Imortal
1 Enquanto isso, no hospital...
É lógico que fiquei em choque ao ouvir quem Jimmy era na verdade, mas eu também não podia deixar meu namorado fazer uma besteira sem ao menos ouvir o resto da história, afinal, o estúpido Jason tinha total contato com Carl, e sabia de tudo. E é óbvio que ele não viria me avisar que é o cara que vivia me rastreando se ainda quisesse me capturar. Seria uma tremenda burrice.
E foi pensando nisso tudo que eu gritei:
_ Não Stephan, para!
_ Carol, você não entende! Esse cara está aqui só para poder te levar para Carl! Não seja ingênua!
_ Stephan, espera. Me deixa terminar de falar. – Jason disse pacientemente.
Steph me olhou e eu assenti com a cabeça, por isso ele soltou Jason
_ Eu vim com a intenção de te capturar sim, admito. Porém, eu percebi como você é uma garota boa, e não merece ser vítima desse destino cruel... Eu posso mudar isso e foi essa a escolha que eu tomei. Encontrei-me com Carl e disse que não iria ajudá-lo a te destruir e sim que iria protegê-la, e ele ficou tão irritado, que jurou vingança. E vocês dois, por favor, entendam, a vingança de Carl é mortal.
_ Então isso quer dizer que? – Eu perguntei
_ Que você está correndo mais perigo que antes. – Ele deu uma pausa. – E não só você, todos os que você ama e que estão de alguma forma, ligados a você.
Meu estômago revirou pensando na idéia de que alguém podia se ferir por minha culpa, mas tentei mostrar uma expressão de sabedoria e puro controle da situação.
_ Nós vamos dar um jeito, mas Jimmy... Quer dizer, Jason... Ah tanto faz... Você me enganou, e não sei se posso confiar em você mais. E se for tudo um plano para me capturar?
_ Carollyne, eu juro que...
_ Não Jimmy. – Eu o cortei. – Estou decepcionada.
_ Mas...
_ Vai embora. Por favor.
O garoto simplesmente assentiu, abaixou a cabeça e se retirou do quarto.
_ Stephan, eu acredito no que ele disse.
_ O que? – Stephan disse indignado.
_ Ei, espera. Eu acredito que nós corremos perigo.
_ Ah ta.
_ Achou que eu tinha acreditado que ele pretende me proteger?
_ É, achei.
_ Claro que não. Bom, pelo menos até que ele me prove isso.
_ Mas Carol...
_ Steph, pensa comigo... Se ele quiser me proteger, vai tentar. E se isso for verdade, melhor para nós. Porque ele pode achar o Carl... Nós dois, sozinhos, não podemos.
_ Pensando por esse lado...
_ Mas só se ele provar que está falando a verdade.
_ Você quem sabe, mas... Me desculpa por hoje?
_ A culpa não é sua Steph, eu já disse.
_ Ta, mas mesmo assim. Me desculpa? Fala que sim só para eu me sentir melhor! – Ele fez uma carinha de cachorro sem dono.
_ Tudo bem, eu te desculpo. Deixa eu te dar um beijinho então.
Stephan levantou e eu dei um beijo nele.
_ Tudo bem pequena, mas agora, trata de descansar, afinal, daqui dois dias é o tão sonhado baile de formatura, e você precisa estar linda. Mais do que já é.
_ Tudo bem.
_ Então, boa noite. – Ele disse e me deu um beijo na testa.
_ Boa noite. Amo-te.
_ Eu também.
Stephan me cobriu, deitou no sofá que estava à frente da cama, e em questão de alguns minutos, nós dormimos.
Eu não acordei durante a noite, nem Stephan. E para variar, também não sonhei. E apesar de ter dormido igual um anjo, acordei cedo. Lá para as 7 horas da manhã, e morta de fome.
Como Steph ainda estava dormindo eu preferi não acordá-lo, então apenas apertei o botão que chamava as enfermeiras e aguardei até que uma mocinha, vestida toda de branco entrou pela porta do quarto.
Era uma mulher jovem, loira e era tão "elétrica", que sua animação contagiou o ambiente.
_ Bom dia senhorita. Acordou cedo. – Ela sorriu.
_ Pois é, e morta de fome. – Eu ri também.
_ Já vou trazer algo.
A mulher saiu do quarto e no mesmo pique ela voltou com uma bandeja com café da manhã.
_ Aqui está.
_ Muito obrigada.
A enfermeira apenas assentiu com a cabeça e se virou de costas para se retirar.
_ Ei, antes de você ir... Qual seu nome?
_ Isabella. – Ela deu um sorriso largo.
_ Por algum acaso você sabe quando terei alta?
_ Bem, eu ouvi rumores de que se tudo estiver certo, você poderá sair essa manhã.
_ Ah sim, obrigada. – Sorri em agradecimento.
A mulher se virou e foi embora.
Meu café da manhã se resumia em frutas, um pãozinho com queijo light e um copo de suco de maracujá. Até que para comida de hospital, estava muito gostoso.
Eu tentei comer fazendo o mínimo de ruídos possíveis, mas Steph acordou do mesmo jeito.
_ Já está acordada?
_ Lógico né!
_ Bom dia. – Ele se levantou e sentou do meu lado.
_ Bom dia. Sabia que eu posso ser liberada hoje ainda?
_ Que ótimo, porque com certeza você não quer perder o baile de formatura né mocinha?
_ Nossa, é mesmo! Eu tinha me esquecido. – Dei um tapa na testa e Steph deu uma risadinha.
_ Fica tranquila, porque com certeza você vai.
_ Então depois que eu sair daqui, nós vamos comprar seu terno. Tudo bem?
_ Tudo bem. Mas primeiro trate-se de melhorar.
Steph sentou ao meu lado e ligou a TV. E foi assim que ficamos até que bateram na porta.
_ Pode entrar. – Eu gritei.
Tive uma surpresa quando a pessoa que batia na porta a abriu e entrou no quarto. Era Lauren. Há quantos dias eu não a via?
_ Amiga, que saudade! Você está bem? Fiquei super preocupada quando soube do que ocorrido!
_ Ela está bem sim. – Uma voz masculina respondeu.
Eu fiquei tão empolgada ao ver minha melhor amiga que nem percebi que um homem todo de branco tinha entrado logo atrás dela.
_ Você está tão bem que daqui a meia hora você já receberá sua alta.
_ Uhul! – Quase pulei da cama.
_ Ei, calma. – Steph colocou sua mão em cima da minha.
_ Eu estou realmente impressionado com a sua recuperação... Foi bem rápida. Seu ferimento já está praticamente sarado, e provavelmente hoje mesmo você tire seus pontos! Isso nunca aconteceu antes!
Eu fiquei um pouco surpresa com essa história. Eu realmente estava me sentido maravilhosamente bem, e eu nunca vi ninguém se recuperar tão rápido assim. Mas tudo bem, eu não era o que se podia considerar “normal” né?
_ Pode se arrumar, que logo mais você poderá sair.
_ Tudo bem.
O médico se retirou e então Steph disse:
_ Bem, vou sair para vocês conversarem.
_ Tudo bem, em um minutinho já estarei pronta.
Steph assentiu e se retirou também. Minha amiga ficou lá para me ajudar e claro, entender tudo que tinha ocorrido um dia atrás.
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