Implacável
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Enfim, moças! Um outro capítulo para vocês. Não é o meu favorito - o próximo sim, eu amei escrever -, na cidade-luz e um pouquinho de Gaara para vocês!
Aproveitem enquanto vejo Animatrix pela enésima vez :D
5 de dezembro, sexta-feira
Champs-Élisées, Paris, França
Máscara. S.f qualquer coisa que disfarça, esconde ou protege.
Ino estava enfiada em uma pequena loja de brinquedos artesanais da Champs-élisées. Encontrar aquela loja tinha sido um verdadeiro achado em meio a tantas grifes famosas. Um senhor muito simpático conversava com ela sobre a boneca que Ino estava interessada em levar para Ella, a filha de Temari e Shikamaru. A loira também estava em dúvida se levava um trenzinho ou um helicóptero, ambos movidos a energia solar, para Aaron, o filho de cinco anos de Kankurou e Matsuri, e se seria de bom gosto levar uma roupa para o bebê que eles estavam esperando.
– O que acha, Gaara? – Ino levantou a boneca para que Gaara pudesse vê-la. Mas ele estava distraído, olhando alguns brinquedos feitos em madeira, displicentemente. Ela achou por bem dar de ombros e levar a boneca e o helicóptero.
Gaara só se manifestou na hora de pagar, e ainda sim só perguntou o valor da compra por educação.
– Setenta e dois euros. – o senhor falou. – Quer que embrulhe para presente?
– Hum, coloque os papéis na sacola que embrulhamos nós mesmos. – Ino respondeu sorrindo.
Os dois saíram da loja carregados de outras sacolas que vinham levando desde o início da manhã. Baki estava de folga até depois do ano novo, então Ino e Gaara estavam dependendo de táxis em Paris porque nenhum dos dois possuía a licença francesa.
– Bem, conseguimos dar conta das crianças e do presente de Shikamaru e de Matsuri. Acho que Shikamaru vai gostar dos livros e o colar vai ficar bonito em Matsuri. – Ino comentou quando pararam em um café e esperavam seus pedidos.
Gaara continuava com o olhar perdido, remoendo assuntos inacabados. Paris não era uma das suas cidades favoritas. Evelyn amava Paris, mas eles nunca vieram juntos e poucos meses depois da morte dela, Gaara tinha descoberto que ela mantinha um amante em Paris. Foi um golpe duro, e que Gaara pensava ter superado. Não iria se trancar no quarto do hotel, mas sentia-se um pouco incomodado na cidade.
– Ei, Gaara, o que eu poderia te dar de natal? – Ino perguntou animada, logo depois que o garçom veio trazer seus pedidos.
– O que disse? – Gaara olhou para Ino com desculpas, estava distraído.
– Você anda distante. Está mesmo tudo bem?
– Eu só quero ir logo para Tel Aviv. – ele suspirou. – Terminou as compras por hoje?
– Hum, na verdade não. Você já comprou os presentes dos seus irmãos. Então falta...
– Comprou algo para os seus pais?
– Gostaria de comprar algo aqui em Paris mesmo, mas se estiver cansado, podemos ir para o hotel e saímos amanhã.
Gaara anuiu com calma, e voltou sua atenção para o seu café.
– Gaara, hum, não lembramos de Baki. – Ino comentou calma.
– Mandei passagens e hospedagens para duas semanas na Disney, para ele e Rose. E quanto aos outros empregados, mantenho a tradição da minha mãe da gratificação de fim de ano e outras coisas. – ele deu de ombros. – Quanto a isso não precisa se preocupar.
– Eu estou preocupada com o que dar para você de natal. – ela sorriu calma e segurou o rosto de Gaara para lhe beijar calmamente. – Uma ajuda seria bem-vinda. O que se pode dar a um homem que tem tudo?!
– Ino, eu não me importo com essas coisas. – respondeu devagar.
Ino o soltou rapidamente e voltou a beber seu café. Gaara estava se sentindo estranho. Não se lembrava de uma única vez que Evelyn tinha se dado ao trabalho de pensar em um presente para dar a ele. Eram sempre coisas impessoais, ou um porta-retratos com uma foto dela... nada realmente especial. Nada que ele quisesse de verdade.
Os dois terminaram seus cafés e voltaram de táxi para o hotel perto do Louvre. Ino deixou as sacolas num canto, enquanto fazia uma pequena lista no celular do que faltava fazer em Paris.
