Notas iniciais
Oláaa, espero que gostem ! Beijos, Adriana.

Pego minha agenda e procuro o número do Japa, que era um falsificador:

– Alô?

– Japa é a Vivian, preciso de um passaporte e um identidade falsa pra hoje no meu apartamento

– O que aconteceu?

– Depois eu te explico.

Desligo o telefone e começo a fazer minhas malas.Como eu iria de avião não poderia levar minhas armas, terei que pedir para alguém me enviá-las depois, o que daria trabalho, eu tinha cerca de trinta armas escondidas no meu apartamento.

Depois de malas prontas eu ligo para minha mãe:

– Alô? — ela tinha voz de choro.

– Mamãe, sou eu, Vivian.

– Graças a deus você ligou. Vivian, eles levaram o meu menino, faça algo, por favor...

– Eu estou indo pro Rio hoje mesmo mamãe, devo chegar amanhã de manhã. Não saia de casa, para sua segurança.

– Está bem.

Desligo o telefone.

A campainha toca e eu vou atender, era o Japa:

– Obrigada por ser eficiente.

– De nada,mas o que houve?

Explico a história para ele que ao final está surpreso:

– Vivian você é louca, se envolveu comum dos maiores contra-bandiadores de armas do rio e ainda engravidou dele.

– Eu sei...

– E pretende enfrentá-lo sozinha?

– Eu não pensei muito sobre isso.

– O que vai fazer?

– Eu não sei, só sei que preciso ir pro Rio imediatamente.

– Eu sei do que precisa, de aliados, por isso eu vou com você.

Franzo o cenho e o encaro:

– Você só pode estar brincando?

– Não.

– Está bem, eu não tenho tempo para discutir e já te avisei sobre os perigos, portanto esteja no aeropoto daqui a duas horas, porque eu vou com ou sem você.

Ele afirma com a cabeça e sai do apartamento. Termino de arrumar algumas coisas e de ligar para algumas pessoas que manteriam minhas armas e meus veículos intactos. Chamo um táxi e desço.

Chego a aeroporto meia hora antes do vôo. Japa não está lá, seu telefone dá desligado ou fora de área e eu estou super irritada prestes a embarcar porém ouço gritos:

– Vivian, não estava brincando mesmo.

– Não. Porquê demorou?

– Estava dando alguns telefonemas.

Entramos no avião sem suspeitas. Sentamos lado a lado. Em nenhum momento consigo ficar quieta:

– Acalme-se, nervossismo não vai trazer seu filho de volta.

– É fácil falar, não foi você que pariu.

– Simpática como sempre.

O resto do vôo é silencioso.

Chegamos ao aeroporto do galeão às 7:15 a.m. Eu tinha me esquecido de como até de manhã aqui faz calor. Dou sinal a um táxi:

– O que está fazendo?

– Chamando um táxi.

– Não vai precisar, eu aluguei um carro pra nós, bem alí.

Olho para onde ele aponta e há um celta prata me esperando, junto a ele um homem alto, negro e forte:

– Vivian,este é Falcão. Ele vai nos ajudar.

Seguro o Japa pela camisa e o empurro até a parede, imprenssando-o:

– Da próxima vez que chamar alguém sem eu saber, vou fazer você voltar voando pro Japão e sem a ajuda de um avião.

Solto ele e pego as chaves do carro com o Falcão:

– O que você faz?

– Vendo carros roubados.

– E como pretende e porquê pretende me ajudar?

– O Sombra tem pego meus carros e feito de tiro ao alvo. Só quero me vingar.

– E porquê acha que vou te aceitar?

– Meus carros possuem rastreadores meus. Onde eles estão é porque o Sombra esteve alí.

Penso por um minuto:

– Está bem, entrem no carro, temos que ir.

Falcão e Japa entram no carro e partimos pra longe dalí.