Eu continuo a observá — los .Ele coloca a mão na cintura de Claire e beija a sua bochecha. Eu não aguento mais ficar aqui parado. Saio do carro e vou até eles. Claire assusta quando me vê. Eu vou para junto dela. E dou o meu olhar mais frio para o imbecil.
— George, o que é que tu fazes aqui? — Eu olho para ela, e ela parece não gostar de me ver aqui.
— Eu vim buscar — te! Então, não me vais apresentar ao teu amigo? — Eu olho para o idiota de olhos azuis.
— Claro! George, esse é Frank Rogers, e Frank, George Renner!
— Muito prazer. — Ele estende a mão para mim, e sorri.
— O prazer é todo meu. — Eu aperto a sua mão com força, e ele também aperta com mais força ainda. Eu aperto ainda mais, não deixando de sorrir, e ele faz o mesmo.
— Que bom que já se conhecem, podemos ir? — Eu solto a sua mão. Claire estreita os olhos para mim.
— Sim, é melhor nós irmos embora.
— Amanhã jantamos, Claire? — O idiota pergunta. Eu olho para Claire. Por favor, diga não! Por favor diga não! Diga não! Diga não!
— Claro, nos vemos amanhã! — Não! Não! Não! Eu olho para ela chocado por ela ter seguido em frente tão rápido. Como foi capaz?
— Então, adeus. — Ele anda até o seu Ferrari vermelho, e vai embora. Eu olho para o carro enquanto ele desaparece na auto estrada, depois olho para o meu Audi A3 preto. E óbvio que ele é mais rico do que eu. Só espero que Claire não goste dele por causa disso.
— Então, George, vamos?
— Claro. — Eu abro a porta, deixo ela entrar, dou a volta e também entro. Eu conduzo até à sua casa. Não dissemos uma única palavra, o caminho todo.
Nós desçemos do carro. Eu vou até Claire. Aquele maldito Frank Rogers me deixou desmoralizado. Ele é muito impressionante. Eu preciso tirar ele do meu caminho, para poder ficar com Claire.
— É linda! — Eu olho para a sua calça preta de cintura alta, que marca as suas pernas e seu traseiro perfeito. Fica — lhe muito bem!
— Eu? Ah, obrigada! — Ela responde confusa.
— Claro que tu és linda Claire, mas me referia à tua calça. — Ela olha para baixo.
— Ah! Ainda bem que tu gostas! Eu tinha comprado para a nossa saída no sábado, mas não a usei. — Ela volta a olhar para mim.
— Ele é incrível, não é?
— George, do que é que tu estás a falar?
— Frank Rogers!
— Eu acho que sim! Tu queres entrar?
— O teu pai está em casa?
— Não, ele me disse que ia sair com a tua mãe.
— Uau! As coisas estão a ficar sérias entre eles!
— Entras ou não? — Ela pega sua chave e abre a porta, nós entramos em seguida. Eu não devia estar aqui, mas quero estar aqui. Oh céus! Estou dividido em duas partes.
— Tu queres alguma coisa? — Ela pergunta sorrindo.
— Não, obrigado. — Eu sento no sofá.
— Eu volto já! — Ela vai para o quarto. Enquanto ela saiu, aproveito para organizar os meus pensamentos. Preciso ser rápido com isso. Preciso separar os nossos pais imediatamente, preciso que Claire fique comigo, não com aquele...aquele idiota execrável!
Claire volta para a sala, e senta no sofá. Nós nos olhamos apenas, não dizemos nada. — De certeza que não queres nada? — Ela fala finalmente.
— De certeza. A quanto tempo tu o conheces?
— Quem? — Por favor, Claire! Colabore comigo.
— Frank Rogers!
— Há umas semanas! Porquê?
— O que é que ele faz?
— É empresário!
— Ah, Claro!
— Porquê tanta insistência com Frank Rogers?
— Como se conheceram?
— Tantas perguntas, George! Porquê tu queres saber sobre ele?
— Curiosidade.
— Só isso? Nada mais? — Ela levanta uma sobrancelha.
— Nada mais!
— Tu estás com ciúmes? — Eu desvio o meu olhar. Parabéns, George, ela descobriu! Como hei de responder a esta pergunta. Ah! Já sei!
— Sim, Claire, eu estou com ciúmes. — Eu inclino a cabeça. Estou a ser bastante sincero. Mas também só quero que ela deixe de ver aquele idiota.
— George, nós já falamos sobre isso. — Ela se aproxima de mim. — Agora que os nossos pais estão juntos, não podemos estar juntos. Precisamos seguir em frente. Tu e Andrea são perfeitos um para o outro. — Eu olho para ela estupefacto. Como ela pode dizer uma coisa dessas? Sou eu quem decide que mulher é perfeita para mim, ou não!
— Não! Eu não sinto nada por ela. Eu terminei com ela ontem, porque eu pensei...
— George, não. Nós não vamos voltar! — Eu não teria tanta certeza disso.
— Claire, não é justo.
— George, tu estás a dizer que não achas justo que os nossos pais sejam felizes juntos? — Sim. Eu acho que eles serão mais felizes separados. Mas preciso seguir o plano como planeado.
