Imperador de Areia
22 Capítulo 22 - Amor e prazer
Notas iniciais
—Fico tão feliz por sua irmã.
—Eu também. No fim tudo saiu como queríamos. –ele disse tranqüilo.
—Sim. Foi tão romântico, não acha? –ela disse juntando as mãos e piscando os olhos reluzentes.
Gaara sorriu com a cena, ela era perfeitamente linda e delicada.
—Vamos almoçar, depois vamos à vila, quero te dar um presente. –ele disse sorrindo.
—Presente? Por quê?
—Porque você merece oras. Mas agora vamos comer.
Se sentaram e comeram quietos, mais trocavam olhares cúmplices e o sorriso dela era insistente, fazendo muito bem a ele.
Eles se arrumaram depois do almoço e caminharam pela vila, ele contava mais sobre o lugar, sobre a história e sobre o povo que ali habitava, e ficava animado de vê-la tão interessada e contente.
Nem em seus mais mirabolantes sonhos Gaara pensou que teria momentos assim com sua esposa, não se achava uma pessoa comum para desfrutar de um passeio comum, não acreditava que Ino seria a pessoa boa e terna que era, aqueles momentos com sua loira eram tão raros e preciosos quanto seu oásis prospero no meio do deserto árido.
Após algumas horas, ele já havia dado a ela um colar de ametista e ouro branco, um vestido leve lilás azulado e uma nova muda de uma flor rara, que ele trouxera pra ela cultivar, e estava sendo preparada na estufa. Os presentes não eram uma maneira tentar comprar a afeição dela, era o único gesto que ele conseguia fazer para demonstrar o quanto gostava de sua cmpanhia, afinal ele não era bom com palavras e carinhos.
—Gostou do passeio? –ele indagou enquanto voltavam.
—Foi maravilhoso, mas não precisava de tudo isso. –ela sorriu gentil.
—Não é nada de mais dar presentes a minha esposa. –ele disse displicente.
Um garotinho vinha correndo com uma bola e tropeçou nos pés deles, caindo e cortando a testa, imediatamente, começando a chorar.
Gaara se ajoelhou rápido e colocou o garoto sentado em sua perna esquerda.
—Ely, eu já disse que não pode ficar correndo por ai assim, não disse. –ele pegou um lenço e pressionou a testa do menino.
—É que estão esperando a bola. –o menino controlou o choro diante do imperador.
—Ninguém se cansa de brincar, então você pode ir de vagar, e se alguém disser alguma coisa, diga que eu mandei. –ele disse firme.
—Sim senhor.
—Está doendo? –Gaara perguntou ao ver o sangue diminuir.
—Não. –Gaara olhou pra ele desconfiado e o menino cedeu. –Na verdade um pouquinho.
—Não tem problema, leva o lenço preso assim. –ele pressionou o machucado. –E vá pra casa, sua mãe vai saber o que fazer, está bem?
O menino abanou a cabeça.
—Agora pode ir, mas tome cuidado.
Eles perderam o menino de vista rápido, sua casa era ali perto, então ele voltou a segurar a mão de Ino que estava estupefata com o jeito dele.
—Quantas pessoas tem nesse Oasis?
—Contando os bebes das mulheres que estão grávidas são três mil.
—Três mil... Sabe o nome de todas?
—Algumas crianças eu ainda confundo, mas o restante sim, por quê?
—Como consegue, eu jamais guardaria tantos nomes, nem saberia lidar com algo como uma criança chorando sem fazer estardalhaço.
—É a força do habito. –ele disse displicente.
—Não, é um dom Gaara.
Ele olhou pra ela e viu que ela estava muito admirada, então pensou e realmente concordou, ele não era de todo ruim como imperador, mas poderia ser muito, muito melhor, então não soube dizer se a admiração dela tinha fundamento.
