Impérios Cruzados
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Respirei fundo algumas vezes seguidas, não sei porque mas minhas mãos suavam frio e as tentei secar inutilmente no tecido de minha calça. Apertei a campainha e esperei nervosamente pro Tris e torcendo para sua reação ser melhor que da ultima vez que vim aqui, fiz uma cara de dor ao lembrar, mas minha expressão se tornou um sorriso assim que ouvir a tranca da porta, pus meu melhor sorriso no rosto e mudei minha postura. Segurava em minhas mãos um buque de rosas vermelhas e na outra, uma sacola de papelão que continha sorvete de chocolate, filmes que eu nem preferi saber do que se tratavam e alguns chocolates e remédios.
Meu sorriso foi morrendo assim que a porta se abriu
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– Sinto muito senhora Eaton, mas o seu filho saiu da empresa à meia hora. – dizia a incompetente da secretária de Tobias.
– Ele disse para onde ia? Ele já deveria ter chegado. – fiz meu melhor tom de mãe preocupada, com certeza ela cairia, fingi até estar a beira de um diluvio de lágrimas.
– A única coisa que eu sei senhora, é que ele me fez um pedido muito peculiar. Acho que foi a casa da namorada. – estanquei no lugar. Como assim, namorada? Tobias não podia namorar, nunca. Eu nunca deixaria nenhuma vadiazinha pegar meu posto de Sra. Eaton, não depois de tudo que eu passei para conseguir, não depois de tantos anos dedicados a essa família e a empresa.
– Senhora? – perguntou a vermezinha do outro lado da linha e eu me lembrei que estava com ela ao telefone.
– Muito obrigada Cara. – desliguei
Peguei um jarro que estava sobre uma mesa qualquer na minha casa, e o arremessei na parede gritando. Ele não podia fazer isso comigo! Eu não era algo descartável, essa casa, essa vida. Tudo me pertencia e não a uma qualquer que achava que iria entrar na vida do meu filho e ficaria por isso mesmo, Tobias nunca ficaria com alguém, não enquanto eu estivesse viva. Se Tobias achava que poderia ter uma vida e me excluir dela ele estava enganado, ele devia toda a fortuna que tinha a mim, e era obrigação dele me proporcionar o que eu quisesse, e eu cobraria por isso.
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– Tobias Eaton? – me perguntou Albert ao abrir a porta do apartamento de Tris, eu com toda certeza não esperava por isso, minha vontade era sumir ali mesmo.
– Hã..., Albert não sabia que morava aqui, pensei que esse fosse o apartamento da Tris. – digo fingidamente, é claro que eu sabia que eles tinham algo, os vi no restaurante semana passada, e li algumas revistas de fofocas que a Tris era citada. Não que eu a estivesse perseguindo, longe disso, mas algo em Tris me chamava a atenção e me prendia a atenção desde que a vi, desde que cruzei com ela naquela esquina, sinto algo sem explicação sobre aquela garota. Provavelmente Albert e ela são namorados, já que é isso que supõe algumas das revistas que eu li que tinha fotos dos dois.
– Ah claro, entra cara ela tá lá dentro, não moro aqui só estou de visita. – falou meio sem jeito coçando a cabeça.
Passei pelo hall de entrada e assim que pus os pés sobre a portada da sala, a vi. Linda com uma camisa que ia até suas coxas, um pote de sorvete entre suas pernas que estavam posicionadas como as de índios. Sorri. Linda.
Seu olhar cruzou com o meu e pude ver o espanto em me ver ali depois algo como incredulidade. Ergui ambas as mãos para ela sorrindo com a maior cara de idiota.
– Kit TPM, mas vejo que cheguei atrasado e o Albert teve a mesma ideia que eu. – brinco sem jeito.
– Como você sabia?... – pergunta de olhos semicerrados.
– Um passarinho verde me contou. – digo simplesmente e ficamos alguns minutos nos encarando. Albert passa por mim e vejo no visor do seu celular o nome Christina chamando e ele pede licença para atender. Se eu pudesse, beijaria aquela garota agora.
– Então... onde coloco isso? – pergunto desconcertado e Tris cai na gargalhada de repente, me fazendo rir com ela, mas eu estava rindo de nervoso.
