Imortal
13 Capitulo 12 (A HITORIA DE CARLISLE)
Depois de almoçar eu lavei a louça mesmo Esme dizendo que não precisava.
Camille me convidou para olhar filme ja que estava um pouco frio para nadar no rio atras da casa. Ela fez pipoca e Sarah fez brigadeiro. Ate Calleb e Willian sentaram com nós para olhar o filme. Camille tinha pegado uma comedia e nós rimos muito. Eu estava feliz sentada no colo de Willian sentindo seus braços em torno da minha cintura.A pipoca e o brigadeiro estavam deliciosos.E eu nem tinha notado o tempo passar.— Eu nasci em Chicago em 1900. — Estavamos na rua sentados na escada conversando.— Nossa eu namoro um velho. — Ele riu.— Edward e eu eramos melhores amigos. Não lembro por que as memorias humanas são apagadas com o tempo. Lucille estava trabalhando no hospital quando eu cheguei morrendo de gripe espanhola. — Seus olhos foram para a floresta a nossa frente. — Ela... Ja tinha alguns seculos e nunca tinha encontrado alguem ate me ver. Não pensou duas vezes antes de me transformar. Ninguem daria pela minha falta.— Como ela conseguiu te salvar?— É complicado. Ninguem tem controle suficiente, mas Carlisle e Lucille tem. Ele tem muita compaixão. E ela ja era velha ao bastante para ter se acostumado com o sangue. Para mim foi doloroso. Muito. E quando eu abri meus olhos eu a vi e não tinha como não ficar encantado por ela, por sua beleza. Carlisle estava cansado de viver sozinho, naquela epoca Lucille não vivia com ele. Quando ele transformou Edward nos juntamos a eles então ele resolveu transformar Calleb. Logo depois ele encontrou Esme. Ela caiu de um abismo. Acharam que ela estava morta então a levaram para o necroterio, mas seu coração ainda estava batendo.— Então isso so acontece se você estiver morrendo?— Não. — Ele balançou a cabeça encarando nossas mãos juntas no colo dele. — So Carlisle faz isso. Ele não faria isso com alguem que tem outra escolha. E ele diz que é mais facil quando o sangue estiver mais fraco. Depois ele trouxe Rosalie. Ele queria que ela fosse para Edward o que Esme e Lucille eram para nós dois. Mas isso não funcionou. Edward sempre a viu como uma irmã.— Ela é muito bonita. — Comentei.— Mas é um porre. — Ele sussurrou. — Dois anos depois ela encontrou Emmett. Ela estava caçando estavamos nos Apalanches na epoca. Um urso iria mata-lo. Ela o carregou ate Carlisle por mais de 100 quilometros com medo de não fazer sozinha. Foi a primeira vez que eu a vi se preocupar com alguem alem dela mesma.— Alice e Jasper?— Eles são raros. Não tiveram ajuda. Jasper pertencia a outro clã. Mas estava deprimido demais então vagou sozinho. E Alice o encontrou. Ela pode ver o futuro então isso ajudou bastante. Ela viu que ele estava a procurando sem nem mesmo ele saber disso. Depois ela viu Carlisle e nossa familia e os dois vieram ate nós. Ela é mais sensivel com os não humanos. Isso ajuda bastante a nos deixar preparados.— Ela não previu a morte... — Me calei.— Lucille morreu antes que ela se juntasse a nossa familia. Não ha muitos de nós. Eles não ficam em um lugar só. Isso so acontece com vampiros como nós. E so encontramos outra familia assim em um pequeno vilarejo do Alaska. Vivemos juntos por um tempo, mas eramos muitos e isso chamou atenção. Ainda somos muitos, mas ninguem quer abandonar Carlisle e Esme e eles tambem não querem isso.— Você não disse se Alice veio de outra familia.— É por que não sabemos. É um misterio. Ela não lembra de nada da vida humana ou quem a transformou. Acordou sozinha. Ninguem sabe os motivos de terem a transformado. E se ela não visse o futuro, se não tivesse encontrado Jasper e Carlisle com certeza teria virado uma selvagem.— Não consigo imagina-la como uma selvagem. Ela é tão... Sei lá. Parece como se fosse uma fada. — Ele sorriu. — E Camille e Sarah?— Elas foram abandonadas na rua e Esme as encontrou. Ela se apegou as bebes e resolveu leva-las para casa. É complicado. Mas elas eram encantadoras. — Sorri.Olhei o relogio do meu pulso e notei que ja estava tarde.