— Eu não disse isso! — Na verdade, é sim, o que eu quis dizer. — Eu lamento. Eu não quis dizer tudo que eu disse. Eu só, estou sofrendo muito, Claire. Não sei se vou conseguir. — Ela me abraça apertado. É a primeira vez que nos abraçamos.
— Eu lamento, George. — Ela me larga. — Parece que o destino não quis que nós ficássemos juntos.
— Mas, nós podemos ser amigos! Quer dizer, se tu quiseres.
— Claro que sim, George. — Fase um completa. Agora fase dois, pode levar uma semana, mas tenho de completá — la.
— Que bom! Eu acho que já está na hora de eu ir embora. — Eu levanto.
— Já? Tudo bem. — Ela também levanta. Ela caminha até a porta e abre. Eu também ando até a porta e antes de sair, eu puxo ela nos meus braços e beijo ela.
Eu sei que ela disse que não podemos ficar juntos e blá blá blá, mas também sei que no fundo, ela quer que fiquemos juntos. Eu a enclino nos meus braços, e quando ela me puxa para ela ainda mais, eu a solto, e vou embora, sem deixar ela dizer uma única palavra.

Em casa, como não tenho mais o que fazer, termino o projecto que estou a tentar terminar desde a semana que descobri que estava apaixonado por Claire Peterson. Foi uma semana, e tanto. Eu finalmente termino.
Agora, eu só tenho que pensar no que fazer para impedir o jantar de Claire com o Frank idiota Rogers. Podia mandar sequestrar o idiota, mas não quero que Claire descubra e me odeie. O que será que eu posso fazer? Sequestro, está fora de questão. Então, o quê? Pensa! Pensa!
Eu estou sem inspiração para nada hoje. Talvez esteja a ser dramático. Claire não vai se apaixonar por ele da noite pra o dia. Ou será que vai? Seja como for, se esse jantar acontecer, vai ser o último entre eles, porque eu não vou permitir que o maldito Frank Rogers roube Claire de mim. Isso não pode acontecer, jamais!
Eu preciso saber mais sobre ele. Descobrir os seus podres, e outras coisas mais. Se o conseguir, Claire não vai voltar a vê-lo, e o caminho estará livre para mim. Isso claro, se não aparecer outro intrometido para me estragar a festa.
Porquê é tão difícil, eu acertar com mulheres? Pelo menos uma vez na vida eu quero acertar! E eu sinto que com Claire vou acertar. Meus relacionamentos anteriores nunca duraram sequer cinco meses. Mas o problema não é comigo, o problema é com elas, e apenas elas.

No dia seguinte. Saí o mais rápido possível, da John Renner, para a casa de Claire. Eu estou a espera do maldito Frank Rogers, para poder vigiá — los. Eu estou a espera a uma hora! Talvez tenha vindo cedo demais. O carro de Rogers finalmente chega. Ele desçe e toca a campainha. Espera aí! Eu acabei de perceber uma coisa! Claire, dou o seu endereço para esse idiota! Eu não acredito nisso!
Claire sai de casa com um vestido vermelho curto, apertado, e está deslumbrante. Eu começo a babar. Olha só, o que eu tenho que recuperar! Eles entram no carro. Eu ligo o motor e sigo eles de forma discreta.

Nós chegamos no restaurante. Eles entram, e eu espero dois minutos para entrar também. Eu sento numa mesa distante da deles, para que não me possam ver, mas eu vejo tudo. Rogers beija a mão de Claire, e ela sorri, como se estivesse gostando. Por favor! Eu reviro os olhos.
O garçom vem à minha mesa, me impedindo de ver Claire e Frank. Que ódio!
— Boa noite, senhor o que vai querer?
Eu olho para a ementa. Não tenho fome de todo! — Eu vou querer água, por enquanto!
— Sim, senhor! — Ele desaparece da minha vista.
Claire está muito sorridente, será que sente alguma coisa pelo imbecil? Ou esteja apenas ser simpática? Espero que seja a segunda opção.O garçom vai até eles. Eles fazem os pedidos, e o garçom vai para outra mesa. Frank coloca a sua mão por cima da mão de Claire. O que é que ele pensa que está a fazer?
Claire sorri. Eu não sei o que eles estão a dizer. Claire olha ao redor do restaurante, e eu escondo o meu rosto imediatamente, com a ementa. As coisas que um homem tem de fazer por amor!
Eu afasto a ementa do meu rosto e olho para o par que não tem nada a ver um com o outro. Eu fico olhando com desgosto para Frank. Nunca odiei tanto alguém em toda a minha vida! Nunca!

Estou aqui a uma hora, e eles continuam a conversar. Tive de suportar Frank, tocando Claire, o tempo inteiro. Eu não sei se vou aguentar muito mais. Quero levantar, dar um murro na cara do idiota, e levar Claire comigo. Mas eu preciso manter a calma.
Eles levantam e Frank paga a conta. Em seguida, saem do restaurante. Eu também saio, dois minutos depois. Quando saio, vejo Frank e Claire se beijando, e meu coração se despedaça. Sinto o meu peito ardendo. É um sentimento insuportável, não acredito que Claire tenha feito isso comigo. Simplesmente não acredito!
