Imortais Em Guerra (interativa)
2 Cause everything can change when you least expect it
Notas iniciais
O dia começou agitado para Mary e seus meio-irmãos Stoll. Os três deveriam estar fazendo a patrulha da fronteira, mas jogavam cartas. Os dias tinham sido calmos depois da derrota dos titãs, calmos demais na opinião deles. Até aquela manhã.
O jogo prosseguia de forma entediante e repetitiva, despreocupados, notaram três pontos surgirem no horizonte. Os filhos de Hermes se armaram e esperaram as manchas escuras tomarem forma. Assim, logo puderam identificar, talvez até com muita alegria para os Stoll, quem eram.
–Cara-de-pinheiro! — Gritaram os gêmeos em uníssono.
Duas flechas partiram seguidas de uma das garotas. Ela possuía cabelos pretos arrepiados e olhos muito azuis. As flechas não o atingiram, mas Mary tinha a sensação de que ela acertaria se quisesse. Eles esconderam o medo com sorrisos travessos, mas não se saíram tão bem assim.
–Vejo que não mudaram muito. — Falou a suposta Cara-de-pinheiro em um tom mal-humorado. As outras duas garotas mordiam os lábios tentando conter o riso diante do apelido aparentemente bem divertido.
As visitantes atravessaram a barreira sem problemas, portanto tinham sangue divino ou eram ligadas a algum deus. Cada uma usava um acessório prateado. Deveriam ser de algum grupo, imaginava Mary, apesar de não crer que seria algo como um grupo de escoteiros.
Os Stoll piscaram travessos para as duas outras meninas e elas recuaram ofendidas, o riso contido desaparecendo automaticamente. Uma delas, de cabelos curtos, se adiantou e falou em um tom oficial:
–Somos um grupo de Caçadoras da Lady Ártemis. Viemos para designar uma missão à Mary Brion, filha de Hermes. — Mary abriu um sorriso enorme, subitamente entusiasmada.
–Sou eu! Por que não vamos à Casa Grande para tomarmos um chocolate quente e vocês me darem mais detalhes? — As Caçadoras se entreolharam preocupadas.
–E a fronteira? Não tem problema deixá-la sem patrulha? — Perguntou uma das meninas que usava uma trança longa.
–Tá vendo essas cartas no chão? — Perguntou Travis rispidamente.
–Nem sei porque ainda patrulhamos! — Completou Connor, resmungando indignado.
–Se é assim… — Disse a outra Caçadora de cabelos curtos. — Mas eles não podem saber mais sobre a missão. — Completou com uma carranca, indicando os garotos com um aceno de cabeça.
Mary assentiu e as garotas rumaram para a Casa Grande na frente. Os irmãos seguiram após catarem as cartas, resmungando sobre a patrulha.
***
Para Jodie, o dia começou difícil. O sol nem iluminara o chalé de Íris e ela acordara bruscamente. A filha de Íris ainda podia ouvir os gritos e os sons medonhos do mantícore. Ela fechou os olhos, tentando acalmar os batimentos cardíacos acelerados, porém, as imagens do pesadelo haviam sido gravadas em sua mente e voltavam a atormentá-la cada vez que piscava.
Lágrimas vieram-lhe aos olhos. Era como se revivesse os acontecimentos trágicos de tanto tempo. Ainda sentia o calor da respiração do monstro e a viscosidade do sangue de seu pai, que jorrara, pintando-a de vermelho. As emoções a venceram e voltou a chorar, enrolada em seu cobertor e com o travesseiro abafando os soluços deprimidos.
Chorou até adormecer mais uma vez.
Quando voltou a abrir os olhos, a dor não mais lhe esmagava, agora era uma presença mais suave, como um pequeno ponto pulsante. Os outros do chalé também acordavam e Jodie sentiu-se bem mais disposta.
Porém o gosto amargo do pesadelo continuava em sua boca.
***
As Caçadoras jogaram-se no sofá da Casa Grande. Ao que parecia, elas sentiam-se bem familiarizadas com o lugar. Quíron chegou ao local trotando e mostrou-se bem surpreso, talvez até um tanto incomodado com a presença delas.