Presente de papai, mamãe e Deidara. Ah, e Tenten!, pensava enquanto fazia as anotações no celular. Ino também queria ter tempo para visitar o Louvre, mas não sentiu por isso, já tinha ido lá. Estava deitada na cama do quarto, e Gaara no banheiro, quando resolveu olhar o calendário.
– Gaara, eu preciso ir a um médico. – ela resmungou quando Gaara saiu do banheiro e se sentou em uma das poltronas perto da janela. Ele estava fazendo uma ligação, e fez um sinal para Ino esperar. Depois de alguns minutos, desligou o telefone e encarou-a.
– Está se sentindo mal?
– Não. É que... – ela corou levemente. – Eu não gosto dessa coisa de camisinha e não estou muito confiante no meu anticoncepcional. De qualquer forma eu preciso urgentemente de um ginecologista.
– E o seu ginecologista em Londres? – Gaara perguntou, se levantando para deixar o celular sobre a mesa de cabeceira.
– Hum, já faz um tempo desde minha última consulta. Eu só quero me assegurar de que não vou ficar grávida aos vinte e dois. – Ino sorriu levemente, estendendo a mão para Gaara. – Eu ainda nem me imagino sendo mãe. Meu último peixe morreu de fome.
– Posso te conseguir uma consulta hoje, se quiser.
Ino fez um gesto pequeno concordando e passou a prestar atenção em Gaara falando ao telefone. O francês dele era fluente, quase natural, e Ino se pegou admirando o discreto biquinho que ele fazia quando falava.
– Daqui a uma hora com a Dra. Kirsch. – Gaara avisou assim que desligou o telefone.
– Dr. Kirsch, você quis dizer. – Ino o olhou com a sobrancelha erguida. – Ele é um especialista em ginecologia e obstetrícia. Uma amiga da minha mãe fez um tratamento com ele. Como conseguiu uma hora com ele assim?
– Eu achei que era uma médica. – Gaara resmungou. – Vou marcar com outro...
– Não! Por favor, eu não tenho essa coisa de homem ou mulher com meu ginecologista. Eu esperaria chegar em Londres para consultar com o Dr. Feller, mas estou com um pouco de pressa. – ela respondeu já pegando seu casaco e sua bolsa. – Você vem comigo?
Gaara assentiu e levantou-se da poltrona, pegando sua bengala, casaco e carteira.
Os dois pegaram um táxi até um famoso complexo médico que ficava no centro. Subiram até o décimo sétimo andar em um elevador panorâmico, com a tarde Parisiense se erguendo elegantemente sobre a cidade. Assim que chegaram na recepção do consultório do Dr. Kirsch uma moça loira e alta olhou-os com curiosidade. Seu olhar foi de Gaara para Ino e voltou ao ruivo.
– Bonjour. Les Seigneurs ont un rendez-vous?
– Diga ao Dr. Kirsch que Sabaku no Gaara está aqui. – Gaara resmungou. Estava impaciente, e visivelmente irritadiço. A secretária falava baixo e em francês ao interfone, e assim que desligou, ela sorriu para Gaara.
– Ele vai recebê-los agora. Por aqui. – ela se levantou e fez um gesto para o curto corredor a sua direita.
– Se quiser, pode voltar para o hotel. Deve estar cansado. – Ino disse a Gaara.
– Assim que terminar, venho te buscar. — Ele disse, e os dois se despediram rapidamente antes de Ino seguir a secretária.
O consultório do Dr. Kirsch era amplo, simples e muito bem equipado. Assim que entrou, Ino foi recebida por um senhor baixo, meio careca e de sorriso simpático por trás dos óculos redondos.
– Bem, Srta. Yamanaka, o que posso fazer por você? – ele perguntou em um inglês carregado assim que Ino se senta de frente a sua mesa.
– Eu agradeço ter me recebido assim, de uma hora para outra. – Ino se apressou em dizer.
– O Sr. Sabaku está me pagando uma considerável quantia por este atendimento; não pelo dinheiro, mas eu fiquei curioso a respeito da urgência.
Ino não resistiu soltar um risinho, e se concentrou em encontrar seu anticoncepcional na bolsa e entregá-lo para o médico.
– É sobre o meu anticoncepcional. Já faz um tempo que eu o uso, e não estou muito segura da eficácia dele.
– Bem, sobre isso... quanto tempo?
– Uns três anos. Fiquei algum tempo usando-o, sem real necessidade. Não imagino que ele perdeu a eficácia, mas eu não planejo ser mãe aos vinte e dois anos. – falou jocosa.
