Imperatriz do Leste
31 Trigésimo capítulo
Notas iniciais

Abri meus olhos para o início de um novo dia, ouvindo a movimentação das minhas damas de companhia organizando meus trajes para os compromissos que teria hoje.
Mal podia acreditar que o dia que tanto esperei havia finalmente chegado, depois de um ano de espera me dedicando exclusivamente a missão de unificar o reino, visitando as vilas que estavam sob meus domínios, ouvindo as necessidades do povo, sanando os problemas emergências e me comprometendo em resolver os que demandavam um tempo maior.
Viajar por meu reino durante seis meses, me permitiu conhecer melhor meus súditos e suas necessidades, verificando se os governantes designados para manter a ordem nas vilas estavam realmente fazendo sua função com honra se não eram rapidamente substituídos por outros, sem comprometer a vida da população. Além disso, possibilitou que a população tivesse outra imagem de sua soberana, sem ser aquela propagada durante anos pelo falecido General do Leste que continuava tão odiado quanto antes, mesmo depois de ter partido um ano atrás.
Essa aproximação e identificação com meus súditos permitiu a unificação pacífica do reino, resultando em uma onda de esperança para toda a população e aliados, atingindo seu auge no dia do meu casamento com o príncipe do Sul, onde seremos coroados imperadores do Leste iniciando uma nova era.
— Espero que esteja voltando para casa, imperador consorte. — disse deitada perdida em pensamentos, segurando o medalhão que Gael havia colocado em meu pescoço em nossa despedida.
Lembrar de Gael sempre fazia meu coração se apertar e lágrimas se acumularem em meus olhos, mesmo que mantivéssemos contato por meio de cartas nada se comparava a tê-lo perto de mim como tive no ano passado.
— Bom dia, vossa majestade, espero não tê-la acordado enquanto preparávamos seu banho. — Agnes disse maternal caminhando em direção a minha cama, assim que percebeu que já estava acordada.
— Bom dia, Agnes, não se preocupe vocês não me acordaram. Na verdade, custei a dormir, nem mesmo seu chá calmante fez o efeito desejado. — expliquei me sentando na cama e ela veio até mim, olhando-me com preocupação.
— Minha rainha, não pode transparecer cansaço logo hoje com o retorno do seu noivo. Vou pedir para que o chefe da câmara dos lordes desmarque seus compromissos depois do almoço, pois assim poderá descansar para estar perfeita para receber seu futuro consorte. — Agnes disse eufórica ao lembrar que seu sobrinho retornaria depois de ficar um ano longe.
— Agnes, você sabe que Gael não se prende a beleza, mas as atitudes das pessoas. — indiquei a ela que balançou a cabeça concordando, enquanto afastava meus lenções me levantando.
— Sei disso, vossa majestade, mas não custa nada valorizarmos ainda mais a beleza que os deuses lhe concederam. Se me permite dizer, minha senhora, sua beleza floresceu ainda mais no último ano. — minha dama de companhia segredou e sorri agradecida, caminhando em direção ao espaço reservado para a minha higiene pessoal.
Assim que estava em minha banheira tentei espairecer minha mente inquieta, que contava as horas para finalmente ver meu noivo depois de tanto tempo separados. Por mais que desejasse correr para os seus braços assim que o visse, era ciente de que não poderia me comportar dessa forma diante dos convidados que estariam presentes na minha festa de noivado, celebrando a união das casas do Leste e do Sul, formando a nova família real do império que surgia.
Mas até nos reencontrássemos, estaria ocupada desempenhando minhas funções reais que incluíam participar da reunião diária na câmara dos lordes, averiguar a organização dos aposentos definitivos do meu consorte, conferir os últimos detalhes do jantar de noivado e dos trajes que serão utilizados nas cerimônias oficiais, confeccionados por Betânia.
— Vossa majestade, desculpe incomodá-la, mas se não sair agora acabará se atrasando para a reunião na câmara. — Agnes disse gentil me tirando dos meus pensamentos e lhe agradeci.
— Agnes, os aposentos que designei para o príncipe do Sul utilizar antes do nosso casamento, já foram limpos e organizados? — questionei a minha dama de companhia que segurava um robe para mim enquanto deixava a banheira, virando de costas para Agnes e vestindo o traje amarrando-o na minha cintura.
— Sim, vossa majestade, as servas limparam tudo ontem e foram para lá bem cedo trocar os lenções e abrir as cortinas, para arejar o aposento provisório do príncipe. — assegurou profissional e caminhei em direção a cômoda me sentando, para que ela pudesse pentear meus cabelos.
— E os aposentos que a família real do Sul ficará? Já estão prontos? — perguntei preocupada que as acomodações destinadas a família do meu noivo não estivessem prontas.
