Imperatriz do Leste
39 Trigésimo oitavo capítulo
Notas iniciais

Suspirei aliviada assim que a carruagem em que estávamos parou novamente na porta do castelo ao pôr do sol, indicando que havíamos terminado todos os ritos exigidos da cerimônia de casamento real.
Tudo o que desejava agora era tirar aquele vestido e mergulhar na minha banheira por algumas horas, relaxando depois do dia repleto de emoções que tive hoje.
Um dos guardas que faziam nossa guarda durante o cortejo, abriu a porta da carruagem permitindo que Gael descesse primeiro, oferecendo sua mão em seguida para me ajudar a descer, antes de caminharmos juntos em direção ao interior do castelo, recebendo reverências dos servos espalhados pelo local.
— Cansada? — questionou preocupado depois que bocejei, colocando minha mão direita na frente da boca, enquanto andávamos pelos corredores em direção aos nossos aposentos.
— Sim, acordei muito cedo hoje, foi um dia repleto de emoções e compromissos muito além do normal. — expliquei e Gael balançou a cabeça concordando.
— Compreendo, foi um dia cansativo e emocionante para nós dois — destacou e balancei a cabeça concordando — Creio que seja melhor permanecer em meus aposentos essa noite. — informou e parei de andar surpresa com a sua proposta.
— Por quê? — questionei confusa, desejando entender a razão da sua sugestão.
— Porque você está visivelmente cansada, Virgínia, e não quero incomodar seu descanso com a minha presença nos seus aposentos.
— A sua presença nos meus aposentos essa noite e em todas as outras jamais será um incomodo, Gael — assegurei sem desviar dos seus olhos azuis — Me casei com você, porque te amo e desejo tê-lo perto de mim até meu último dia de vida, se não deseja ver sua esposa furiosa considere-se intimado a comparecer nos meus aposentos essa noite, imperador consorte, ou irei atrás de você. — jurei séria fazendo-o sorrir surpreso com a minha intimação.
— Como desejar, minha imperatriz, longe de mim irritar minha esposa. — disse sorrindo e concordei enquanto retomávamos nosso caminho, parando na porta do meu quarto.
— O aguardo nos meus aposentos daqui a duas horas, imperador consorte. — informei olhando em seus olhos e ele segurou minha mão direita na sua, beijando-a em seguida.
— Estarei em seus aposentos daqui a duas horas como deseja, minha imperatriz. — assegurou novamente e sorri satisfeita, antes de entrar nos meus aposentos.
Como monarca reinante, tinha o direito de escolher quando quisesse a companhia do meu marido na minha cama, por mais que Gael ansiasse por minha presença em seus aposentos ele não poderia me convidar ou aparecer em meu quarto sem ser solicitado, pois tal ato seria considerado um desacato a sua imperatriz, punido com pena de morte.
Assim que entrei nos meus aposentos, vi Agnes instruindo minhas outras damas de companhia em pequenos afazerem, como a organização de iguarias para serem desfrutadas por mim e por meu marido, e a aromatização dos lenções da cama que dividiria com o imperador consorte essa noite.
— Majestade imperial — Agnes disse fazendo uma reverência sendo acompanhada pelas demais, assim que percebeu a minha presença no cômodo. — Seu banho já está a sua espera assim como uma pequena refeição, só estávamos aguardando-a.
— Obrigada a todas, estou precisando de um bom banho e uma refeição leve — disse olhando ao redor constatando que meus aposentos estavam cuidadosamente arrumados — Pelo que vejo, vocês deixaram tudo em ordem para a minha primeira noite com o imperador consorte.
— Sim, minha imperatriz, já está tudo em ordem esperando apenas por seu consorte — Agnes assegurou orgulhosa do trabalho de suas subordinadas — Vossa majestade imperial, deseje algo a mais para hoje?
— Não, Agnes, está tudo ótimo — assegurei olhando mais uma vez para a mesa que havia na minha sala de estar pessoal, repleta de queijos, uvas, carnes defumadas uma jarra de vinho e duas taças. — Só precisarei que me ajudem a me preparar, pois o imperador consorte estará aqui daqui a duas horas.
