Imortal 2: Abandonada

15 Capitulo 14 (CORRIDA CONTRA O TEMPO)


Lancei um olhar a Calleb que olhava o celular em sua mão. Eu podia ver o nome de Will piscando na tela. Ele suspirou e desligou o aparelho lançando seu olhar para a janela.

— Seja sincero as chances não são boas né? — Perguntei.

— Você deveria ter ficado.

— Eu não fujo das coisas, Calleb.

— Você não sabe no que esta se metendo. É muito perigoso. Se Alice esta sem esperança qual a nossa?

— Temos dons bons...

— Os dons deles são melhores acredite.

— Um pouco de fé é bom sabia? — Retruquei e ele pressionou os labios.

— Teremos sorte se chegarmos a tempo de falar com Edward. — Ele me encarou seus olhos dourados brilhando. — E se algum perigo se aproximar vou carrega-la para longe, Lizzie.

— Você não pode fazer isso.

— Se eu não fizer minha familia vai perder mais um membro. Will vai querer morrer se algo acontecer a você.

Abri a boca para discutir, mas resolvi ir por outro lado.

— Se fugir comigo so vai atiçar ainda mais os Volturi. Sou humana.

— Eu vou morrer protegendo você, Lizzie. Isso é a unica coisa que você tem que saber. Se tiver que morrer para você viver, eu morrerei. Mas não vou para o inferno sabendo que não fiz nada para proteger você.

Eu fiquei em silencio o observando e ele voltou seu olhar para a janela.

O avião pousou em Nova York e nós ficamos em pé rapidamente.

— Alice. — Bella chamou a tirando do transe. — Alice, temos que ir. — Ela tocou no braço da vampira que balançou a cabeça depois de abrir os olhos. — Algo novo?

— Não exatamente.

— Ele está chegando perto. Ele está decidindo como vai pedir.

Corremos para pegar o proximo voo e Alice voltou a ficar em transe. Em um tempinho que tive consegui ver as ligações de Will no meu celular. Tinha algumas mensagens de voz. E ate de texto.

Todas perguntando como eu estou. E dizendo que esta chegando para ficar comigo nesse momento dificil. Na ultima meu coração perdeu uma batida. Dizia: Eu te amo!

Havia algumas ligações de Derek tambem.

Ai meu Deus que coisa complicada!

Em alguma hora do voo Alice finalmente se mexeu. Calleb e eu a encaramos enquanto acordava Bella.

— Bella?

— Qual o problema?

— Não é errado. — Ela sorriu. — Eles estão deliberando, mas eles decidiram dizer não.

— Os Volturi?

— É claro Bella me acompanhe. Eu consigo ver o que eles vão dizer.

— Me diga.

Um atendente se aproximou na ponta dos pés pelo corredor.

— Posso pegar um travesseiro para as senhoritas? — Ele sussurrou.

— Não, obrigada. — Alice falou sorrindo.

O cara se virou aos tropeços e voltou para o seu lugar.

— Me diga.

Me concentrei nos pensamentos de Bella quando Alice cochichou no seu ouvido.

— Eles estão interessados nele, eles acham que o talento dele pode ser útil. Eles vão oferecê-lo um lugar com eles.

— O que ele vai dizer?

— Isso eu ainda não sei dizer, mas eu aposto que vai ser mal educado. — Ela riu. — Essas são as primeiras boas notícias o primeiro intervalo. Eles estão intrigados, eles realmente não querem destruí-lo 'desperdício' essa é a palavra que Aro vai usar e isso deve ser o suficiente pra forçá-lo a ser criativo. Quanto mais tempo ele gastar em seus planos melhor pra nós.

— Alice?

— O que?

— Eu estou confusa. Como é que você está vendo isso tão claramente? E depois outras vezes você vê coisas tão distantes coisas que não acontecem.

— É claro porque é próximo e imediato e eu realmente estou me concentrando. As coisas mais distantes que acontecem por si próprias essas são só suposições meros talvez. Além do mais eu enxergo a minha espécie muito mais claramente do que a sua. Edward é mais fácil porque eu estou tão ligada a ele.

— Você me vê as vezes. — Alice balançou a cabeça.

— Não tão claramente.

— Eu realmente queria que você estivesse certa sobre mim. No começo quando você viu coisas sobre mim mesmo antes de termos nos conhecido...

— O que você quer dizer?

— Você viu eu me tornar uma de vocês.

— Era uma possibilidade naquela época.

— Naquela época.

— Na verdade, Bella. Honestamente eu acho que isso é mais que ridículo. Eu estou debatendo a ideia de eu mesma transformar você. — Bella arregalou os olhos. — Eu te assustei? Eu pensei que era isso que você queria.

— Eu quero! Oh Alice faça isso agora! Eu podia te ajudar tanto e assim eu não ia te atrapalhar. Me morda!

