Imouto
2 Capítulo #01 - Welcome Imouto.
Notas iniciais
Depois da aula, fomos direto para a casa do Miyavi, e a casa dele – que na verdade era da avó dele, mas que ela deixou para ele como herança – estava digna de uma casa de solteiro. Tinha de tudo espalhado pela casa. Meias nos braços do sofá, bermuda em cima da mesa, uma cueca na mesinha de centro... E... Aquilo é uma camisinha em cima da almofada?
_ Definitivamente, eu detestaria morar com você Miyavi! – Ruki disse já pegando a bermuda e as meias.
_ Organização mandou lembranças! – Aoi disse pegando a cueca com cara de nojo. – Quero ver quem é que vai pegar aquela camisinha ali.
_ Oras! Quem a usou! – Eu disse empurrando Miyavi para cima da almofada. – Pega e joga no lixo seu porco.
_ Arrumar a casa dá preguiça! – Ele disse pegando a camisinha indo para o andar superior.
Fiz questão de ir para o pé da escada e ver se ele foi para o banheiro e não deixou no chão. Mais ele foi para o banheiro e colocou no lixo. Enquanto ele estava lá em cima, Aoi apareceu da área de serviço com duas vassouras jogou uma para o Reita e ficou com a outra.
_ Faça algo útil ou uso seu cabelo como vassoura! – E o moreno começou a varrer acompanhado de Reita mesmo que resmungando.
Fui até a área de serviço, onde Ruki colocava algumas roupas brancas dentro da maquina de lavar roupas essas que Miyavi tinha tido a consideração de colocar no cesto de roupa suja. Kai estava ao seu lado separando as coloridas.
_ Ruki, vamos lá em cima! Deve ter mais roupa suja lá em cima! – disse vendo o loirinho colocar uma camisa branca dentro da maquina. – Você cuida de separar as roupas brancas das coloridas?
_ Sim! Podem ir! E coloquem aquele descuidado para fazer alguma coisa, aposto minha bateria que ele se escondeu para deixar a gente fazer as coisas. – Kai disse pegando algumas peças brancas no cesto e colocando na maquina.
_ Verdade, vamos Ruki! – fomos para o andar superior e saímos à caça de roupas sujas e do tatuado cara de pau. Encontramo-lo dentro da banheira vazia fumando, juro que meu sangue ferveu nessa hora.
Sinceramente, Kai poderia jogar na loteria para acertar em cheio. Fiz sinal para o Ruki ficar calado e me aproximei sorrateiramente, antes que Miyavi nos percebesse, abri o chuveiro, no registro frio o fazendo dar um pulo e um grito. O cigarro que estava em sua boca, foi direto para a água e apagou. Ruki ria descontroladamente, eu me afastei rindo para não apanhar, os outros três curiosos subiram correndo para ver o que tinha acontecido e ao ver um Miyavi encharcado, começaram a rir.
_ Por que fez isso, Uruha? – perguntou bravo e eu estava me controlando para não rir mais.
_ Para você aprender a não abusar da boa vontade dos outros. – Ele me fuzilava com o olhar, mas aquilo tudo estava era me divertindo. – Vai trocar de roupa e depois me dá essa molhada que vou colocar na maquina.
_ E depois vamos procurar roupas sujas no seu quarto. – Ruki apontou.
_ E depois limpar o quarto da sua avó. – Aoi comentou e o semblante de Miyavi ficou completamente serio.
_ Ninguém vai mexer no quarto da minha avó, vocês me entenderam? – Disse estreitando o olhar enquanto saia da banheira.
Uma tensão se formou no ar e todos ficaram em silêncio. Saímos do batente e ele passou calado e serio para o quarto. Apenas nos entre olhamos e voltamos para o que tinha para fazer. Depois de recolher algumas roupas que tinha no banheiro, pegamos a roupa molhada do Miyavi e algumas sujas que tinha no seu quarto e com a ajuda dele, levamos tudo para a área de serviço.
