Immortals
1 Prólogo
Notas iniciais
“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.”
―Leonardo da Vinci
— Estive te procurando em todo lugar. — A voz feminina invadiu o quarto pequeno e gelado. — Você me deixou no escuro. — Sussurrou, a voz soando desolada.
— Por quanto mais tempo acha que conseguimos? —Indagou ele. — Fingir que tudo está perfeito, que não fizemos coisas terríveis, que ainda há solução.
— Nenhum. Porque existe solução. — A voz dela estava tão aguda, tão perdida. Isso indicou que o choro estava próximo e ele realmente veio, em gotas quentes que escorriam por todo seu rosto. — Eu acredito em você.
— Me dê um motivo para isso. — Pediu ele, a raiva borbulhando em seu íntimo. — Pois agora só parece uma grande estupidez da sua parte.
— Porque eu te amo. — Foi quase um grito, arremessando para longe o silêncio que antes existia ali, tornando vazio todo o resto.
— Eu não quero amor. Eu quero ser imortal. E se você não pode me dar isso...
O mundo parou, aquelas palavras frias espalhando-se pelo quarto como um gás tóxico, matando toda a esperança que existia ali. Tudo sufocava, naquele silêncio temeroso e naquele olhar perdido dela. Naquele olhar de desistência.
Mas a última coisa que ela faria era desistir. Desistir dele.
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