— Não se preocupe, minha imperatriz, vossa majestade imperial estará pronta no horário. — Agnes assegurou e sorri agradecida, antes de caminhar em direção ao local em que fazia minha higiene pessoal.
Agnes me ajudou a retirar o vestido que usei durante as festividades de hoje, antes de entrar na banheira de água quente relaxando automaticamente, me entregando a exaustão que estava sentindo por todo meu corpo.
Receio ter cochilado um pouco, pois acordei com Agnes me chamando para sair do banho alertando que acabaria me atrasando se passasse mais tempo na banheira e concordei saindo do local, em seguida minhas damas de companhia se ocuparam em passar o mesmo óleo utilizado pela manhã por todo o meu corpo novamente, antes de me ajudarem a vestir uma delicada camisola de seda e rendas brancas, um produto importado e extremamente caro para grande parte da população.
Meus cabelos foram deixados soltos, caindo em ondas largas por minhas costas exalando o delicioso aroma de óleo perfumado aplicado no período da manhã.
Já devidamente pronta para receber meu marido, caminhei em direção a minha sala de estar pessoal notando que havia em cima da mesa de centro uma caixa preta de veludo que não estava ali quando sai pela manhã para a cerimônia de casamento.
— A imperatriz deseja comer algo, antes do imperador consorte chegar? — Agnes questionou solicita parando atrás de mim, esperando por minha próxima ordem.
— Não Agnes, estou sem fome. O que significa essa caixa? — questionei confusa para minha dama de companhia que olhou para a caixa em cima da mesa.
— As damas de companhia que ficaram em seus aposentos durante as festividades, me informaram que o secretário pessoal do imperador consorte trouxe essa caixa a pedido do soberano. Segundo ele, trata-se do presente de casamento de vossa majestade imperial — explicou e sorri surpresa, porque depois da devolução das joias da coroa do Leste não esperava que Gael ainda fosse me dar algum presente — Henrik explicou que o imperador consorte, solicitou que a imperatriz só abrisse a caixa em sua presença. — informou e balancei a cabeça concordando.
— É um pedido, razoável. Se quiser, pode se recolher Agnes, esperarei pelo imperador consorte sozinha. — informei e Agnes concordou fazendo uma reverência, pedindo as damas que se retirassem do quarto, restando apenas nos duas.
— Pensei que tivesse sido clara, quando disse para se reconhecer com as outras damas, Agnes.
— E vossa majestade imperial foi, mas imploro que me perdoe, por desobedecer a sua ordem, mas não posso deixá-la sozinha em sua primeira noite com seu marido, sei que deve estar apavorada com o que a espera. — Agnes disse maternal me olhando com preocupação e sorri agradecida, segurando suas mãos.
— Muito obrigada por sua lealdade, Agnes, não se preocupe porque jamais mandarei cortar sua cabeça por desobedecer a uma ordem minha, quando fez exatamente o que desejo, mas não consigo lhe pedir — segredei nervosa a ela que me abraçou com cuidado e me permiti fechar os olhos, me entregando ao conforto materno que sempre sentia emanar dos braços de Agnes.
— Não posso prometer que não será doloroso ou desconfortável, mas posso lhe assegurar que conhecendo meu sobrinho e o amor que ele senti por vossa majestade imperial, Gael seria incapaz de lhe infligir de forma intencional qualquer dor, imperatriz Virgínia — Agnes assegurou gentil acariciando meus cabelos de leve e respirei fundo, sabendo que ela tinha razão em suas palavras — Mas se algo não estiver do seu agrado, a senhora tem o poder de interromper qualquer coisa. Lembre-se sempre disso, vossa majestade imperial, tem o poder de controlar seu próprio destino e isso é algo que nenhuma mulher tem o privilégio de possuir nesse século. —minha dama de companhia segredou sabiamente e agradeci por suas palavras, antes de ouvirmos uma batida na porta.
— Deve ser o imperador consorte. — expliquei me separando da minha dama de companhia que me olhou com cuidado.
