Imperador de Areia

20 Capítulo 20 - Meu lar


Notas iniciais
boa leitura...

Ino estava cuidando do jardim quando as empregas lhe avisaram que a comitiva de Gaara estava adentrando a cidade, com o imperador bem e firme a frente deles, o que deixou a loira radiante, já estava com saudades do ruivo.

Ela correu pra entrada do palácio e esperou a comitiva se aproximar mais, enquanto Gaara sentia o coração feliz, se acelerar um pouco dentro do peito, ao mesmo tempo em que meio receoso, teria uma conversa muito séria com Ino, em breve, mas por hora queria aproveitar o tempo e trazê-la pra mais perto de si.

Ele desmontou do cavalo na frente da varanda do palácio, ela correu o abraçando, com um sorriso lindo nos lábios. Gaara se assustou com o gesto, ainda mais em público, mas por fim não fez ou disse nada, estava se sentindo muito bem.

—Me desculpe, exagerei né? –ela disse quando o soltou, ficando um pouco rubra e encarando o exército atrás dele.

—Nada que minha cara feia não dê jeito. –ele cochichou pra ela, e sorriu de leve, apenas pra ela. –Estão todos dispensados, amanhã pela manhã darei o pagamento e o resultado dos contratos. –ele disse se virando com o ar frio de sempre.

Todos se afastaram, menos Temari e Shikamaru.

—Isso vale pros dois também. –disse Gaara seco.

—Não, primeiro vamos resolver isso de uma vez. Ou ele, ou eu. –disse Temari irritada, dando um passo à frente e olhando de forma dura pro irmão.

—Passou o tempo em que você era maior que eu e me amedrontava, Temari, agora é o contrário, então abaixe a crista, eu já disse como as coisas serão.

—Eu não vou ficar lutando com esse... esse...

—Não quero causar problemas, mas eu não saio sem uma ordem expressa, não fiz nada de mais. –disse Shikamaru.

—Minhas lutas, meus oponentes, minhas batalhas, quero você fora disso. –ela respondeu encarando o Nara.

—Minha nossa, será que não percebe? Você iria se ferir, eu só impedi a merda de um golpe.

Ela ficou ainda mais furiosa, devia sua vida a ele, e isso a tirava do sério, já não era de mais ele controlar seus sentimentos e seu coração, porque teria que tomar todo o resto numa divida de honra pela sua vida?

—Eu já disse pra vocês dois se controlarem. -Gaara já não tinha muita paciência com aquele assunto.

—Eu estou super controlado, o problema é essa problemática.

Temari quis avançar contra o moreno, mas Gaara se colocou entre os dois.

—Os dois pra casa agora.

—Eu já disse...

—Você não diz nada, eu dei uma ordem e é pra já. –disse Gaara com raiva.

Os dois ainda se fuzilaram com o olhar e depois se foram.

—O que aconteceu? –quis saber Ino.

—Longa história. Te conto depois, agora quero um banho, pelo amor de Deus.

Ela sorriu e estendeu a mão pra ele, que retribuiu o gesto, indo com ela pra dentro.

No quarto do ruivo, Gaara tirou a roupa do exército e jogou a camisa de lado, ficando só de calças, sentado em uma cadeira perto da sacada, de onde pode ver o belo jardim que estava cada vez mais bonito.

—É bom ver você trazer vida pra esse lugar. –ele disse se virando pra Ino.

—Que bom que gosta. –ela se aproximou dele e passou a mão de vagar por seus cabelos.

Ele suspirou relaxado, mas sem deixar que ela percebesse, era muito bom ter aquela casa viva, uma mulher adorável e um lar pra voltar.

—Vou tomar um banho, depois conversamos e te conto tudo o que se passou com aqueles dois infernais. –ele disse revirando os olhos.

Gaara se levantou e foi pro banho, enquanto a loira ficou sentada na cama pensando.

Ela realmente estava meio confusa com tudo o que se passara nos últimos tempos, e não sabia se Gaara iria voltar a agir como o senhor de areia, mas ela não conseguia resistir a ele quando ele se punha gentil e solícito com ela, mesmo com a voz sempre meio fria.