Eles chegaram em casa, jantaram e depois foram tomar banho, cada um em seu devido quarto, mas Ino acabou se esquecendo de pegar seus presentes na sala, então foi ao corredor, e encontrou Gaara, querendo descer também.
—Vou pegar um copo d’água, quer que eu pegue alguma coisa?
—Deixei as sacolas dos meus presentes lá em baixo.
—Eu trago pra você. –ele disse se afastando, contendo os pensamentos que queriam invadir sua mente com a visão de sua esposa.
Ino estava com uma camisola amarela bem clarinha, o busto era de renda leve, quase transparente, os cabelos dela mais dourados soltos sobre os ombros, beijados pela brisa da janela do corredor, e a pele clara, iluminada pela lua.
Ele tomou bastante água gelada, tentando em vão apagar o fogo de suas entranhas e depois pegou as sacolas, subindo e parando a porta do quarto dela, que olhava a vista pela janela.
—Estão aqui. –ele disse querendo sair dali depressa.
—Pode trazer aqui. –ela apontou uma mesa de canto.
Ele fez como ela pediu, e foi saindo em seguida, mas ela segurou a mão dele.
—Eu queria poder sentir e ter o que vi em Shikamaru e Temari hoje. –ele ficou desconfortável, não se sentia bem com aquilo, não podia dar a ela o que ela queria, pelo menos não ainda. –Mas... –ela continuou. –Ficaria muito feliz se pudesse te ter só aqui por perto, assim, como estamos.
—Eu gosto de ter você aqui Ino, gosto do que está provocando em mim e as mudanças que estão acontecendo. Não posso dizer que a amo, não sei o que é esse sentimento direito, há muito tempo não o sinto, mas gosto muito de você, seria bom saber que isso basta por enquanto.
—E por enquanto basta. Estou com medo, confusa com tudo que está acontecendo e assustada com sua mudança, mas estou feliz, como nunca pensei que poderia ser sendo sua esposa. –ela sabia mesmo ser sincera. –Então vamos tentar manter assim?
—Eu quero muito isso. –ele também sabia ser sincero.
Eles se olharam, como se pedissem permissão ao mesmo tempo, e assim se beijaram, um beijo muito longo e muito carinhoso, até o ar lhes faltar, e então ambos sorriram.
Ino sentiu algo que imaginou que jamais sentiria, então resolveu testar, saber como era e o que provocaria, então pediu passagem pra mais um beijo, mas desta vez mais profundo, explorando a língua dele e passando as pontas das unhas de leve pelas costas do ruivo que se arrepiou.
—Ino, eu não acho que isso seja...
Ela o calou com um novo beijo, o abraçando forte e colando seu corpo contra o dele, acariciando suas costas nuas, já que estava sem camisa, provocando novos arrepios.
Gaara respirou fundo, não era de ferro, e por isso não resistiu, a colocou contra a parede e possuía sua cintura de modo firme, correspondendo ao beijo enquanto mostrava a ela como um beijo podia ser quente e cheio de luxuria.
Ela suspirou alto contra os lábios dele, e ele deixou ela respirar, enquanto distribuía beijos pelo pescoço macio dela, e levava uma das mãos até sua coxa, acariciando a região com prazer, prendendo sua perna em volta de seu quadril.
Ino sentiu seu corpo ficando cada vez mais quente, e sua intimidade começou a pulsar de vagar, enquanto se umedecia aos toques deliciosos dele, que ficaram cada vez mais ousados.
O ruivo puxou a outra perna dela, fazendo ela prendê-las a sua cintura, e ele a prensou ainda mais contra a parede, fazendo ela pensar que ele poderia se fundir a ela, mas a sensação era divina, e só melhorava ao sentir as mãos dele correndo por suas pernas e erguendo sua camisola de vagar, até apertar seu quadril.
—Na cama tá? –ele disse a desprendendo da parede.
Ela só fez um murmúrio de afirmação e eles foram se beijando.