— Shh! Tente ser razoável. — Alice sussurrou. — Nós não temos tempo suficiente. Nós temos que chegar a Volterra até amanhã. Você ficaria se contorcendo de dor por dias. E eu não acho que os outros passageiros iam reagir bem.

— Se você não fizer isso agora você vai mudar de ideia.

— Não. Eu não acho que vou. Ele vai ficar furioso, mas o que é que ele vai poder fazer?

— Absolutamente nada. — Alice sorriu depois suspirou.

— Você tem muita fé em mim, Bella. Eu não tenho muita certeza de que posso. Eu provavelmente vou acabar te matando.

— Eu vou me arriscar.

— Você é muito bizarra mesmo pra uma humana.

— Obrigada.

— Oh bem isso é puramente hipotético até esse ponto afinal. Primeiro nós temos que sobreviver a amanhã.

— Bem lembrado.

— Volte a dormir. Eu te acordo quando houver algo novo.

— Certo.

Voltei meus pensamentos para mim e encarei Calleb que estava com os labios pressionados.

Calleb lançou um olhar para Alice que tinha fechado a cortina da janela não deixando o sol entrar.

— O que está acontecendo? — Bella murmurou.

— Eles disseram não pra ele.

— O que ele vai fazer?

— Era muito caótico no início. Eu só estava pegando umas partes ele estava mudando de plano tão rapidamente.

— Que tipo de planos?

— Houve uma hora ruim. Ele decidiu que ia caçar. Na cidade. Ele chegou muito perto. Ele mudou de ideia no último minuto.

— Ele não ia querer desapontar Carlisle. — Bella murmurou.

— Provavelmente.

— Vai haver tempo suficiente?

— Eu estou esperando que sim se ele continuar com a última decisão, pode ser.

— O que foi?

— Ele vai se manter simples. Ele só vai caminhar no sol.

— Chegaremos tarde demais. — Bella sussurrou e Alice balançou a cabeça.

— Nesse momento ele está se inclinando para o melodrama. Ele quer o maior público possível então ele vai escolher a praça principal embaixo da torre do relógio. As paredes de lá são altas. Ele vai esperar para que o sol esteja bem centrado.

— Então temos até o meio dia?

— Se tivermos sorte. Se ele permanecer com essa decisão.

— Nunca agradeci tanto por Edward gostar de um drama. — Calleb comentou.

O piloto apareceu no intercomunicador avisando em frances depois em inglês a nossa aterrissagem. As luzes dos avisos de cintos de segurança começaram a piscar.

— Qual é a distância entre Florença e Volterra?

— Isso depende da velocidade que você dirige... Bella? Lizzie?

— Sim? — Respondemos juntas.

— O quanto você se opõe a roubar um carro?

— Acho que hoje nenhum. — Respondi e Bella assentiu.

Alice escolheu um porshe brilhante a palavra TURBO estava colada em letras prateadas atras.

— Corre, meninas! — Alice gritou de dentro do carro.

Bella e eu corremos. Calleb ja estava no banco de tras esperando.

— Nossa, Alice. — Bella resmungou. — Será que você poderia escolher um carro mais suspeito pra roubar?

— A pergunta importante. É se eu não podia ter roubado um carro mais rápido e eu não acho que poderia. Eu tive sorte.

— Eu tenho certeza de que ele será muito confortável se houver algum obstáculo na estrada. — Alice riu.

— Confie em mim, Bella. Se alguém colocar algum obstáculo na pista será depois que passarmos. — Alice pisou no acelerador.

Arregalei os olhos me afundando no banco enquanto Alice passava de Florença para Toscana.

Finalmente consegui distinguir alguma coisa a frente. Algo como castelos.

— Você vê algo mais? — Bella perguntou.

— Tem alguma coisa acontecendo. — Alice murmurou. — Algum tipo de festival. As ruas estão cheias de pessoas e bandeiras vermelhas. Que dia é hoje?

— Dezenove, talvez?

— Bem, isso é irônico. Hoje é dia de São Marcos.

— Que significa? — Alice gargalhou.

— A cidade faz uma celebração todo ano. Até onde a lenda conta, um Cristão missionário, um Padre Marcus. Marcus de Volturi na verdade expulsou os vampiros de Volterra a quinhentos anos atrás. A história diz que ele virou mártir na Romênia ainda tentando expulsar a corja dos vampiros. É claro que isso é tudo bobagem ele nunca deixou a cidade. Mas é daí que vêm as superstições sobre cruzes e alho. O Padre Marcus usou eles e teve tanto sucesso. E os vampiros não incomodam Volterra então eles devem funcionar. — Ela sorriu. — Isso se tornou uma celebração para a cidade e ganhou o reconhecimento da força policial afinal Volterra é uma cidade extremamente segura. É a polícia quem leva o crédito.

— Eles não vão ficar muito felizes se Edward estragar a coisa toda do Dia de São Marcus vão? — Alice balançou a cabeça.