– A fórmula destas pílulas é uma das melhores do mercado. Se a senhorita não sente seu organismo reagindo de nenhuma forma adversa ou mesmo diferente do comum com ele, eu não indicaria a troca. Deduzo que a senhorita está com a vida sexual bastante ativa, e se está preocupada com seu anticoncepcional é porque a ideia de usar preservativos não lhe agrada.
– Hum, mais ou menos isso. Então eu posso continuar com meu remédio.
– Claro. Mais alguma coisa antes de partirmos para o exame de rotina?
– Não.
– Muito bem, pode ir até o troucador, tirar toda a roupa e vestir a camisola descartável no apoio.
___________
Ino saiu do consultório mais tranquila sobre seus remédios. Foi na farmácia do prédio comprar algumas vitaminas indicadas pelo Dr. Kirsch e quando estava voltando para casa, sentiu alguém lhe segurar o braço e a puxar com brusquidão.
– Evelyn? – um homem encarava Ino como se ela fosse um fantasma.
Ela se remexeu e saiu do aperto dele, dando alguns passos para longe. Era um homem alto, magro e de pele morena. Tinha os cabelos claros e olhos escuros, uma expressão quase tranquila, se não estivesse tão consternado pela visão de Ino.
– Desculpe, acho que se enganou. – Ino disse com cautela e deu as costas novamente para o homem. Mas ele não desistiu, segurou-a novamente pelo braço e a puxou com mais força, fazendo Ino derrubar a bolsa e a sacola com os remédios que tinha comprado.
– Não! Eu sei que é você, está diferente, mas... ainda é você. – ele falava exasperado, puxando Ino para abraçá-la. Ela se debateu, tentando se soltar, mas ele não parecia se mover um milímetro.
– Me solta, seu louco! Eu não sou porra de Evelyn nenhuma!
– É melhor se afastar dela, Darui. – a voz grave de Gaara estava longe de ser calma. O homem a quem ele chamou de Darui afrouxou as mãos nos braços de Ino e ela recuou em passou incertos para o lado de Gaara.
– O que você fez? – Darui rosnou. – Forjou a morte dela para que Evelyn se afastasse de mim?!
Gaara se virou para Ino, o olhar severo se acalmando, segurou-a pelo rosto e avaliou a expressão dela.
– Ele te machucou?
– Não. Ele só... Gaara, ele acha que eu sou a Evelyn. – sussurrou exasperada.
– Você não está vendo direito. Esta não é a Evelyn. – Gaara falou com voz firme e os olhos brilhando por uma determinação contida. – E tenho pena de você se acha que ela um dia se importou com você ou qualquer outro dos amantes, Darui.
O moreno olhou para Ino com mais atenção, e levou um tempo até suas feições relaxarem.
– Não, você não é ela...
– Vá embora, Darui. – Gaara rosnou. – Será melhor que não volte a cruzar meu caminho.
Darui abaixou-se para pegar as coisas de Ino, e as entregou com um pedido de desculpas contido. Ele ia dizer mais alguma coisa, mas Gaara passou um braço em volta da cintura de Ino e a puxou em direção ao táxi que os esperava do outro lado da rua. Ela ainda se virou para ver o homem suspirar, enfiar as mãos nos bolsos e sair andando devagar.
– Quem era ele? – Ino perguntou quando o táxi começou a se mover.
– Podemos conversar sobre isso no hotel. Eu te disse para me esperar! – Gaara estava irritado, e Ino resolveu não pressioná-lo.
O caminho para o hotel foi longo e incômodo. Assim que entraram no quarto, os dois foram para o banheiro. Gaara tomou uma rápida chuveirada enquanto Ino tentou relaxar em uma imersão em água quente, sais e aromáticos de flor de lótus.
Assim que saiu, vestiu uma das camisolas de cetim que tinha comprado em Siena se deitou na cama, ao lado de Gaara, que lia um livro e não parecia nada relaxado em suas calças de abrigo.
Subitamente, ele se moveu, deitando a cabeça no colo de Ino e abraçando-lhe a cintura. Ela começou a acariciar-lhe o cabelo levemente, mas parou, segurou o rosto de Gaara e o ergueu para que pudesse encará-lo.
– Quer me contar o que aconteceu? – perguntou.
– Ino...
– Só me diga por que seus olhos estão transmitindo tanta tristeza. – Ino afagou delicadamente o rosto de Gaara, acariciando-lhe a pele e o cabelo. – Você não precisa se esforçar tanto para mostrar um olhar gentil e calmo sempre.
