Imortais

2 Grimm Duplicata.


P.O.V. Nick.

Ficamos de tocaia num dos pontos de prostituição mais movimentados da cidade. Então veio um homem e ele pediu para ela Vogar.

—Ótimo. Bem mais bonita.

A voz dele me lembrava da minha própria.

—Parado! Mãos ao alto!

Quando eu vi o rosto dele não consegui acreditar. Eramos exatamente iguais.

—Oi duplicata.

—Não se mexa.

Ele veio pra cima de mim e Amara injetou alguma coisa nele.

—A estaca. Agora!

Dei a estaca pra ela que a enfiou no peito do cara.

O rosto dele ficou azul e cheio de veias.

—Stefan! Não Stefan!

Uma garota exatamente igual a Amara veio correndo.

—Stefan! O que você fez Katherine?! Você o matou!

—Não. Eu enfiei do lado errado.

—O que?

—Ele só tá dormindo. Leva ele e force-o a religar.

—Obrigado. Por não matá-lo.

—Eu não conseguiria nem se quisesse.

—Damon! Ele está bem!

—Vamos pra casa irmãozinho.

O homem pegou o corpo inerte do irmão e sumiu.

—Porra Damon! Eu sou humana!

—Relaxa. Só tinha que colocar ele no carro. Vamos.

—Ui!

Ele a pegou no colo e sumiu.

—Porque não o matou?

—Você não entende não é? Vocês tem o rosto do meu único e verdadeiro amor. Silas, eu não conseguiria machucar vocês por causa disso.

—Espera, tá me dizendo que o meu rosto não é meu?

—Sim. Exatamente. O seu rosto pertence a um homem imortal de dois mil anos.

—Caraca!

—To com sede. Você tem que me arrumar sangue.

—Certo.

Fui ao hospital e pedi ao médico bolsas de sangue. E ele me deu.

—Tome.

Amara pegou a bolsa e começou a beber na frente de todo mundo.

—Obrigado. Eu precisava disso.

—Vocês são satanistas ou algo assim?

—Tenho dois mil anos, sou imortal, indestrutível. Como fazem pra ele ficar líquido?

—Colocam na geladeira. Vamos.

Levei ela de lá antes que os médicos decidissem interna-la na ala psiquiátrica.

—Senhor, se realmente se importa com sua namorada deve procurar um psiquiatra.

—Acredite, um psiquiatra não iria resolver.

—Namorada? O que é namorada?

—É o que você é do Silas. Vamos.

Fomos de volta para a delegacia e ela ficou lá observando tudo até a hora de irmos pra casa. Ela encheu todo mundo de perguntas. Ela queria saber pra que servia a arma, como funcionava a caneta esferográfica, porque alguns de nós usavam uniforme e outros não, o que o Capitão fazia, onde e como era a sala dele, porque ele tinha uma sala só dele e a gente não.

Como funcionava a luz elétrica e porque ela fazia um barulho irritante, porque só ela ouvia o barulho irritante, se morávamos na delegacia, onde dormíamos, o que o Hank estava comendo e de onde veio.

Quando o celular do Wu tocou ela quis saber o que era e pra que servia. Tirou ele de suas mãos e disse alô, quando a pessoa do outro lado da linha respondeu ela o jogou no chão e pisou em cima.

—Olha o que você fez!

—Libertei o espírito que estava preso lá dentro! Isso é muita crueldade da sua parte, não deixar o coitadinho descansar em paz.

Começamos a rir.

—Não era um espírito! Era a minha mulher!

—E como prendeu ela na caixa?

—Ela não estava presa!

—Então prendeu a voz dela na caixa?

—Não!

—Ah, eu não to entendendo nada. E você ainda fica gritando comigo. Eu não sou surda sabia?

Wu deu um tapa na própria testa.

—Relaxa, te compro um celular novo.

—Vocês não vão dormir? O sol já se pôs.

—Atualmente ficamos acordados até mais tarde.

—Porque?

—Porque temos que trabalhar.

—Mais?

—Mais.

—Vocês são escravos?

—Não. Ganhamos pelo nosso serviço e ainda ganhamos um adicional de periculosidade.

—Adicional de que?

—Deixa pra lá. Porque não vai jogar dominó com a Rosalie?

—Ela sempre ganha de mim. É chato.

