Imperdoável

19 Surpresa inesperada


Notas iniciais
Novidades surgindo...

Estou suando frio ,não paro de vomitar e me sinto tonta.Estou a malditos 18 dias nesta cela e quase não me trazem comida e quando trazem, me sinto comendo lavagem de porco.O Capitão iria me pagar. Muito caro.Hoje era o dia do julgamento, uma guarda entra me agarra pelo braço, mas imediatamente me solta.Parece assustada e cochicha algo fora do meu alcance. Então ela sai e me deixa lá ,sozinha novamente.Me encolho aonde estou, pois estou morrendo de frio. E tudo escurece.

Mãos me agarram e me põem no colo, tento abrir meus olhos, mas estou mole e cansada demais. Então me aconchego naqueles braços e volto a adormecer.

"Ela ficará bem, só tenho que fazer um exame de sangue" -ouço alguém dizer.

Abro meus olhos e vejo um homem idoso e vestido de branco ,retirando meu sangue e o Capitão na ponta da sala apenas observando:

–O que aconteceu?-pergunto

–Você está doente, querida.Estou fazendo um exame e descobriremos o que você têm, depois com os medicamentos certos, vai melhorar.

–Quem é você?

–Dr. Josué a seu dispor. Agora se me der licença, vou examinar seu sangue. -então ele se retira.

–Olá, Vivian- diz o Capitão

–Olá ,Capitão.

–Pelo que vejo não é tão forte assim.

–Comendo o que você me manda, eu nunca seria.

–E porque acha que eu quem mando?

–Porque o inferno não se move , se o Capeta não quiser.- ele ri ,quando digo isso.

–Ora ,Ora Vivian. Você seria de grande utilidade em meu batalhão. Mas é uma pena que tenha escolhido o lado errado.

–Acredite, não daria certo.

–E porque não?

–Porque já teria sido expulsa por matar "companheiros" como você.- desta vez ele solta uma gargalhada.

–Terá o direito de telefonar para sua família, como ficou doente, eles têm que serem comunicados.-me avisa.

–Obrigado pelo aviso.

Logo após o médico entra, com os exames na mão. Se senta ao meu lado e dá um longo suspiro antes que começar a falar:

–O que ela tem Doutor?-pergunta o Capitão.

–Nada muito grave, mas creio que não poderia lhe dar um remédio.

–Porque não?

–Faria mal ao bebê.

Fico imóvel.

–Como assim ?-pergunta o Capitão

–Foi o que ouviu, ela está esperando um bebê. Grávida. Parabéns ,Vivian.

Continuo, imóvel. Eu estava grávida .Grávida. Ai meu Deus, eu estava grávida do Japa.Tenho um mini surto dentro de mim.

O Médico conversa com o capitão sobre mudar as minhas condições e o meu tratamento. Mas não consigo observá-los. Estou incrédula. Como pude deixar isso acontecer ?. Meu deus, eu não havia usado camisinha e nem sequer tomado uma pílula , é lógico que isso iria acontecer.

Me sento na cama e coloco as mãos sobre a minha barriga ,tentando detectar o mínimo de vida possível que existia ali. Sinto meus olhos arderem, mas o Capitão estava ali, portanto ,não choraria na sua frente.Visto minha roupa e sigo ele até uma sala com um telefone.Digito o número da casa de minha mãe e para minha surpresa quem atende ,é o Japa:

–Alô?-ele diz.

–Oi ,Japa-respondo.

–VIVIAN ,ONDE VOCÊ ESTÁ? POR DEUS ACHEI QUE ESTIVESSE MORTA.

–Não vou ser morta ,mas estou presa. Japa, pode pedir para minha mãe vir me visitar?

–Claro. Vou avisá-la e a propósito o Leandro está bem. Consegui levá-lo para o hospital a tempo.

–E onde ele está ?

–No hospital com a sua mãe. Ela foi visitá-lo.

Fico aliviada por dentro, vejo que o Capitão acena para mim, avisando que eu tinha mais 2 minutos .Crio coragem para dizer o que havia de ser dito:

–Japa, preciso te contar algo.

–Pode falar.

–Eu...eu...

–Você....

–Eu estou grávida.

Silêncio. Ouço apenas sua respiração do outro lado:

–Japa...diga algo ,por favor.

–Eu vou ser pai...Vivian, eu não sei o que dizer.Mas aguarde por mim.

–Japa , o que você vai ... -a ligação é cortada.

Coloco o telefone no gancho e sou levada para uma cela especial. Com mais duas companheiras de quarto.Uma se chamava Alice e a outra Verônica. A primeira estava com seis meses e a segunda com 8 meses. Minha cama fica no canto do quarto.Me deito um pouco e choro sobre o meu travesseiro, para que ninguém pudesse ver.

Notas finais
Cadê vocês? .Quero opiniões. beijos, Adriana