– Kit TPM? Tobias de onde você tirou esse nome? – grita entre risos. Tris caminha até mim e pega a sacola de minhas mãos indo em direção ao que eu imagino ser a cozinha, vejo seu pequeno corpo tremer ainda com os risos que ela tenta esconder. Observo o movimento da sua bunda enquanto ela caminha e não consigo evitar a vontade de agarrá-la ali mesmo. Controle-se Tobias! Meu inconsciente grita para mim.
A observo por a sacola no granito do balcão da cozinha e tirar seus conteúdos analisando um por um e dando leves sorrisos. Daria um aumento a Cara imediatamente, pela reação de Tris ela acertou em tudo. Olho pro buque em minhas mãos e caminho até perto de Tris, ficando a centímetros dela e sinto uma corrente elétrica por todo meu corpo. Seus olhos vão até os meus e vejo sua boca se entreabrir, provavelmente não fui o único a sentir, FOCO TOBIAS, algo grita em minha cabeça.
– Para você – digo simplesmente estendendo o buque para Tris que parece sair do transe e desce seus olhos para o buque que separava seu corpo do meu.
– Tris eu vou precisar sair, aconteceu uma emergência na empresa. – fala Albert com uma cara estranha, mas pela sua ligação eu devo imaginar que isso é ideia de Christina. – Fica pra próxima, não esqueça do nosso jantar na sexta. – fala me olhando estranho e a vejo caminhar até ele e lhe dar um abraço carinhoso, algo em mim se contorce e eu aperto mais forte o buquê sem ao menos sentir um dos espinhos da rosa me cortando.
– Até mais Tobias – fala Albert por sobre o ombro de Tris.
– Até mais Albert. – falo simplesmente, encarando a parte da bunda de Tris que ficou exposta por ela ter que ficar na ponta dos pés para abraçar Albert, lambo os lábios para aliviar a tenção.
Assim que Albert some Tris caminha até o armário na parte alta e tenta inutilmente alcançar algo, a vejo dar alguns pulinhos e solto o buquê na bancada onde estão as coisas recém tiradas da sacola de papel e vou até ela, fico atrás de Tris e alcanço o jarro de cristal ao qual ela lutava para alcançar, sorrio quando o alcanço, mas meu sorriso some assim que percebo o quão próximo meu corpo está ao dela. Sinto sua bunda roçar no meu amiguinho e minha respiração muda, de modo que estou respirando fundo e ofegante próximo ao pescoço de Tris que parece estar do mesmo jeito que eu.
– Foda-se a gentileza. – digo enquanto coloco o jarro na pia e puxo Tris para mim, a fazendo me encarar. Agarro seus cabelos com uma mão e ponho a outra em sua cintura a colado a mim, escuto o arquejo de Tris e vejo seus olhos em minha boca, olho para a sua e lá se vai minha sanidade. Puta. Que. Pariu. Aquela mulher mordendo o lábio daquele jeito era extremamente sexy.
Meus lábios se chocam com o de Tris, num beijo urgente e agressivo, nossas bocas travam uma batalha que nunca teria vencedor. A ergo com gentileza sem tirar meus lábios dos seus e a sento na bancada da pia, Tris abre as pernas para que eu me encaixe entre elas e envolve seus braços em torno do meu pescoço, sinto seus dedos delicados passando por minhas costas e suas unhas arranhando de leve minha nuca, gemo entre seus lábios o que a faz gemer também. Nos afastamos por busca de ar e ela expõe seu pescoço num pedido silencioso para que eu o beije, e eu o faço sem hesitar, Tris arranha ambos meus ombros por sobre a camisa e enlaça suas pernas em torno do meu tronco, a sinto friccionar o corpo no meu em busca de mais contato. Tiro a mão que estava em sua cintura e a levo até o centro de suas pernas, sentindo sobre o tecido da calcinha o quanto ela estava gostando.
Ela geme e me beija de um modo feroz, introduzo um dedo pela lateral de sua calcinha tocando seu centro pulsante e ela geme alto em meus lábios, me puxando para mais perto. Mordisco seu lábio entre o beijo e dou um sorriso sacana a penetrando em seguida com um dedo, Tris joga a cabeça para trás com os lábios entreabertos de prazer gemendo coisas desconexas.