Amara sentou cruzando os braços e fazendo uma cara emburrada.

Todos rimos.

—Homicídio. Vamos lá.

—Eu posso ir também? Talvez possa ajudar.

—E como você poderia ajudar?

—Eu vejo coisas. Coisas que os outros não conseguem.

—É o que vamos ver. Vamos lá.

Levei ela comigo na viatura e assim que chegamos ao local do crime isolamos a área.

—Quem encontrou o corpo?

—Ela.

Amara apontou para uma garota.

—Sim. Fui eu, mas como sabe?

—Eu consigo ver coisas.

Ela passou pelas fitas amarelas e se ajoelhou diante do corpo.

—O que está fazendo?

—Silêncio por favor.

Amara fechou os olhos e aproximou as palmas das mãos do corpo. No que ela fez isso seu corpo deu um tranco.

—Gente, dá uma olhadinha nos olhos dela.

—O que que... nossa!

Os olhos estavam virados, completamente brancos. E então... eles desviram.

—Sei quem foi.

—E quem foi?

—Sei que foi um demônio e é um dos mais fortes que eu já vi.

—Demônio?

—É melhor chamarmos os Winchesters. Eles que sabem dessas coisas.

—E quem são os Winchesters?

—Os melhores caçadores de Demônios de quem tenho conhecimento. Eles já enfrentaram uma série de criaturas sobrenaturais, mas são especialistas em demônios.

—E o tal demônio é o que?

—É uma moça.

Voltamos para a delegacia e Amara foi ver a desenhista.

—Quem é você?

—Sou a desenhista. Vou fazer um retrato falado da suspeita.

—Não precisa. Me dê papel e lápis que eu mesma desenharei.

—Se insiste.

—Eu insisto.

—Se tiverem lápis coloridos ajudaria.

—Eu vou comprar.

—Tome.

Ela me deu um saquinho.

—O que é?

—Moedas de ouro.

—Fique com elas e não saia dizendo por ai que tem moedas de ouro.

—Tudo bem.

Fui a papelaria e comprei os lápis de cor.

—Aqui.

—Obrigado. Bom, ela tinha olhos azuis claros, cabelos negros, pele branca e usava uma roupa azul e amarela com um símbolo desenhado.

Ela ia falando e desenhando. Daí ela começou a pintar o desenho.

—Acabei. Vejam.

Aquilo era uma verdadeira pintura. Se eu não tivesse visto ela desenhar juraria que era uma fotografia.

—Cara, vou perder meu emprego.

—Porque?

—Você desenha melhor que eu.

—É que na minha época as moças não costumavam fazer muita coisa. Mesmo sendo criada eu tinha bastante tempo livre e como não existiam essas geringonças de hoje em dia, eu desenhava para passar o tempo.

—E você pintava os desenhos como?

—Com tinta, horas!

—E onde encontramos esses Winchesters?

—Eu não sei. Eles são nômades, mas talvez vocês possam usar as geringonças para encontrá-los.

Era tão engraçado ouvir ela chamar os computadores, celulares e tablets de geringonças.

—Encontrei. Eles estão em Ilinóis.

—Vamos lá.

—Esperem! Nada de carros como este. Vai assustá-los.

—Ela tem razão.

—Tá. Vou pegar meu carro lá em casa.

Nós entramos no carro e partimos para Ilinóis onde encontramos os irmãos Winchester.

—Olá. Meu nome é Amara e esse é o senhor Nicholas Burkhart.

—E o que vocês querem?

—Estamos com problemas. Um demônio assola a cidade de Portland.

—Demônio ein? E acredita mesmo nessas coisas?

—Sim. Acredito.

—Vocês vão nos ajudar ou não?

—Vamos. Dean! Pegue as coisas. Temos um caso.

—Onde?

—Portland.

—Ótimo. Vamos embora.

—Vamos.

Eles foram para dentro de um Impala 67 todo original e muito bem cuidado. Os irmãos nos seguiram até a delegacia.

—O que estamos fazendo na delegacia?

—Eu sou policial. E Amara é uma vidente.

—Não sou vidente. Sou uma viajante.

—Viajante?

—Uma espécie de bruxa. Só que sou imortal.

—Imortal?

—É verdade. Vi cortes profundos feitos por vidro cicatrizarem em segundos.

—To impressionado.