Impérios Cruzados
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Corria cada vez mais rápido e os passos dos meus perseguidores continuavam próximos, eu podia ouvi-los.
Peguem-na! – eles gritavam sem parar e eu tinha vontade de chorar mas não podia
Se eu chorasse, eles acabariam me pegando, eu não podia ser fraca agora, eu iria conseguir, por mamãe... Ouvi sua voz ao longe e do nada estou em outro lugar, totalmente iluminado.
– Você nasceu para ser um passarinho minha princesa. – falava mamãe com minha versão mais jovem – nunca esqueça que passarinhos não são feitos para serem presos em gaiolas e sim para voar.
Sinos.
Barulhos horríveis de sinos me fizeram cair de joelhos no chão de pedra e levar ambas as mãos aos ouvidos. E de repente eu estava em meu quarto de novo, com o barulho insistente da minha campainha. De uma coisa eu tinha certeza, mataria quem quer que fosse por interromper meu sono em um dos únicos dia que posso dormi até tarde, provavelmente era Christina e deve ter esquecido que odeio ser acordada a essa hora em pleno sábado.
Desci as escadas sonolenta sem me incomodar em trocar de roupa, provavelmente era alguém conhecido já que o porteiro autorizou a entrada, então não se importaria de me ver com um blusão que ia até metade de minhas coxas e uma cara de sono horrível e um cabelo que parecia mais uma juba de leão, abri a porta esfregando os olhos e abrindo a boca de sono.
– Seja o que for Christina eu vou te matar. – falei
– Bom, creio que eu não seja a Christina, decepcionei? – Minha mão recém saída dos olhos ficou no ar, minha boca se escancarou e eu paralisei, eu conhecia essa voz, e dei uma conferida em seu dono apenas para não achar que estava sonhando ainda.
– Eaton, o que droga faz na minha casa uma hora dessa da manhã de sábado? – pergunto furiosa o fazendo rir
– Você fica muito mais bonita assim do que em suas roupas formais, Tris. – brinca e me faz ficar vermelha que nem um pimentão, fecho a porta em sua cara.
– Quanta falta de educação Johnson. – falou Tobias do outro lado da porta, contei até cem e a abri de novo. – Nossa, ela é educada. – Acenei para que ele entrasse
– Espere aí até eu por algo melhor pra poder te matar, Eaton. – ameacei
– Pode me chamar de Tobias, baby. – o olhei incrédula dando de ombros, voltando a subir as escadas em direção ao meu quarto. Eu realmente não posso entender qual o problema desse cara, desde que nos esbarramos e eu cai, Tobias Eaton está me perseguindo de forma sutil, e isso me incomoda e muito, talvez o meu pesadelo seja um aviso do meu inconsciente sobre isso, ou talvez eu esteja paranoica novamente, com a vinda dele para a cidade.
– Pronto Eaton, sou toda ouvidos. – falei alto enquanto descia as escadas e flagrei Tobias olhando alguns porta retratos meus em cima de uma mesa de canto.
– Quero que vá a festa comigo, Tris, por favor. – pediu suplicante e eu cai na gargalhada enquanto ele me encarava.
– Você só pode estar brincando, acho que eu que caí e o seu cérebro que foi afetado no nosso esbarrão, Tobias Eaton me acorda as nove da manhã em pleno sábado para me convidar para a festa dele que por um acaso eu recuso à três anos. – revirei os olhos me jogando no sofá – Eu só posso ter feito algo muito grave em outra vida.
– Fala serio Tris, qual o problema em ir a uma festa? – pergunta se sentando ao meu lado, o encaro por alguns minutos perplexa e me levanto com ambas as mãos na cintura o encarando seriamente.
– Qual o problema? Vamos lá Tobias, eu odeio que me acordem às 9 aos sábados, você não é nenhum amigo meu para, falar como nos conhecêssemos a anos e outra, eu ODEIO festas que tem mais a ver com ostentação e poder que com algo realmente interessante, me quer presente em alguma festa sua? Faça um evento beneficente onde o dinheiro realmente chegue aos necessitados, agora se não tem mais nada para fazer na minha casa... – caminhei decididamente até a porta e a mantive aberta. Tobias levantou com um sorriso de canto e antes de passar pela porta, parou a minha frente e fez algo realmente assustador.
Ele me beijou.
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Aconteceu tudo rápido demais, em um momento Tris estava me pondo porta a fora de sua casa – e devo dizer que ela fica linda quando está brava, suas bochechas ganham uma cor linda – e no outro eu a estava beijando, ao menos deveria ter sido um beijo, porque mal meus lábios roçaram no dela e a mesma me atingiu no meio das pernas com toda força e não bastasse a dor infernal, ainda me deu um tapa na cara e me empurrou para fora me fazendo cair de bunda no chão gemendo de dor.
– Porra Johnson! – esbravejei para a porta. – Eu ainda pretendo ter filhos.
– Pense nisso quando tentar agarrar alguém da próxima vez seu tarado. – gritou do outro lado da porta e eu ri em meio a dor, por mais difícil que parecesse ter uma conversa descente com Tris Johnson, ela era uma graça.
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– COMO ASSIM TOBIAS EATON TE BEIJOU!? – gritei ao telefone para minha melhor amiga – ELE BEIJA BEM? AH MEU DEUS VOCÊS TRANSARAM? QUEM TOMOU INICIATIVA? ESTÃO NAMORANDO?
– Christina respira. – falou rindo do outro lado, as vezes eu exagerava mesmo – Não chegou a ser bem um beijo, eu o chutei e bati no rosto dele e o joguei fora do meu apartamento...
– PORRA TRIS! VOU TE INTERNAR AGORA – interrompi entre gritos, mas eu não entendia como porra Tris dispensava o cara mais cobiçado do país.
– Caralho Christina, para de gritar porra! – pediu irritada do outro lado
– Como vou parar de gritar se você é uma burra Johnson, o cara mais gostoso do país te beija e você bate nele!
– Sim, ele é gostoso mas quem ele pensa que é? Só porque quando o vejo minha calcinha molha isso não quer dizer que ele pode vim aqui na minha casa às 9 da manhã de um sábado e achar que vai me tratar como amiga de infância depois que nos esbarramos sem querer e depois me beijar... – confesso que depois do molhar minha calcinha não ouvi mais nada, respirei aliviada, ela não era maluca senhor. — ... e você sabe como eu detesto ser acordada às 9 de um sábado.
– Porra Tris, pelo menos você deseja o cara senão eu ia te internar, é serio. Porque não vai a porra da festa mesmo? Acho que nunca me contou o motivo de verdade e só me deu a velha desculpa de sempre. – Tris frequentava eventos como esse sempre, menos o dos Eaton e sempre usava a mesma desculpa, que por um tempo me serviu mas agora sei que tem algo mais, sinto isso.
– É complicado Chris, prometo que um dia eu te conto. – suspirou do outro lado, e eu não fiz mais perguntas, sabia que quando ela estivesse pronta me contaria. – Agora tenho que desligar, vou voltar pra cama, amo você.
– Amo você vadia.
Desliguei o celular e disquei outro número, tocou duas vezes até a pessoa atender.
– Alô gata, em que posso lhe ser útil? – Peter sempre seria Peter
– Preciso da sua ajuda para juntar Tris e Tobias Eaton.
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