Naquele dia eu estava com a cabeça no mundo da lua, para mim, a viagem não era interessante, e por que seria?Eu estava apenas em um ônibus, lotado, na janela, os eucaliptos pareciam sempre os mesmos, sempre entediantes...

Minha mente estava concentrada em outra coisa... Na minha vida. A minha desinteressante vida... Mas por que eu estaria pensando nela? Não faz sentido... Desde que eu nasci, minha vida não passou de uma mentira, uma peça de teatro que durava anos, e eu era o protagonista (que azar o meu)...

A viagem que estava fazendo era de mudança (literalmente), mas não era uma mudança de casa, nem de cidade, e quem me dera fosse uma mudança de família, mas não! Era uma mudança de escola – infelizmente.

A escola – ou melhor, colégio – para qual eu estava indo era, basicamente, isolada do mundo, o que diferentemente do que parece, era uma coisa boa, bom... Mais ou menos boa...

“Maldita vida... Maldito mundo... – olhei para cima – Por que Deus foi me colocar aqui...?” pensei comigo mesmo.

A vida era injusta, o mundo era injusto... O governo era injusto... Tudo não passava de uma mentira, tudo não passava de uma falsa utopia.

Nesse mundo, se você fosse talentoso, ganharia fama, dinheiro, uma vida sem preocupações, mas, se você fosse um fracasso, o mundo te castigava, te jogava no lixo, te tratava como... Como um animal.

“Ó Deus, por favor me tire desse mundo de falsidades, dessa vida mentirosa que eu vivo!”

O ônibus freou bruscamente, o cinto não pôde segurar-me no banco, e eu bati a cara no assento à minha frente. Ainda estava meio atordoado quando me levantei, – a freada foi muito, mais muito brusca mesmo! Tanto que eu acho que nem mesmo o motorista estava pronto para fazê-la – mas com certeza o que estava à frente do ônibus era bem mais inesperado...

Era uma garota, corpo pequeno, olhos infantis e inocentes, – e frios ao mesmo tempo – seu cabelo era loiro, mas tinha uma coloração fraca (tanto, que ele parecia ser branco), ela usava um uniforme colegial de uma cor meio... Sei lá, perdão, mas a cor era mesmo muito estranha, mas esta se parecia com um marrom apagado, não sei defini-la muito bem, e por fim, sua pele era branca, chegava a ser um pouco pálida, mas nada que a deixasse menos fofa.

A garota, que parecia uma criança de doze anos, apresentou-se, rapidamente, para o motorista, houve um minuto de silêncio por parte dele. Finalmente o homem se virou para os novos alunos, a menina fez o mesmo, e só agora pude perceber que os seus olhos eram azuis – de longe eles pareciam ser um pouco verdes. O motorista estava inquieto, mas não dizia nada, seus olhos frequentemente se viravam para a garota, que permanecia imóvel.

-- Essa é... O nome dela... Errr... – o homem parecia nervoso, como se sua vida estivesse em risco.

-- Meu nome é Sthephanie, prazer em conhece-los.

Todos estavam em silêncio, ninguém estava entendendo nada, alguns alunos cochichavam ao fundo do ônibus. Nesse momento, Sthephanie – aliás, que nome lindo! – deu uma rápida olhada para o condutor do veículo, e o seu olhar não era tão inofensivo quanto sua aparência. O homem estremeceu-se por completo, e falou:

-- A garota está seguindo ordens, e ela vai ter que revistar vocês... – todos se alvoroçaram – Por favor não discutam!

-- E por que nós temos que deixar ela revistar nossas bolsas, hein? – perguntou um aluno que estava em um banco mais à frente.

-- Vou te mostrar o porquê. — respondeu a garota — “dagger”!!

A mão direita, doce e angelical da menina, desapareceu, e em seu lugar surgiu uma enorme adaga branca! Em outra situação, a arma seria bem interessante: “olhe o quanto ela brilha! E veja só que lamina mortal!” Mas não, aquele não era o momento para isso... aliás, COMO ISSO ERA POSSÍVEL?!

"LEIAM MINHA NOVA HISTÓRIA, POR FAVOR, O SEU NOME É REBOOT, E VOCÊ PODERÁ ENCONTRÁ-LA NO MEU PERFIL."