Imperfeitos
18 Capítulo 18
Tudo o que eu sei nesse momento, é que vou em direção à Claire, como se estivesse hipnotizado. Ela conversa com a minha mãe, mas eu interrompo. Tenho de fazê-lo, eu preciso recuperar Claire. E preciso fazê-lo agora! Seu sorriso genuíno, é uma maravilha para os meus olhos. Ela está linda! Ela é linda. Sou o homem mais sortudo do mundo. Claire é a mulher mais perfeita que eu já vi. Sem exageros!
— Olá, Claire. — Minha mãe se retira sem dizer nada. Mãe mais compreensível que a minha, eu acho que é impossível. Não existe! — Oi George. — Tu estás, incrível! — Obrigada. — Ela olha para si mesma. — Tu também não estás mal. — Eu sei. Rebecca vem à nós, estragando o momento. Detesto ser interrompido! Porquê ela veio? Ah, sim! Está com ciúmes. Eu já não sei que fazer com Rebecca. Não sei quantas vezes vou dizer que já não sinto nada por ela. Claire olha para Rebecca com desgosto, e Rebecca olha para Claire com raiva. Cada uma aprecia a outra, olham os vestidos, os cabelos, a maquilhagem, tudo. Eu vou ao lado de Claire, e coloca a mão na sua cintura, puxando ela mais para mim. — George, não vais me apresentar a tua amiga? — Claire diz friamente. — Claire, esta é Rebecca Williams, Rebecca, Claire Peterson! — Elas não gostam uma da outra! — Muito prazer, Claire. — O prazer é todo meu. — Eu oiço falar muito de ti. — Claire olha para mim. — A sério? — Sim. — Porquê Rebecca está prolongando a conversa? Eu preciso falar com Claire. — Bem, agora que já foram apresentadas, Rebecca, podes me deixar à sós com Claire? — Claro que sim. — Ela some da nossa vista. Ficamos frente a frente novamente. Ela volta a sorrir para mim. — Como tu estás? — Bem. Felizmente volto a trabalhar nessa segunda. — Isso é bom. — A música começa a tocar. — Sim é! — Eu me aproximo mais. — Claire, tu queres dançar? — Falo no seu ouvido. — Tenho escolha? — Não! — Tudo bem. — Eu dou a mão e ela recebe. Nós vamos para onde outros casais dançam. Coloco a sua mão esquerda na minha mão direita, a sua mão direita no meu ombro esquerdo, a minha mão esquerda na sua cintura, ficamos com os corpos colados um no outro, e começamos a dançar. — Eu já disse, o quão linda tu és? — Pergunto. Ela sorri ainda mais. — Sim. Por aí, um milhão de vezes. — Mas eu não me canso de dizer. — Ela olha para o lado. — A tua ex namorada não pára de olhar para nós. — Não te preocupes com ela, mas sim comigo. — George, nós não, somos mais um casal. — Eu sei, não tenho um processamento lento. Mas, eu quero voltar a estar contigo! — Porquê? — Pergunta idiota! — Porque eu te amo. — Seus olhos azuis acendem, como um farol. Ela pára de dançar. Eu não entendo porquê ela está assim, eu já disse isso a ela algumas vezes, não é novidade nenhuma. — Tu achas que eu não digo a verdade, Claire? — Eu não disse isso! — Eu sei que tu também queres voltar comigo. — Nós voltamos a dançar. Eu consegui deixá-la sem palavras. Nós dançamos um pouco mais rápido. Pego na sua mão e a faço girar, depois voltamos a posição em que estávamos. Seus olhos não deixam os meus. Eu sei que ela quer tanto isso como eu. — No dia em que discutimos, eu fiquei com o coração destroçado, porque tu querias dar um tempo. Tu perguntaste todas aquelas coisas, e eu pensei que tu estavas zangada comigo, que preferias ficar com Rogers, eu não fui porque queria. Sabe o que mais me machucou Claire? Tu não acreditares em mim. Tu não acreditaste que eu me preocupo contigo, duvidares do meu amor por ti. Ela tenta dizer alguma coisa, mas eu a inclino para baixo, e seus cabelos tocam no chão. Ela sorri para mim, depois veste o seu rosto de seriedade. Levanto — a, e voltamos novamente à posição inicial. — George, depois do que tu fizeste, o que é que tu esperavas? — Que tu compreendesses! Eu já te disse que eu sou uma pessoa muito complicada, nem sempre é fácil lidar comigo. — Isso quer dizer que eu não vi todas as tuas faces? — Sim! Significa sim. — George, tu... — Volto a