–Sejam bem-vindas. Thalia, Samantha, Alison. — Ele acenou com a cabeça, indicandol com a cabeça em direção a cada Caçadora chamada. — As Caçadoras foram deixadas em nossos cuidados novamente? — Perguntou em um tom cordial.
–Não, Quíron. — Thalia falou enquanto se levantava. — Fomos enviadas por Lady Ártemis para designar uma missão. Por motivos que cabem somente a ela, nossa senhora não pode comunicar por si mesma, então nos enviou. — Thalia usou um tom formal que não combinava em nada com o jeito punk e rebelde que ela aparentava. A menina de trança, Samantha, levantou-se também.
–Nossa Lady pediu a nós que déssemos à Mary Brion a missão de recuperar um objeto pertencente a ela no templo de Apolo.
Quíron observou as três de uma forma desconfiada. Mary tinha certeza que ele sabia algo que ela não sabia, as Caçadoras pareciam sérias e pálidas demais. Ele soltou um suspirou e disse, finalmente:
–Certo. Mary, o que você acha? — Perguntou Quíron lançando-lhe um olhar advertente. Ela percebeu o blefe sem nem tentar e também sabia que o centauro desejava que recusasse.
Algo dentro dela se agitou, mas Mary ignorou a sensação. Não era todo dia que recebia uma missão e era uma oportunidade única de romper com o tédio que tomava sua vida desde a batalha contra Cronos.
A filha de Hermes acenou positivamente com a cabeça, um tanto quanto relutante. As Caçadoras sorriram aliviadas, a cor voltando a seus rostos, enquanto Quíron não disfarçou um suspiro exasperado, parecendo estar com um péssimo gosto na boca, porém não a impediu. Ele pediu que fosse ao oráculo e escolhesse dois semideuses com sabedoria, depois se despediu brevemente. O instrutor estava anormalmente frio.
Elas caminharam junto com os Stoll para o que antes era uma letra “U” formada por chalés. Os dois faziam várias brincadeiras para levantar o clima, mas as Caçadoras estavam novamente pálidas e caladas. Já Mary estava em um silêncio ansioso, roendo as unhas, idealizando a missão e imaginando quem levaria, quem encontrariam, o que levaria na mochila…
Todos os campistas estavam no pavilhão comendo o café-da-manhã. Menos um garoto loiro deitado com fones de ouvido. Era um punk extremamente bonito que lembrou a Thalia um certo deus que sua senhora não gostava muito no momento. Ele era a cara de Apolo.
Thalia semicerrou os olhos e cutucou Mary com o cotovelo. A filha de Hermes virou-se solícita.
–De qual chalé ele é? — Perguntou a Caçadora, ríspida, para confirmar suas suspeitas.
–Chalé 7, o Chalé de Apo… — A fala da garota foi interrompida por um gesto brusco e repentino de Thalia.
A filha de Zeus marchou até o garoto. Por um momento, os pares de olhos azuis se fitaram. Até que Thalia cortou o contato visual chutando terra nos olhos dele. As outras duas Caçadoras soltaram risadinhas malignas e os Stoll gargalharam escandalosamente. Mary ficou na dúvida sobre os motivos de Thalia. Cada punk foi para um lado, enquanto Dallon, o filho de Apolo, foi para o pavilhão, coçando os olhos e resmungando sobre uma garota louca; Thalia foi com as outras Caçadoras para o chalé 8.
Mary começava a desconfiar dos motivos para esta missão.
***
Jodie chegou com seus irmãos no pavilhão e Dallon passou na sua frente com olhos lacrimejantes e rosnando pragas em grego antigo. Automaticamente o rosto dela ficou vermelho até a raiz dos cabelos, mas ele passou sem notá-la. Ela segue ele com o olhar e observa por um tempo os filhos de Apolo, um deles a olha de volta e acena. Jodie acena em resposta e ele se levanta para falar com ela. A filha de Íris acidentalmente muda a cor de suas roupas para vermelho.