– Meu nome Tris, gema meu nome. – peço enquanto faço movimentos de ida e vinda com o dedo, ela rebola com o prazer e eu beijo seu pescoço traçando um caminho de beijos até sua orelha.
– To-Tobias... – geme Tris me deixando louco e eu introduzo mais um dedo nela, a fazendo gritar enquanto crava as unhas por cima de minha blusa, senti a dor mas não me importei, o que importava era o prazer que eu estava sentindo ao proporcionar prazer a Tris. – Mais rápido, por favor. – pediu me olhando nos olhos gemendo. – atendi seu pedido a fazendo gritar de uma forma terrivelmente sensual. – Oh céus, isso!
– Me diz o que você quer Tris. – sussurro em seu ouvido ofegante de desejo a penetrando mais forte e rápido com os dedos. Tris me aperta e grita alto com a cabeça em meu ombro, sinto as paredes do seu centro apertarem meus dedos e só de imaginar aquilo em meu pau gemo junto com ela. Eu sabia que ela estava perto e eu também estava.
– Eu quero você. Ah. Dentro de mim. Oh isso! – pediu entre gemidos e eu não resistir.
– Então você vai me ter. – me afastei um pouco de Tris a fazendo reclamar pela falta de contato, tirei sua blusa por sobre o ombro a fazendo erguer os braços para me ajudar. Tris desabotoou minha blusa enquanto eu tirava a calça e chutava meus sapatos para longe. Seus olhos por um momento se prenderam em meu membro duro e pulsante e a vi engolir em seco e lamber os lábios.
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Porra! Ele era enorme, eu nunca tinha visto nada daquele tamanho, nem sabia se caberia em mim sem me machucar. Tobias se aproximou de mim dando beijos calmos em meu pescoço arrancando leves gemidos de mim, seus beijos foram descendo por meu colo e pararam assim que ele chegou aos meus seios. Foi tudo muito rápido, um momento eu sentia seus lábios em mim e depois eu estava delirando com seus lábios entre o bico de meu seio esquerdo e sua mão habilidosa estimulando o direito.
O puxei para mim arranhando suas costas agora nuas, com força, ficaria marcas mas eu não me importava. A única coisa que me importava era o prazer que aquele homem estava me proporcionando. Gemi seu nome mais uma vez e senti seu sorriso em minha pele, seu dedo voltou a me penetrar e eu protestei.
– Tobias! Me fode. Agora. – o afastei alguns centímetros e o puxei de novo para mim num beijo selvagem, seus dedos foram até meus cabelos os prendendo de forma bruta e sensual, suas mãos para minha cintura e senti seu membro roçando minha entrada e então tudo a minha frente sumiu.
Tobias me penetrou vagarosamente enquanto eu gritava em seus lábios de prazer junto com ele, puxei seus cabelos com uma mão enquanto a outra o prendia pelos ombros o puxando mais para mim, o colando a mim. E ele parou, abri os olhos em meio ao prazer e vi meu olhar refletido no de Tobias, desejo puro. O puxei com as pernas rebolando com seu membro dentro de mim me fazendo sentir completa como nunca antes e gemi.
– Porra Tris, tão apertada. – gemeu antes de devorar meus lábios e estocar duro e forte em mim.
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– Agora me expliquem que porra é essa! – exigia Albert a nossa frente.
– Missão FourTris. – disse Peter como se fosse a coisa mais obvia do mundo e eu rir
– Vocês são completamente malucos... – disse serio – ... mas eu adorei a ideia – disse sorrindo e agora eu sabia que tínhamos mais um aliado ao nosso lado.
– A felicidade da Tris e a muitos orgasmos também. – disse Peter erguendo sua taça para um brinde
Todos brindamos e batemos nossas taças, agora era esperar o próximo dia e puxar de Tris o máximo de informações possíveis sobre como foi a noite dos dois. Se ela o colocasse pra fora como da ultima vez, eu já tinha pego alguns cartões de ótimas clinicas psicológicas e a jogaria em uma delas sem pensar duas vezes. Mas eu sabia, no fundo que ela não o faria, ao menos esperava desta vez estar certa e que meu sexto sentido não falhasse.
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