— Sim, minha rainha, assim como os servos que trabalharão para a família real do Sul, só estamos aguardando a chegada deles. — garantiu pegando minha escova dividindo meu cabelo em quatro partes para começar a escová-lo.
— Que bom, saber que tudo está correndo como o planejado me deixa mais tranquila. Informe a todos os servos, que devem fazer de tudo para que a família real do Sul se sinta à vontade em nosso castelo, não quero que saiam daqui com uma péssima impressão do local em que seu príncipe será consorte daqui a três dias. — solicitei e ela sorriu balançando a cabeça, sem parar de pentear meus cabelos.
— Já os informei sobre isso, majestade, todos estão cientes e seguros de suas funções para com a família real do Sul. — Agnes explicou suave terminando de desembaraçar a primeira parte, enrolando-a em um único cacho prendendo-o com uma fita, repetindo o processo nas outras três partes.
— Obrigada, Agnes, mas e os aposentos definitivos de Gael, já ficaram prontos? — questionei preocupada, temendo que a reforma no quarto ao lado do meu ainda não tivesse terminado, mas respirei aliviada assim que vi o sorriso tranquilizador de Agnes, assegurando que estava tudo pronto a espera do meu futuro marido.
Depois que me assumi o controle do meu reino, não pude mais evitar tomar posse dos aposentos que foram do meu pai no passado, antes que isso acontecesse Agnes sugeriu que seria melhor se o reformássemos enquanto estivesse viajando assim como o quarto ao lado, que pertenceria futuramente ao meu consorte e concordei.
Me permiti entrar naquele lugar depois de tanto tempo fechado antes da reforma, para me despedir dos meus pais e de todas as lembranças que habitavam naqueles cômodos, podendo assim encerrar um capítulo para começar outro ao lado de Gael.
Agora os aposentos que ocupo, anteriormente com cores e uma decoração exclusivamente masculina, ostentavam paredes e moveis em tons de dourado e rosa claro, contando com uma ampla sala de estar privada que dava acesso a uma sacada com vista para as montanhas irmãs, antigas divisas naturais entre o Leste e o Norte que se tornaram um só império, a mesma paisagem que olhava pela janela do meu antigo quarto depois de uma noite repleta de pesadelos.
Um hábito que ainda se repeti, devido as inquietações com a administração do meu reino ou por estar com saudades de Gael, me sentava no sofá que havia ali e relia todas as cartas que trocamos durante o período que passamos separados sob a luz das estrelas até que os primeiros raios de sol iluminassem as montanhas irmãs ali presentes.
Após os cômodos de convívio comum que incluíam a sala de estar e a sacada, havia uma porta que dava acesso ao meu quarto, composto por uma grande cama de madeira escura com dossel, uma lareira para aquecer o ambiente no inverno, uma mesa onde poderia trabalhar antes de dormir, uma área de estar com sofás e outra possuindo uma mesa e duas cadeiras, para realizar pequenas refeições em meus aposentos.
O local também contava com duas portas internas, uma que dava acesso direto aos aposentos destinados ao meu consorte e outra destinada a área de banho e troca de roupas. Na área de banho havia uma banheira de mármore mediana, onde poderia tomar meu banho de maneira confortável sem precisar que os servos a enchessem, já que era alimentada pela água de uma fonte termal que nascia no subsolo do castelo, seu controle de entrada e saída de água era feita por alavancas, uma tecnologia que estava sendo implementada em todos os quartos do castelo.
— Já terminei de pentear seus cabelos, vossa majestade. Tem alguma preferência de vestido para a reunião na câmara dos lordes? — Agnes questionou chamando minha atenção colocando a escova de cabelo em cima da cômoda, enquanto me olhava através do espelho ostentando quatro cachos esperando que fizessem o efeito desejado.
— Deixo em suas mãos a decisão da roupa para a reunião, Agnes, só tenho preferência para a roupa que usarei no jantar de hoje. Betânia, já trouxe nossos trajes? — questionei me referindo ao vestido que usaria no meu jantar de noivado e as roupas que usaríamos para a cerimônia de coroação, já que era tradição que o traje do consorte fosse feito no reino onde seria coroado.
Diferente da roupa para a cerimônia de casamento, onde os noivos usariam as cores dos seus reinos natais representando a união de suas casas, marcando o momento em que Gael usaria pela última vez o vermelho e dourado característicos do Sul para assumir a cor verde, símbolo do império do Leste do qual seria consorte.
— Ainda não minha imperatriz, mas ela assegurou que antes do almoço trará os trajes. Betânia se desculpou pelo atrasou, mas teve que adicionar seu pedido da última prova do vestido de noiva. — informou e balancei a cabeça concordando, ciente de que havia dado um desafio para Betânia, mas sabia que ela jamais deixaria de fazer uma entrega por mais impossível que parecesse.
