexuais, em troca do dinheiro. Se a senhorita pensou isso... está tendo uma ideia errada ao meu respeito. Eu apenas lhe convidei para uma viagem, durante seis meses, em que eu gostaria de entender melhor uma personalidade como a sua.

– Agora deixei de ser a prostituta para ser uma cobaia de algum experimento bizarro seu. – Ino tentava conter a raiva. – Por favor, senhor Sabaku, vá embora. Acho que essa noite já rendeu o suficiente.

– Eu vou deixar meu cartão e te dar um tempo para pensar nisso com calma. Vamos lá, Ino. Nem eu ganho tanto dinheiro em tão pouco tempo. Na verdade, eu ganho, mas isso não importa. O caso é: você precisa de muito dinheiro, e eu posso lhe dar. Basta apenas que diga sim. E em seis meses o orfanato estará salvo.

– Fora! – Ino esbravejou.

Assim que Gaara saiu, Ino tentou aliviar sua raiva se livrando de qualquer coisa que lembrasse àquela noite. Mesmo o vinho ela jogou na pia, e as pizzas foram para o lixo junto com as garrafas de cerveja. Mas o cartão que Gaara tinha deixado sobre o aparador da entrada, Ino o guardou em uma das gavetas do aparador da entrada; antes de vestir seu pijama e tentar dormir.


愛



Na manhã seguinte, Ino acordou como se um rolo compressor tivesse sido passado por seu corpo. Tomou um banho rápido e foi abrir a loja. Logo Inoichi chegou e livrou Ino das vendas, mandando-a para o trabalho administrativo. Mal tinha começado a contabilidade quando seu celular tocou.


– Alô?

– Ino, querida, sou eu Tsunade. – a voz da mulher parecia estranha, como de alguém que tinha chorado. – Tem um minuto?

– Claro, pode falar.

– É que tenho que resolver algumas coisas fora, e Iruka não pôde vir hoje. A esposa dele, Ayame, está doente. Será que você pode vir aqui dar uma força para Shizune com as crianças mais velhas enquanto estou fora?

– Sem problemas. Eu saio da loja em cinco minutos e vou para aí. Escuta, senhora Tsunade, aconteceu alguma coisa? A senhora está estranha.

– Ah, querida. Ontem o banqueiro avisou que vai executar a hipoteca na semana que vem! Não temos esse dinheiro e não sei se vamos conseguir. Vou na casa de um amigo, tentar ver se ele empresa uma parte da quantia para darmos ao banco e conseguir mais tempo, mas...

Ino suspirou pesadamente. Parecia que ela não tinha saída a não ser aceitar o acordo de Gaara. Pensando com mais calma, Ino viu que ele não tinha mencionado qualquer coisa sobre favores sexuais. Talvez ela devesse ser razoável e ouvir melhor o que ele tinha a dizer.

– Senhora Tsunade, não saia ainda. Acho que sei de alguém que pode nos ajudar.

– Verdade? Quem?

– Eu preciso falar com ele antes. Saber as condições dele para um empréstimo e te dou uma resposta mais tarde, sim. Vou falar com ele agora mesmo.

– Mas que maravilha. Eu vou esperar então. Tomara que você tenha sorte!

– Tomara. – Ino murmurou, desligando o telefone com uma expressão melancólica.

Ino arrumou os papéis sobre a mesa e buscou na gaveta a chave que ela mantinha ali. Assim que Inoichi a viu saindo do escritório dos fundos, perguntou:

– Já terminou o trabalho?

– Não. Tenho que resolver uma coisa, papai. Eu juro que estou de volta antes do almoço e termino as contas.

– Mas você não vai para o orfanato hoje?

– Não. – soltou com um suspiro cansado.

– Querida, eu notei que você parece um pouco atordoada. Aconteceu alguma coisa no jantar de ontem? – Inoichi se aproximou da filha e colocou uma das mãos no ombro da garota. – Sabe que pode falar com seu velho. Eu não sou tão bom em conselhos como Tenten ou sua mãe, mas ainda sou seu pai.

