Immortal Love

41 Thirty-fourth Act: Face to Face


Notas iniciais
Aí gente desculpa encher o saco aqui falando isso, mas eu vejo 17 leitores, 17 favoritos e 2 recomendações e apenas uma pessoa comentando a cada capitulo e isso me deixa um pouco frustrado. Sei q todos vcs tem suas vidas, mas não custa nada demais tirar uns dez minutinhos pra ler e comentar afinal eu so sei se vc esta lendo quando vc comenta. A maioria de vcs e escritor assim como eu e sabe como eu me sinto entao vo pedir mais reviews ae o/

C. Taylor

Vincent devorava os animais que aparentemente eram feitos de energia sombria, mas precisamente… Poder de ceifeiro! Mas o mais esquisito era que alguém teria que fazer aqueles bichos e não havia ninguém ali além de nós então onde estaria o dono daqueles seres? Eu tinha que ficar atento.

— Ei! – disse um homem tão magro quanto Vincent com um quimono esquisito – Não pode comer meus animais assim!

— São seus? Você tem o mesmo gosto!? – exclamou Vincent mordendo a perna do tal magrelo –

— Sim são meus, mas não! Eu não tenho o mesmo gosto! Agora me largue seu esquisito!

— Qual seu nome? – eu perguntei –

— Meu nome é... Ah esqueci meu nome! E estou com muita preguiça pra lembrar meu código de barras! – exclamou ele. Ele era mais preguiçoso que o Vincent e isso me assustava –

— Então se tem preguiça para isso devo imaginar também que não pretende lutar... – conclui –

— Gênio! — disse ele um tanto sarcástico e isso me irritou – O que eu quero é dormir então deixe a mim e aos meus animais em paz!

— Só vai ter paz quando chegarmos ao esconderijo de Leonard e George pelo caminho mais seguro e guiado por alguém que conhece muito bem esse lugar... – exclamei cruzando os braços –

— O quê? Fala sério! – resmungou ele – ok, mas com uma condição...

— Qual? – questionei –

— Tira ele do meu pé! Literalmente. – resmungou novamente –

— Ok. Lorraine é com você! – exclamei sorrindo –

— Vincent. – ela disse o fazendo olhar diretamente em seus olhos – Ou você o mastiga ou faz sexo comigo!

— O quê!? Não pode ser os dois? – ele resmungou –

— Está querendo demais né? – ela retrucou –

— Ele está gostoso! – ele exclamou –

— Pena eu tinha aprendido uma posição nova...

— Posição nova? E como aprendeu? – questionou Vincent –

— A Sussana me deu seu kama sutra de bolso...

— Que merda! Fizeram isso? – reclamou Vincent com cara de nojo –

— Pode reclamar, mas quando me vir em ação vai agradecer o autor! – exclamou Lorraine o deixando interessado –

— Não precisa me agradecer... – exclamei mostrando minha foto na contra capa e deixando todos principalmente Sussana de boca aberta –

— Você fez mesmo todas aquelas posições? – questionou Sussana com o dedo na boca –

— Comigo quase todas! – disse Mishu envergonhada –

— Fiz todas, mas algumas eu não posso repetir... – eu disse me fingindo de envergonhado –

— Chega dessa conversa estúpida e vamos logo! – disse Vincent largando a perna do preguiçoso –

— Ainda bem que você interrompeu essa conversa já estava me dando sono... Vamos sigam-me! – disse o preguiçoso indo na frente –

Estávamos caminhando seguindo um cara preguiçoso, impulsivo, obsessivo, louco e que odeia ser mandado! Não, eu não estou falando do Vincent. Se bem que eles eram realmente parecidos em muitos aspectos e mesmo assim pareciam se odiar.

— Você não confia nele nem um pouquinho né? – questionei Vincent –

— Não. Não confio em nada nessa ilha! – exclamou ele –

— Acho que ele não vai ser louco de desafiar todos nós! Além disso ele é preguiçoso demais pra planejar alguma coisa. Olha lá ele morgando! – eu dizia apontando para o preguiçoso que apenas olhava o céu parado –

— Os preguiçosos são os piores – disse a voz da experiência – Ele finge estar morgando para planejar algo. Se ele for tão inteligente quanto penso que é temos que ter um pouco de cautela.

— Preocupado Vincent? – debochei –

— Não! Apenas não gosto nada dele. – retrucou Vincent –

— Se quiserem chegar onde acho que querem vivos e inteiros sugiro que os senhores suportem minha presença, pois eu não quero lutar e muito menos morrer! Se a luta for necessária não vejo o porquê de não matar todos vocês! Tenho a vantagem da experiência, do local e da inteligência então acho melhor vocês pararem de discutir sobre mim e me seguirem... – disse o preguiçoso aparecendo repentinamente em nossas costas de um modo que nem Vincent havia reparado – A propósito meu nome é Jarred!