— Ótimo, Agnes, quero ser informada se houver algum contratempo em relação aos preparativos para a recepção da família real do Sul ou para o jantar dessa noite. — ordenei levantando da cadeira em que estava sentada caminhando em direção ao local em que minhas roupas estavam, para que pudesse terminar de me arrumar e iniciar minhas atividades como monarca do império do Leste.
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— Minha rainha. — Betânia disse solene fazendo uma reverência assim que entrei na sala reservada a costureira real, caminhando em direção aos trajes solicitados para o dia tão aguardado por mim e por todo o reino.
Me aproximei das roupas da coroação com cuidado, temendo estragar o lindo trabalho feito por minha costureira que havia se superado mais uma vez.
Como a cor da minha casa era verde, optei por fazer um único vestido para as duas cerimônias dando a Betânia o grande desafio de idealizar um traje que atendesse o meu desejo, resultando em um lindo vestido verde esmeralda com bordados de fios de ouro dos antigos símbolos do reino do Leste, o carvalho e a esmeralda, e do futuro império do Leste, o qual decidimos adotar a simbologia das duas casas que formariam o novo governo: O carvalho, presente em abundância nas terras do Leste; A flor da neve, típica das montanhas geladas do Norte, e a estrela do Sul, que só pode ser vista com mais clareza na região desértica do Sul.
Aqueles bordados eram muito mais do que meras imagens, eles eram o resultado de uma unificação de um reino que se dividiu e viveu anos governado por interesses mesquinhos e cruéis. Eles eram a promessa de um novo começo para todos, especialmente para mim depois de todo o inferno que vive durante anos.
Sorri entre lágrimas assim que minha atenção se voltou para o traje masculino ao lado do meu, tocando com a ponta dos meus dedos os mesmos bordados que se encontravam no meu vestido, tentando imaginar como Gael ficaria usando aquela roupa na nossa coroação.
—Está do vosso agrado, minha rainha? — a voz ansiosa da costureira real me tirou dos meus pensamentos e sorri concordando.
— Sim, Betânia, muito obrigada — disse sincera virando para vê-la com um sorriso orgulhoso nos lábios, por ter conseguido realizar mais uma tarefa bem-sucedida — Na verdade, você se superou com esse trabalho. Agnes, assim que o príncipe do Sul colocar os pés no castelo informe seu assistente de que seu traje de coroação está pronto, aguardando que vossa alteza experimente para que sejam feitos os ajustes necessários, caso seja preciso. — solicitei a minha dama de companhia que balançou a cabeça concordando, enquanto voltava minha atenção para o traje de Gael.
— Betânia, por favor, peço que permaneça no castelo hoje, pois de acordo com as informações que recebi a comitiva do Sul chegará na parte da tarde.
— Claro, vossa majestade, ficarei o tempo que for necessário. — assegurou e a agradeci novamente antes de nos despedirmos, enquanto caminhava na companhia de Agnes e dos meus guardas para verificar os últimos detalhes que envolviam o meu enlace.
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— Minha rainha, tem certeza disso? Se alguém descobrir, minha senhora, poderá perder tudo pelo que lutaram. — Agnes me alertou depois que pedi a ela que dispensasse as outras damas de companhia, assim que me informou da chegada da comitiva do Sul no castelo depois do almoço.
— Sei disso, Agnes, se não vê-lo agora não conseguirei me controlar quando estiver na presença de toda a corte. Não se preocupe, porque tomarei cuidado, informou Henrik de que iria ver o príncipe do Sul? — questionei a minha dama de companhia que sorriu suave ao ouvir o nome do secretário de seu sobrinho e a olhei curiosa, para saber como havia sido o reencontro deles.
— Pelo jeito, não sou a única que aproveitou a situação para ver a pessoa que ama — segredei para Agnes que corou sem graça, balançando a cabeça em afirmativo. — E como foi a sensação de rever, Henrik?
— Foi indescritível, rainha Virgínia, mesmo que não tenhamos tido muita interação, devido nossos afazeres reais, mas só de vê-lo novamente depois de tanto tempo, meu coração se encheu de felicidade. — disse feliz e sorri carinhosa segurando suas mãos nas minhas, olhando em seus olhos azuis cristalinos iguais ao de seu sobrinho.
— Se o ama, Agnes, lute por esse sentimento. Se os dois desejarem, darei minha benção para que se casem e conversarei com Gael para que faça o mesmo — assegurei a ela que sorriu esperançosa com a possibilidade de se unir ao homem que ama, antes de suspirar preocupada me deixando confusa com sua reação — O que houve, Agnes? Por acaso não deseja se casar com Henrik?
— Sim, vossa majestade, mas tenho medo de que a história se repita...— sussurrou envergonhada e balancei a cabeça sinalizando que entendia seus temores.