–Oi, Jimmy. — Diz, torcendo para que ele não notasse a mudança de cor.
–Oi, Jodie. — Ele responde com um sorriso, olhando as roupas dela. — Gostei das roupas vermelhas, ficaram legais.
–Ah, obrigada. — Ela murmurou em um tom esganiçado pela vergonha.
–Viu a Serena passar por aí? — Perguntou ele olhando para os lados.
–Hmm, não, não vi ela em lugar nenhum. — Respondeu a garota, baixando o olhar e com um tom de voz desanimado. Jodie não gostava da ideia de Jimmy e Serena namorarem. Jimmy era sempre tão gentil com ela, mas namorava Serena desde que se conheceram. Não era exatamente uma novidade assim como não era exatamente algo que não a incomodasse.
Ele logo avistou a namorada e se despediu de Jodie. A filha de Íris sentou-se junto com seus companheiros de chalé. Agora além do gosto amargo na boca, o coração pulsava dolorosamente contra o peito apertado. Mas apesar de todas as sensações ruins e do péssimo dia que estava tendo, continuou a conversar animadamente com seus irmãos. Seu coração precisava de um descanso.
***
Mary sentou na porta do chalé 11 e ficou trançando o cabelo. Depois de uma noite de patrulha, um banho era revigorante. Uma sombra a cobriu e ela olhou para cima, as três caçadoras cobriam os raios de sol. Thalia deu um passo para frente e as outras duas olhavam para os lados de um modo culpado.
–Precisamos falar com você. — Disse Thalia nervosa. — É sobre a missão.
Mary se levantou interessada, mas Alison, a garota de cabelos curtos, avisou:
–Tem que ser em um lugar mais… Particular.
A filha de Hermes assentiu e guiou-as para dentro do chalé. O lugar nem parecia o mesmo sem a costumeira superlotação. Era até esquisito estar vazio e silencioso.
–Não se preocupem, ninguém vai nos escutar. — Mary olhou para os lados enquanto falava, fechando portas e janelas. — Todos estão tomando o café-da-manhã.
Samantha, a menina de trança, se adiantou:
–Você não está indo buscar algo para nossa Lady. — E olhou para cima, talvez verificando se não provocara a fúria de algum deus.
–Já imaginava que os deuses não pegassem CDs emprestados e esquecessem de devolver por alguns éons. — Comentou Mary com um sorrisinho, na tentativa de quebrar o clima tenso. As três olharam para ela, aborrecidas, enquanto Alison abaixou a cabeça com vergonha alheia.
A garota dos cabelos curtos continuou a frase da amiga como se a mesma não tivesse sido interrompida:
–Escolhemos uma filha de Hermes porque queremos que roube algo. — Alison ajeitava seus cabelos nervosamente enquanto falava. Completou com um sussurro urgente: — Mary, nossa senhora quer que vá para o templo do irmão gêmeo dela e pegue a lira dele.
–VOCÊS QUEREM QUE EU ROUBE A LIRA DE APO… — Gritou Mary, quando as Thalia tampou-lhe a boca com o que mais parecia um tapa.
–Não pronuncie o nome dele. — A filha de Zeus disse desesperada. — Não fale o nome dele até terminar a missão. Os nomes tem poder!
–Se você disser o nome dele até o fim da missão, será o mesmo que alertá-lo. — Murmurou Samantha com um calafrio.
–Ok, nada de dizer o nome de Apo… Dele. — Corrigiu-se no momento em que as três pulavam para cima dela, prontas para lhe dar um tapa triplo.
–Não esqueça de avisar para as pessoas que escolher. — Disse Samantha com um olhar severo. As três já iam para a porta quando Samantha virou-se e completou: — E escolha meninas.
Mary assentiu e sentou-se em uma cama qualquer enquanto as outras saíam. Agora entendera o comportamento de Quíron. Era uma missão com um risco e tanto. Já sabia quem iria escolher, mas a profecia a deixava nervosa. E se citasse Apolo? E se ele tivesse um meio de descobrir, já que era o deus das profecias?
