Notas iniciais
George descobre que Rebecca Williams não é a mulher perfeita para ele, e conhece Claire Peterson, ignorante de que irá mudar a sua vida para sempre.

Eu faço um projecto arquitectónico em meu escritório. Construí o meu escritório de arquitetura após a morte de meu pai, o " John Renner", e tornei-me num grande arquiteto, com apoio de minha mãe, claro.
Eu elaboro distraído os projectos, quando minha namorada liga. Eu atendo.
— Olá meu amor.
— Olá meu amor, tudo bem? — Responde Rebecca Williams. Eu gosto dela porque ela é 1) Loira de lindos, mas lindos mesmo olhos verdes, 2)É super inteligente, 3) É bastante poderosa e 4) É do mesmo nível social que eu.
— Sempre! E tu?
— Também estou. Eu gostaria de jantar contigo está noite, há algo que eu preciso dizer. É muito importante! — Eu fico preocupado. Será que quer terminar? Quer dizer, eu não gosto assim tanto dela, mas gosto de um modo razoável .
— Tudo bem! — Eu digo.
— Então até logo!
— Até logo. — Eu desligo.
Levanto — me e saio do escritório. Eu saio de JOHN RENNER e encontro o meu carro no parque de estacionamento. Eu entro no meu Audi A3 preto e conduzo até à DIAMONDWORLD uma das maiores empresas de diamantes de Nova Iorque, que pertence à minha mãe e onde Rebecca trabalha como vice presidente da empresa.
Quando chego, estaciono o meu carro e entro no grande edifício da DIAMONDWORLD. Eu chamo a atenção de todos. Eu sempre gostei de ser o centro das atenções. Subo no elevador, e vou até ao piso superior.
Chegando lá, encontro Rebecca a conversar com um funcionário. Eu caminho até ela, mas quando Rose Renner(minha mãe) sai de seu escritório, eu mudo de direção. Ela não sabe do meu relacionamento com o seu braço direito. Eu tento sempre manter isso em segredo.
— Mãe!
— Filho! — Nós nos abraçamos. Rebecca nota a minha presença.
— Vim buscá — la para almoçar.
— Claro. — Ela se volta para Rebecca. — Rebecca estarei com meu filho, qualquer coisa tu já sabes!
— Claro.
— Vamos?
— Eu te encontro no carro, vou buscar a minha bolsa.
— Tudo bem. — Ela entra no seu escritório.
Rebecca entra no elevador, e eu corro até ela, e as portas se fecham.
— Então, não podes dizer o que é assim tão importante que te aflige?
— Está noite!
— Tu queres terminar comigo?
— Não!
— Então o que é?
— Detesto a tua impaciente!
Eu a enclino e a beijo. Eu continua a beijar sem perceber que estamos no piso térreo. Eu a largo imediatamente, e as portas se abrem.
— Adeus, baby.
— Até logo. — Nós seguimos rumos distintos. Eu espero que não seja algo muito grave! Ela parecia muito séria!

Nós vamos para um dos melhores restaurantes da cidade de Nova Iorque.
Minha mãe não pára de falar sobre eu ter de arranjar uma namorada, e etc.
— Eu acho que tu tens de arranjar uma namorada! — Ela bebe a sua água.
— Eu estou bem. Tenha calma mãe! Eu não tenho pressa!
— Tu tens 32! Tu não achas que precisas de uma família?- A sério, mãe? Uma família? Eu não sou um homem de família! Não sou um homem para ter uma família!
— Mãe, tudo a seu tempo! Quando eu encontrar uma namorada eu a aviso!
— Tudo bem. Mas se precisares de ajuda com isso, eu estou aqui! — Eu não quero que ela me apresente a uma patricinha idiota, com óculos nerds, e timidamente insuportável! Eu quero uma mulher sexy, poderosa, independente, atrevida, bem vestida, rica e principalmente que não queira esse negócio de casar e ter filhos. Por favor!
— Está bem, mãe!

