Imperdoável
2 Aliados.
Notas iniciais
Pego minha agenda e procuro o número do Japa, que era um falsificador:
– Alô?
– Japa é a Vivian, preciso de um passaporte e um identidade falsa pra hoje no meu apartamento
– O que aconteceu?
– Depois eu te explico.
Desligo o telefone e começo a fazer minhas malas.Como eu iria de avião não poderia levar minhas armas, terei que pedir para alguém me enviá-las depois, o que daria trabalho, eu tinha cerca de trinta armas escondidas no meu apartamento.
Depois de malas prontas eu ligo para minha mãe:
– Alô? — ela tinha voz de choro.
– Mamãe, sou eu, Vivian.
– Graças a deus você ligou. Vivian, eles levaram o meu menino, faça algo, por favor...
– Eu estou indo pro Rio hoje mesmo mamãe, devo chegar amanhã de manhã. Não saia de casa, para sua segurança.
– Está bem.
Desligo o telefone.
A campainha toca e eu vou atender, era o Japa:
– Obrigada por ser eficiente.
– De nada,mas o que houve?
Explico a história para ele que ao final está surpreso:
– Vivian você é louca, se envolveu comum dos maiores contra-bandiadores de armas do rio e ainda engravidou dele.
– Eu sei...
– E pretende enfrentá-lo sozinha?
– Eu não pensei muito sobre isso.
– O que vai fazer?
– Eu não sei, só sei que preciso ir pro Rio imediatamente.
– Eu sei do que precisa, de aliados, por isso eu vou com você.
Franzo o cenho e o encaro:
– Você só pode estar brincando?
– Não.
– Está bem, eu não tenho tempo para discutir e já te avisei sobre os perigos, portanto esteja no aeropoto daqui a duas horas, porque eu vou com ou sem você.
Ele afirma com a cabeça e sai do apartamento. Termino de arrumar algumas coisas e de ligar para algumas pessoas que manteriam minhas armas e meus veículos intactos. Chamo um táxi e desço.
Chego a aeroporto meia hora antes do vôo. Japa não está lá, seu telefone dá desligado ou fora de área e eu estou super irritada prestes a embarcar porém ouço gritos:
– Vivian, não estava brincando mesmo.
– Não. Porquê demorou?
– Estava dando alguns telefonemas.
Entramos no avião sem suspeitas. Sentamos lado a lado. Em nenhum momento consigo ficar quieta:
– Acalme-se, nervossismo não vai trazer seu filho de volta.
– É fácil falar, não foi você que pariu.
– Simpática como sempre.
O resto do vôo é silencioso.
Chegamos ao aeroporto do galeão às 7:15 a.m. Eu tinha me esquecido de como até de manhã aqui faz calor. Dou sinal a um táxi:
– O que está fazendo?
– Chamando um táxi.
– Não vai precisar, eu aluguei um carro pra nós, bem alí.
Olho para onde ele aponta e há um celta prata me esperando, junto a ele um homem alto, negro e forte:
– Vivian,este é Falcão. Ele vai nos ajudar.
Seguro o Japa pela camisa e o empurro até a parede, imprenssando-o:
– Da próxima vez que chamar alguém sem eu saber, vou fazer você voltar voando pro Japão e sem a ajuda de um avião.
Solto ele e pego as chaves do carro com o Falcão:
– O que você faz?
– Vendo carros roubados.
– E como pretende e porquê pretende me ajudar?
– O Sombra tem pego meus carros e feito de tiro ao alvo. Só quero me vingar.
– E porquê acha que vou te aceitar?
– Meus carros possuem rastreadores meus. Onde eles estão é porque o Sombra esteve alí.
Penso por um minuto:
– Está bem, entrem no carro, temos que ir.
Falcão e Japa entram no carro e partimos pra longe dalí.
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