Ela respirou fundo, aceitara a missão e iria até o fim. Levantou-se e foi para o oráculo.
***
A garota adentrou na caverna de Rachel tremendo, mal conseguia ficar em pé. Era surpreendente que estivesse andando. Ela suava frio e tinha calafrios. Finalmente, achou o ateliê da garota. A ruiva pintava concentradamente e Mary aproveitou para checar a aparência em um espelho que estava na parede.
Surpreendeu-se. Seus olhos cor-de-mel estavam arregalados, seu rosto estava mais pálido que o normal, uma mão mexia ansiosamente na ponta da trança loira e a outra estava na boca, pois ela estava roendo as unhas. Respirou fundo e abriu seu sorriso maroto de sempre. Não queria deixar Rachel desconfiada que sua vida dependia da profecia que receberia. A pintora tornara-se o oráculo graças a Apolo, seria dedurada sem nem uma segunda chance.
Um movimento de luz e Mary virou-se assustada com a espada em punho. Era só Rachel abrindo as cortinas. A mortal a encarava com um misto de divertimento e estranheza.
–Maus sonhos. — Mentiu a loira e a ruiva assentiu. Era comum que os sonhos dos semideuses fossem presságios, logo um pesadelo era dez vezes pior para os meio-sangues. A ponto de deixá-los paranoicos.
Rachel sorriu consoladoramente e passou um braço ao redor dos ombros de Mary.
–Veio buscar uma profecia ou é sobre os seus sonhos? — Perguntou a portadora do oráculo.
–Vou em uma missão. — A filha de Hermes respondeu, sentindo-se ainda menor do que era sendo abraçada daquela forma. Mas logo o abraço foi desfeito e Rachel assumiu um ar mais sério. — Qual é a minha profecia?
O ar tornou-se mais frio e os olhos de Rachel se fecharam. Ela abriu a boca e uma névoa esverdeada espiralou, a envolvendo. A névoa se enroscou também nas pernas de Mary, que sentiu como se algo muito antigo a estivesse tocando. Ela imediatamente sentiu vontade de desmaiar com os calafrios que a percorriam, todos os seus sentidos gritando para que ela corresse. Nunca esteve tão cara a cara com Rachel daquela forma antes.
A voz da garota ressoou, era antiga e poderosa. A voz fantasmagórica e sombria de Delfos recitou:
No templo do Sol chegarão pelo Leste
Um enigma ocultará o algo pelo que vieste
Uma lembrança antiga, bonança e tormenta trará
A cria de Dionísio à sua fraqueza sucumbirá
A ruiva expirou fundo e a fumaça se dissipou. Mary não percebera que prendia a respiração. A portadora do oráculo fechou a boca e abriu os olhos, encontrando uma loira sorrindo aliviada, apesar de tremer muito. Sorriu de volta, satisfeita.
A filha de Hermes contou a profecia para Rachel e depois, despediu-se. Um verso martelava em sua mente incessantemente. A palavra sucumbir não agradava muito a ela, muito menos considerando alguém que pretendia levar.
***
No píer do lago, uma garota estava sentada com os pés descalços mergulhados. Segurava uma diet coke em uma mão e a outra mexia nos cabelos. Ela balançava as pernas, tomando goles de vez em quando. Os cabelos negros balançavam com a brisa do lago e a pele clara quase brilhava naquela luz. Mary só conhecia uma pessoa em todo o Acampamento que tinha a cara-de-pau de matar as aulas de grego em um lugar tão visível.
–Blair! — Chamou a filha de Hermes e rapidamente os olhos roxos arregalados voltaram-se para ela, assustados.
–Que susto! — Gritou a garota sentada na beira do lago. — Achei que fosse Quíron, me encontrando de novo. Quais são as novidades?
–Ganhei uma missão. Você quer vir? — Perguntou a loira mais aliviada, a profecia poderia falar de outra pessoa. Blair parecia bem e seu defeito fatal só podia ser a ironia. Como alguém poderia sucumbir a isto?