fazê-la girar. -... sabes que nós somos diferentes! — Os opostos se atraem. — Mas a nossa divergência é enorme. — Claire, esqueça, isso de divergência e convergência. Eu acredito que, basta duas pessoas se amarem para serem compatíveis. — Uau! — Uau? Diz qualquer coisa Claire. Ela continua calada. Eu sei que o que eu disse foi bastante romântico, e blá blá blá, e quero que ela entenda que eu estou disposto a tudo por ela. Ela esconde o seu rosto, mas eu o levanto, e nossos olhares se cruzam. Nesse momento, eu sei que ela quer que a beije, e é exactamente isso que eu faço. Beijá — la como se não houvesse amanhã! Como se precisássemos disso para sobreviver! Como se isso fosse a salvação do universo. Não nos importamos com os convidados. Eu não quero saber deles. Eu não me importo com o que as pessoas pensam ou dizem. Apenas me importo com o que Claire pensa e diz. Claire me beija com muito desejo, sem me largar. Me beija que nem uma louca. Eu a mantenho nos meus braços, mas ainda não querendo, paro o beijo. Todas as pessoas olham para nós admiradas. Minha mãe sorri, e Rebecca fica triste. Eu seguro a mão de Claire, que está completamente envergonhada, e a levo para a varanda, para que estejamos sós. Ela esconde o rosto com as mãos. Eu rio e seguro as suas mãos.
— Não fiques assim. — Nós fizemos uma cena na frente de todo mundo e tu estás totalmente relaxado? — Eu já te disse. Não me preocupa o que os outros dizem! — Quem me dera pensar assim. — Minha querida, por favor, volta para mim! — George, eu não sei. — Não sabes como? Por favor, me diz que ainda me amas. — Nós não queremos o mesmo, e além do mais, eu... — Suas lágrimas caem por si. -... eu não posso! — Tu não podes porquê? — Porque eu tenho namorado. — Meu coração se despedaça. Eu acho que vou ter um ataque! — Claire, por favor, me diz que não é Frank Rogers! — É ele sim. Eu passo a mão pelo cabelo, e olho para Claire com raiva, muita raiva. Mas não estou com raiva dela, estou com raiva de Rogers. Eu me afasto dela, e desvio o olhar. Parabéns Rogers! Você conseguiu o que queria. Tirar Claire de mim. Faço um esforço muito grande para que Claire não me veja chorar. — Sério? Nós nos separamos a pouco tempo, e já foste correr atrás de Rogers! — Eu lamento muito. — Não mais do que eu. Claire, o que é que tu viste nele? É por ele ter mais dinheiro do que eu? — Não! George, como podes pensar uma coisa dessas! — Tu já não me amas não é? — Eu só quero alguém que queira o mesmo que eu. Tu não queres casar nem ter filhos, mas Frank quer. — Eu disse que eu mudei de ideias, Claire! — Eu não sei se é verdade. Tu podes estar a enganar — te a ti mesmo. — Então tu queres estar com ele? — Ela não diz nada. — Claire, termina tudo com ele e volta para mim! — George, por favor! — Tu queres ficar com ele? Queres ficar com alguém que não amas? Ter de beijá — lo o dia todo, abraçá — lo, sempre, fazer amor com ele todos os dias? Tudo bem! Eu espero que tu sejas muito feliz, Claire. — Eu não vou deixar isso acontecer! Claire vai voltar para mim. Eu juro! — George, por favor, não olha assim. — Como tu queres que eu olhe para ti? Estou furioso, Claire! — Comigo? — Com todo mundo! — Eu peço desculpa. — Seus olhos estão vermelhos e cheios de lágrimas. Porquê ela fez isso comigo? Porquê? — Se fosse o contrário, como te sentirias? — Ela baixa a cabeça, evitando contato visual. — Eu não sei. — É melhor mesmo tu não saberes como eu me sinto Claire. Tu acabaste comigo! Mas se tu realmente queres estar com ele, eu espero que ele não te faça sofrer, e cuide bem de tu. Espero que ele faça o que eu não fiz. — George... — É melhor eu voltar lá para dentro! Eu volto para a sala, tentando disfarçar a minha indisposição. Eu estou com raiva e com pena de Rogers, porque ele não sabe que Claire estará com ele por pouco tempo. Eu vou recuperá — la! Claire também volta para a sala. Espero que ela não vá embora, porque ainda não terminamos de conversar. Temos muitas