Imperdoável
6 Sentimentos expostos
Notas iniciais
Saio da casa dos Hernanis ,subo na minha moto e retorno pra casa.
O caminho é longo mas logo chego em casa.Eu entro mas não encontro ninguém,caminho por todos os cômodos até encontra-los no antigo escritório do meu pai,estavam assistindo algo na TV,me aproximo devagar até conseguir enxergar o que estavam vendo,e me arrependo de ter feito isso. Sinto lágrimas descerem pelo meu rosto,estavam vendo cenas minhas e do meu pai me ensinando a caminhar.Ele era tão carinhoso e delicado.Me enfureço e faço algo infantil,com raiva pego minha arma e atiro no aparelho de DVD e vejo que todos me olham perplexos,então corro até minhas pernas não aquentarem mais e caio no chão,chorando feito criança. Após alguns minutos sinto mãos em meu ombro e me levanto apontando minha arma para a pessoa:
–Vivian sou eu,Japa!- Grita Japa
Retiro as lágrimas do rosto até conseguir enxergar se era realmente ele,quando tenho certeza abaixo a arma e sinto a respiração de alívio dele de longe:
–O que você quer?-pergunto
–Saber como você está..
–Estou bem,agora pode ir.
–Vivian...você não precisa ser durona 24 hrs do dia.Porque não me conta o que está acontecendo?
–Por que você não entenderia.
–Não vamos saber se você não contar.
Não aquento mais e corro para os braços de Japa que parece assustado mas depois me acolhe,enquanto choro em seu ombro.E em meio as lágrimas digo:
–Eu sinto falta dele...
–Do Leandro?
–Não só dele,do meu pai também... eu o amava tanto,nunca consegui aceitar a morte dele.-E quando termino choro mais.
–Eu sei o que está sentindo...já perdi uma pessoa que eu amava...-Ele me diz
–Quem?
–Meus pais,faleceram quando eu tinha 12 anos,depois que morreram eu vim para o Brasil com meu irmão,e ganhei a vida fazendo coisas ilegais.
–Sinto muito.
–Eu também.
Saio dos seus braços um pouco envergonhada do meu drama e peço desculpas:
–Não precisa pedir desculpas,precisamos chorar as vezes e um ombro amigo não faz mal nessas horas.
–Obrigado... Acho melhor irmos quero conversar com você e Falcão.
Voltamos como se nada tivesse acontecido.
Quando chegamos em casa apenas encontramos Falcão lendo um livro:
–Falcão onde está minha mãe?
–Depois do seu pequeno show ela se sentiu mal e foi se deitar.-Ele me responde um tanto ignorante.
–Não precisa ser tão grosso...
–Preciso sim,porque sua mãe faz tudo por você e até assim você prefere dar atenção ao seu pai que nem está vivo.
–Não fale do meu pai,você não sabe nada dele.
–Sei que ele está morto,e também que há uma mãe provavelmente chorando dentro de um quarto se sentido culpada por algo que ela não fez...Valorize ela enquanto está viva,porque se não será tão pior perder ela como perder seu pai.
Fico calada e sem reação,por isso mudo de assunto:
–Bem,vamos pro Galpão tenho assunto a tratar com os dois.
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