Ele se colocou sobre ela na cama, e passou a beijar seu pescoço, enquanto suas mãos subiam mais pelo corpo dela, sob a camisola, fazendo ela retribuir os beijos pelo pescoço dele e lhe acariciar as costas e o abdômen definido.
Gaara sorriu de satisfação ao tocar os seios dela, fartos, redondos e firmes, sem qualquer tecido entre eles e suas mãos, se apressou em tirar a camisola e observar bem o corpo dela, que ficou encabulada com o olhar dele.
—Não fique assim, só estou te admirando. –ele disse em meio aos beijos em sua boca.
—Mas me deixa sem graça. –ela disse sentindo o rosto arder.
—Relaxa, você é perfeita, e quero essa lembrança.
—Pra quê ficar com a lembrança? Você vai me ter aqui sempre.
Ele quase explodiu coma aquela frase, só de imaginar ela se entregando a ele daquela forma sempre, já o deixava louco por fazer aquilo agora, pra repetir em seguida e sempre que tivessem assim, sedentos de desejo.
Os seios dela foram tomados pela boca fervorosa dele, que provava sua pele, e arrepiava seus mamilos, enquanto ela gemia baixo, o aranhando sem perceber. Gaara estava completamente envolvido pela voz dela, pelo seu corpo e só queria cada vez mais dela, então deixou sua boca tomar conta dos seios e desceu as mãos, tirando a calcinha dela delicadamente, baixando os beijos por sua barriga com leves mordiscada, até passar a língua pela intimidade dela.
Ino arqueou o corpo assustada, mas a onda que lhe invadiu foi arrebatadora, todo seu corpo tremendo e pedindo por mais, enquanto ele calma e delicadamente, ia contornando seu clitóris com a língua macia e úmida, provando seu prazer.
O desejo dentro dela era crescente, seu corpo se contorcia involuntariamente e ela acariciava os cabelos dele, enquanto ele continuava a lambê-la, e de vagar introduziu um dedo dentro dela, fazendo movimentos lentos e profundos, um gemido muito alto escapou dos lábios dela e em pouco tempo toda sua intimidade se contraiu e um líquido forte e delicioso escapuliu dela, e ele provou com esmero.
— Satisfeita? –ele disse malicioso.
—Não. Eu não sei dizer o que foi isso que eu senti, mas quero mais. –ela disse travessa.
Ele viu como ela podia ser decidida e ficou ainda mais excitado, seu membro rígido já estava doendo de tanto tesão, por isso, ele retirou a calça, depois a cueca boxe preta que ele usava, e de vagar se acomodou entre as pernas dela, enquanto a beijava apaixonadamente, naqueles lábios macios desenhados.
—Quer mesmo o que vem a seguir?
—Sim, eu quero.
—Ino, eu sei que dá ultima...
—Não era pra deixar o passado enterrado? Por favor, Gaara, me deixa sentir isso como se deve.
Ele sorriu de canto e voltou a beijá-la, enquanto a invadia com cuidado, até estar bem fundo nela, que o agarrou contra si ainda mais forte, gemendo longamente.
Aos poucos ele começou as estocadas, e gemidos baixos escapavam de seus lábios também, enquanto eles se beijavam entre as tomadas de ar que seus fôlegos rasos permitiam. Em certo momento, ela espalmou as mãos no peito dele, e o encarou, ele parou o que fazia, meio preocupado, mas o que viu foi um fogo em brasa dentro de seus olhos, então ela disse:
—Minha vez.
—Como?
Ela sorriu maliciosa, e fez eles trocarem de posição, fazendo movimentos ritmados sobre o membro dele, que ficou extasiado com a visão do corpo dela e a intensidade que aquilo atingia. Aos poucos ele foi ajudando ela a galopar sobre ele, e os dois sentiam o prazer juntos, até que se derramaram, e o corpo dela pesou sobre o dele, que deixou a cabeça em seu peito.