— Não. Eles vão agir rapidamente.

— Ele ainda está no plano de meio dia?

— Sim. Ele decidiu esperar. E eles estão esperando por ele.

— Me diga o que eu tenho que fazer.

— Você não tem que fazer nada. Ele só tem que ver você antes de andar para a luz. E ele tem que ver você antes que ele me veja.

— Como é que vamos fazer isso?

— Eu vou te levar até o mais próximo possível e depois você vai correr na direção que eu te apontar. — Bella balançou a cabeça. — Tente não tropeçar. Nós não temos tempo para uma concussão hoje.

— Eu iriei com ela. — Falei.

— Edward vai ler seus pensamentos. — Alice lembrou.

— Tera muitos pensamentos para prestar atenção.

Quanto mais nos aproximavamos da cidade mais nos aproximavamos do meio dia.

— Ali. Volterra.

Torres. Murros. Tudo muito macabro.

Começamos a subir a entrada ingreme, mas a estrada estava congestionada. Os carros estavam muito proximos uns dos outros o que parou Alice.

— Alice. — Bella gemeu.

— É o único jeito de entrar.

Os carros pareciam estar mais lentos ate um a um entrar na cidade. Eles começaram a estacionar e as pessoas começaram a caminhar a pé. Multidões e multidões de pessoas. Ninguem tinha permissão para entrar de carro.

— Alice. — Bella sussurrou.

— Eu sei.

As pessoas todas estavam vestidas de vermelho.

— Bella. — Alice chamou. — Eu não consigo ver aqui o que o guarda vai decidir se isso não funcionar, vocês vão ter que ir sozinhas. Você vai ter que correr. Continue perguntando pelo Palazzo dei Priori e correndo na direção que eles te apontarem. Não se perca.

— Palazzo dei Priori, Palazzo dei Priori. — Bella estava murmurando.

— Ou 'a torre do relógio' se eles falarem Inglês. Eu vou dar a volta e tentar encontrar um lugar vazio atrás da cidade onde eu posso pular os muros. — Bella balançou a cabeça.

— Palazzo dei Priori.

— Edward vai estar embaixo da torre do relógio ao norte da praça. La há uma ruela estreita na direita, e ele estará nas sombras lá. Você tem que atrair a atenção dele antes que ele saia para o sol. — Bella assentiu.

Um homem em um uniforme azul marinho estava direcionando o transito. Ele acenou para Alice que acelerou passando por ele. O guarda do portão parou no meio da estrada e Alice estacionou o carro em um angulo que o sol não batesse nela. Ela pegou algo da mão de Calleb que foi rapido em pegar na bolsa.

O guarda se aproximou do carro e deu umas batidinhas na janela. Ela abriu so a metade da janela e ele ficou impressionado com sua beleza é claro.

— Eu lamento apenas ônibus de excursões são permitidos na cidade hoje senhorita.

— É um tour particular. — Alice sorriu.

Ela colocou uma mão enluvada para fora da janela e entregou algo a ele. Era um grosso rolo de dinheiro.

— Isso é uma piada? — Ele murmurou e Alice sorriu.

— Só se você achar engraçado. Eu estou com um tantinho assim de pressa. — Ela falou sorrindo.

Tinhamos so 5 minutos.

O guarda piscou algumas vezes antes de colocar no dinheiro no casaco. Se afastou do carro e acenou para nós. Alice acelerou entrando na cidade.

— Só um pouco mais à frente. — Alice avisou.

Enquanto Alice avançava eramos xingados pelas pessoas.

Os predios eram mais altos aqui então nenhum sol tocava o chão. Alice parou o carro e Bella abriu a porta.

— Ali nos estamos no lado sudoeste da praça. Corra diretamente até o outro lado para a direita da torre do relógio. Eu vou encontrar um caminho dando a volta. — Alice prendeu a respiração. — Eles estão em todo lugar! — Alice empurrou Bella para fora do carro e eu saltei logo atras. — Esqueça eles. Você tem dois minutos. Vai, Bella, vai!

Alice e Calleb sairam do carro e se misturaram as sombras. Fechei a porta antes de começarmos a correr. Paralisei ao sair da rua escura e dar de cara com a claridade do sol batendo na praça principal. Avançamos pela multidão esbarrando nas pessoas.

Faltavam 2 minutos.

Era uma corrida contra o tempo.

Bella se chocou contra a fonte quadrada que havia no centro da praça. A fonte era larga então Bella aproveitou para entrar e correr na agua.

Fiz o mesmo me jogando na agua e começando a correr, Bella saltou pela multidão e eu a segui rapidamente. Então o relogio bateu fazendo as pedras tremerem sob meus pés.

— Edward! — Bella começou a gritar.

Eu não sabia se gritava, se pensava. Voltei a correr.

O relogio bateu de novo. E de novo. De novo.

E meu coração acompanhava as batidas.