Notas iniciais
É minha primeira fic, a um bom tempo eu tinha escrito os primeiros capítulos, mas tava com vergonha de publicar. Hoje me lembrei dela, e resolvi terminar de escrever e me arriscar. Espero que gostem, e comentem pra dizer a opinião de vocês, por favor. Então... boa leitura

A exatos 17 anos, eu nascia, Lara Beatriz Johnson, ou apenas Lara. Meus pais, o Sr. e a Sra. Johnson, era uma família tipicamente conhecida de Londres. Ricos e populares eles moravam em uma casa bastante grande para apenas três pessoas, isso sem contar com seus cozinheiros, jardineiros, motoristas particulares, entre outros funcionários da mansão dos Johnson.

Sou o tipo de garota mimada, fresca e extremamente patricinha, que posso ter o que quero na hora que eu bem entender, pelo menos era isso que eu deixo que os outros vejam. Por dentro, sou insegura e tinha a grande necessidade de se provar, meus pais apesar de darem tudo que eu peço não parecem ligar muita para a minha educação e muito menos para o que eu penso.

Amanheceu o dia 18 de julho e esse dia prometia, afinal, era o meu aniversário. O despertador tocara as 9:00 AM, acordei não tão feliz, o dia do meu aniversário significava vários presentes e vários mimos, isso cansa. Desci as escadas e só encontrou Margarida, a empregada.

- Ah, olá Margarida – disse botando o sorriso no rosto que não era meu

- Olá Srta. Johnson, como vai, quer algo? Sua mãe mim mandou avisar que ela saiu, ela e seu pai, só vão voltar perto do meio dia, foram para uma reunião na empresa, oh sim, e disseram que seu presente está no quarto deles. – falou Margarida terminando de colocar a sala em ordem

- Não quero não, vou bem. Obrigada! – agradeceu já subindo as escadas, na verdade não iria pegar presente nenhum, pouco importava se seus pais deixaram ou não um presente pra ela, ela só queria mesmo que ao menos uma vez, um só dia, no dia do seu aniversário os seus pais a acordassem, lhe abraçassem e passassem o dia todo se divertindo, mas isso na cabeça dela parecia um sonho, um sonho impossível.

Entrou em seu quarto novamente e procurou a melhor roupa, ela tinha as melhores roupas, todas eram ótimas, otimamente desconfortáveis e cheia de frufru. Ah sim, ela tinha que parecer uma patricinha, foi assim que crescera, era assim que toda a sua família e amigos achavam que ela era. Pegou seu celular e caminhou até o quarto dos pais, ao chegar estava lá, em cima da cama deles, 3 pacotes, dois bastante grande para ser um presente e outro pequenino demais, pra ser um presente comprado por seus pais, tudo deles era extravagante. Abriu o primeiro embrulho grande, e lá estava o seu vestido vermelho, o vestido que ela usaria logo mais a noite, na sua festa, abriu o segundo e estava o sapato incrivelmente alto e preto, jogou esses dois pra lá, afinal não lhe surpreendia, esse sempre era o presente dos seus pais, todo o ano, mas o terceiro era novidade, quando se levantou para pegá-lo o celular tocou.

- Alô – disse ela bem animada, animada até demais, com uma voz que não era sua, era da sua “personagem”

- Parabéns pra você – ouvi aquela voz insuportável da Raissa – Como você tá amiga? Acabei de acordar e resolvi ligar pra você, i ai, já abriu os seus presentes?

- Oh, Raissa, obrigada, estou bem sim, obrigada, e você? Bom, abri sim na verdade abri apenas dois, ia abrir o último quando você ligou.

- Estou ótima, você acredita que ontem a noite o Carlos me ligou e chamou eu e meus pais para jantar na casa dele hoje a noite, acho que ele vai mim pedir em noivado, estou tão ansiosa. – o Carlos é o namorado dela, já faz 2 anos que eles namoram, e ela ainda insiste em passar isso na minha cara — Mas, o que foi seus presentes?

- Fico feliz por você, foram um vestido e uma sandália, bem bonitos por sinal – também tinha que me mostrar um pouco né? – Mas então você não vem pra minha festa? – sem querer deixei escapar um quê de animação por esta notícia

- Não acredito, eu me esqueci da sua festa, oh, desculpe amiga, vou ligar agora mesmo pro Carlos e perguntar se não podemos ir amanhã ...

- Não, Raissa, se isso é muito importante pra você pode ir, eu não vou ligar, quer dizer... vou sentir muito a sua falta – mentir para ela, era bem mais fácil do que se possa imaginar – mas o seu noivado é mais importante do que a minha festa, que alias, tem todo ano

- Eu vou pensar amiga, ih, ele acabou de tocar aqui na campainha, veio me ver, e trouxe um buquê de rosas brancas pra mim, ele é tão romântico, vou desligar, tchau, e mesmo que eu vá para o jantar eu dou uma passadinha ai na sua casa mais cedo, pra deixar seu presente, bye bye – E desligou o telefone

Aquela menina conseguia mesmo ser insuportável, chata, metida, argh, que raiva dela. A Raissa era bem chata mesmo, mas do que eu estava com bastante raiva era pelo fato de ela ter um namorado, e principalmente, por poder namorar com ele, parecia loucura, mas Lara nunca tinha namorado antes, ela já se apaixonou por vários garotos, e até ficou com alguns deles por algumas semanas, mas não dava pra botar o namoro pra frente, como centenas de pessoas em um colégio que a achava a tal, e poderia contar aos seus pais, e seus pais iriam dar o showzinho de sempre dizendo que aqueles meninos não eram pra mim, e que eu merecia coisa melhor, e na hora certa eles iriam providenciar isso, mas quem tem que cuidar da minha vida amorosa sou eu, não eles.

Aquela ligação tinha tirado ela do sério mesmo, até tinha esquecido o presente misterioso. Correu novamente até a cama e o abriu. Ela simplesmente não acreditou no que viu. Sim, o presente que tanto sonhara, o presente a qual a 3 anos vem pedindo a eles, a tão sonhada viagem a Paris. Apesar de ser rica e poder viajar pra muitos lugares ela não saia tanto assim de casa, seus pais sempre estavam muito ocupados tratando dos assuntos da empresa e não passeavam com ela. Ela pulou bastante, era o melhor presente, o melhor presente que ela podia ter ganhado, saiu do quarto dos pais confiante e correu para o seu, se jogou na cama e fechou os olhos, passou uns 30min. Assim, imaginando como seria estar na França, em Paris, sozinha, longe daquela vida, que só a cansava, longe daqueles amigos falsos, só ela.

Depois de viajar em seus pensamentos ela se levantou, olhou pela janela e lá estava a realidade. Mais e mais empregados arrumando mesas, cadeiras, balões, prendinhas, faixas e tudo que se possa imaginar, bem em frente ao seu quarto estava “Feliz Aniversário Lara Beatriz – 17 anos”, poxa vida, 17 anos, já estava perto dos dezoito e enfim, poderia sair daquela casa. Ser rica e ter a vida que todos queriam. Acreditem, não é tão bom assim.

Notas finais
Comentem e me digam o que acharam.
Beijos :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.