— Precisamos de você então não vamos te matar, mas faça mal a alguma dessas belas garotas e vai sofrer a maior dor da sua vida! – exclamei com um olhar de ódio –

— Se eu ficar com fome não respondo por mim... – debochou Vincent com um ar assustador –

— Só me sigam e calem a boca. – disse Jarred aos bufos –

— Dá pra ir mais rápido? – resmunguei –

— Claro que dá, mas eu não estou muito afim...

— Ótimo quem sabe nós ficamos juntos até a hora do jantar! Aposto que o Vincent vai adorar te ter como prato principal! – exclamei com um sorriso tão psicopata que até eu mesmo assustei –

— Ok eu vou mais rápido, mas vou logo avisando mesmo nesse passo vamos demorar três horas pra chegar lá! Isso porque estou usando o caminho mais curto que conheço. – disse ele aumentando a sua velocidade e surgindo três quilômetros na nossa frente –

Vincent ficou lado a lado com ele, mas eu fiquei ali atrás para servir de referencia aos outros que não andavam tão rápido assim. Sussana surgiu ao meu lado e por lá ficou apesar de eu ter certeza que ela era bem mais rápida que eu.

V. Phillips

Eu estava ficando impaciente. Queria chegar logo lá não só pela minha irmã, mas também estava muito preocupado com os outros. Quando mais ficávamos naquela mata mais chances tínhamos de ser atacados e eu com certeza não queria ver nenhum deles machucados. Eu apertei o passo e andei lado a lado de Jarred.

— Não tem como ir mais rápido que isso? – eu disse mesmo sabendo que ele já estava apertando o passo –

— Não infelizmente não sou mais rápido que isso, mas não se preocupe se nada atrapalhar nós chegamos ao nosso destino em duas horas! – ele disse para me acalmar –

— Mas você não disse três horas? – questionei confuso –

— Eu disse duas horas se nada atrapalhar! Acha mesmo que numa ilha cheia de cobaias e com dois ceifeiros poderosíssimos e inteligentes nós vamos caminhar assim tranquilamente? – retrucou Jarred sério –

— Mesmo assim duas horas é muito. – resmunguei –

— Sim, mas a ilha é grande e cercada de perigo, além disso, as quatro montanhas que demarcam norte, sul e leste, oeste não são só marcos são também os pontos dos vigias!

— Pontos dos vigias?

— Existem muitas cobaias, mas também existem quatro ceifeiros originais além de Leonard e George. Eles são: Gurt, Lancelot, Ray e o mais forte... Cam! Eles ficam nas quatro montanhas e só saem para matar, mas duvido que algum deles se atreva a enfrente esse grupo.

— E porque diz isso...

— Falei demais! Falo tudo sobre aqui, mas você não fala nada sobre você! – ele dizia um tanto nervoso –

— Não há nada sobre nós que você precise saber! – exclamei seco –

— Tem uma única coisa! Pra que vir nessa maldita ilha? – insistiu ele fingindo não se abalar com meu modo grosseiro –

— Vim buscar uma coisa. – disse seco novamente –

— Legal. Espero que isso faça valer a pena morrer – retrucou indiferente –

— Você não vai morrer! – exclamei –

— Se eu trair vocês eu morro e se levar vocês eu traio os dois e morro do mesmo jeito... Sim eu vou morrer! – exclamou ele sorrindo, mas porque ele sorria com tanta certeza da morte –

— Você é estranho e louco. – conclui –

— Já ouvi muito as duas coisas, mas nunca juntas! – debochou – Tomem cuidado com um mordomo de terno branco! – advertiu ele –

— Quem é ele? – questionei curioso com a preocupação de Jarred sobre ele –

— Não sei. Nunca cheguei a vê-lo e quem viu não ficou vivo para me contar... – exclamou ele com um sorriso torto –

— Quero conhecê-lo! – afirmei –

— E depois eu que sou o estranho e louco né? – ele brincou –

— Cada louco com sua loucura! — afirmei, mas não resisti e ri. Ele riu de volta. No final das contas ele não era tão mal assim –

C. Taylor

Eles conversavam e até riam. Isso não fazia sentido nenhum até agora pouco eles se odiavam. Eu sei que eles são parecidos e isso pode aproximá-los, mas conversar rindo já não é um pouco demais? Eu não entendi bem o porquê, mas aquilo me irritava de uma forma muito estranha.