Colocamos todas as roupas para lavar, lavamos a louça acumulada e as limpas, Miyavi ia guardando. Enquanto isso, na sala Reita e Aoi tiravam a poeira dos moveis enquanto Ruki e Kai limpavam o quarto do Miyavi. Eu e o Miyavi limpamos a cozinha da melhor forma possível... Às onze da noite, a casa estava brilhando.
_ Vê se mantém organizado da próxima vez! Lembre-se que a partir de amanhã você não vai mais morar sozinho. – Ruki disse olhando para Miyavi que fingia nem ouvi-lo.
_ Pelo visto vai ter que faltar amanha para ir pegar sua irmã, não é? – Kai perguntou atencioso e para esse sim Miyavi deu atenção. Esses dois devem ter alguma coisa, para o Miyavi nunca ser mal educado com o Kai. Ai tem coisa. – Quer que eu te empreste as anotações?
_ Ajudaria mais se fosse comigo no aeroporto. – Miyavi respondeu dando completa atenção para o moreninho. To falando que ai tem coisa.
_ Quem vai com você sou eu, pateta! – Aoi disse chamando a atenção de todos. – A menina vai chegar cheia de bagagens e o único de nós que dirige sou eu. A não ser que você se ache o forte e carregue as malas da menina, sozinho, e no ônibus.
_ Nem ferrando! Mal agüento minha mochila e guitarra; imagine malas. – Miyavi se afundou no sofá cruzando os braços.
_ Então vou com você, vara pau! – Aoi disse se sentando ao lado do tatuado.
_ NYAH! É por isso que te amo, morenoso! – Miyavi disse agarrando-se ao Shiroyama.
Entre risos, nos despedimos de Miyavi e entramos no carro de Aoi. Ele deixou a todos em suas casas, deixando a mim por ultimo por que fica a caminho da casa dele e depois de nos despedirmos, foi embora. Quando entrei em casa, meu pai ainda estava na sala me esperando chegar, provavelmente para me dar uma bela de uma bronca, mas depois que eu contei que estávamos ajudando Miyavi a arrumar a casa para a chegada da irmã, ele me deixou em paz. Deixou-me em paz em termos, por que ele disse que eu ajudo os outros na rua e em casa fico de folga.
Fico mesmo, não estou nem ai! Eu mantenho minhas coisas organizadas, as palhaças das minhas irmãs que bagunçam tudo. Não arrumo bagunça de ninguém, a não ser a do Miyavi quando ele está suplicando por ajuda como hoje, mas fora isso. Never.
Apenas tomei um banho e troquei de roupa para depois dormir. A minha sorte que é a minha mãe que me chama para ir para a escola do contrário eu chegaria sempre na terceira aula. Enfim, levantei com a ajuda da minha terrivelmente doce mãe, coloquei o uniforme, peguei minhas coisas e depois de tomar café fui para a escola.
Como esperado, Aoi e Miyavi não foram para a escola e já que sem o Aoi não haveria ensaio, então depois das aulas, direto para a casa do Miyavi. Ah, não comentei não é? Bom, já que estamos todos no ensino médio, terceiro ano mais especificamente. Eu, Kai, Aoi, Reita e Ruki fazem parte de um clube de Música, já Miyavi ocupa sua tarde com sabe-se lá o quê! E eu acho que não quero descobrir o que ele faz depois da escola.
Confesso até que a minha curiosidade estava me matando. E não eram somente a mim, os outros também estavam se mordendo de curiosidade e não faziam nada para esconder isso. O assunto entre nós era apenas isso.
Foi quando Kai recebeu uma mensagem de Aoi avisando já estar com a garota na casa do Miyavi.
“Já estamos com Haruhi-san na casa do Miyavi! Não vão acreditar no quanto ela é linda! Depois da escola venham para cá, precisam conhecê-la! Aoi.” Foi o que eu li quando arranquei o celular da mão do moreno.
Entendam uma coisa. Aoi só fala que uma garota é linda quando ela é realmente linda. E para ele ter feito questão de falar isso então quer dizer que Miyavi vai ter muito problema. Por que digo isso? Bom, a rincha de Miyavi e Reita não é apenas brincadeira. Se eu me lembro bem, Reita já roubou umas cinco namoradas que Miyavi teve. Desde então, os dois estão nesse amor todo. Agora eu não quero nem ver quando a calopcita punk conhecer a Haruhi-san. Alguém sai de nariz quebrado.