– Eu estou bem, Ino. Só cansado. – ele suspirou.
– Você não precisa ser forte o tempo todo. Divida comigo a sua dor... – sussurrou.
Gaara ficou surpreso com a atitude tão sincera de Ino. Não esperava ouvir aquilo de ninguém, e quem dizia era a pessoa que ele praticamente chantageara. Ele fechou os olhos e seus punhos cerraram-se com força. Respirava rápido, e se deu conta de que estava perdendo o controle.
– Eu não posso odiar alguém que morreu por minha causa. – ele sussurrou de forma amarga. Sua expressão se contraiu em dor e ele se sentou na beira da cama, sem encará-la, mas Ino não ousou interrompê-lo. Eles precisavam daquilo. – Ela tornou a minha vida um inferno constante, e eu simplesmente não consigo odiá-la.
Ele suspirou para continuar:
– Aquele homem foi amante da minha esposa por quase um ano. Um dos poucos que não tentaram tirar dinheiro de mim depois que ela morreu. Ele era um artista, talentoso, que se destruiu quando se apaixonou por Evelyn, assim como eu.
– Você ainda a ama? – Ino perguntou. A resposta de Gaara poderia lhe ferir da pior maneira possível. Querendo ou não, tinham se aproximado de uma maneira única, e romper aquele laço seria doloroso; pois era o que aconteceria se Gaara fosse preso a Evelyn, o que significava que Ino também seria a sombra de Kerr.
– Eu só não consigo odiá-la, Ino.
– Você me deixa de mãos atadas, Gaara. – Ino se ergueu da cama abruptamente e ficou a frente de Gaara. O rosto bonito estava contorcido em uma expressão de exasperação, e ela estava agitada. – Por que você se culpa tanto? E por que você insiste em carregar tudo sozinho? Você não sabe o quanto isso me machuca? Droga, eu me importo com você e...
Ino deu um passo a frente e ficou entre as pernas de Gaara. Ele a segurou pela cintura e deslizou as mãos pelos seus quadris, puxando-a na sua direção, pressionando a boca contra a barriga de Ino a medida que ele subia a camisola que ela estava usando.
Ela se curvou, beijando-o na têmpora, depois na pálpebra, no zigomático e por último encontrando seus lábios.
– Eu o quero tanto... – ela sussurrou contra os lábios de Gaara.
No limiar de seu racional, Gaara segurou Ino pelos quadris e a montou em seu colo. Ele estava tão próximo dela que podia notar alguns pequenos traços de cinza na íris azul escura dos olhos de Ino. Enquanto ela sentia o ventre pressionado contra o volume rígido e invasivo da masculinidade pujante de Gaara, sua camisola foi parar no chão.
O corpo dela estremeceu em resposta ao toque de Gaara a subir dos quadris para a cintura, subindo para as costelas e tocando-a nos seios. Sentia-se zonza de prazer, e teve de se segurar nos braços de Gaara quando ele voltou a beijá-la.
Durante um momento Ino estremeceu quando sentiu seu corpo, de forma impaciente, ser facilmente erguido por Gaara. Por instinto, suas pernas envolveram a cintura dele, deixando-a ainda mais excitada a medida que Gaara avançava distribuindo beijos por toda a extensão de seu rosto e pescoço e apertando-lhe a carne macia e leitosa das nádegas prazerosamente.
Gaara queria se perder no corpo de Ino. Colocou-a na cama e fez uma leve pausa para tirar as próprias roupas. Quando sentiu o macio colchão contra suas costas nuas e a boca de Gaara descendo pelo vale de seus seios em beijos abrasadores, junto a um suspiro, Ino gemeu de prazer.
– Isso é mais prazeroso depois que eu fico com raiva de você. – Ela disse entre um gemido e outro que Gaara lhe arrancava a medida que sua boca aproximava-se dos mamilos túrgidos de Ino.
– Prefiro que não fique com raiva. Nunca sei se vai me bater ou me beijar. – ele sussurrou devagar, pouco antes de soltar um grunhido rouco de prazer. As mãos fortes dele alcançavam e mapeavam cada centímetro do corpo de Ino, e ela arranhava seus braços, deixando marcas e vergões na extensão da pele.
O gemido de Ino foi alto quando sentiu seu seio ser sugado com avidez; ora lambendo, ora mordiscando aquela área sensível, enquanto as mãos de Gaara tratavam de se livrar da pequena calcinha. Não viu aonde a peça foi jogada, mas ela teve o vislumbre de vê-la pendurada no puxador do closet.