— Preciso ir. — Murmurei e ele assentiu.Me despedi de todos e voltei para a minha casa.Assim que cheguei em casa encontrei Bella cozinhando e Edward sentado a mesa.— Isso é novo. — Murmurei.— Tudo bem? — Bella perguntou.— Sim. E você?— Bem tambem. — Sorri. — Chegou uma encomenda para você agora pouco.— Uma encomenda?— Ta no sofa.Fui ate a sala e encontrei um pacote enorme com um cartão.Chego em uma hora. W.C.Abri o pacote encontrando um vestido de festa deslumbrante, um par de sandalias, um par de luvas e brincos lindos.— Willian! — Murmurei.Ouvi o barulho de Charlie chegando e um vento passou por mim.— Edward? — Ouvi Bella chamou da cozinha.A resposta foi uma gargalhada sem dono. Bem bizarra.— Oi, Lizzie.— Oi pai.— Que vestido é esse? Você não disse que não iria ao baile?— Aparentemente eu vou. — Murmurei. — Willian Cullen... Me convidou.— Willian... O mais novo dos Cullen?— O mais novo é Calleb irmão dele.— Ele não é velho demais para você?— Hum... Eu acho que ele tem a minha idade. Estamos na mesma aula de quimica.— E por que ele te convidaria para o baile?— Eu acho... Que... Talvez ele possa gostar de mim.— E você?— Você quer mesmo ter essa conversa? — Perguntei.
Ele estava envergonhado.Eu estava envergonhada.— Você vai aceitar?— O cara ja comprou ate o vestido. — Apontei para o vestido e ele assentiu.— O que você fez hoje?— Sai com Camille e Sarah.— Irmãs do Willian?— Fomos olhar um filme. Calleb e Willian foram juntos. Eles não me conhecem bem para deixa-la sair sozinha comigo. — Menti.— E ai vocês...— Pai. — Murmurei. — Não aconteceu nada. — Menti de novo.Eu podia sentir o suor escorrendo pela minha nuca. Ele não estava acreditando.Na cabeça dele Willian e eu tinhamos saido juntos e feito mais do que trocar beijos.— Somos amigos nos conhecendo melhor. — Finalmente falei. — Gosto de conversar com ele. — Ele assentiu.Peguei as coisas e subi as escadas correndo. Tomei um banho rapido e vesti o vestido cobre e preto, tomara que caia com uma saia longa arrastando no chão. Peguei o meu baby liss e fiz alguns cachos em meus cabelos depois joguei eles para o lado e o prendi com uma presilha.Passei uma sombra escura e um batom rosa, coloquei as luvas e fiquei me observando. Desocupei o banheiro e fui para o quarto. Bella estava esperando para ter um minuto como humana. E eu aproveitei isso para conversar com Edward.— Nossa! — Edward falou assim que entrei no quarto. — Acho que é mais do que o meu irmãozinho merece.— Eu me... Pareço com a Lucille? — Perguntei.— Na aparencia sim. Mas você tem algo que ela não tem.— E o que seria? Humanidade?— Sim. Você é humana. Boa. Ela não era.— Ela não era boa?— É complicado. E quem deve falar sobre isso é ele.— Ele ainda ama ela.— Ele acredita que sim. Mas com você é diferente. Eu leio mentes e conheço Willian a minha vida toda. Um dia ele ira notar a diferença entre os relacionamentos. — Ouvi um barulho de carro. — Ele esta chegando.— Por que eu não posso ler a mente de vocês?— É uma boa pergunta. Por exemplo por que você pode ler a mente de Bella e eu não?Ouvi uma batida na porta e lancei um olhar para Edward.— Divirta-se. — Assenti e me apressei em calçar a sandalia e pegar meu celular.Desci as escadas praticamente correndo, cheguei bem a tempo de ver Charlie abrir a porta.Willian estava lindo de terno. Muito gato!— Sr. Swan. — Ele falou. — Queria me apresentar formalmente sou Willian Cullen. — Charlie apertou a mão dele. — Não pretendo traze-la muito tarde. Se você tiver algum horario...— Não sou a Cinderela para voltar antes da meia noite, pai. — Respondi aos seus pensamentos de mandar ele me trazer as 23 horas.Willian me encarou e sorriu.— Não acredito que você fez isso. — Falei me aproximando deles.— Você esta linda!— Não venha muito tarde. — Charlie falou e eu assenti beijando a sua bochecha.Willian abriu a porta do evo e eu entrei. Ele fechou e calmamente fez a volta. Papai estava espiando na janela.Willian dirigiu ate a escola. A festa seria no ginasio.