Imperador Negro

5 Capítulo IV


Notas iniciais
Sobre esse capítulo... Eu adorei escrevê-lo , e ele marca o real começo dessa história. PARA MELHOR ENTENDIMENTO DA LEITURA! otouto: meu irmão mais novo Kyoto: palácio do Japão Boa leitura!

A primeira coisa que Sasuke fez foi puxar sua tachi para fora da bainha antes de ir correndo para a entrada do salão, com Kakashi já armado do seu lado. Os primeiros a serem mortos pelo ataque foram aqueles que estavam próximos da porta. Os golpes eram rápidos e certeiros, sendo seguidos pelo som dos corpos caindo ao chão. Sabia que o salão estava um caos, imerso em gritos e correria; seus olhos captavam cada movimento como se fosse uma lenta dança, cada golpe em perfeita sincronia com as vozes que ecoavam desesperadas. Chocou sua lâmina contra o primeiro inimigo. Antes de terminar de gritar instruções para que seus soldados tirassem os convidados dali, tinha levado três homens ao chão. Enquanto massacrava cada um que ousava tomá-lo como oponente, preocupado, se deu ao luxo de olhar para onde estava o trono de seu pai. Alguns dos invasores, disfarçados de soldados do palácio, formavam um cerco ao redor de sua família, sendo contidos por alguns dos homens sobre o comando direto de Kakashi. Mesmo em meio ao caos, viu quando Fugaku puxava as duas armas escondidas sobre o mar de tecidos de sua veste, mandando Mikoto e Kushina, que conversavam juntas antes da confusão começar, se esconderem atrás do grande trono. Começou a caminhar entre as pessoas, distinguindo somente serem aliados ou não antes de perfurar com sua lâmina, seu objetivo era somente atravessar aquele lugar e tirar sua família dali. Se sentiu mais aliviado em ver Naruto munido de duas tachis, que claramente pertenciam aos inimigos já que ele nunca andava com uma, conseguindo de uma forma nada discreta passar pelo bloqueio e se postar protetoramente em frente ao trono, atrás do Imperador, com um olhar firme que poucas vezes vira em seu rosto, mas fazia qualquer um pensar duas vezes antes de atacá-lo. Sabia que ele daria a vida para proteger vossas mães.

Sasuke girava mais uma vez a sua lâmina quando percebeu algo que chamou sua atenção: Nara Shikamaru e Akimichi Chouji tentavam a todo custo levar a garota Yamanaka para fora daquele lugar, porém o primeiro no meio de sua luta não percebeu um terceiro samurai se aproximar mirando um ataque em suas costas. Antes que percebesse, o jovem Príncipe já estava puxando a perna do inimigo com seu próprio pé, fazendo-o cair de cara no chão, cravando logo em seguida a lâmina em suas costas, se levantando no instante seguinte para apunhalar os outros dois. Quando levantou o rosto, viu três pares de olhos espantados voltados para si.

— Saiam daqui. — rosnou antes de acertar o próximo inimigo.

— A-arigatou, Sasuke-sama. — Ino sussurrou assustada, mesmo que Príncipe não fosse mais ouvir, enquanto era arrastada por Chouji, que segurava firmemente seu braço.

A cada ordem que Sasuke gritava no meio do salão, atraía ainda mais oponentes, afinal matar o líder era a melhor forma de enfraquecer qualquer exército ou batalhão, mas ainda assim conseguia avançar pleo salão. Kakashi era quase tão atacado quanto o outro, afinal a fama do filho do Canino Branco, aquele que aprendera mais de mil golpes, era conhecida por todas as terras do Japão. Ninguém se atrevia a riscar sua lâmina nas dele caso não estivessem prontos para morrer. O homem era rápido e sorrateiro na batalha, seus olhos frios calculavam cada movimento com cuidado, usando qualquer informação a favor; não se detinha em ataques inúteis, buscando somente acertar pontos vitais, lição que fizera questão de passar.