— Ele odiava o cara agora fica aí brincando com ele? – resmunguei sem perceber –

— Ciúme? – questionou Sussana –

— Ciúme? Eu? Dele? Tá me zuando né? – eu disse um tanto nervoso –

— Calma! Não precisa ficar nervoso... – disse ela rindo –

— E quem é que está nervoso? – exclamei em tom de pergunta –

— Ninguém nossa fica frio! Ou se quiser eu te esfrio... – disse ela sensualmente. Eu até imaginei, mas voltei a si instantaneamente –

— Não valeu! Já tenho a minha gata gelada! – eu disse piscando –

— Pior pra você! – ela disse virando para lá –

— Dela sim eu tenho ciúme! – afirmei –

— O ciúme que eu falei antes era ciúme dos dois como amigos né bobão! – exclamou ela –

— Isso não tem nada a ver! Vincent me considera como irmão e essa cara nunca vai tomar o meu lugar! – exclamei cruzando os braços –

— Que bom que sabe bobão! E saiba que pode contar comigo também viu! – ela disse sorrindo –

— Tenho medo de perguntar em que sentido eu posso contar com você! – brinquei –

— Tem algum sentido que você prefere Kree? – disse Mishu surgindo atrás de mim com os braços cruzados. Eu descruzei os meus e cocei a parte de trás da cabeça um tanto envergonhado –

— Claro que não! – eu disse engolindo seco –

— Ótimo! – disse ela se colocando entre mim e Sussana só pra prevenir penso eu –

L. Crysin

Reuni forças para alcançar Vincent e Jarred quando cheguei lá os dois já haviam parado de rir e tudo que restava era um silêncio mortal. Os dois olhavam apenas para frente e seguiam calmamente, mas sem perder a velocidade.

Repentinamente os dois pararam e se mostraram atento. Eu não sentia nada direito apenas a energia dos outros que vinham logo atrás. Vincent fazia sinal para ficarmos atrás deles e então um a um todos foram chegando e logo Jarred afirmou.

— Odeio ser o mensageiro das más noticias, mas um dos ceifeiros vigias está por perto.

A energia era fraca, mas estava em movimento. Agora entendi porque demorei tanto pra senti. Como ela era uma energia fraca se escondia entre a energia dos outros e se eles não tivessem parado eu nunca repararia na energia do inimigo. Era uma técnica interessante. Se camuflar na própria energia do inimigo.

— A energia está fraca demais! Ou ele está morrendo ou... – eu ia dizendo até ser interrompida –

— Está ocultando sua energia! – disse Vincent me completando –

— Deve ser Gurt, o vigia do norte, ele mantêm sua energia oculta...

— Não só a energia! O cheiro também! – completou Kree – Talvez se Vincent usar sua audição possa achar a posição do inimigo...

— Então faça silêncio! Senão ele nós acha antes de acharmos ele! – afirmou Vincent um tanto nervoso –

— Tarde demais! – disse uma voz desconhecida –

Ele era realmente poderoso. Quando ele atacou, eu apenas vi a lâmina de sua espada gigantesca que destruiu todas as árvores a nossa volta. Rápido, forte e podia facilmente camuflar seu odor e sua energia, mas como todo inimigo tinha uma fraqueza e eu precisava descobrir qual era a dele. Ele recolocou a espada em suas costas e virou defronte a todos.

— Jarred seu traidor! O que faz com eles? – exclamou o ceifeiro –

— Gurt você nem sabe o que significa essa palavra então não a use deste modo! Nunca estive do seu lado apenas fui vigia do norte por um tempo, mas agora esse posto não é mais meu!

— Bem, bem então eu vou ter que te derrotar também!

— Acha mesmo que pode contra todos nós? – questionou Kree –

— Eu sou imortal! – exclamou o tal de Gurt –

— É o que todos dizem antes de serem carbonizados! – debochou Vincent –

— E o que vai fazer magrelinho? Poupe-me! Não é um fracote como você que vai me derrotar!

— Bem já que provocou agora aguenta – disse Vincent indo pra cima do Gurt, mas foi parado por Jarred –

— Espera! Não temos tempo para isso! Se ficarmos aqui lutando vão chegar os vigias do Leste, Oeste e Sul!

— O que faremos então? – eu perguntei um tanto aflita –

— Acho que agora é comigo... – disse Kree sorrindo e passando a mão na própria cabeça – Pode ir Vincent eu logo alcanço vocês –

— Mas... – Vincent ia falar algo, mas Kree o interrompeu instantaneamente –

— Mas nada! Vincent você precisa continuar por todos e principalmente pela sua irmã, além disso, eu dou conta de um ceifeirinho porcaria –

— Ora seu! Só porque você é mais forte não quer dizer que vai vencer só vai ser um desafio melhor! – dizia Gurt sem saber que ia ser ao contrario do que ele pensava afinal Kree era mais fraco que Vincent –

— OK. – disse Vincent se preparando pra partir com Jarred –

Foi então que eu vi o Gurt sacar a espada e senti sua energia sombria aumentar de repente. Era isso! Ele guardou sua alma de ceifeiro na sua espada então nenhum golpe físico irá funcionar! Kree estava com problemas, mas eu podia avisá-lo.