Rebecca está deslumbrante em seu vestido azul celeste, eu não tiro os olhos dela. Ela dá um gole em seu vinho. Ela não pára de falar do seu ex! Detesto isso em uma mulher! Perdeste cinco pontos Rebecca Williams! Perdeste cinco pontos!
— Então, já chega de reclamar do teu ex. O que é que tu me queres dizer? — Estou impaciente. Eu passei o dia todo ansioso saber o que ela me quer contar.
— George, eu não sei como dizer isso. — Ela volta a beber o seu vinho. Respira fundo. Volta a beber o vinho e respira fundo. — É que eu tenho... tenho uma... uma filha!
Eu fico bloqueado, incrédulo e Obtuso. Uma filha? A sério Rebecca?
— O quê? — Eu respondo depois de trinta longos segundos. Ela tira o telefone e mostra a foto de uma linda menina loira de olhos castanhos sorrindo sentada na relva com o seu cãozinho, um Yorkshire.
— Aqui. — Eu não digo nada. Eu olho apenas para a foto. -Eu quis dizer, mas agora que eu sinto que as coisas estão a ficar sérias entre nós, eu decidi contar. Eu peço desculpa. É só que eu quero que Rose saiba sobre nós e quero que eu, tu e Michaela sejamos uma família.
Eu não estou num dos meus melhores dias, eu fui pego de surpresa. Afinal Rebecca Williams não é o tipo de mulher perfeita que eu procurava. A única opção é:
— Rebecca, está tudo acabado entre nós! — É! Eu não quero esse tipo de vida.
— George, o que foi que eu fiz?
— Tu tens uma filha. Eu não quero ser padrasto de ninguém. Eu não gosto de crianças. Eu não posso estar contigo! Não quero casar, não quero ter filhos!
Eu tiro a carteira, tiro o dinheiro e coloco-o na mesa.
— Eu lamento, mas não vai resultar. — Eu levanto e deixo ela na mesa como uma idiota. Bem, pelo menos, paguei a conta.

Eu chego no meu apartamento, irritado, zangado e muito mais. Como pôde Rebecca Williams ter uma filha e não ter dito antes. Nós estamos juntos a quatro meses.
Onde eu posso encontrar a mulher perfeita? Uma que não queira ter filhos, casar, que seja poderosa, que comanda a todos ( excepto eu, claro!), dona do seu próprio mundo, rica, boa de cama, inteligente e cheia de estilo? Onde? O homem perfeito precisa de uma mulher perfeita.
Ligo para Philippe, o meu amigo insuportavelmente altruísta, bonzinho e certinho. Mas é o meu melhor amigo. Ele atende ao quarto toque.
— George!
— Philippe, eu terminei tudo com Rebecca!
— O quê? Porquê? — Ele parece surpreendido. Será que pensou que eu queria casar com Rebecca?
— Ela tem uma filha! — Eu digo friamente.
— E?
— Eu não fui feito para esse tipo de coisas, esse tipo de vida.
— George, isso não é motivo para terminar com Rebecca!
— Ela não é a mulher perfeita e pronto!
— Sabes um dia irás encontrar uma mulher que vai mudar o teu conceito de perfeição!
— Eu tenho a certeza que isso não vai acontecer! George Renner é imutável!
— George não é mau Rebecca ter uma filha... — Eu desligo na cara dele. Eu sei que não irá ficar zangado. Ele é a pessoa mais indulgente do mundo!
Eu deito na cama e adormeço.