— Se desejar, posso pedir que o imperador consorte espere um pouco mais, até se sentir pronta ou posso avisar que se senti indisposta e deseja passar a noite sozinha. — ofereceu maternal e sorri agradecida, por me dar a opção de não cumprir meus deveres como esposa.
— Está tudo bem, Agnes. Posso estar com medo do desconhecido, mas desejo isso com todo o meu ser — assegurei a ela que fez menção de dizer algo, mas a interrompi me sentando em frente à mesa de centro. — Por favor, abra a porta para o imperador consorte.
Sem dizer nada, minha dama de companhia fez uma reverência, antes de seguir em direção a porta dos meus aposentos recepcionando quem havia batido na porta, enquanto passava meus dedos de forma distraída pela caixa em cima da mesa, tentando imaginar qual seria o seu conteúdo.
— Vossa majestade imperial, o imperador consorte está aqui. — Agnes anunciou parada na entrada da minha sala de estar pessoal e respirei fundo, tentando acalmar meu coração que batia acelerado de ansiedade pelo que poderia acontecer quando estivéssemos a sós pela primeira vez como marido e mulher.
Vai ficar tudo bem, Virgínia.
Lembre-se, se algo não estiver do seu agrado, você tem o poder de interromper qualquer coisa, repeti as palavras de Agnes na minha mente e respirei fundo uma última vez virando em direção a porta onde meu consorte estava parado atrás de sua tia.
—Entre, imperador consorte, seja bem-vindo aos meus aposentos. — disse formal tentando acalmar meu coração acelerado.
— Obrigado, pelo convite Imperatriz Virgínia. — Gael agradeceu saindo de trás de Agnes e adentrando o local parando perto do sofá que havia ali, deixando uma distância confortável entre nós.
— De nada, por favor, sente-se ao meu lado — pedi apontando o espaço vago ao meu lado e ele caminhou em minha direção, sentando-se no local indicado — Espero que tenha gostado dos aposentos que lhe foram destinados, me desculpe por não ter lhe perguntando sobre isso antes. — indaguei com curiosidade, tentando manter algum tipo de conversa sem transparecer que estava nervosa.
— Não precisa se desculpar, imperatriz, sei que suas obrigações reais ocupam grande parte do seu tempo, mas não se preocupe porque gostei muito dos meus aposentos — assegurou e sorri feliz por ter ouvido suas palavras, me fazendo respirar aliviada por ter conseguido lhe agradar — As cores e até algumas peças de decoração, me fazem lembrar dos meus aposentos pessoais no reino do Sul.
— Queria que se sentisse confortável e em casa no império do Leste, por isso pedi a rainha mãe Hortência que me auxiliasse nessa tarefa, ela o conhece melhor do que eu... Algo que não me agrada muito. — segredei descontente, já que tudo que sabia do homem em minha frente era fruto dos poucos dias que passamos juntos no ano passado e das cartas que trocamos durante todo o tempo em que ficamos separados.
— Prometo que farei de tudo, para que a imperatriz possa me conhecer da forma que desejares. — ofereceu carinhoso e sorri concordando com a sua proposta.
— É tudo que mais desejo, imperador consorte — assegurei suave e olhei para Agnes, sugerindo com o olhar que nos deixasse a sós, mas ela se fez de desentendida — Agnes, pode se recolher não precisarei mais dos seus serviços hoje — informei a minha dama de companhia que balançou a cabeça concordando começando a se retirar, mas deu meia volta nos deixando confusos por seu gesto.
— Vossas majestades imperiais, não desejam algo? — questionou solicita e balancei a cabeça negando, antes de olhar para Gael que também negou — Tem certeza? Posso fazer uma xicara de chá...Talvez um caldo para tomarem antes de dormir...Ou melhor, posso afofar seus travesseiros e conferir se não tem nenhuma prega na colcha da cama. — sugeriu solicita e a olhei séria enquanto Gael disfarçava sua risada, saindo da sua postura de consorte real.