As aulas estavam custando a passar, ainda mais com a nossa curiosidade, mas elas, em fim, passaram. Recolhemos rapidamente nossos pertences e fomos direto para a casa do Miyavi. O caminho inteiro reinado pela curiosidade e ansiedade, Ruki chegou a pondo de roer as unhas de tanta ansiedade. Eu sei que estou curioso, mas o baixinho já estava exagerando. A garota poderia não ser nada de mais e estamos todos nessa expectativa. Tá que o Aoi disse que ela é linda, mais ele deve estar querendo tirar uma com a nossa cara também.
Quando chegamos à casa do Miyavi, vimos o carro do Aoi estacionado à frente da casa do tatuado. Eu já estava indo para a porta de entrada quando Kai me puxou pelo cabelo até voltarmos para de trás do portão. Este que foi fechado pelo moreno.
_ Ai! Por que fez isso, bipolar? – reclamei e ele apenas olhava sério para mim.
_ Nunca ouviu falar que a primeira impressão é a que conta? – Mais que porra é essa? Ele não estava falando serio estava?
_ Kai tem razão, Uruha! Se chagarmos lá como que diz que pode e manda em tudo, ela vai ter uma impressão errada de nós. – Ruki disse e eu apenas cruzei os braços.
_ Então toca logo a merda da campainha! – disse e foi exatamente isso que Reita fez com um sorriso maroto na cara. Esse enfaixado me paga. Deve estar rindo internamente da minha cara. Depois de tocarmos a campainha pela segunda vez, Miyavi apareceu pela porta e nos olhou curioso, veio até nos e abriu o portão.
_ Por que não entraram? Sabem que são de casa! – perguntou enquanto passávamos pelo portão.
_ Pergunta para o covinhas pudorista! – e fui entrando sem fazer cerimônia. Tirei meus tênis na entrada da casa, coloquei minhas coisas do lado da mesinha que tinha perto da porta e fui entrando. To pouco me fodendo pelas aparências, até que eu a vi...
Sentada em uma poltrona olhando na minha direção. Calçava um coturno, as meias arrastão negras chegavam até metade da coxa farta. Uma saia xadrez em tom escuro, uma camiseta branca, uma echarpe vermelha presa no pescoço contrastando com sua pele alva. Seus olhos castanhos e cobertos por uma maquiagem pesada estavam presos a mim, seu nariz era pequenino e combinava com seu rosto delineado assim como seus lábios pequenos e rosados que desenhavam um pequeno sorriso. Seu cabelo era de um tom chocolate e chegava até seu ombro num corte simples.
O coração falhou uma batida, tá legal?! Duvido que o seu não pare ao ver um anjo sentado em uma poltrona da sala da casa de um amigo seu. Eu só fui perceber que tinha ficado tempo de mais parado encarando a garota quando Miyavi abraçou meu pescoço com o braço direito e me puxou mais para perto da irmã.
_ Uma gata não é? – Ele perguntou e eu senti meu rosto esquentar. Olhei para a garota e ela estava igualmente corada. Adorável.
_ Ela... Ela realmente é bonita! – confirmei sentindo meu rosto esquentar ainda mais. Então me afastei dele, fiquei ao lado da garota, e me reverenciei. – T... Takashima Kouyou, prazer!
E então, ela se levantou graciosamente. Ainda com seu rosto corado, reverenciou-me e sorriu. Fez o mesmo para os outros três fazendo até Reita corar.
_ Prazer em conhecê-los, meninos! Ishihara Haruhi. – Ela se apresentou fazendo mais uma reverencia sorrindo ao terminar de se apresentar. Eu só poderia estar sonhando.
Continua...
Notas finais
Espero que estejam gostando. Vou continuar postando mesmo que não ganhe nem um review.( = ^ _ ^ =)
Beijos
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