–Não, obrigada. — Blair respondeu se levantando. Mary ficou chocada. — Claro que eu prefiro assistir aulas de grego. — Completou ironicamente e sorriu. A filha de Hermes sorriu aliviada, apesar de não ter gostado da brincadeira. Mas ainda havia uma pontada de receio em seu coração. E se seu pressentimento estivesse errado? Ela precisava avisar à Blair.
–Mas tem um trecho da profecia que pode ser sobre você… — Mary olhou insegura para a amiga. Sabia que ela não iria se assustar por nada, mas também sabia que se ficasse com medo, não demonstraria. O que não era nada bom. A possibilidade de morrer era bem desagradável.
A loira recitou a profecia e a filha de Dionísio empalideceu ainda mais. Mas Blair logo sorriu e deu de ombros, disfarçando o medo.
–Se eu não for, quem é que vai sucumbir? — A filha de Hermes sorriu.
Combinaram o local de se encontrarem. Mary explicou os detalhes da missão e seguiu em frente, sem precisar andar muito até encontrar a outra pessoa que pretendia chamar.
Diferentemente da primeira escolhida, a garota de cabelos castanho-alourados não estava matando nenhuma atividade. Jodie usava seu tempo livre para assistir os filhos de Apolo jogarem vôlei. Mary se aproximou e abraçou a expectadora por trás. Jodie se virou para ela com um sorriso.
–Ganhei uma missão, a Blair já topou, você quer vir? — A filha de Íris diminuiu o sorriso quando ouviu o nome da filha de Dionísio. E o sorriso sumiu de vez quando a pergunta foi feita.
–Hmm… Acho melhor não. — Falou Jodie, em um desabafo. Mesmo depois de algumas horas, o gosto amargo do pesadelo persistia em sua boca. Sem contar que a companhia de Blair não era uma de suas favoritas. O jeito irônico da filha de Dionísio era demasiado rude, o que a incomodava bastante.
Mary ficou decepcionada. Já estava contando com a presença de Jodie mas não forçaria a amiga. Jodie era muito fofa e, pensando melhor, nunca concordaria em roubar algo de Apolo. Na verdade, nunca concordaria em roubar algo de ninguém, era correta demais. Despediu-se dela, dizendo que a compreendia, seguindo sem rumo pelo acampamento.
Agora que pensava melhor, a missão oferecia muitos riscos e Mary não sabia com quem podia contar. Quem lhe seria útil? Óbvio que escolheria uma amiga, mas eram tantas… Ela até sentia certa inveja das pessoas com poucos amigos, a escolha era tão fácil.
Decidiu escolher por eliminação. Nenhum garoto. Obviamente, nenhuma filha de Apolo também. Sobravam o chalé de Íris, Atena, Deméter, Perséfone e Hécate, que era onde possuía amigas. As filhas de Íris, Deméter e Perséfone que eram suas amigas não iriam gostar de um roubo. Sobrara Atena, Hécate e Hermes.
Pensou na profecia. Um dos versos se referia a um enigma. Uma filha de Atena seria a melhor escolha. Mary percebeu que estava perto da floresta e notou uma garota sentada no alto de uma árvore. Os cabelos castanhos lhe cobriam o rosto, então Mary mudou de posição a fim de enxergá-la melhor.
A garota que estava no alto da árvore lia um livro. Seus olhos devoravam o livro, mexendo-se rapidamente. Mary logo identificou uma velha amiga de cabelos castanhos.
–Hannah! — Gritou Mary. A filha de Atena desceu da árvore apressada.
–Como vai? — Hannah perguntou abraçando a amiga. Quais são as novidades?
–Vou bem e recebi uma missão. — Contou Mary animada. — Você quer vir?
–Sim! — O rostou de Hannah se iluminou. Ambas combinaram de se encontrar em frente ao chalé de Hermes após o jantar, onde as três combinariam o plano. Hannah mostrou-se preocupada com Blair, mas se animou ao ouvir sobre o enigma.
Mary só tinha um problema naquele momento.
Contar o real propósito da missão.
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