— Agnes, não precisa se preocupar asseguro que vamos ficar bem, porque não vai para o seu quarto descansar um pouco foi um dia cansativo para todos, especialmente para você, que se empenhou durante meses para que tudo saísse do nosso agrado. — assegurei séria e ela olhou para Gael, buscando apoio para as inúmeras sugestões que havia nos dado.
— Tia Agnes, não precisa se preocupar ficaremos bem — ele assegurou ganhando um olhar hesitante de sua tia — Virgínia tem razão, a senhora precisa descansar um pouco foi um dia exaustivo para todos. — Gael pediu a tia que suspirou resignada, sabendo que não tinha alternativa a não ser nos deixar a sós.
— Pois bem, já que não precisam dos meus serviços estou de saída, mas gostaria de lembrá-los que os compromissos de amanhã foram reagendados para semana que vem, para que possam disfrutar de suas núpcias com tranquilidade — informou e balançamos a cabeça concordando, enquanto ela passava as mãos na parte da frente da saia, como se tirasse um fiapo invisível do tecido.
— Bem, tem certeza de que não ... — Agnes começou a questionar novamente e estava a um passo de mandar os guardas de prontidão no corredor dos meus aposentos que a tirassem a força do meu quarto, quando Gael a interrompeu com carinho se levantando do sofá em que estava sentado ao meu lado.
— Não precisamos de nada, tia Agnes — assegurou caminhando em direção a tia, abraçando-a pelos ombros guiando-a para fora dos meus aposentos — Mas acredito que possa auxiliar Henrik, orientando-o sobre minha nova rotina como consorte da imperatriz Virgínia, tenho certeza que meu secretário deve estar perdido em suas novas funções. — ouvi dizer ao longe enquanto sorria, percebendo que meu marido havia praticamente colocado a tia para fora do meu quarto, permitindo assim que ficássemos a sós.
Assim que retornou, Gael caminhou em minha direção voltando a se sentar ao meu lado, enquanto o olhava com um sorriso nos lábios.
— Achei que tia Agnes, nunca iria nos deixar a sós. — segredou para mim e sorri concordando.
— Estava a um passo de ordenar que os guardas a retirassem dos meus aposentos. — segredei e sorrimos de forma cúmplice para o outro.
— Espero que os deuses não me castiguem, por ter o mesmo pensamento. — segredou e sorri surpresa por suas palavras.
— Apesar de tudo, não posso culpá-la, Agnes só estava tentando me proteger, porque lhe confessei que estava nervosa. — admiti sincera e Gael se aproximou de mim sem desviar seus olhos dos meus, acariciando minha bochecha com seu polegar.
— Eu entendo, antes de nos deixar a sós minha tia me pediu para que fosse gentil e compreensivo com sua menina, porque ela estava assustada — explicou sem deixar de acariciar minha bochecha enquanto me olhava nos olhos — Meu amor, quero que saiba que jamais faria algo que não fosse do seu desejo, prometo respeitar sua escolha sempre e que jamais imporei minha vontade a você. — assegurou sério e vi a verdade em seus olhos, me fazendo sorrir agradecida para o homem em minha frente.
— Não sabe o quanto ouvir isso é importante para mim, Gael.
— E saber que confia em mim é importante para mim, Virgínia.
— Eu lhe dei meu coração, imperador consorte, isso é o maior voto de confiança que já dei a alguém nesse mundo. — confessei olhando em seus olhos azuis cristalinos e ele sorriu amoroso para mim.
— Farei de tudo para merecer seu voto de confiança, imperatriz.
— É tudo que desejo, mas peço que quando estivermos a sós deixemos nossos títulos de lado para sermos apenas Virgínia e Gael. — pedi suave e ele balançou a cabeça concordando, enquanto desviava minha atenção para a caixa em cima da mesa fazendo-o sorrir, por não disfarçar minha curiosidade diante do objeto misterioso.
— Você deve estar curiosa sobre a caixa. — apontou e concordei fazendo-o rir.
— Muito. Agnes, contou que pediu que a abrisse apenas em sua presença e respeitei seu desejo, mas já que está aqui posso abri-la? — questionei curiosa para saber o conteúdo da caixa em cima da mesa.