Por mais que fosse complicado explicar como, ela via as mudanças nele, via como ele se punha junto dela, como se sentia com ele e tudo era muito bom, lhe fazia bem, e a felicidade de vê-lo voltar pra casa, bem, e mais uma vez ter sua presença, era a sensação mais deliciosa que ela já experimentara.

Todos os momentos bons, os modos de cuidar e zelar por ela, conseguiram fazer ela esquecer o quanto sofrera ali, naquela mesma cama, e ela só fazia pensar que se ele continuasse a ser como estava sendo, ela não poderia resistir, acabaria o amando novamente, mas isso só o tempo poderia dizer.

Ele saiu do banho, só de toalha presa a cintura, estava um dia realmente muito quente, e ele estava muito cansado, de modo que colocou uma cueca, uma calça branca de tecido leve, e se deitou ao lado dela na cama, pensando se ela já havia superado o incidente ali.

—Correu tudo bem na minha ausência?

—A mesma coisa de sempre. –ela suspirou, se deitando ao lado dele.

Sem pedir permissão ou esperar, ele puxou ela contra seu peito, a aninhando em seus braços de modo delicado.

—Fui uma luta difícil. –ela acordou do transe que o calor dele lhe causava, a voz forte a trouxera de volta.

—Os inimigos eram bons?

—O problema é esse, eles não eram inimigos. Eu estou falando da minha irmã e do Nara.

—Eles lutaram?

—A cada segundo. Lutavam pra ser o mais inteligente, o mais independente, o mais poderoso, o mais forte e lutaram com espadas também.

—Quem ganhou no fim?

—Eu, que com segui o que queria e de quebra ganhei a batalha pros nossos aliados. –ele olhou pra ela e sorriu, um sorriso diferente, espontâneo, como se ele estivesse se divertindo.

—Você fica lindo sorrindo. –ela balbuciou, estava pensando alto, e foi alto suficiente pra ele a ouvir, e se sentir um pouco desconfortável, não era habituado a elogios.

Ele acariciou o rosto dela, e puxou ela mais pra cima, deixando seus lábios se encontrarem, iniciando um beijo saudosista e cheio de carinho.

—Senti muita falta dos seus lábios. –ele disse passando a mão pelos cabelos sedosos e reluzentes como ouro.

Ela sorriu, e voltou a se por ao lado dele.

—E como eles estão?

—Temari está fazendo de tudo pra afastá-lo, não quer ele por perto de forma alguma, na minha opinião está querendo esquecer o que sente, mas não pode fazer isso com ele por perto, e se continuar assim vai perder o controle da situação, o que ela não se permite fazer. Enquanto ele está obstinado a cuidar dela e se redimir, mais ainda sinto que ele tenta se manter intocável nos sentimentos. Tolos.

—Eles se amam mesmo, é visível.

—Eu sei, e quero que fiquem juntos. Meu pai tentou arruiná-los, mas vou consertar isso, vai ser a primeira coisa que farei pra deixar meu pai muito bem enterrado onde ele está.

—Acha que isso vai ser tão simples? Eles são as duas pessoas mais teimosas que já conheci.

—Se esqueceu de mim? Posso por os dois de baixo do braço sem pestanejar. Mas o que quero é um pouco de paz nessa família, já será muito bom.

—E o que pretende fazer agora pra uni-los?

—Shikamaru salvou a vida dela. Armamos uma emboscada, e os dois ficaram com o grupo principal do meu exercito, no meio da luta, pela euforia de primeira batalha como generala, ela não mediu o adversário direito, errou o golpe, o que nunca havia acontecido, diga-se de passagem, e Shikamaru pôs a espada no meio, o que a protegeu e a salvou, e ele mesmo matou o cara.

—Então no fim você tinha mesmo razão, ela precisava ser protegida.

—Ela é temperamental de mais, por mais que tente não ser, e não querer parecer, acaba se expondo quando não deve, e se tranca quando deveria se soltar, mas nada que não dê pra ajeitar.

—Mas eu achei que a luta seria mais rápida...

—E foi, mas tive outros assuntos pra tratar antes da volta.

—Que assuntos? –ela ficou intrigada.

—Isso é conversa pra outra hora. Vamos descansar um pouco, sim?

—Fica mais de um mês fora e não janta comigo?