– Eu sei, papai. Mas não aconteceu nada. Eu só estou um pouco cansada. – Ino sorriu levemente. – A Charlotte está com gasolina?

– Sim, enchi o tanque ontem. E troquei as palhetas; as antigas estavam ressecadas. – Inoichi tirou do bolso as chaves do velho fusca 79 vermelho de Ino e as jogou para a filha.

– Volto logo.

Ino correu para os fundos da loja, onde Charlotte ficava estacionada e se jogou com satisfação no interior do carro. Se pagasse um ônibus, não teria coragem o suficiente para continuar o trajeto. Partiu em direção a Kensington e Chelsea no fusca vermelho.

O trânsito não ajudou, e Ino levou mais de vinte minutos só na Westcombe. Quando parou na frente dos portões do número 1037 da Campden Grove, colocou a cabeça para fora do carro e gritou.

– Sou Yamanaka Ino, gostaria de falar com Sabaku no Gaara.

– Sinto muito, senhorita, mas o patrão não recebe ninguém. – respondeu um dos seguranças, reconhecendo Ino.

– Pode ao menos dizer que eu estou aqui? É importante!

O homem saiu apressado em direção a um discreto interfone. Ficou alguns minutos falando com alguém até a entrada de Ino ser autorizada. Ele a orientou a parar o carro na porta, e assim ela o fez. Quando saiu do carro, Guren a conduziu até um salão bastante iluminado no primeiro andar.

– O patrão está vindo. Aceita alguma coisa? Um chá ou uma água, talvez?

– Um chá, por favor.

– Alguma preferência?

– Earl Grey?

– Certamente.

Ino sentia que Guren queria esmurrá-la por tê-la enganado naquele dia. Mas Ino o fez por uma causa maior e não se arrependia. Ainda esperou alguns minutos, e quando Guren retornou, e Gaara também descia as escadas que havia naquele salão. A governanta serviu o chá de seu patrão e o de Ino silenciosamente, para deixá-los a sós logo em seguida.

– Devo imaginar que tenha reconsiderado sua resposta, senhorita Yamanaka. – Gaara comentou levemente assim que se sentou no sofá em frente ao que Ino estava sentada e apoio o tornozelo no joelho.

– Você disse que em seis meses poderia salvar o orfanato, mas não temos seis meses. Na semana que vem vão executar a hipoteca! Como posso concordar com seu acordo se o tempo não é favorável?

– Sou amigo do banqueiro Aburame. Posso conseguir um prazo maior, e a única coisa que você tem que fazer é aceitar o que propus. Veja como um contrato de trabalho.

– Como sua hóspede, me diga quais serão minhas funções?

– Basicamente, nenhuma. Entenda, senhorita Yamanaka, sou um homem que gosta de desafios. – Gaara falou lacônico, embora Ino visse o entusiasmo brilhando palidamente em seus olhos. – Você se mostrou um desafio bastante interessante.

Ino engoliu em seco com as palavras de Gaara.

– Como assim?

– Ninguém nunca tinha invadido a minha casa antes. Muito menos uma garota cheirando a banheiro. E você... me lembra uma pessoa. – por um rápido instante, o brilho de entusiasmo tinha sumido dos olhos de Gaara, dando lugar a uma estranha névoa de ressentimento e dúvida; para que fosse rapidamente substituída pela habitual seriedade dele.

– Eu não vejo lógica nisso! – falou exasperada.

– Você queria saber suas funções. E nenhuma delas inclui encontrar lógica nas minhas ações, senhorita. – Gaara respondeu bruscamente.

– É por isso que eu não quero aceitar essa merda toda! Você pode ser um psicopata, ou um tarado maluco. Que garantias eu tenho de que você não vai me matar ou algo assim?