— Claro, só pedi que me esperasse porque gostaria de ver sua reação. Por favor, vá em frente. — Gael disse me incentivando e respirei fundo, abrindo a caixa e seu conteúdo me levou as lágrimas.
Aninhada no interior estava uma linda bainha de prata, com detalhes de árvores de carvalho no chape e no encaixe, onde a ponta e o final da lâmina era guardada. No meio da bainha, havia uma esmeralda em formato oval entre duas árvores de carvalho ricamente desenhadas, destacando os símbolos da casa imperial do Leste da qual era soberana.
— Por favor, Virgínia, tome muito cuidado a lâmina está recém-afiada, fiz questão de deixá-la apta para uso imediato. — Gael pediu preocupado assim que fiz menção de tirar a espada da bainha.
— Não se preocupe, vou tomar cuidado, amor. —assegurei voltando minha atenção para o objeto em minhas mãos.
Com cuidado retirei a espada de sua bainha colocando-a na caixa, para que pudesse admirar a espada que Gael havia acabado de me presentear. Assim como a bainha, toda a espada era feita de prata, seu punho além de ser livre de detalhes permitia que minha mão se encaixasse de maneira confortável me surpreendendo com sua leveza, já que as outras espadas que usava para praticar eram pesadas, resultando em machucados na palma das mãos.
Já a lâmina, era um pouco mais curta e estreita que as espadas normais, sendo ricamente decorada por desenhos de folhas de carvalho por todo o seu corpo.
Era uma peça única, delicada, bela e mortal.
Uma verdadeira declaração de amor do meu marido para mim, assegurando que respeitaria e apoiaria o fato de ter se casado com uma mulher que não tinha medo de ir à guerra, assim como enaltecia o amor que sentia pelo meu império, me fazendo lembrar de todas as provações que passei até chegar a esse momento.
Em que poderia reinar livremente, vendo meu povo feliz e sem ter a interferência de alguém dizendo que não podia expressar meus pensamentos, pois tudo que tinha que fazer era estar sempre apresentável para o meu futuro marido e lhe dar um herdeiro, para continuar sua casa.
Olhar para aquela espada, foi o lembrete silencioso de que venci todas as adversidades mesmo quando tudo estava contra mim. Resistindo em silêncio por anos, esperando o momento certo para lutar, me tornando finalmente a imperatriz que sou hoje.
Governante do império com a maior mina de ouro, esmeralda e diamantes de todos os reinos existentes.
Olhei mais alguns instantes para a espada em minhas mãos, admirando o trabalho daquela peça pensando no quanto seria útil durante meus treinamentos, quando retornasse após a semana que tirei para passar exclusivamente ao lado do meu marido.
Com cuidado coloquei a espada em sua bainha, devolvendo-a para a caixa que estava em cima da mesa enquanto Gael esperava em silêncio, para saber se havia gostado do seu presente de casamento.
— Gael, eu amei o seu presente de casamento, porque me lembrou de todas as coisas que enfrentei até chegar aonde estou hoje. Por mais estranho que possa parecer, tenho orgulho de tudo que passei, pois me transformou em uma mulher forte capaz de enfrentar qualquer desafio para proteger meu povo de outro opressor — revelei e Gael segurou minhas mãos nas suas, enquanto me olhava nos olhos — Não vejo a hora de poder usar a espada que me deu no meu próximo treino.
— Fico feliz em saber que gostou do meu presente, meu amor — disse sorrindo feliz por ter me agradado — Estou emocionado em saber, que meu presente foi capaz de despertar tantos sentimentos em você, mas quero que se lembre que não está mais sozinha. Se precisar enfrentar qualquer desafio novamente, estarei ao seu lado para vencermos qualquer coisa juntos — assegurou amoroso e sorri agradecida. — Se desejar, posso auxiliá-la em seu próximo treinamento, minha imperatriz.
— É tudo que mais desejo, imperador consorte. — segredei sorrindo maliciosa para Gael segurando na camisa que ele usava puxando-o para os meus lábios, beijando-o de forma apaixonada e saudosa.
Fale com o autor