Eu vou para o meu carro discretamente, para que eles não me vejam destruído, ligo o motor e conduzo para casa. Eu tento, o máximo possível me concentrar na estrada para não chocar com nenhum outro carro, porque estou fervendo de raiva.
Chego no meu apartamento e encontro Rebecca na porta. Não sei o que ela faz aqui, eu já tive o suficiente esta noite, não tenho vontade de discutir com ninguém, estou destroçado, machucado, triste, e com raiva. Muita raiva.
— George, o que foi?
— Nada! — Eu pego nas chaves para abrir a porta. — O que é que tu fazes aqui?
— Eu queria te ver. Tu estás bem?
— O que é que tu achas?
— Eu acho que tu não estás bem!
— Vá embora! — Eu abro a porta para entrar, mas ela me puxa no braço.
— Tu não queres conversar, sei lá, sobre o que tu estás a sentir?
— Eu não estou a sentir nada, me deixe em paz!
— Eu não vou a lado nenhum. Eu estou aqui como uma amiga. — Nós entramos e ela fecha a porta. Eu não sei porquê deixei ela entrar.
Eu vou para a cozinha e pego dois copos. Volto para a sala e sirvo os copos com whisky. Eu entrego um a Rebecca e sento no sofá. Ela se aproxima de mim.
— O que é que se passa na Georgolândia?
— Eu conheci alguém! — Eu olho para ela.
— Ah! — Ela diz triste. — Como ela é?
— É fantástica, é a melhor pessoa que eu já conheci, é muito especial. Ela se chama Claire.
— Tu gostas dela? — Eu bebo o whisky.
— Gostar? Eu amo ela, como nunca amei ninguém em toda a minha vida. Ela me faz sentir diferente, ela me faz muito bem.
— E porquê tu estás triste? Ela não sente o mesmo? Não gosta de ti? Tem namorado?
— Ela sente o mesmo! O problema é que, os nossos pais estão juntos.
— Uau! Por isso, eu não esperava.
— Eu não quero que sejamos irmãos.
— Eu lamento. Não gostava nada de estar no teu lugar. Mas tu devias dizer a tua mãe, o que tu sentes por Claire.
— Claire, não quer que eu diga nada. Ela não quer machucar o pai dela. Parece que agora que ele está com a minha mãe, ele voltou a ser o homem que ela conhecia.
— Tu não vais fazer nada para recuperá — la?
— Eu vou tentar!
— Eu acho que tu não devias desistir dela. Ela pode ser a pessoa certa para ti, e se tu a perderes, podes não encontrar alguém como ela, outra vez.
— Eu sei disso perfeitamente. Mas não são apenas os nossos pais que nos separam. Também há um tal de Frank Rogers. Ele anda em cima de Claire.
— Frank Rogers?
— Sim!
— Frank Donald Rogers?
— Eu acho que sim. Conhece — lo?
— Perfeitamente. Ele é um milionário, conquistador. O pai dele é dono de três grandes empresas. Uma em Nova Iorque, outra em Califórnia e outra em Washington D.C. — Eu olho para Rebecca estupefacto, e com muita inveja também. Tinha de ser.
— Me conte mais sobre ele.
— A sua mãe, é dona de um grande restaurante, ele tem dois irmãos. Um deles estuda em Havard, e a outra é modelo. Seu avô, tem uma grande empresa de perfumes, e sua avó, tem um hotel em Londres. — Eu não acredito no que acabei de ouvir. E se Claire, preferir ficar com ele, porque ele tem muito que oferecer a ela, em vez de mim? Será que vou aguentar?
— Ele não tem nenhum segredo obscuro?
— Eu não sei.
— Que pena!
— Tu te sentes melhor, depois de te abrires comigo?
— Um pouco, sim! Obrigado.
— Não me agradeça.
— Tu estás bem?
— Sim, estou.
— Como está Michaela?
— Está bem.
— Ótimo!
— George, tu já não sentes nada por mim? — Uau! Eu não esperava ouvir isso.
— Rebecca, olha eu gosto de outra pessoa. Acabei de dizer. Lamento o que se passou connosco a tempos, tu devias seguir em frente e me esquecer.
— Eu sei. Eu estou a tentar.
— Faça isso!
— Eu acho que está na hora de ir embora. Michaela, deve precisar de mim. — Ela levanta e coloca o copo de whisky na mesa de centro.
— Tudo bem. — Também me levanto. Eu acompanho ela até a porta. Ela beija minha bochecha.
— Espero que as coisas melhorem para o seu lado.
— Para o seu também. Obrigado por me ouvir. Deve ter sido difícil.
— Faria mais vezes. Adeus.
— Adeus. — Eu fecho a porta.
O mundo não está a meu favor. Eu não acredito que aquele imbecil, tenha uma família muito bem sucedida. Não acredito que a minha mãe está com o pai de Claire, e não acredito que vi Claire beijar, Frank Rogers. Eu preciso fazer alguma coisa, o mais rápido possível, se não quiser perdê — la.