Por um momento, Gaara se afastou de Ino, parando para observá-la daquela forma. Jamais uma mulher lhe pareceu tão bonita. Com os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro; as pernas entreabertas, em um convite mudo a continuar; os olhos semicerrados pelo prazer.
– Linda... – ele sussurrou, curvando-se e depositando um beijo no dorso do pé pequeno e delicado de Ino. Os beijos subiram pela tíbia, tornaram-se insuportavelmente ardentes quando alcançaram a porção interna das coxas e tiraram um longo e alto gemido da loira quando Gaara se afundou entre suas pernas.
Ino não resistiu e fechou os olhos, diante de tantas sensações que aquele homem lhe proporcionava. Gaara sugou, mordiscou e a beijou até sentir Ino se contorcer dolorosamente em um orgasmo. Segurou-a pelos quadris e continuou dando-lhe o máximo de prazer naquela região até que ela implorou por ele.
– Por favor... não me torture mais. – Ino ofegou, puxando Gaara pela camisa para um beijo fervoroso e selvagem.
Ino se curvou e o empurrou em direção a cama e ficando por cima dele. Admirou o torso rígido pelos exercícios que ele se impunha, mordendo os lábios em desejo; braços grandes que a envolveram e a apertaram contra ele. Sentir a pele do peito de Gaara contra seus seios foi ainda mais prazeroso. Ela jamais se cansaria daquilo.
Cobriu aquela região de beijos, calmos, molhados e ferventes. Ino parou na região do baixo ventre e lançou um sorriso jocoso para Gaara antes de seus lábios envolverem seu membro e o chupar com força.
– Cristo... – ele gemeu.
Ino se movia com suavidade, prolongando as sensações com os lábios e ora tornando-as insuportavelmente intensas para Gaara quando usava a língua ou mesmo os dentes. Ele se arqueava, movia os quadris e apertava os lábios em uma fina linha; mas parou abruptamente, sentou-se na cama e puxou Ino com rapidez para seu colo.
– É melhor parar, ou não vamos acabar isso... – Gaara sussurrou enquanto penetrava-a devagar. Ino não conteve um gemido longo de prazer, e os sons de ambos se misturaram assim que começaram a se mover.
As unhas de Ino arranhavam a pele dos flancos de Gaara e lhe tiravam sangue, deixando vergões nos lados do ruivo. A cama rangia, Ino se afundava nos travesseiros a cada vez que ele se movia com força para dentro dela. Os movimentos eram lentos e firmes, e a cada vez que Ino tentava aumentar o ritmo, Gaara se retirava de dentro dela, torturando-a.
– Por favor... Gaara...
– Ainda não. – ele lhe sussurrou sensualmente, apertando-lhe um seio e mordendo-lhe o lóbulo esquerdo.
A sensação do orgasmo começava a preencher Ino de forma intensa e viciosa.
Gaara gemeu alto e a penetrou com mais lentidão e profundidade, várias e várias vezes. E seu prazer pareceu aumentar ao sentir Ino se contorcer sob seu corpo. Ela sentia seu corpo e sua mente se partir em mil pedaços quando o orgasmo veio, tórrido e intenso. Gaara a alcançou em seguida, e os dois se deitaram exaustos, suados, ofegantes e enroscados um no outro.
Ele saiu de dentro dela lentamente, e Ino gemeu qualquer coisa sem sentido em protesto. Levaram alguns minutos normalizando seus corpos, e logo Ino se ajeitou sobre o peito de Gaara, acariciando-lhe levemente os flancos e costelas dele.
– Eu te machuquei desta vez. – ela disse, observando o sangue começando a secar no local dos arranhões.
– Vou sobreviver. – ele sussurrou, passando a ponta dos dedos pelas costas de Ino.
– Hum, não quer saber sobre a minha consulta?
– Acho que não. – Gaara resmungou enciumado. – O que são aqueles remédios que comprou? Você está bem?
– São só algumas vitaminas e remédios para dor de cabeça, cólicas... essas coisas. – ela deu de ombros. – Fique longe das minhas aspirinas. Não queremos um acidente.
Gaara olhou para o sorriso pequeno que Ino tinha nos lábios. Era comum que Ino se preocupasse com ele, mas ainda não conseguia se acostumar a isso. Segurou-a pelos braços e a puxou para beijá-la levemente. A boca pequena os lábios macios lhe proporcionavam uma sensação que ele nunca tinha sentido antes com mulher alguma. Talvez...
Talvez... Talvez eu estivesse apenas esperando...
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