—Prometo que jantaremos juntos, só me deixei relaxar um pouco. –ele fechou os olhos.

Ela desistiu, ele merecia dormir um pouco, por isso ficou com ele, vendo ele se acalmar e repousar, mas ela esquecera que ele nunca dormia, só ficava tentando esquecer os problemas, o que não foi difícil, tinha Ino nos braços e quando isso acontecia, só fazia pensar nela.

Os dois ficaram deitados, juntos, por um bom tempo, até que ela resolveu se levantar, já começava o anoitecer.

—Aonde vai? –ele indagou sem abrir os olhos.

—Vou ver como está o jantar, não demoro.

Ele não disse nada, deixou ela sair, e continuou deitado, mas agora os problemas voltavam a sua mente.

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—Esta é minha filha e princesa.

—Uma bela criança. –disse Gaara seco.

—Não é do que os homens gostam? –o homem sorriu de canto, fazendo um arrepio percorrer a espinha de Gaara.

—Então vamos aos termos, sim?

—Pois não. –uma pasta de papeis foi jogada sobre a mesa, na frente do ruivo, que oscilou o olhar entre os papeis e a garota no canto da sala. –Tudo como sempre, terras, dinheiro, poder, aliança de paz e desenvolvimento pra tudo mundo, mas essas são minhas vantagens e as suas?

—As minhas? Digamos que são mais pessoais, não podem ser postas no papel.

—Sabe que sou um homem de guerra, de negócios de poder, então como vou tratar algo que não posso ver?

—Meu caro, o meu maior arrendamento nesse negocio é que você está me livrando de um fardo.

—Então deixe-me ver se entendi: metade das terras do império que tens, uma aliança de paz pra minha cidade, ouro e uma mulher pra eu usar como quiser?

—Não sou um sujeito nobre? –o outro sorriu em escárnio, um sorriso que causou mal estar em Gaara, se lembrou dos mesmos modos no seu pai. –E ai, temos um negocio?

—Sabe que já sou casado com uma primeira esposa, há de se seguir a tradição de minha terra e dar a ela a decisão final, mas o negocio é vantajoso, acho que pode considerar feito.

—Está certo então. Dentro de dois meses ela será sua em matrimonio.

Os dois deram as mãos e o olhar de Gaara voltou à garota no canto da sala, seus olhos se cruzaram por um segundo e ele pode ver o medo dentro dela, mas parecia ser mais medo de seu pai, do que do próprio imperador.

“Pobre criança, não merece uma vida assim. Mas tenho que fazer o que for melhor pro império, então que Deus faça Ino entender isso.”

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—Sim, que Deus faça ela entender... –ele repetiu a ultima parte da lembrança.

—O que disse? –era Ino, ele não percebera ela entrar.

—Não foi nada, só pensando nos negócios.

—Então venha, vamos jantar.

—Claro.

Ele se levantou e calçou as sandálias de couro, perto da cama.

Ino encarou direto a cicatriz dele no centro do tórax, não era muito grande, nem muito feia, mas era presente, e ela se lembrou de como se sentiu e reagiu aquele momento que eles haviam passado, então apenas o abraçou forte, e aos poucos ele retribuiu, ainda meio sem jeito, não se lembrava mais como era ter e demonstrar carinho.

—Porque me abraçou?

—Não posso te abraçar?

—Pode, mas fiquei surpreso.

—É que é muito bom você estar aqui, comigo...

—Bom, você disse que não iria a lugar nenhum, então aqui vou ficar também.

—Jura que será pra sempre meu?

—Palavra de honra. –ele fez um X sobre o peito esquerdo.

E então eles se beijaram com intensidade e vontade, matando a saudade e se firmando na certeza de querer ficar juntos.

Notas finais
galera, eu sei q mta gente msm tem pedido o ñ casamento do Gaara, ou melhor, o ñ cumporimento do 2º casamento do imperador, mas acontece q há males necessários e por tanto já adianto q ele vai sim acontecer apartir dessa aliança, mas por favor, ñ desistam da fic aqui, as surpresas ainda vão ser muitas e esse casamento vai render muita coisa pro nosso casal favorito. comentem como sempre, deem suas opiniões e eu verei o q posso fazer por vcs... bjos e até o próximo...