Fugaku girava freneticamente seu braço, em uma velocidade que assustava quem tentava lhe ferir por seu estilo quase selvagem, diferente da fluidez que Itachi usava, movimentando-se como fosse uma folha voando entre as árvores da mata, nada que o fizessem menos letal que seu pai. Mas conforme girava no meio da batalha e conseguia vislumbres do que acontecia com seus companheiros durante a batalha, se surpreendeu em ver a destreza de Sasuke, admirava o esforço que este fazia para melhorar, mas de todas vezes que vira seu caçula em uma luta, nunca o encontrou confiante. Sabia do sucesso que este conseguia em cada obrigação dada pelo exército, porém levou como por sorte, exagero ou suspeitava da ajuda de terceiros. A fama que começava a se espalhar era totalmente condizente com aquele Sasuke que acabara de ver, não com aquele que sempre achou conhecer. Se a disputa de lâminas pudesse ser considerada uma dança, Sasuke não tinha um ritmo próprio, tomava a música e os passos do oponente para si, se adaptando a qualquer situação. Agora entendia porque Itachi tivera insistido tanto em tornar Sasuke general no dia anterior.

Todos estavam distraídos em sua batalhas particulares, quando uma figura entrou no salão, fazendo todos os invasores gritarem encorajados pela presença do homem. Sasuke observava atentamente que a figura que entrava andando em linha reta para o Imperador, era um pouco mais alto do que si próprio, mas a pele igualmente branca. Seu cabelo era longo e negro, caindo em diversos tamanhos diferente que lhe davam um aspecto mortal e selvagem, vestia uma armadura samurai vermelha sobre as vestes azuis, muito melhor do que as do outros que o seguiam. Paciente, Sasuke se aproveitou do reboliço causado pela chegada do homem para se esconder entre os guerreiros presentes, avançando silenciosamente para parte mais lateral do salão. Os que lutavam estavam concentrados demais para prestar atenção nele. Aqueles que olhavam venerados para o homem, ao perceberem sua movimentação, era mortos em um golpe discreto e fatal.

— Como se atreve a vir aqui, Madara? — a voz do Imperador trovejou.

— Vim tomar aquilo que sempre me pertenceu, otouto. — a voz e olhar eram frios e sem vida, mas o sorriso irônico denunciava todo o prazer com aquela situação.

O caçula do Imperador olhava para o homem em um misto de surpresa e descrença. Quando perguntara a Itachi o que acontecera com aquele que tanto trouxera desonra e desgraça para a família, este lhe respondeu que Madara tivera o destino merecido. Conhecendo das leis, crenças e tradições, sabia que um crime como o de seu tio deveria ser pago com a própria vida. Somente quando a última gota de sangue de Uchiha Madara saísse de seu corpo, que o Clã Uchiha poderia ter sua moral restabelecida. Entretanto, lá estava ele, grande, forte e altivo, manchando o piso daquele lugar com seu desrespeito e traição. Sabia que também era um guerreiro habilidoso, era só ver sua postura e a confiança que transmitia ao andar para saber que ali estava um felino que esperara anos para atacar. Sabia que o objetivo da luta era seu pai, mas Madara era poderoso demais para alguém tentar contê-lo. Por essa razão se esgueirou, e quando viu o momento certo, atacou, girando a lâmina cuidadosamente para lhe decepar o pescoço. Porém, o que veio a seu encontro foi o a lâmina de outro, ao encarar o rosto tão conhecido Sasuke não sabia o que fazer.

— Itachi, o que significa isso? — olhou forte para o outro que impedira o avanço de seu ataque com sua própria espada.

— O que você acha, irmãozinho tolo? — Itachi sorria perverso, atacando seu irmão.

Sasuke não conseguia aceitar aquela situação. A desconfiança o invadiu no momento em que soube da falsa ordem transmitida pelo mais velho aos guardas, porém, não imaginava que o resultado fosse algo daquela proporção. Era surreal demais para sua mente achar que seu adorado e venerado irmão traía o Império. Enquanto atacava e se defendia, Sasuke tentava achar um motivo que justificasse aquela decisão, porém sabia que não devia se concentrar em nada daquilo, havia lutado outras vezes com Itachi e sabia das dificuldades que tinha em se adaptar e vencer no estilo do outro. Ele era um dos melhores espadachins que conhecera, alguns diziam até mesmo ser melhor que o próprio Imperador.

— Por que isso, Itachi? Pare com essa loucura, ani.

— Otou-san gosta muito de você, Sasuke. Sempre está a admirá-lo e elogia todos seus esforços de ser um bom General, não posso correr o risco de perder o Império.