O meu dia foi horrível para começar, só espero que melhore. Eu saio da John Renner e pego no meu telefone.
Eu ligo para Philippe. — Philippe, tu nem imaginas, Raymond demitiu — se! Eu preciso de um advogado novo! — Uma mulher de olhos azuis, cabelos castanhos, com óculos nerds enormes vestida com um vestido castanho, saltos altos, chegando quase a minha altura, e com uma bolsa que parece estar muito pesada, aparece a minha frente. Ela sorri. Está a tentar me seduzir?
— Sabes eu...- Eu o corto.
— Eu ligo mais tarde. — Desligo. Olho para a pequena criatura a minha frente. — Precisa de ajuda?
— Bem, eu ouvi o senhor dizer que precisa de um advogado novo, e eu por acaso sou advogada, e queria saber se o senhor aceitaria que eu fosse sua advogada!
Eu olho para ela estupefacto. Ela minha advogada? Uma mulher? Eu rio, rio muito alto, mas de forma elegante. Eu dou enormes gargalhadas. Ela fica com cara de cachorro molhado. Eu paro de rir.
— Isso é para os apanhados?
— Não! É muito sério!
— Eu não contrato meus empregados na rua! Além disso, tu não pareces uma advogado! Qual é o teu jogo?
— Bem, eu...
— Olha mocinha, tu devias fazer filmes de comédia!
— EU NÃO ESTOU A BRINCAR. E PODE ESQUECER O QUE EU DISSE. NÃO QUERO UM PATRÃO COM UM COMPORTAMENTO HOSTIL! — O quê? Ela acabou de gritar comigo?
— Tu és bipolar ou louca?
— O senhor é um idiota!
— Tu és muito louca, a idiota és tu! Ninguém grita comigo! Tu sabes quem eu sou?
— Não! Não sei, Não quero saber e tenho muita raiva de quem sabe! — Ela me dá as costas e vai embora.
O que é que acabou de acontecer? Eu volto a ligar para Philippe, mas está indisponível. Eu ligo para minha mãe. Ela responde ao segundo toque.
— Filhinho! — Detesto quando ela me chama de: Filhinho, bebé, coelhinho e fofinho.
— Tudo bem, mãe?
— Perfeitamente. Eu gostaria que viesses jantar comigo está noite, há uma rapariga que eu quero que conheças! — Oh Céus! Eu não quero que minha mãe se intrometa na minha vida amorosa entre aspas.
— Mãe, eu já disse que...
— Eu te espero! Não te atrases! — Ela desliga. Agora já sei como Philippe se sente sempre que eu desligo em sua cara!
Eu respiro fundo. O meu dia não começou nada bem, mas espero que melhore quando eu vir a " rapariga que a minha mãe quer que seja a minha namorada". O pior é que eu tenho a certeza absoluta de que a minha mãe vai me apresentar a uma mulher que não tem nada a ver comigo.

Eu chego até à casa de minha mãe. Eu desço do carro, abro a porta e entro. Eu vou até a sala de estar. Minha mãe desce da escada, sorridente, vestida de branco. Ela vem me abraçar.
— Olá fofinho. — Cá vamos nós.
— Boa noite, mãe. — Ela me larga. — Estou tão entusiasmada! Tu irás adorar a rapariga. Ela tem tudo para ser a tua namorada! — Minha mãe é muito exacerbada.
— Assim espero. Assim espero.
Nós vamos para a sala de estar. Delfina trás taças e uma garrafa de vinho. Nós nos servimos, e nos sentamos.

A campainha toca. Delfina abre a porta. Eu estou curioso para saber quem é. Eu dou um gole no meu vinho.
— Boa noite.
— Boa noite, Srta. Por aqui, por favor! — Eu oiço os saltos altos batendo no chão. O meu sensor de mulheres diz que não é o tipo de mulher que eu procuro. Não anda com confiança nem autoridade sobre os seus próprios pés.
Minha mãe sorri e se levanta.
— Boa noite, Claire!
— Boa noite, Rose — Essa voz é — me familiar. Eu me viro e vejo a caixa de óculos nerds. Eu me engasgava se tivesse comida na boca ou cuspia o meu vinho, mas o vinho está uma delícia.
Ela muda o seu sorriso para cara de idiota. Eu olho para ela friamente. Ela merece! Ela gritou comigo!
— George, filhote, essa é Claire Peterson, uma nova amiga, e Claire, George Renner, meu filho.
Nós olhamos um para o outro arrogantemente. Com vários pensamentos malignos na cabeça. Eu acho que acabei de ganhar uma nêmesis. E essa nêmesis é amiga da minha mãe.

Notas finais
Continua no próximo Capítulo.