— Sempre quis perguntar por que vocês ficaram tão impressionados com os meus dons. — Comentei e ele me encarou.Estavamos no estacionamento dentro do evo.— Nenhum de nós era assim. Carlisle acha que trazemos algo da nossa vida humana. Que eu podia ter influencia sobre as pessoas e acabei conseguindo hipnotizar as pessoas agora. Não sabemos explicar. Mas você é diferente. Você le mentes perfeitamente. Consegue mover objetos. Nenhum de nós fazia isso na nossa humanidade.— Isso é estranho. — Ele assentiu.— Vamos? — AssentiDescemos do carro e seguimos para a festa. Coloquei meu celular no bolso do seu blazer.Chamou bastante atençao a minha chegada e eu descobri que ontem Willian havia falado com as minhas amigas sobre essa surpresa e elas estavam muito felizes com isso.Ja meus amigos estavam meio indignados.Segui ate eles os cumprimentandos. A acompanhante de Derek era bonita, mas na opinião dele eu era mais linda. Camille e Calleb chegaram logo depois e tambem vieram conversar com nós.Conversamos bastante depois Willian e eu fomos dançar.Uma valsa começou e nós ganhamos atenção na pista. Chegou em uma hora que o pessoal abriu espaço para deixar so nós dois dançando.Apoveitamos a festa ate perto da meia noite depois me despedi dos meus amigos e saimos.Willian dirigiu ate a mansão dos Cullen. Esme e Carlisle tinham ido caçar com os outros e Camille e Calleb estavam na festa.— Edward deve estar com a Bella.— Sera que ela ainda não dormiu?— Na verdade... Ele vai todas as noites ve-la dormir. E eu... Vou ver você dormir.— Ta brincando né?— Não. Gosto de ve-la dormir. Você fala.— Ah isso não deve ser uma coisa boa.— Na verdade é.— Claro. É constrangedor para mim. — Ele sorriu.— Você falou varias vezes o meu nome. Não fique com vergonha. Queria poder dormir e sonhar com você. — Ele sussurrou. — Vamos entrar. — Assenti.Nós subimos as escadas e eu parei na frente da cruz de madeira.— Nunca perguntei por que vocês tem isso?— Pertenceu ao pai de Carlisle. Ficava na parede sobre o altar da sacristia onde ele pregava.— Quantos anos Carlisle tem? — Perguntei observando a cruz.— 362 anos. — Willian respondeu e eu o encarei com as sobrancelhas erguidas. — Ele nasceu na Inglaterra na decada de 1640, ele acha na verdade. As pessoas comum não costumavam contar o tempo como agora. Foi antes da lei de Cromwell. Ele era filho de um pastor Anglicano. A mãe tinha morrido no seu parto e seu pai era intolerante. Quando os protestantes chegaram ao poder ele foi a favor da perseguição dos catolicos romanos e de outras religiões e tambem acreditava no poder do mal. Ele comendou a caçada contra bruxas, lobisomens e vampiros.— Ta brincando? — Perguntei e ele balançou a cabeça negando.— Eles quiemaram pessoas inocentes. Quando ele ficou velho ordenou que Carlisle ficasse no seu lugar. No começo Carlisle foi uma decepção. Ele não via demonios qu não existiam, mas era insistente e mais inteligente que seu pai. Foi então que descobriu um covil de vampiros de verdade que viviam escondidos nos esgotos da cidade so saindo durante a noite para caçar. Naquele tempo as criaturas não eram so lendas e mitos então viviam assim. Eles pagaram suas tochas e lanças e ficaram esperando. Finalmente um saiu. devia estar muito velho, fraco e com fome. Carlisle ouviu eles chamando os outros em latim. Ele correu para as ruas e Carlisle liderou a perseguição. Ele tinha 22 anos e era muito rapido. Ele poderia ter despitado, mas Carlisle acredita que a criatura estava com muita fome. Ele virou e atacou. Ele pulou em Carlisle primeiro e os outros estavam logo atras então ele teve que se virar para se defender. Matou dois homens e se alimentou do terceiro deixando Carlisle sangrando na rua.Ele parou observando o meu rosto.— E ai? — Perguntei excitada pela historia.