Gaara respirou fundo, e deixou ela sobre ele, lhe acariciando os cabelos, até que ela se mexeu e levantou a cabeça, o encarando.
—Você tem sim um coração, eu posso ouvi-lo nitidamente, enquanto bate acelerado por minha causa. –ela disse sorrindo.
—Ah, sua convencida. –ele a puxou e deu um selinho nela. –O que achou?
—Foi maravilhoso. –ela sorria feliz.
—Então vem, agora deita aqui do meu lado e durma um pouco, vai se sentir muito bem amanhã. –ele levantou o lençol e estendeu a mão pra ajudá-la a se deitar.
—Só mais um beijo? –ela pediu delicada.
Gaara segurou o queixo dela e a beijou, eles começaram de vagar, mas logo ganharam um ritmo mais acelerado e quente, então ela passou a mão pelo peito dele, e depois depositou um beijo em seu pescoço.
—Ino cuidado. –ele advertiu.
—Com o que? –ela mordeu o lóbulo dele, como ele fizera com ela momentos antes.
Ele a puxou e se colocou parcialmente sobre ela, lhe acariciando os cabelos e a face com uma mão e a outra acariciando sua barriga.
—Você é linda.
—Não cansa de dizer isso?
—Não. VOCÊ É LINDA. –ele disse sorrido de canto, e ela o puxou pra mais um beijo quente, fazendo sua mão correr por toda a lateral do corpo dela, inclusive por seus seios, fazendo ela começar a ficar com a respiração ofegante, e ir mais fundo enquanto o beijava.
Gaara jamais se cansaria de Ino, e queria dar toda a atenção pra ela. Ainda tinha um assunto doloroso pra tratar com ela, mas até que tivesse que tratar disso, queria aproveitar cada segundo e convencê-la de que ela era muito importante na vida dele e que seria única.
O imperador continuou a beijá-la, e com as pontas dos dedos passou a provocar os mamilos da loira, que gemeu baixo e acariciou o corpo do ruivo, enquanto desviava os beijos pelo pescoço e ombros dele, segurando fortemente seus braços fortes e possessivos. Ele a virou na cama, e passou a morder de leve e beijar as costas de Ino, sua bunda empinada, enquanto lhe dedilhava a intimidade, e alternava investida com os dedos dentro dela.
A loira só faltou derreter, estava em estase, e se contorcia de prazer, sem poder alcançá-lo direito, parecendo que aquilo era uma tortura. Ela se derramou sem cerimônias, duas vezes, pelas investidas insistentes dele, até que ele a penetrasse por trás e mordesse seu ombro, um pouco mais forte, fazendo um grito rouco ficar preso na garganta dela, que sentia o corpo dele como podia.
Os dois foram se envolvendo naquele ritmo quente, e seus corpos unidos só aumentava o calor e o desejo de se amarem, e logo eles voltaram a chegar ao ápice do prazer, juntos, deixando um sorriso de satisfação em ambos.
Os dois se deitaram sob os lençóis, e se abraçaram, enquanto relaxavam. Ino estava com o corpo mole, e sua cabeça pesava contra o ombro dele, e entre o sonho e a realidade ela deixou um sorriso abrir em seus lábios e a voz dela escapou:
—Eu te amo Gaara.
Ele olhou pra ela, que não se mexeu e apagou no sono, com o semblante contente e ele sentiu o coração disparar, as mãos ficarem um pouco tremulas, e uma intensidade descomunal de calor e sentimentos invadirem sua alma.
Gaara também sorriu e se recostou no travesseiro, momentos depois descobriu que a imagem de sua mãe com a espada no pescoço, e seu pai atrás dela, fazendo o sangue brotar de vagar, não estava mais diante de si, e sim o belo rosto de sua mulher, com aqueles olhos reluzentes de amor e aquele sorriso enorme, na bondade de sua alma, e nesse embalo ele dormiu tranquilamente, como não acontecia há muito tempo e ele já nem sabia como era.
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