— Kree! – eu gritei — A alma dele está escondida na espada! Cuidado.

— Muito obrigado... – ele disse tirando a camisa e então eu segui o grupo –

Eu estava um tanto preocupada com ele, mas se Vincent o deixou era porque sabia que ele iria ganhar.

— Acha que ele ficará bem amor? – eu questionei Vincent que disfarçava bem, mas parecia um tanto nervoso –

— Claro que sim! Se ele demorar é porque ficou brincando com aquele idiota. – disse Vincent forçando um sorriso –

— Ele está concentrado vai voltar em menos de quinze minutos! Sem problemas Lorraine-Sensei! – disse Mishu me acalmando –

— Titio Kree é o melhor! – disseram Aline e Alexia juntas – Depois do papai é claro... – elas riram e fizeram todos em volta rirem junto –

— Esse garoto chegou como um ninguém e virou alguém que todos amam... Ele tem mesmo o poder de surpreender! – brincou Sussana e naquela hora eu tive certeza que Vincent estava sorrindo de verdade –

V. Phillips

Não vou mentir eu realmente fiquei preocupado com Kree, mas eu tinha certeza que ele ganharia daquele idiota do Gurt! Onde já se viu num mundo de Imortais e Ceifeiros um ser julgar o outro pela aparência! Poderia ganhar dele em menos de cinco segundos! Mas Kree e Jarred tinham razão eu tinha que seguir na frente! O meu real medo era aquele novo poder do Kree que apesar de ser poderoso ainda estava em aprendizado e parecia desgastar os olhos do Kree.

Por sorte ele retornou ao grupo são e salvo! Nem parecia ter lutado estava sem nenhum arranhão.

— Foi mal a demora! – brincou Kree —

- Voltou em menos de quinze minutos como eu disse – exclamou Mishu –

Kree colocava a camisa de volta enquanto corria.

— Coloca de volta não. – sussurrou Alexia –

— Alexia! Eu ainda tenho audição super desenvolvida! – gritei –

— Desculpa papai...

— Relaxa Vincent é coisa da idade! Além do mais não sou tão gosto assim né? – Kree questionou desnecessariamente –

— É sim! – exclamaram todas menos Lorraine e Aline minhas lindas —

— Basta Alexia! – eu disse –

— Chega de putaria estamos chegando! – exclamou Jarred –

— A culpa não é minha se eu sou irresistível! – brincou Kree –

Eu dei um tapa na cabeça dele e ele apenas riu. Finalmente chegamos ao nosso destino estávamos na porta da frente do esconderijo e então Jarred olhou pro céu e pareceu pensar algo.

— Bom daqui é com vocês! Vou lhes dar uma dica: Se só querem informações entrem na décima porta a direita e então verão um armário cheio de documentos. Lá terá tudo que vocês quiserem saber, mas lembrem-se de tomar cuidado com o mordomo! – advertiu Jarred pela última vez –

— Tudo bem. – eu disse –

— Não vão me matar agora? – disse Jarred olhando para os lados –

— Você irá nos trair ou nos atacar? – eu questionei –

— Não vejo o porquê.

— Então não vejo o porquê de te matar. – eu disse piscando para ele –

— A gente vê um dia desses... – disse Jarred subindo numa fênix de sombras e sumindo no céu —

— Claro... – eu disse olhando pro céu mesmo ele já não estando mais lá –

Entramos rapidamente e logo vimos que as portas eram bem afastadas umas das outras e que a décima porta estaria distante.

— Tomem cuidado ainda pode ser uma armadilha! – eu exclamei –

— Em que posso servi-los? – perguntou um homem alto de terno branco –

Ele vestia um belo terno branco e tinha um guardanapo numa mão e uma bandeja de prata na outra. Seu cabelo era longo, liso e branco como o meu. Seus olhos eram cor de mel e apesar de metade da sua cara ter uma mascara tão prateada quando a bandeja que ele segurava eu simplesmente via meu rosto no dele, mas estava em duvida se era a minha mente projetando a nossa semelhança ou se meu rosto estava refletindo na marcara e se encaixando perfeitamente com o dele eu só sabia que era assustador.

— Quem diabos é você!? – questionei pasmo –

— Ora então você não se lembra? – ele dizia abrindo um largo sorriso – Eu sou o seu irmão!

“A vida sempre lhe trás respostas, mas cabe a você entende-las!”

Notas finais
Bom como sabem o capitulo musical se aproxima então preparem-se!