— Carlisle sabia a decisão do seu pai. Os corpos seriam queimados e todos os infectados destruidos. Tentando salvar sua vida ele rastejou para longe enquanto o bando corria atras da criatura. Ele se escondeu em uma plantação de batatas por três dias. Foi milagre que tenha se mantido em silencio. Quando acabou ele descobriu que tinha se transformado. Você ja foi ate o escritorio de Carlisle né?— Sim. Vi os livros.— E as pinturas?— Não prestei atenção. — Comentei e ele assentiu.— Venha. — Ele me guiou ate o escritorio de Carlisle.Virifiquei a hora por que não queria chegar muito tarde em casa.As pinturas eram realmente impressionantes. Umas com cores vivas outras com cores escuras. Willian me deixou na frente de um pequeno quadro pintado a oleio com a borda feita de madeira plana. Ele estava com cores vivas descrevendo a miniatura de uma cidade com um abismo oculto no telhado de uma casa, com espirais no topo, algumas toerra com espelhos, um longo rio enchendo o fundo com uma ponte atravessando e pequenas catedrais.— Que lindo. — Murmurei.— Londres nos anos 50.— Continue a historia por favor. — Pedi e ele sorriu.— Ele tentou se destruir, mas não era facil. Ele estava revoltado. Ele ppulou de grandes alturas, tentou se afogar no oceano. Mas era muto jovem e muito forte entõ a fome o pegou de novo. Ele estava se repelindo. Era forte o bastante e tiha resistencia para se matar de fome.— E isso é possivel?— Não. Ha outros caminhos para me matar. Ele ficou com fome e fraco. Se manteve longe da população humana. Ele andou pela noite por meses, buscou lugares vazios. A sede aumentou. Sua força voltou. Ele estava aterrorizado. Não queria comer carne então no outro mes criou uma filosofia podia viver sem ser um monstro. Usou melhor o seu tempo. Estudou bastante. Nadou ate a França...
— Nadou? — Perguntei e ele sorriu.— É facil para nós. — Assenti. — Não precisamos respirar.Ele olhou para outra pintura muito colorida com uma moldura bonita e larga. Tnha figuras brilhantes com vestes rodando e escritas em torno das longas colunas e fora da galeria de marmore— Ele nadou ate a França depois continuou por toda a Europa, em algumas universidades de lá. A noite estudava musica, ciencias e medicina. Assim ele podia salvar vidas. É dificil de explicar seu sofrimento durante os dois seculos. Agora ele é imune ao cheiro de sangue humano e pode trabalhar tranquilamente no hospital. Ele estava estudando na Italia quando descobriu outros lá. Eram mais educados e civilizados que os vampiros do bueiro de Londres.Ele apontou para o quarteto pintado no balcão mais elevado olhando para baixo deles. Reconheci o homem de cabelo dourado.— Carlisle. — Murmurei.— Aro, Marcus e Caius. — Ele apontou para os outros três. — So Deus sabe quantos milenios estão lá. Carlisle ficou algumas decadas com eles. Eram refinados, civilizados, mas queriam que Carlisle bebesse sangue humano. Eles tentaram persuadi-lo e ele tentou persuadi-los. Mas nenhum obteve sucesso. Foi la que ele conheceu Lucille, fazia parte da guarda deles.— Qual era o dom dela?— Escudo corporal. A partir dai Carlisle tentou algo novo. Sonhava em encontrar outros como ele, se sentia muito sozinho. Não encontrou ninguem por um longo tempo então descobriu que podia se passar por humano perante as pessoas. Exerceu medicina, mas alguns evitavam sua presença. Lucille foi procura-lo. Ela mudou sua dieta para a vegetariano. Quando a epidemia se alastrou eles estavam trabalhando em um hospital em Chicago. Então resolveu que se não podia achar um companheiro iria criar um. Mas não queria obrigar alguem a viver como ele, roubar uma vida. Entao encontrou Edward.— E vocês viveram juntos desde então?— Sim. Edward se rebelou 10 anos depois e foi embora. Nós ficamos muito tristes. E quando ele voltou o recebemos de braços abertos.— Nossa. — Murmurei.Ele verificou o relogio.— Acho que esta na hora de irmos. — Ele murmurou e eu assenti.
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