coisas para dizer um ao outro. Minha mãe vem até mim sorrindo. Eu espero que ela não pergunte sobre Claire. Não quero que ninguém pergunte sobre Claire. Ela coloca a mão no meu ombro. — Então, filhote! Depois daquela cena escandalosa, vocês voltaram? — Mãe! — Eu quero saber. É que vocês não conseguem resistir um ao outro. Prova disso, foi aquele beijo que vocês deram a pouco tempo. — Na verdade, nós ainda não voltamos! — Porquê não? — Claire tem namorado. — O quê? — Isso mesmo! O multimilionário Frank Rogers. — Sério? Desde quando? — Eu não faço ideia. Pergunte à Claire! — Querido, tu estás bem? — Eu vou ficar bem. — Na verdade, estou ótimo, porque achei uma forma de rir da cara de Rogers. Vou tirar Claire dele, e fazê-lo sofrer. Ele vai saber o que é a raiva de um Renner! Minha mãe me dá um abraço reconfortante. — Não te preocupes, querido, tu vais encontrar alguém que vai te fazer muito feliz. — Eu não quero outra, mãe, quero Claire. — Filhote, tu tens de aceitar que acabou! — Eu vou tentar! — Não, eu não vou tentar, nada. Eu vou lutar por Claire até ao fim. Ninguém pode me impedir. — Eu volto num instante. — Ela vai em direção à Rebecca, e eu em direção à Claire. — Claire, podemos conversar? — Está bem. — Vamos para um lugar mais calmo. — E com um lugar mais calmo eu quero dizer, o quarto mais próximo. Subimos às escadas, e entramos num dos quartos de hóspedes. Claire olha para mim assustada. Se eu fosse ela também teria medo. Ela encosta na cómoda, e eu me aproximo dela devagar! Tão devagar, tão sexy, tão " Oh meu Deus! ". — Tu sentes alguma coisa por Frank? — Sussurro. — George, não me perguntes uma coisa dessas, por favor! — Sim ou não? — Eu não sei. — Mas tu me amas? — Me aproximo mais. — Sim, George! — Então, o que é que tu ainda fazes com Rogers? — Eu não sei. — Eu acaricio o seu rosto, e ela fecha os olhos. — Baby tu achas que eu estou feliz com isso? — Eu não quis te machucar! Me perdoa. — Claire, olha para mim! — Seus olhos se abrem e encontram os meus. — Tu ainda me queres? — George, não me pergunta isso. — Tu queres que eu responda por ti? Eu não me importo de o fazer. — Porque vou fazer com que tudo esteja ao meu favor. — Eu... — Coloco o meu dedo indicador na sua boca, impedindo que ela fale. — Tu me queres, Claire? Resposta: claro George!... Tu queres que eu te beije agora? Resposta: faça isso, por favor, George! ... Tu tens a certeza, Claire? Resposta: tenho toda a certeza do mundo. Eu me inclino, e começo a beijar o seu pescoço, fazendo ela gemer. Suas mãos sobem para a minha cabeça, me puxando mais para ela. Eu subo, e mordo o seu lábio inferior levemente. Ela fecha os olhos, mas os meus estão completamente abertos. Chupo o seu lábio inferior, e em seguida, insiro a minha língua na sua boca, e continuo com a brincadeira. Claire desabotoa a minha camisa devagar, tira e a joga no chão. Suas mãos descem do meu peito aos meus abdominais, e depois encontra o cinto da minha calça e abre a calça ferozmente. Ela pára de me beijar e olha para mim. Nesse momento ela é a personificação do desejo. Seus olhos estão sedentos, assim como os meus. — George? — Sua voz é quase inaudível. — Sim, meu amor! — Isso é apenas uma despedida? — Eu não quero que seja uma despedida. — Mas vai ser a última vez, não vai? — Eu também não quero que seja a última vez. — Eu vou ter muitas saudades tuas! — Ela volta a me beijar, e chora ao mesmo tempo. Eu tiro o seu vestido devagar, a levanto, e a coloco na cama. Seus olhos se fecham novamente. Eu tiro a sua roupa interior, e a minha também. Em seguida, nós nos fundimos. Claire arranha as minhas costas, e eu mordo o seu pescoço. Ela me deixa louco. Eu ficaria assim para sempre. Não posso perder Claire! Eu não vou desistir dela, não vou desistir de nós. Isso não é uma despedida! Isso não é um adeus! Nós vamos voltar a ficar juntos! Ninguém vai me impedir de conseguir o que quero.
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