– Isto. – Gaara tirou do bolso um pequeno dispositivo pen drive e o entregou para Ino. – Um dos meus empregados coletou isto de um... rival, colocaremos assim. É tudo que ele reuniu ao meu respeito. Eu não sei o que tem nisto, mas Baki achou que se você visse o conteúdo deste pen drive, aceitaria a minha proposta. Vou deixar isso com você. Amanhã pela manhã, Baki irá buscá-lo, junto com a sua resposta e um contrato de confidencialidade que você assinará.

– Por quê?

– Eu não tenho ideia do que há nisso aí. Ninguém sabe que algo assim existe sobre mim, e quero manter desse jeito. – ele disse bruscamente.

Uma guerra se formou na mente de Ino. O orfanato precisava daquele dinheiro, mas ela sentia como se estivesse se vendendo para aquele homem. Escolha ela tinha, mas não tinha tempo. Num fôlego só, Ino disparou:

– Vou pensar com cuidado na sua proposta.


愛



Ino deveria se sentir feliz ao ouvir as demonstrações de felicidade de Tsunade quando ela recebera a notícia de que teriam seis meses para conseguir o dinheiro. A diretora do orfanato já planejava quermesses, apresentações e festas para arrecadar o dinheiro.


– Não é muito tempo, mas já posso pensar com mais calma sobre isso. – ela disse a Ino.

A Yamanaka estava feliz, mas sentia-se oca. Não sentia nada, na verdade. E mais tarde, quando recebeu a visita de Tenten, uma questão foi posta em suas mãos.

– E que desculpa você vai dar para o seus pais sobre essa viagem?

– Vou dizer que é um intercâmbio da faculdade.

– Ino, Gaara é rico... não, é podre de rico e famoso. Assim que ele aparecer com uma loira do lado dele, a mídia vai cair em cima. É melhor inventar outra desculpa. – a morena pensou por um momento, enquanto terminava sua cerveja e logo teve uma ideia. – Diga que vocês se conheceram naquela viagem para a França que fizemos juntas. Que mantiveram contato e agora ele lhe convidou para umas férias com ele.

– Minha mãe vai ficar nas nuvens, e nem vai perguntar nada.

– Isso mesmo!

– Mas e papai? Ele me conhece melhor que eu mesma. – Ino falou com pesar. – Ele nunca vai acreditar.

– Conte a verdade e mate seu pai de desgosto. – Tenten murmurou. – Seu pai te entende, querida, e nunca vai te julgar, mas aceitar...? Acho que não. Conte a mesma história, se ele acreditar, sorte sua. Se não... deixe estar.

Ino gemeu em descontentamento. Bebeu um longo gole de sua cerveja e voltou seus olhos para o contrato de confidencialidade que estava em cima da mesa.

Após ter saído da casa de Gaara, passou a tarde em seu computador lendo os arquivos que Baki tinha recolhido. Algo em seu coração se apertou, e naquela noite ainda recebeu a visita de Baki, que levou a Gaara sua resposta positiva, o pen drive e a cópia que lhe cabia do contrato; recebendo em troca um novo contrato, que garantiria que tanto ambos cumpririam suas partes do acordo.

Não assinou até receber a opinião de alguém que entendia o que estava escrito ali. Tenten, que embora não tivesse terminado o curso de direito, afirmou que aquilo seria uma apólice de seguro que beneficiaria Ino. Se ela não cumprisse os seis meses, não recebia o dinheiro; se Gaara desistisse do acordo ou Ino cumprisse o prazo, ela receberia o dinheiro.

– Ao menos ele está assegurando o cumprimento do contrato por ambas as partes. – Tenten falou calmamente. – É uma segurança para você, querida. Por mais mórbido que pareça.

Ino assentiu e insistiu com Tenten para ela começar a lhe ajudar com as malas. Em menos dois dias estaria embarcando em um voo para o sul da França com Gaara.



¹ Cerasuolo di Vittoriaé um vinho tinto italiano conhecido por ser medianamente encorpado, mas marcante. Perfeita combinação para uma pizza de calabresa.