— Você é primogênito, o Príncipe Herdeiro, nunca que o trono deixaria de ser seu.

— Prefiro garantir isso, irmãozinho tolo.

Com um sorriso presunçoso Itachi voltou a atacar de forma mais efetiva, interrompendo o pequeno diálogo. Quase ao lado, Fugaku lutava mais uma vez contra seu irmão mais velho, mas agora este tinha a vantagem, não só estratégica como física. Diferente de antes, passava mais tempo sentado conversando para resolver assuntos do Império do que em um dojo treinando novas habilidades e aprimorando as velhas. No entanto, sua preocupação no momento estava voltada para sua esposa escondida atrás do trono com aquela que devia a vida. Sabia que Naruto era um bom samurai e agradecia aos deuses por quase ninguém notar as duas frágeis presenças, porém não dava para contar eternamente com a sorte, e por isso ficara aliviado ao notar que Kakashi junto de um de seus subordinados. Enquanto Kakashi ia até Naruto, Yamato seguia as instruções do seu comandante entrando no lugar de Sasuke na luta contra Itachi, porém o jovem Príncipe se recusava a abandonar a batalha.

— Sasuke! — a voz do Imperador soou forte como um grito, mesmo se defendendo do ataque inimigo, olhou firme para o filho como nunca na vida. — Proteja sua okaa-san.

Sem saber como agir ao certo, Sasuke optou por obedecer o pai. Nunca o vira com um olhar suplicante e aquilo atormentou. Itachi tentou avançar seu progresso, sendo impedido por Yamato. Tomou a frente do pequeno grupo, abrindo caminho. Mesmo sem ordens, os guardas se moveram, facilitando a passagem dos membros da família real. Quando estavam quase transpassando a porta, o golpe veio. Sasuke olhou assustado para trás com o grito de dor de sua mãe. Kushina fora rápida, segurando a Imperatriz pelos braços e impedido a queda, e tentando arrastar a amiga para fora daquela sala.

— Mikoto!

O grito desesperado do Imperador poderia ter despedaçado Sasuke conforme via as tentativas falhas de avanço de seu pai, enquanto, junto de Kakashi, dava cobertura para Naruto, que arrastava ambas mulheres. Todavia, ver duas lâminas saindo do peito de Fugaku foi o que o destruiu, principalmente ao notar que ao lado de Madara estava seu amado irmão, segurando a segunda tachi, aquela que atravessava o coração. Não percebeu quando um grito chamando por seu pai explodiu de sua garganta. Tentou dar o primeiro passo para o homem que caía ajoelhado no chão com o sangue escorrendo pelas vestes quando um forte puxão o fez cair de costas no chão. Olhou para cima, vendo Kakashi passar com alguns de seus espadachins, fechando a pesada porta. Tentou se levantar para impedir, porém seu corpo estava mole, não obedecendo seu movimentos. Quando finalmente sentiu força nas pernas para avançar, uma mão tocou-lhe o peito. Olhou raivoso para seu sensei, gritando que saíssem do caminho.

— Lembre-se do último pedido de seu otou-san, Sasuke.

Como se despertasse de um transe, o jovem samurai olhou para a mulher ajoelhada no chão sendo amparada por Kushina, uma adaga estava cravada em suas costas perigosamente perto do coração, não poderia tirar a arma dali e condenar à morte a sua mãe. E se não pudesse encontrar alguém capaz de fazê-lo, esta em algum momento faleceria. Com cuidado, segurou Mikoto em seus braços. O único membro de sua preciosa família que restara. Sabia que agora tinham poucos minutos até que o palácio fosse invadido e eles caçados. Apertou mais o corpo daquela que chorava em seus braços, determinado à salvá-la de qualquer forma. Resignado com a situação, fugiram de Kyoto.

Notas finais
Eu escrevi esse capítulo fazendo MUAHAHA, li a betagem da Brenda fazendo MUAHAHA, e estou postanDo fazendo MUAHAHA³ KKKKKKKKKKKK Pra quem queria saber do Madara, olha ele aí gente! Pra quem queria saber se o Itachi ia ser importante, olha ele aí gente! Espero que vocês tenham gostado, até próximo domingo!