Impetuosa

1 Impetuosa


Notas iniciais
Olá pessoas!!! ;D Tudo bem com vocês? Fico feliz por terem resolvido dar uma chance para essa história doida e a esse ship inusitado. Espero que gostem! ♥

As roupas se misturavam no chão. Por um minuto a combinação daquelas duas cores tão discrepantes pareceria completamente normal. No entanto, verde e vermelho não foram feitos para funcionar em conjunto. O mesmo poderia ser dito de leões e serpentes. Sonserinos e Grifinórios. Malfoys e Weasleys. Ainda assim, enquanto puxava a garota para mais perto, retirando a última peça de seu uniforme de Quadribol, Scorpius não poderia se importar menos com todas aquelas regras estúpidas, criadas muitos anos antes dele sequer pensar em existir. Nenhuma delas o impedira de estar transando com a herdeira das Gemialidades Weasley, pela enésima vez, em um armário de vassouras escuro e apertado.

Ambos ainda tinham os corpos suados, após a última partida de Quadribol, mas o rapaz definitivamente não queria pensar sobre aquele jogo. A Grifinória havia escorraçado a Sonserina como não se via em anos e, boa parte disso, era culpa de Roxanne. Havia momentos em que o jovem Malfoy desejava odiar aquela garota, talvez até conseguisse por meio segundo, mas a tentativa eventualmente se transformava em amargo fracasso, afinal os motivos que o levaria a odiá-la eram os mesmos que o fazia admirá-la tanto.

Roxanne era impetuosa, destemida e determinada. Teimosa como uma mula empacada, a garota só fazia o que queria e quando queria. Seus olhos castanhos pareciam brilhar em desafio cada vez que se encontravam com os cinzentos olhos de Scorpius, em seus lábios o sorriso maroto crescia, como se houvesse acabado de aprontar alguma coisa, ou estivesse prestes a fazê-lo.

O Malfoy tentava não pensar nela, tentava tirá-la da cabeça, tentava esquecê-la, mas era sempre em vão. Cada vez que fechava os olhos ela aparecia, com os grandes olhos castanhos, pele negra e longos cachos escuros. Com seu corpo voluptuoso, seios fartos e lábios carnudos. Tudo sobre ela parecia feito sobre medida para enlouquecê-lo e, Merlin era testemunha, de como ela tinha a habilidade única de levá-lo à loucura.

Roxanne parecia se divertir com tudo aquilo. Talvez ficar com um Malfoy fosse apenas uma forma de se livrar do tédio. Talvez ela sentisse prazer em causar a ruína de um herdeiro de Comensal da Morte. Scorpius não saberia. Ainda assim, sabia que ela brincava com ele, o manipulava a seu bel prazer e hipnotizava de todas as formas possíveis. Ele estava condenado à insanidade e a culpa era daquela Weasley desgraçada! No entanto, enquanto seus corpos nus se entrelaçavam e ele se sentia dentro dela, nada daquilo parecia realmente importar.

Ele sabia que deveria sentir vergonha por se deixar manipular tão facilmente. Sabia que não deveria ter se envolvido tanto. Era um sonserino, pelo amor de Merlin! Um sonserino vindo de uma família de sangue puro e extremamente tradicional. Deveria ser mais esperto. Seu pai jamais estaria em uma situação como aquela. Definitivamente não. Aliás, se Draco Malfoy sequer cogitasse a hipótese de seu único filho estar servindo de brinquedinho para uma Weasley, teria um infarto fulminante. Talvez fosse isso que tornasse tudo tão malditamente interessante. Não o fato de poder causar a morte do pai, é claro, mas a sensação de quebrar as regras.

Scorpius sempre fora o garoto perfeito. O filho exemplar que sempre fazia o que lhe mandavam sem nem mesmo questionar. Era o que todos esperavam que fosse, exceto quando estava com a Weasley. Naqueles momentos podia ser quem queria, podia esquecer seu sobrenome e se livrar de todas as regras. As regras que nunca significaram coisa alguma para Roxanne.

Aquilo provavelmente acabaria mal. O Malfoy não conseguia imaginar um único cenário em que aquele relacionamento bizarro terminasse bem. Acima de tudo, sabia que eventualmente terminaria ferido, porque estava se apegando a garota, mas sabia muito bem que ela não estava procurando um relacionamento sério. Não podia culpa-la por amar sua liberdade acima de qualquer outra coisa. Não podia culpá-la por querer se divertir.

De qualquer forma, naquele instante nada daquilo verdadeiramente importava. Naquele instante ele não era um Malfoy e ela não era uma Weasley, ele não era um sonserino e ela não era uma grifinória, ele não era do tipo que se apegava e ela não era uma amante da liberdade. Naquele momento eles eram apenas Scorpius e Roxanne. Despidos de qualquer rótulo, medo, ou preocupação com o futuro. Naquele momento eles estavam juntos e isso era tudo o que importava.

Notas finais
Bom, eu gostei muito de escrever isso e espero que vocês também tenham gostado! Shipo muito Scorose, mas ando um pouco cansada de ler histórias praticamente iguais sobre eles. Então, resolvi escrever algo diferente. Beijinhos... Thaís
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!