Agnes havia sofrido muito nas mãos do ex-marido, era natural que temesse outra união e não queria que ela renunciasse à sua felicidade por causa dos seus temores, mas para isso minha dama de companhia precisava dar um salto de fé e acreditar que a relação que estava construindo com Henrik, era totalmente diferente daquela que teve no passado.
— Agnes, entendo seus temeres e os respeito, mas se me permite um conselho, dê um voto de confiança para os sentimentos que nutri por Henrik, se seu coração assegurar que ele é o homem certo dê um salto de fé e reconstrua sua vida. Viver no passado, pode nos impedir de ver o nosso futuro, não deixe que seus medos a paralisem, mas que eles possam ser o impulso que precisa para mudar o rumo da sua vida. — aconselhei e ela sorriu amorosa para mim.
— Fico tão feliz em ver, o quanto minha rainha ficou sabia com o tempo, a senhora se tornou uma verdadeira monarca. Sabia, justa, integra e leal ao seu povo e a coroa, seus pais teriam muito orgulho da grande mulher na qual sua amada princesa se tornou com o passar dos anos — disse me olhando com orgulho e sorri emocionada com as suas palavras, segurando suas mãos nas minhas — Desejo que a vossa união, seja repleta de felicidade, paz e muitos herdeiros. — desejou amorosa e agradeci abraçando-a em seguida, incentivando-a a pensar em tudo que havia lhe dito e Agnes prometeu atender ao meu pedido.
Nos separamos e caminhei em direção ao grande espelho que havia nos meus aposentos, o qual dava passagem para os corredores secretos que existiam por dentro de todo o castelo, os mesmos que utilizei anos atrás quando criança para fugir com minha mãe e Agnes do ataque dos mercenários do falecido General do Leste ao nosso reino anos atrás.
— Tome cuidado, rainha Virgínia. — Agnes pediu me entregando um castiçal com velas, para que pudesse ver o caminho pelo qual andaria.
— Irei tomar, Agnes, não se preocupe e se alguém perguntar por mim, diga que estou descansando para o jantar de hoje à noite. — pedi a ela que balançou a cabeça concordando, antes de seguir pelas passagens seculares do castelo em que morava.
Tomei o destino que me levaria em direção a antiga ala ocupada por mim, onde a família real do Sul estava hospedada. Contei todas as portas de saída, lembrando que a que dava acesso ao quarto do príncipe do Sul era a oitava a esquerda, me aproximei devagar dela e fiquei em silêncio tentando ouvir se havia alguém com ele, mas não escutei nenhum barulho.
Cautelosa, afastei a porta com cuidado examinando por uma fresta se havia alguém no local e respirei aliviada por não avistar nenhuma presença ali, me deixando imediatamente curiosa para saber onde meu noivo poderia estar. Sai das passagens secretas fechando a porta atrás de mim com cuidado, evitando fazer qualquer barulho que pudesse delatar minha presença nos aposentos de Gael.
— Deseja mais alguma coisa, meu príncipe? — ouvi a voz de Henrik soar da varanda e me escondi atrás das cortinas da sala de estar, temendo que pudesse ter alguém além deles no local.
— Não Henrik, está tudo do meu agrado. Pode se recolher aos seus aposentos para descansar um pouco, fizemos uma longa e cansativa viagem de volta. — ouvi Gael dizer e meu coração bateu acelerado só de saber que estávamos novamente no mesmo lugar depois de tanto tempo.
— Sim, meu senhor, foi uma longa viagem, mas finalmente retornamos para o local onde meu príncipe deixou seu coração. — Henrik revelou sem temer possíveis represálias por suas palavras diretas.
— Sim, foi uma tortura interminável ficar longe do meu coração por tanto tempo...Houve dias em que achei que morreria de saudades dela, mas sei que a decisão que tomamos no passado era a mais acertada. Apesar de todo sofrimento por ter ficado longe da mulher que amo, faria tudo novamente sem hesitar, Henrik. — Gael disse seguro e senti meus olhos ficarem marejados, após as palavras de Gael.
— Uma longa espera que finalmente acabou, meu senhor — lembrou gentil — Bem, vou deixá-lo sozinho para que descanse um pouco para o jantar dessa noite. — Henrik informou e o vi deixando a sacada, saindo dos aposentos do meu noivo que permaneceu onde estava olhando distraidamente a vista do jardim.
Respirei fundo acalmando meu coração acelerado, saindo do meu esconderijo e caminhando em direção a sacada do quarto, vendo um homem alto de ombros largos e cabelos claros olhando para a paisagem, perdido em seus próprios pensamentos.
— Gael. — sussurrei seu nome com saudade e ele virou para me ver, fazendo meu coração errar uma batida assim que seus olhos azuis cristalinos se encontraram com os meus.
— Virgínia. — ele sussurrou meu nome com devoção e lágrimas nos olhos, enquanto agradecia em pensamentos aos deuses por estarmos juntos novamente.
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